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29/11/2013

RESENHA - O Meu Pé de Laranja Lima (José M. de Vasconcelos)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica:  Vasconcelos, José Mauro de. O Meu Pé de Laranja Lima. São Paulo, Editora Melhoramentos, 2005. 2ª edição, 115ª impressão. 192 páginas.
Gênero: Drama e romance juvenil
Temas: Amizade, simplicidade, sentimentos.
Categoria: Literatura Infanto-juvenil (nacional)
Ano de lançamento 1968











“Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo. Dor que dava desânimo nos braços, na cabeça, até na vontade de virar a cabeça no travesseiro.”
O Meu Pé de Laranja Lima (pág. 174)

                                                  
O livro que foi publicado em 1968, mas que até hoje é lido em diversos países. Traduzido em 52 línguas e adaptado para o cinema, televisão e o teatro. A literatura infanto-juvenil mais emocionante, mais dramática e porque não mais romântica.  O que é pobreza? O que é amizade? O que é dor? E o que é realidade ou imaginação?

Zezé é um menino de seis anos, muito inteligente, curioso, traquinas, sensível, criativo, carente, um tanto imaginativo e parte de uma família pobre. Sua família é paupérrima, porém muito trabalhadora, como muitas famílias do Brasil. Sua mãe trabalhava o dia inteiro, seu pai encontrava-se desempregado e seus irmãos mais velhos trabalhavam e cuidavam do mais novo. Zezé, às vezes, era judiado por seus irmãos Jandira e Totoca, mas sempre podia contar com os cuidados e proteção de sua irmã Glória, mais conhecida como “Godóia”. Devido à preocupação pela sobrevivência da família, os pais de Zezé se descuidam do fundamental: do amor e da companhia que podem oferecer a uma criança. Godóia, por ser muito protetora, tenta preencher esse descuido e é uma das poucas que compreende o motivo do menino se endiabrar às vezes. Com a falta de afeto que não encontra na família, o menino endiabrado vai pelas ruas fazendo mil travessuras, pregando peças e quando enfezado soltava até palavrões. Ao ter atitudes como essa acabava levando broncas ou até surras de seus pais e de seus irmãos que diziam que ele era uma pessoa má.

       "Eu não presto para nada. Sou muito ruim. Por isso é o diabo que nasce para mim no dia do Natal e eu não ganho nada. Sou uma peste. Uma pestinha. Um cachorro. Um traste ordinário. Uma das minhas irmãs me disse que coisa ruim como eu não devia ter nascido..." (pág.122).

Zezé aprendeu a se virar sozinho e até a ler sozinho. Às vezes pensava que o pensamento era um passarinho ditando versos dentro dele mesmo. Um menino muito curioso que adorava aprender coisas novas, palavras novas e difíceis, mas por ser esperto e ao mesmo tempo não entender muitas coisas acabava se metendo em enrascadas. Essas travessuras tornava-o conhecido em suas redondezas e com poucos amigos. O menino sofre as injustiças do mundo adulto, aprende cedo demais o que é a dor e a tristeza. A infância deveria ser a fase mais feliz, mas nem sempre é assim.


“-Fica feio se eu chorar?
–Nunca é feio chorar, bobo. Por quê?
–Não sei,ainda não me acostumei. Parece que 
aqui dentro a minha gaiola ficou vazia demais...” (pág.69) 

As dificuldades fizeram com que a família se mudasse de casa e lá Zezé encontra um pé de laranja lima em seu quintal que se tornou seu maior amigo. Com o apoio da árvore, o menino refugiu e recebeu todo o carinho e atenção que não recebia de sua família. A partir de então, Zezé usa o mundo da imaginação para escapar da realidade da vida até o dia em que descobre que não pode mais fugir disso.

"Mas que lindo pezinho de Laranja Lima! Veja que não tem nem um espinho. Ele tem tanta personalidade que a gente de longe já sabe que é Laranja Lima. Se eu fosse do seu tamanho, não queria outra coisa" (pág.32). 

Sem querer, o menino acaba fazendo amizade com o Portuga, um comerciante que faz o garoto se sentir querido pela primeira vez na vida e que tem um papel muito importante na vida de Zezé fazendo a criança entender o que é a vida e o que é crescer.

A linguagem do livro é de fácil compreensão, mesmo com o fato de ser narrado com a maneira regional de se falar e de retratar uma verdade dolorida e fiel da classe baixa. Podemos até dizer que a fala regional confere um encantamento para que a linguagem ficasse de forma tão modesta, singela e bonita, trazendo mesmo aquele ar de se estar ouvindo a voz da criança contando. O livro se revela reflexivo em diversos momentos e com uma pitada de doçura. Relembrando como é a inocência da criança e também como é a dor da descoberta da vida. No momento de reflexão conclui que Zezé foi um menino que perdeu seu direito de ser criança cedo demais, apreendendo a se virar sozinho e aprendendo depressa demais coisas que nem deveria se importar por agora, sim este era um garoto prodígio. Certas coisas que ele fazia não era por maldade e sim por sua inocência e falta de entendimento. Arrisco-me a dizer que o que mais fascina os leitores a esta obra é o fato de não apenas retratar o lado imaginativo em uma vida dura, mas especialmente por abordar sentimentos e a questão da morte dentro do imaginário infantil.

O Meu Pé de Laranja Lima é narrado em terceira pessoa e dividido em duas partes, sendo que na primeira temos cinco seções que retrata o menino que aprende tudo sozinho e que tem uma imaginação pra lá de solta. Ao mesmo tempo demonstra a rotina de Zezé e como é seu convívio com as pessoas, com sua pobreza, curiosidade, inocência e levadeza. Sua mais improvável amizade é com a pequena árvore do quintal - o Pé de Laranja Lima – mais conhecido como “Minguinho” ou na forma mais amorosa “Xururuca”, que ouve, fala, brinca, dá conselhos e é seu maior confidente em seu mundo de fantasias. Na segunda parte, a divisão se dá em nove seções, que retrata as traquinagens e surras feitas e recebidas respectivamente, pelo menino. Também apresenta “Portuga” onde descobre o que é amizade, ternura, carinho e até mesmo admiração por alguém. Demonstrando todo tipo de sentimento que se possa passar em um garoto de 6 anos como Zezé.

Dos mais famosos livros da literatura infanto-juvenil, “O Pequeno Príncipe” (autor: Antoine de Saint-Exupéry), “Flicts” (autor: Ziraldo), entre outros, afirmo que “O Meu Pé de Laranja Lima” é o livro mais emocionante que pode ser passado a qualquer pessoa. Seja criança, adolescente, adulto ou idoso. Afirmo porque a moral deste livro cabe a qualquer fase da vida. Você que gosta de uma história emocionante, simples, com sentidos e significado e uma pitada de drama, não deixe de ler.  Tenho orgulho de recomendar e dizer que tenho certeza que quem já leu considera esta uma das histórias mais inesquecíveis e envolventes a ponto de te levar a pensar em outra realidade.

O “Meu Pé de Laranja Lima” é o maior sucesso na carreira do escritor José Mauro de Vasconcelos, carioca, nascido em Bangu, no Rio de Janeiro, sendo de uma família muito pobre. Aprendeu a ler sozinho e devido a seu espírito irrequieto, fez várias tentativas de estudos: Medicina, principiou Desenho, Direito e Filosofia. Aos quinze anos morou sozinho no Rio de Janeiro. Teve diversos empregos para conseguir se sustentar, como: pescador, professor, modelo, bailarino, garçom, ator de cinema, teatro e televisão e escritor. O escritor possuía qualidades como uma fabulosa memória, imensa imaginação e prodigiosa capacidade de contar histórias sendo determinantes em seus personagens, cenários e suas obras. Apesar destas qualidades José Mauro não quis ser escritor, foi obrigado a sê-lo, pois ele tinha de escrever e contar coisas. Os seus romances, como a lava de um vulcão, foram lançados para fora, porque transbordava de emoções.

Frase dita pelo autor: “a literatura é a arte mais difícil, porque a palavra tem que dar ao todo as cores e nuanças da pintura, o som e a harmonia da música, o movimento. Escrever é a maneira que encontrei para transmitir minhas vivências, o bem e o mal, e um sentimento que anda muito esquecido: a ternura. E a vida sem ternura não vale nada.”

Obras
·         Banana Brava (1942)
·         Barro Blanco (1948)
·         Longe da Terra (1949)
·         Vazante (1951)
·         Arara Vermelha (1953)
·         Arraia de Fogo (1955)
·         Rosinha, Minha Canoa (1962)
·         Doidão (1963)
·         O Garanhão das Praias (1964)
·         Coração de Vidro (1964)
·         As Confissões de Frei Abóbora (1966)
·         O Meu Pé de Laranja Lima (1968)
·         Rua Descalça (1969)
·         O Palácio Japonês (1969)
·         Farinha Órfã (1970)
·         Chuva Crioula (1972)
·         O Veleiro de Cristal (1973)
·         Vamos Aquecer o Sol (1974)
·         A Ceia (1975)
·         O Menino Invisível (1978)
·         Kuryala: Capitão e Carajá (1979)
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28/11/2013

CONTO - Sobre a esperança



Título: Sobre a esperança
Classificação: Livre
Gênero: Ficção científica, introspecção
Sinopse: Como algo que ao menor sopro pode se apagar move os seres humanos a se enganarem e a lutarem por aquilo que simplesmente só podem acreditar? O conto é sobre a descoberta, em uma situação extrema, do significado por trás de algo que sentimos e normalmente não tentamos e talvez nem saibamos explicar: a esperança.

Sobre a esperança


Tentou rir, mas isto apenas piorou sua dor. Agora ele entendia.
Um dia, antes de tudo isso, havia tentado imaginar o que acontecia com uma pessoa que se jogava de um lugar alto. Será que ela vê a vida passar diante de seus olhos? Será que ela cai em câmera lenta? Agora sabia que tudo era mentira. Não havia nada disso, apenas a dor resultante da queda caso você sobrevivesse, como ele tinha sobrevivido agora.
Olhava a nuvem de fumaça subindo ao longe, onde seus companheiros foram vistos pela última vez pela mira de seu rifle de longa distância. Havia conseguido matar alguns Deles e ajudar no recuo dos sobreviventes, mas alguns minutos após saírem de seu campo de visão, os tiros pararam. Tudo estava silencioso. Deveriam estar mortos. Era o único sobrevivente daquela “brincadeira” A única esperança que tinham havia se transformado em pó, sem o menor esforço. Não havia pensado nisso, no quanto era sensível o sucesso do plano. Para falar a verdade, havia se recusado a pensar nisso. Não se pensa nas chances de um último ato de desespero... mas agora via com clareza... nunca tiveram uma chance.
Encostou a cabeça no chão cansado.
Lembrava-se perfeitamente da sensação que sentira após atravessar os restos de vidro do oitavo andar... que sensação fantástica. Teve a impressão de que por pouco, mas muito pouco, não conseguira voar. Com os braços estendidos e pernas em riste, o mergulho o atingiu com uma rajada fria e realista. Seu corpo lentamente começou a girar por causa do peso de suas botas. Malditas botas de metal! Seu corpo ficou de pé em pleno ar e foi assim que se chocou com o solo.
Agora se encontrava no chão, estendido, derrotado. Sentia o sono tomando conta de si e deixou-se levar, fechando os olhos e tentando se lembra da incrível sensação de quase vôo que sentiu ao pular...

Recuperou os sentidos com uma grande explosão que fez o chão tremer. Assustado tentou sentar-se e sentiu uma agonizante dor oriunda de suas moídas pernas. Como ainda estava vivo? Havia sentido o tão dito sono da morte, o havia abraçado, porque ainda estava vivo?
Ouviu outra explosão menor e incrédulo olhou para a nova fonte de fumaça que subia. Soltou um leve sorriso de satisfação. Explosões não aconteciam à toa. Alguém as estava causando, e provavelmente eram seus companheiros fazendo suas mortes serem um tanto mais espetaculares.  Sorriu e bateu a cabeça com força no chão, porém seu capacete amorteceu o impacto mais do que desejara. Aqueles que trouxe para sua missão suicida estavam morrendo lutando e ele, que sempre se orgulhara de sua liderança e honra, nem se matar conseguia. Olhou para o prédio e riu, pois não conseguia se imaginar subindo até lá para se jogar mais uma vez. As proteções de sua perna exibiam menos sangue do que achou que veria, e não aparecia mais. Ergueu o braço o máximo que conseguiu e esmurrou a armadura do peito, o que não lhe causou dor. Não acreditava. Havia se jogado do oitavo andar de um prédio e não morrera na queda e nem morreria sangrando.
Virou-se para o lado e encontrou sua arma arranhada e com a mira telescópica quebrada. Pegou-a e conseguiu sentar usando-a como apoio.
Riu.
Riu como nunca antes havia rido em sua vida, e não se importava se Eles o achassem.
Finalmente havia entendido.
Arrastou-se até o topo da pilha de destroços à sua frente e descarregou as balas restantes de seu rifle. Gritou a plenos pulmões sentindo sua garganta ferir. Recarregou a arma e esperou. Que viessem! Ele já havia adiantado sua morte. Se iria morrer, que morresse lutando como seus companheiros. Quem sabe um deles não conseguiria chegar lá?
Foi necessário cair de oito andares para encontrar sentido naquilo tudo.
Não havia morrido à toa.
Não estavam lutando por uma chance de fazer algo dar certo.
Estavam lutando para manter a esperança de que algo poderia dar certo.







Autor: Pantaleão

Idade: 22 anos

Localidade: São Paulo

Redes Sociais:  Facebook, Blog, Wattpad.

Quer saber como enviar o seu conto? Clique aqui.

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25/11/2013

31ª Feira do Livro de Brasília


A Feira do Livro é um espaço dedicado á todos aqueles que gostam de literatura e cultura, e também um local para destacar os talentos dos escritores do nosso mundo e principalmente da nossa cidade. Você gosta de ler? Então não perca o evento! 

A Feira

A 31ª Feira do Livro de Brasília construiu uma programação que prestigiou a literatura e consequentemente, os escritores do DF. Em todos os momentos, eles terão lugar de destaque, inclusive, participando das atividades com os convidados oriundos de outras unidades da federação.


No sábado (23), dia da abertura, o evento contou com a homenageada nacional, Paula Pimenta (MG) autografando seus livros das 14h às 16h50. Depois, a abertura oficial, às 17h, que contou logo em seguida, às 18h, com um Cortejo Artístico com o Boi de Seu Teodoro.


Dentre as atrações, além das homenageadas, Paula Pimenta e Dinorá Couto Cançado, teremos (a programação completa estará disponível no site do evento.

Atração Internacional

 A angolana Isabel Ferreira estará na Feira, no Café LITERÁRIO, na quarta-feira (27/11), das 20h às 21h , no Bate-Papo Literário: “Muzongue literário”.Com ela, a jornalista Sheila Campos (DF). Isabel fugiu da guerra em Angola, ficou muito tempo em Portugal (na diáspora) e retornou ano passado para sua Luanda, tem muito a nos ensinar. Ela também participará do ESPAÇO DO AUTOR, no dia seguinte, quinta ( 28), das 20h às 21h, lançando o livro “Coelho Conselheiro matreiro e outros contos que eu te conto”.


Melhor livro do ano de não-ficção pelo Prêmio Jabuti 2013

O ganhador do 55o. Prêmio Jabuti (2013), na categoria Livro do Ano de Não Ficção, com livro “As duas guerras de Vlado Herzog”, o escritor e jornalista Audálio Dantas (84). “As Duas Guerras de Vlado Herzog-Da Perseguição Nazista na Europa à Morte Sob Tortura no Brasil” (Civilização Brasileira) foi o livro vencedor do Jabuti 2013, e será autografado no evento. Audálio participará com Edmilson Caminha (DF) na 4a. feira (27/11), do Encontro com Autor, das 18h30 às 19h30. Na quinta-feira (28/11), das 19h às 20h30, MENTO participará com Alaor Barbosa (Biógrafo de Guimarães Rosa), de um bate-papo sobre Biografias.

Literatura Policial


Vicente Vilardaga (DF) – autor de “À Queima-Roupa – o Caso Pimenta Neves”, que trabalhou com os dois protagonistas na Gazeta Mercantil e acompanhou de perto essa história. Vilardaga também entrevistou o assassino com exclusividade – participará no sábado (30), das 17h30 às 18h30, com Maria Stela Grossi Porto(DF – autora do livro Sociologia da Violência: do conceito às representações sociais), da mesa sobre Literatura policial.


Poesia

No Café Literário, no domingo (24), com mediação de Maurício Melo Junior (DF), das 19h às 20h, o Encontro com o Autor receberá o escritor e compositor Salgado Maranhão, que falará sobre Poesia, voz e identidade.
Na segunda-feira (25), das 18h30 às 19h30 no Encontro com o Autor, teremos os poetas Antonio Ventura (SP- autor de O catador de Palavras) com Anderson Braga Horta (DF- já foi finalista do Jabuti de poesia).

Mulher

No sábado, (23 de Novembro), das 16h às 17h, no Auditório 1 da Biblioteca Nacional, pela programação do “Mulheres a toda Prosa”, teremos o tema: A visão da Mulher sobre os Temas Universais da Poesia: Amor, Morte, Cotidiano, Natureza e, Fazer Poético. Convidadas: – Raquel Naveira (SP)- autora de ABADIA (poemas, editora Imago,1996) e CASA DE TECLA (poemas, editora Escrituras, 1999), finalistas do Prêmio Jabuti de Poesia, da CBL. Ela estará na mesa com a presidente da Associação Nacional de Escritores (ANE), Kori Bolivia (DF).

Saúde

No domingo (24), das 19h às 20h, discutida Literatura e Saúde, com Alexandre Feldman (SP- autor do best-seller Enxaqueca, finalmente uma saída) e Ricardo Teixeira (DF – autor de Prezado Doc! – a improvável conversa entre um médico e um humorista).


A Leitura no Brasil


No último dia da feira (domingo, 1/12), das 15h às 16h30, o autor de Cidade de Deus, Paulo Lins (RJ) baterá um papo com José Paulo Cunha (DF) sobre o Brasil e suas características. Uma discussão semelhante a que aconteceu recentemente na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha).


Biografias

Na quarta-feira (27), das 19h às 20h30, será realizado o primeiro bate-papo sobre BIOGRAFIAS E DIREITOS AUTORAIS, com a filha de João Cabral de Melo Neto, Inez Cabral de Melo, e Toninho Vaz (Biógrafo dos Poetas Paulo Leminski e Torquato Neto).


Futebol

Na sexta-feira (29), da 19h às 20h, pela programação Literatura e Pensamento, teremos Literatura e futebol, o esporte mais amado do Brasil como motor da ficção, com Juca Kfouri (SP- autor de “Porque não desisto- Futebol, Poder e Política) e Afonso Oliveira de Almeida (DF) – autor de “A Copa do mundo é nossa ficção.




Narrativas curtas




No sábado (30), teremos a discussão sobre Contos e crônicas, pela programação Literatura e Pensamento, teremos, Literatura e Narrativas Curtas com Marcelo Canellas (RS- autor de Províncias- crônicas da alma interiorana) e Adriana Kortlandt (DF – autora de Almagesto – contos anímicos).


História

No domingo (1/12), das 17h às 18h30, ela programação Literatura e Pensamento, teremos, Literatura e História, com Marcelo Monteiro (RS – autor de “U-507: O submarino que afundou o Brasil na 2ª Guerra Mundial”, finalista do prêmio Jabuti 2013 na categoria reportagem)

 


Está curioso para saber detalhes? Não deixe de dar uma ‘espiadinha’ no site oficial da 31ª Feira do Livro de Brasília.


"A leitura é a viagem de  quem não pode pegar um trem"


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23/11/2013

PARCERIA: 01 ano de "Terras Metálicas"

Olá, pessoas, tudo bom com vocês?
Hoje temos uma boa noticia para todos. Podem estourar os champanhes (só os maiores de 18, por favor), colocar uma roupa bonita, encomendar os bolões, os salgadinhos, o bolo e as velinhas. Temos um aniversariante!!!!!!!
                Não, não é um dos colaboradores aqui do blog. Também não é um dos nossos queridos escritores. Não, também não é um personagem. Ok, vou contar logo: o aniversariante de hoje é.... rufem os tambores..... a obra “Terras Metálicas” do escritor e parceiro da Academia Renato C. Nonato!





                Há exatos 12 meses atrás, o livro de estreia do paulista da cidade de Rudge Ramos era lançado oficialmente. Leitora compulsiva que sou, já estou com a obra em mãos e estou quase concluindo a leitura. E, assim sendo, posso adiantar que o livro é ÓTIMO. Sério, podem acreditar. Outra boa noticia é que a resenha estará aqui no blog em breve, então vocês poderão conhecer um pouco mais sobre o trabalho do talentoso Renato C. Nonato.
                Agora, para deixar vocês com um gostinho de quero mais, confiram algumas curiosidades sobre “Terras Metálicas”:


1
 A história se passa em um futuro bem distante, porém indeterminado, após uma guerra nuclear ter devastado a superfície do planeta, tornando o inabitável. O título da obra faz alusão à maneira que os humanos encontraram de sobreviver às consequências de seus próprios erros: um ambiente artificial lacrado no fundo da terra denominado Esfera. Como em qualquer boa ficção cientifica, a matéria prima que compõe a Esfera é o metal, logo os ambientes, em sua maioria, possuem predominantemente a cor metálica.

2
 O “caldeirão radioativo” na qual se tornou a superfície do planeta exterminou a natureza. Não há plantas nem animais na Esfera. Para a grande maioria da população, já não existe nem mesmo a vaga lembrança desses seres que fizeram companhia aos humanos no mundo superior. Para tentar resgatar um pouco dessas informações esquecidas, o trabalho do Setor de Memórias é de fundamental importância. É através dele que alguns poucos habitantes da Esfera detém o conhecimento de que já houve um dia Terras Verdes (florestas) e um Gigante Azul (os oceanos).

3
 Outro clássico das histórias de ficção cientifica também dá o ar da sua graça na história de Renato C. Nonato: as capsulas de refeição. Na trama, elas são feita especificamente para cada pessoa, são balanceadas e contem todos os nutrientes que seu organismo necessita. Inclusive supre a necessidade de alguma substancia de que o organismo tenha déficit. O conceito de comer comida, mastigar e engolir é tão estranho a eles quando seria para nós respirar no espaço.

4
 Toda criança precisa de uma mascote, certo? Hoje, o mais comum é terem gatos, cãezinhos, hamsters, peixinhos. Mas na Esfera, as crianças possuem tashis. “O tashi era uma pequena esfera, um pouco maior que as extintas bolas de tênis. Metade de sua superfície era recoberta de metal e microcircuitos, com minúsculos pontos e linhas azuis, a outra parte era um visor côncavo capaz de reproduzir imagens, dar noticias ou acessar a televisão local, mas que na maior parte do tempo apresentava um fundo branco com dois pontos robustos e um risco, numa imitação simplória do rosto humano. Havia também as variações, faces tristes e felizes, e até o tremer da boca quando falava com sua dona” (pág. 9). As cores dos circuitos dos tashis variam e suas personalidades (sim eles tem personalidade e pensam por si mesmos, devido sua inteligência artificial) dependem da programação que o dono insere quando o adquire. Então, frequentemente as pequenas mascotes eletrônicas são muito parecidas com seus donos.

5
 Para serem capazes de criar um ambiente artificial lacrado e plenamente capaz de suprir todas as necessidades da vida humana, as pessoas desse futuro tiveram que desenvolver sua tecnologia a níveis que nem sequer estamos perto de alcançar hoje. E uma das maravilhas dessa tecnologia são os chips de implante. Inseridos na coluna cervical, eles agem “diretamente na medula, sendo ativados pelos impulsos elétricos que passam por ela. Cada pessoa produz determinada quantidade de impulsos, e é isso que lhes confere as diferentes habilidades. Porém, há uma delicada faixa que é incapaz de ativar o chip e é o que torna a pessoa um Exilado” (pág. 37). Desse modo, as pessoas implantadas são divididas segundo suas habilidades: “Túneis movem objetos à distância, Antenas controlam a mente, Bios controlam o corpo, Sibérios fazem coisas esquentarem ou esfriarem, e os Exilados... bem , eles não fazem nada” (idem).



                Para finalizar este post comemorativo, segue mais um aperitivo: imagens dos personagens principais. As autoras desses desenhos fantásticos são duas irmãs muito talentosas e super fãs de “Terras Metálicas”, as desenhistas oficiais do site do livro Natália e Bianca Duarte.









E agora, vamos cantar os Parabéns e assoprar as velinhas.

Parabéns pra você,
Nessa data querida,
Muitas felicidades,
Muitos anos de vida!!!! 



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Parceiro da Academia: Renato C. Nonato

Olá leitores!

Mais uma vez o blog está em festa por anunciar mais uma excelente parceria com um autor brasileiro. Hoje tenho o prazer de apresentar e de falar sobre o autor Renato Carajelescov Nonato, responsável pela obra “Terra Metálicas”, que nos recebeu de braço abertos. Você o conhece? Já leu sua obra? Está curioso? Então vamos conferir?

Renato Carajelescov Nonato


Renato Carajelescov Nonato nasceu em Rudge Ramos em 1987. Formado em Engenharia Química, atualmente divide seu tempo entre o curso de mestrado em Engenharia de Materiais e uma pequena academia, onde ministra aulas de boxe chinês. Escreve como hobby desde os 16 anos. Tem na leitura e na escrita uma paixão desde que aprendeu a ler.
Renato faz parte do movimento "Novos Talentos da Literatura Brasileira". 
Autor do livro: “Terra Metálicas”.



Links de redes sociais:


    Em 23 de Novembro de 2012, foi lançado seu primeiro livro, Terras Metálicas, com uma literatura fantástica e científica capaz de te surpreender!

    “Grandes explosões sacudiam o mundo virtual conforme uma gama de criaturas deformadas avançava na direção dos heróis estudantis. Com os sensores de infusão fazendo os corpos sentirem as explosões e sensações como se lá estivessem, não tardou para o quarto de Ângelo ser esquecido e o grupo mergulhar de corpo e alma na guerra vivida.”


    Terras Metálicas



    Título: Terras Metálicas
    Autor: Renato Carajelescov Nonato
    Gênero: Literatura Fantástica e Científica
    Assunto: Romance, Fantasia, Tecnologia
    Editora: Novo Século
    Idioma: Português
    Ano de Lançamento: 2012
    Número de páginas: 616
    Público-alvo: Juvenil
    Sinopse: A Última Guerra lavou a atmosfera com uma massa nuclear, tornando-a incapaz de sustentar a vida. Para continuar sobrevivendo, a humanidade precisou se adaptar, isolando-se numa atmosfera artificial: a Esfera, local onde tem se mantido com o passar das gerações. A utopia da sociedade reinou desde então, com a paz sendo mantida com mão de ferro pela Elite. Mas essa paz pode acabar... Raquel é uma recém-formada em primeiro nível na Academia, que passa seu tempo livre entre Saturno – o parque temático da Esfera – e divagações sobre seu sonho de voar. Ao iniciar uma nova etapa de vida, ela vai encarar a cerimônia de implante que pode tornar esse sonho realidade, se a habilidade dos Túneis lhe for conferida. Mas essa nova etapa também vai levá-la por caminhos perigosos... Raquel descobrirá que o IA, responsável por todos os sistemas de sobrevivência da Esfera, está com os dias contados. Como manter a sanidade sabendo que a vida tal qual você conhece está para acabar? Raquel ainda não tem essa resposta, mas vai precisar encontrá-la. E para isso ela precisará, mais do que nunca, da ajuda de seus amigos... Tashi, Tales, Ângelo, Camila, Liceu, Isabela e Nirvana lhe darão sustentação quando tudo o mais na utópica Esfera estiver ruindo.


    Onde Encontrar:



      Opinião de Leitores:

      Carolina Durães do Blog Acordei com vontade de ler (Skoob)
      “O livro é repleto de ação do começo ao fim, mas também fala sobre a amizade e valores pessoais. Cada personagem além de trazer uma habilidade diferente, consegue trazer um equilíbrio ao grupo, graças a sua personalidade. Se Raquel é agitada e está sempre a procura de confusão, Ângelo é mais sereno. Tales sempre tenta conseguir alguns “atalhos” para o seu objetivo, enquanto que Camila é mais pé no chão e assim por diante. Para os leitores que procuram aventura, sem dúvida o livro é uma ótima sugestão, pois é simplesmente envolvente. Apesar do livro ser enorme (tem mais de 600 páginas), a leitura flui muito bem e não se torna maçante, além disso encontrei apenas uns dois errinhos e a diagramação e capa estão ótimas.”

      Eduardo (Saraiva)
      “Excelente! Uma leitura simplesmente incrível!”

      Bianca (Cultura)
      “O livro é maravilhoso, a história é bem feita e chega um momento no qual você simplesmente não consegue parar de ler! Mas o melhor de tudo são os personagens, me apaixonei por eles! Sim, é um ótimo livro, e conseguiu me prender bem mais que as crônicas de gelo e fogo, por exemplo.”

      Júlia (Cultura)
      “Comprei sem muitas expectativas e me surpreendi muito! Começou meio devagar mas depois estava numa montanha russa e era impossível parar de ler! Recomendadíssimo!”

      Alvaro Alipio Lopes Domingues (Cultura)
      “O livro conta uma boa aventura, com personagens que, pelo menos para mim, são muito simpáticos e dá vontade de torcer por eles. O ponto fraco fica por conta da maneira ingênua do autor lidar com a questão política, porém só de abordar este aspecto, o autor merece elogios, já que em livros deste tipo ou a política está ausente ou é tratada de forma maniqueísta, quer o governo seja herói ou vilão.”


      Para matar a sua, a minha, a nossa curiosidade, deixo aqui o link para o 1° capítulo do livro. Mas cuidado, ao ler você pode sofre angustia, desespero e curiosidade de saber mais, nada grave...só comprar o livro. ;)

      Dando um gostinho a mais da obra do nosso parceiro, confira o Booktrailer:





      Ah, não se esqueçam que hoje o livro Terras Metálicas completa e comemora um ano de lançamento (23 de Novembro de 2013). Fique atento as novidades para comemoração deste livro.

      Queríamos agradecer muito ao nosso parceiro Renato Carajeloscov Nonato pela confiança que depositou em nosso blog. Obrigado, Renato. 

      E você já leu sobre este livro? Conhece o autor? Compartilhe sua experiência. 
      Muito em breve teremos uma resenha do livro aqui no blog. Aguardem.
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