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31/03/2014

ENTREVISTA: Robson Gundim

Bom dia, leitores! Hoje é dia de entrevista! Convidamos nosso autor parceiro Robson Gundim para responder algumas perguntas sobre sua vida e carreira como escritor. Vamos conferir?

Um sonhador que adora gatos
Academia: Em primeiro lugar, estamos muito contentes que você tenha aceitado ser nosso Parceiro da Academia! Vamos começar pelo autor. Quem é Robson Gundim?
Robson: Não é nada fácil falar sobre esse sujeito... Mas ele é um cara comum, de família humilde e honesta, que está sempre disposto a aprender e a enfrentar os novos obstáculos. Esse cara adora uma sala de cinema; curte livros fantásticos; pirataria (clássica) quadrinho e mangá; não perde um bom seriado, não come carne vermelha e adora gatos. Esse cara tem como principal objetivo a realização dos sonhos... Pois é. O Robson é bastante sonhador. Do tipo que pensa em coisas absurdamente imprevisíveis, que age imediatamente em prol daquilo que acabou de brotar ou que vira noites em claro trabalhando se for preciso para alcançar um novo ideal.

Academia: A Academia Literária-DF e seus fãs estão “babando” com as belíssimas ilustrações que acompanham suas obras. Mas o que veio primeiro: a escrita ou o desenho?
Imagina se fosse profissional xD
Robson: Isso é tão legal! Eu sempre fico contente quando algum leitor ou amigo elogia meus desenhos. Eu não me considero um desenhista profissional. As vezes levo horas e dias para finalizar um mero rabisco. Tudo depende do momento. Eu costumo dizer que a arte de desenhar na minha vida é como a arte de escrever; o que vem da alma é inenarrável, e eu só consigo quando estou intensamente focado ou bastante inspirado. Percebo que alguns desenhos acabam chamando a atenção de leitores. Acredito que sejam uma espécie de chamariz nesse contexto, o que me deixa bastante satisfeito! Eu sempre tive o sonho de escrever um livro e mostrar os personagens conforme eu havia imaginado (não que a escrita não possibilite isso, mas com as ilustrações, eu consigo dar um ar cinematográfico). Eu devo dizer que o desenho veio primeiro. Eu sempre desenhei... desde moleque. Depois fui criando meus personagens e lendo livros ilustrados, o que me impulsionou a escrever o meu livro.



Academia: Você frequentou algum curso ou escola de arte? Ou é um dom natural dar forma e cor a sua imaginação?
Robson: Não frequentei nenhuma escola e nunca recebi aulas em casa. Mas ainda alimento o desejo de fazer alguns cursos para aprimorar minhas técnicas. Eu apenas esboço e vou traçando com o lápis, e só depois de horas é que eu trabalho a arte final, utilizando tinteiros como nanquin ou mesmo as canetas comuns do tipo bic. Se é dom natural eu não sei, mas sou infinitamente grato a Deus pela oportunidade de rabiscar meus personagens! (risos)

Academia: E com a escrita, como foram seus primeiros passos? Quando começou a criar e contar histórias? Existe alguma relação entre a sua vida e a dos personagens?
Robson: Bem, os primeiros passos foram rápidos e engraçados. Eu comecei (como todos os escritores, imagino) como leitor de bons livros (e ainda sou, é claro rsrs), e na fase áurea do Ensino Fundamental eu tive acesso a alguns clássicos da literatura que me encantaram de cara. Mas a minha maior paixão estava mesmo na antiga coleção Vaga-Lume da editora Ática, que contava com livros ilustrados de diversos autores (incluindo Marcos Rey e Francisco Marins). Desde pequeno eu fui agraciado pela oportunidade de ler livros, mas a minha família não tinha o hábito de ler, o que acabou me restringindo um pouco das bibliotecas da vida. A partir dos meus 10 anos eu já produzia alguns textos, criava personagens repletos de diferentes façanhas e nesse procedimento eu mesmo fazia a capa e as ilustrações internas. Só que tudo ocorria muito rapidamente. Era basicamente um “livro” por semana! Eu escrevia, desenhava tudo e engavetava... Isso ocorria sempre que eu finalizava a leitura de algum conto ou mesmo alguma história da coleção Vaga-Lume. Com o passar
Algumas ilustrações são inspiradas em pessoas reais.
do tempo, virei um cinéfilo completo, conheci grandes autores que muito me inspiraram, e daí então comecei a criar meus próprios livros de verdade, tendo como influência toda essa bagagem cultural. Foram meses e anos incríveis que jamais deixarão a minha memória. Sobre a relação com os personagens... Eu costumo dizer que cada um deles externam um pouco do Robson. Existe aqui e ali um pouco do Robson guerreiro, do Robson pessimista, do Robson curioso, do aventureiro, do medroso, do corajoso... Mas acima de tudo, do Robson sonhador.



Academia: Como está sendo a receptividade dos leitores as suas duas obras? Uma continuação está a caminho?
Robson: Olha, é difícil apontar se todos que estão tendo acesso permanecem ansiosos pelos próximos volumes. Existem grupos que interagem comigo nas redes sociais e nos encontros literários da minha cidade, da mesma forma que existem os grupos que não se pronunciam. Mas até então, graças a Deus, eu tenho recebido feedbacks muito positivos, o que tem contribuído bastante para que eu prossiga com mais fé e atenção. Vale lembrar que a saga ENTRE O CÉU E O MAR se tratava a princípio de um único livro, mas devido ao tamanho eu resolvi dividi-lo em dois livros (um seria à parte, que é UMA ODISSEIA ALÉM DO OCEANO, com seu desfecho, e o outro narraria a infância e a origem de Annette e os demais personagens, em NOS MONTES DA INOCÊNCIA). Mas quando eu lancei o segundo pela editora MODO, soube que deveria dividi-lo também, pois o mesmo ainda permanecia grande demais. Por essa razão a “duologia” acabou virando uma “trilogia”, embora eu considere os livros como um só, em um apanhado geral. Devo admitir aqui e agora que como escritor, eu não gosto de trilogias (como leitor, aí são outros quinhentos). A trilogia seria a única (pois o processo da criação de ENTRE O CÉU E O MAR levou quase uma década! E acredito que o desfecho do último livro encerrou com estilo) mas como alguns leitores demonstraram uma grande simpatia pela Annette e pelo Vasseur (e eu havia criado um personagem “misterioso” que é apenas nomeado nos livros), decidi escrever um spin-off da trama, narrando uma parte da vida dos irmãos piratas e apresentando, finalmente, esse misterioso personagem. Não existe data para algum possível lançamento, pois o livro ainda está sendo trabalhado.

Academia: Existem referências a outras obras em sua história? E quais foram suas inspirações?
Série Castlevania
Robson: Há e sempre haverá as boas raízes. Em resumo, as obras que eu li na infância me conduziram para o âmbito literário, e algumas delas deixaram algumas marcas em mim, como por exemplo, o estilo dos livros da série Vaga-Lume (que eram todos ilustrados). Eu costumo utilizar uma mescla de gêneros nos meus livros, onde torna-se possível até mesmo homenagear algum escritor influente. No caso de ENTRE O CÉU E O MAR existem as velhas referências contextuais (contidas em alguns momentos da narrativa ou mesmo na trama), e as referências visuais (contidas nas artes, que provém de cenários cinematográficos ou mesmo de atores reais). Sou amante da sétima arte e cresci assistindo Quentin Tarantino. Da mesma forma, conheci jogos como Castlevania (que me fez criar expectativas e curiosidades para ler Drácula, um dos livros mais belos que já li), dentre outras obras de cunhos diferenciados, como o suspense de Agatha Christie, o fantástico de Edgar Rice Burroughs e o grotesco de HP Lovecraft, e outros grandes filmes... Então eu basicamente misturei tudo o que me fascinava e criei o meu próprio mundo, sem perder é claro a originalidade. Inclusive, na página do livro já entrou em curso o hábito de postar curiosidades por trás das páginas e das ilustrações, e isso abrange algumas menções honrosas, recomendações de livros e homenagens também.


Prestem bastante atenção nessa foto, leitores. Surpresas estão por vir por conta dela.

Academia: Há outros projetos em andamento? Em algum outro universo? Se sim, vai ter ilustrações?
Robson: Eu tenho até então (À exceção da saga ENTRE O CÉU E O MAR) quatro manuscritos finalizados, sendo que existe um quinto inacabado. Cada um desses livros se passa em um ambiente e em uma época diferente. São três livros de aventura, e um de terror. Um deles se chama PONTO DE FUGA, que começou a ser divulgado no Orkut em 2009, e nas demais redes sociais em 2012. É um livro bastante influenciado pelo estilo “Pulp” de Quentin Tarantino, e cada capítulo homenageia um de seus filmes e aqueles que também o influenciaram (spagheti western, katana western, blaxploitation, samurai, hong kong kung fu, etc), ou seja, é uma salada tarantinesca, literalmente falando! E é muito próximo de Kill Bill, pois envolve artes marciais, quadrinhos e assassinos em busca de vingança. É uma trama simples, mas com um enredo pesado e muito violento. Já comecei a ilustrá-lo, e ressalto desde já que haverão capítulos no estilo “mangá”, e em algumas imagens o sangue parece saltar das páginas! Tenho muita vontade de ver esse projeto pronto, pois PONTO DE FUGA nasceu em 2009 e desde então eu havia enrolado um pouco até finalizá-lo no ano passado...

Óculos 3D? Pra que?

Academia: Como escritor, você se deixa levar pelo gênero Fantasia. E como leitor, quais gêneros literários embalam suas viagens?
Robson: Eu acredito que todo leitor se deixa levar pelo gênero fantástico. A visão do que é “fantástico” depende de cada um. Eu escrevo fantasia, mas em meus livros vocês jamais verão dragões surfando sobre línguas de fogo, magos conjurando palavras mágicas ou seres encantados. Eu gosto de ler, principalmente se o gênero for ficção, mas também admiro um bom livro que me apresente um fundo histórico. Gosto de ler suspense, drama, terror, romance, aventura; gosto de poesia, roteiro, soneto... (No entanto, tudo bem! Os livros de terror e de aventura sempre cabem um pouquinho mais na minha estante! São os meus prediletos...).

Academia: Qual autor (a) você indicaria para ser nosso “Parceiro da Academia”?
Robson: Olha, mas que pergunta difícil! Vamos lá... Apesar de eu ter citado grandes nomes da literatura estrangeira que sem dúvidas me influenciaram, preciso dizer que também mantenho enorme admiração por escritores da nossa terra, e atualmente eu tenho conhecido tantos amigos talentosos e batalhadores, que tudo isso me leva a crer que a literatura em nosso país tem uma grande chance de atingir elevados patamares... Irei indicar não todos (pois certamente me faltariam linhas abaixo!) mas aqui se vão nomes que não posso deixar de mencionar: Lucas Moraga, Maud Epascolato, Pamela Filipini, Lucas Odersvank, Elton SLD, Thami Oliveira, Cristiane Broca... São muito talentosos e tem muito a contribuir para com a literatura nacional. A Academia não irá se arrepender!

Academia: Para finalizar, primeiro, gostaríamos de agradecer pela parceria e colaboração com a Academia. Gostaria de deixar um recado para os aspirantes a escritores? E para seus leitores?
Robson: Eu topei na hora a parceria, e confesso que me surpreendi positivamente! Não tenho reclamações de nenhum blog parceiro, todos são muito prestativos, engenhosos e super amigáveis, e a Academia demonstrou todas essas qualidades, um trabalho sério, com autenticidade, e um enorme respeito em nome da amizade, que é o que eu mais prezo.
Atenção leitores!
Eis aqui uma grande promessa da literatura nacional!
Aos “aspirantes a escritores”, saibam que todos nós somos verdadeiros “aspirantes”; sempre teremos de enfrentar as mesmas dificuldades, os mesmos processos delicados de se montar uma estória e sempre enfrentaremos os “bloqueios da vida”... São momentos. E podemos nos ater aos erros, aprender com eles, e com a devida diplomacia e disciplina, superá-los! O segredo é não perder o foco... Ler bastante, (ler de tudo, seja romance, auto-ajuda, quadrinho, revista, mangá, hentai, rsrs) e escrever; escrever muito, se possível todos os dias. Praticar. Crie um diário. Escreva contos ou poesias. Visite sites literários e participe de grupos no Facebook (eu recomendo a “Armada da Depressão, criado pelo Augusto Assis, é um espaço destinado aos escritores nacionais, e o que mantém o grupo em alta é justamente a troca de experiência entre os membros), crie postagens, comente em blogs e fique antenado em tudo o que ocorre no ramo editorial também. Não perca o fio da meada e nem acelere demais; tudo o que é feito na pressa, acaba sendo abraçado pela imperfeição, e eu acredito que as coisas boas advém no tempo certo. ... sempre.
Aos meus leitores eu externo todo meu agradecimento e a minha felicidade por poder contar com vocês e compartilhar aquilo que esculpi com tanto cuidado e paixão. Não é possível viver em um mundo de não leitores; nós somos a sustentabilidade da palavra. Espero poder continuar trazendo novas aventuras para suas vidas e muitas navegações por entre mares de fantasias e imaginações!
Desejo muito sucesso a ACADEMIA, que a perseverança e a simpatia de seus idealizadores continuem em alta, isso certamente os elevarão e os conduzirão a voos grandiosos! Grande abraço!

Robson Gundim.

Nota do entrevistador: Fui ali lavar o rosto porque um cisco entrou no meu olho...

A Academia Literária DF agradece de CORAÇÃO por suas palavras carinhosas. São pessoas como você que fazem nosso trabalho valer a pena. Sucesso na sua brilhante carreira. Um grande abraço de toda a nossa equipe.

Crédito das imagens:
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28/03/2014

Um especialista


A BASTOS TIGRE


Era hábito dos dois, todas as tardes, após o jantar, jogar uma partida de bilhar em cinquenta pontos, finda a qual iam, em pequenos passos, até ao Largo da Carioca tomar café e licores, e, na mesa do botequim, trocando confidências, ficarem esperando a hora dos teatros, enquanto que, dos charutos, fumaças azuladas espiralavam preguiçosamente pelo ar.
Em geral, eram as conquistas amorosas o tema da palestra; mas, às vezes; incidentemente, tratavam dos negócios, do estado da praça e da cotação das apólices.
Amor e dinheiro, eles juntavam bem e sabiamente.
O comendador era português, tinha seus cinquenta anos, e viera para o Rio aos vinte e quatro, tendo estado antes seis no Recife. O seu amigo, o Coronel Carvalho, também era português, viera, porém, aos sete para o Brasil, havendo sido no interior, logo ao chegar, caixeiro de venda, feitor e administrador de fazenda, influência política; e, por fim, por ocasião da bolsa, especulara com propriedades, ficando daí em diante senhor de uma boa fortuna e da patente de coronel da Guarda Nacional. Era um plácido burguês, gordo, ventrudo, cheio de brilhantes, empregando a sua mole atividade na gerência de uma fábrica de fósforos. Viúvo, sem filhos, levava a vida de moço rico. Frequentava cocottes; conhecia as escusas casas de rendezvous, onde era assíduo e considerado; o outro, o comendador, que era casado, deixando, porém, a mulher só no vasto casarão do Engenho Velho a se interessar pelos namoricos das filhas, tinha a mesma vida solta do seu amigo e compadre.
Gostava das mulheres de cor e as procurava com o afinco e ardor de um amador de raridades.
À noite, pelas praças mal iluminadas, andava catando-as, joeirando-as com olhos chispantes de lubricidade e, por vezes mesmo, se atrevia a seguir qualquer mais airosa pelas ruas de baixa prostituição.
— A mulata, dizia ele, é a canela, é o cravo, é a pimenta; é, enfim, a especiaria de requeime acre e capitoso que nós, os portugueses, desde Vasco da Gama, andamos a buscar, a procurar.
O coronel era justamente o contrário: só queria às estrangeiras; as francesas e italianas, bailarinas, cantoras ou simplesmente meretrizes, eram o seu fraco.
Entretanto havia já quinze dias, que não se encontravam no lugar aprazado e a faltar era o comendador, a quem o coronel sabia bem por informações do seu guarda-livros.
Ao acabar a segunda semana dessa ausência imprevista, o coronel, maçado e saudoso, foi procurar o amigo na sua loja à Rua dos Pescadores. Lá o encontrou amável e de boa saúde. Explicaram-se; e entre eles ficou assentado que se veriam naquele dia, à tarde, na hora e lugar habituais.
Como sempre, jantaram fartamente e regiamente regaram o repasto com bons vinhos portugueses. Jogaram a partida de bilhar e depois, como encarrilhados, seguiram para o café de costume no Largo da Carioca.
No princípio, conversaram sobre a questão das minas de Itaoca, vindo então à baila a inépcia e a desonestidade do governo; mas logo depois, o Coronel que "tinha a pulga atrás da orelha", indagou do companheiro o motivo de tão longa ausência.
— Oh! Não te conto! Foi um "achado", a cousa, disse o comendador, depois de chupar fortemente o charuto e soltar uma volumosa baforada; um petisco que encontrei... Uma mulata deliciosa, Chico! Só vendo o que é, disse a rematar, estalando os beiços.
— Como foi isso? inquiriu o coronel pressuroso. Como foi? Conta lá!
— Assim. A Última vez que estivemos juntos, não te disse que no dia seguinte iria a bordo de um paquete buscar um amigo que chegava do Norte?
— Disseste-me. E daí?
— Ouve. Espera. Cos diabos isto não vai a matar! Pois bem, fui a bordo. O amigo não veio... Não era bem meu amigo... Relações comerciais... Em troca...
Por essa ocasião rolou um carro no calçamento. Travou em frente ao café e por ele adentro entrou uma gorda mulher, cheia de plumas e sedas, e para vê-la virou-se o comendador, que estava de costas, interrompendo a narração. Olhou-a e continuou depois:
— Como te dizia: não veio o homem, mas enquanto tomava cerveja com o comissário, vi atravessar a sala uma esplêndida mulata; e tu sabes que eu...
Deixou de fumar e com olhares canalhas sublinhou a frase magnificamente.
— De indagação em indagação, soube que viera com um alferes do Exército; e murmuravam a bordo que a Alice (era seu nome, soube também) aproveitara a companhia, somente para melhor mercar aqui os seus encantos. Fazer a vida... Propositalmente, me pareceu, eu me achava ali e não perdia vaza, como tu vais ver.
Dizendo isto, endireitou o corpo, alçou um tanto a cabeça, e seguiu narrando:
— Saltamos juntos, pois viemos juntos na mesma lancha - a que eu alugara. Compreendes? E, quando embarcamos num carro, no Largo do Paço, para a pensão, já éramos conhecimentos velhos; assim pois...
— E o alferes?
— Que alferes?
— O alferes que vinha com a tua diva, filho? Já te esqueceste ?
— Ah! Sim! Esse saltou na lancha do Ministério da Guerra e nunca mais o vi.
— Está direito. Continua lá a cousa.
— E... e... Onde é que estava? Hein?
— Ficaste: quando ao saltar, foram para a pensão.
— É isto ! Fomos para a Pensão Baldut, no Catete; e foi, pois, assim que me apossei de um lindo primor — uma maravilha, filho, que tem feito os meus encantos nestes quinze dias — com os raros intervalos em que me aborreço em casa, ou na loja, já se vê bem.
Repousou um pouco e, retomando logo após a palavra, assim foi dizendo:
— É uma cousa extraordinária! Uma maravilha! Nunca vi mulata igual. Como esta, filho, nem a que conheci em Pernambuco há uns vinte e sete anos! Qual! Nem de longe! Calcula que ela é alta, esguia, de bom corpo; cabelos negros corridos, bem corridos: olhos pardos. É bem fornida de carnes, roliça; nariz não muito afilado, mas bom! E que boca, Chico! Uma boca breve, pequena, com uns lábios roxos, bem quentes... Só vendo mesmo! Só! Não se descreve.
O comendador falara com um ardor desusado nele; acalorara-se e se entusiasmara deveras, a ponto de haver na sua fisionomia estranhas mutações. Por todo ele havia aspecto de um suíno, cheio de lascívia, inebriado de gozo. Os olhos arredondaram-se e diminuíram; os lábios se haviam apertado fortemente e impelidos pra diante se juntavam ao jeito de um focinho; o rosto destilava gordura; e, ajudado isto pelo seu físico, tudo nele era de um colossal suíno.
— O que pretendes fazer dela? Dize lá.
— É boa... Que pergunta ! Prová-la, enfeitá-la, enfeitá-la e "lançá-la". E é pouco?
— Não! Acho até que te excedes. Vê lá, tu!
— Hein? Oh! Não! Tenho gasto pouco. Um conto e pouco... Uma miséria!
Acendeu o charuto e disse subitamente, ao olhar o relógio:
— Vou buscá-la de carro, porquanto vamos ao cassino, e tu me esperas lá, pois tenho um camarote. Até já.
Saindo o seu amigo, o coronel considerou um pouco, mandou vir água Apolináris, bebeu e saiu também.
Eram oito horas da noite.
Defronte ao café, o casarão de uma ordem terceira ensombrava a praça parcamente iluminada pelos combustores de gás e por um foco elétrico ao centro. Das ruas que nela terminavam, delgados filetes de gente saíam e entravam constantemente. A praça era como um tanque a se encher e a se esvaziar equitativamente. Os bondes da Jardim semeavam pelos lados a branca luz de seus focos e, de onde em onde, um carro, um tílburi, a atravessava célere.
O coronel esteve algum tempo olhando o largo, preparou um novo charuto, acendeu-o, foi até à porta, mirou um e outro transeunte, olhou o céu recamado de estrelas, e, finalmente, devagar, partiu em direção à Lapa.
Quando entrou no cassino, ainda o espetáculo não havia começado.
Sentou-se a um banco no jardim, serviu-se de cerveja e entrou a pensar.
Aos poucos, vinham chegando os espectadores. Naquele instante entrava um. Via-se pelo acanhamento, que era um estranho às usanças da casa. Esmerado no vestir, no calçar, não tinha em troca o desembaraço com que se anuncia o habitué. Moço, moreno, seria elegante se não fosse a estreiteza de seus movimentos. Era um visitante ocasional, recém-chegado, talvez, do interior, que procurava ali uma curiosidade, um prazer da cidade.
Em seguida, entrou um senhor barbado, de maçãs salientes, rosto redondo, acobreado. Trazia cartola, e pelo ar solene, pelo olhar desdenhoso que atirava em volta, descobria-se nele um legislador da Cadeia Velha, deputado, representante de algum Estado do Norte, que, com certeza, há duas legislaturas influía poderosamente nos destinos do país com o seu resignado apoio. E assim, um a um, depois aos magotes, foram entrando os espectadores. Ao fim, na cauda, retardados, vieram os frequentadores assíduos – pessoas variegadas de profissão e moral que com frequência blasonavam saber os nomes das cocottes, a proveniência delas e as suas excentricidades libertinas. Entre os que entravam naquele momento, entrara também o comendador e o "achado".
A primeira parte do espetáculo correra quase friamente.
Todos, homens e mulheres, guardavam as maneiras convencionadas de se estar em público. Era cedo ainda.
Em meio, porém, da segunda, as atitudes mudaram. Na cena, uma delgadinha senhora (chanteuse à diction - no cartaz) berrava uma cançoneta francesa. Os espectadores, com batidos das bengalas nas mesas, no assoalho, e com a voz mais ou menos comprometida, estribilhavam-na doidamente. O espetáculo ia no auge. Da sala aos camarotes subia um estranho cheiro - um odor azedo de orgia.
Centenas de charutos e cigarros a fumegar enevoavam todo ambiente.
Desprendimentos do tabaco, emanações alcoólicas, e, a mais, uma fortíssima exalação de sensualidade e lubricidade, davam à sala o aspecto repugnante de uma vasta bodega.
Mais ou menos embriagado, cada um dos espectadores tinha para com a mulher com quem bebia, gestos livres de alcova. Francesas, italianas, húngaras, espanholas, essas mulheres, de dentro das rendas, surgiam espectrais, apagadas, lívidas como moribundas. Entretanto, ou fosse o álcool ou o prestígio de peregrinas, tinham sobre aqueles homens um misterioso ascendente. À esquerda, na plateia, o majestoso deputado da entrada coçava despudoradamente a nuca da Dermalet, uma francesa; em frente o doutor Castrioto, lente de uma escola superior, babava-se todo a olhar as pernas da cantora em cena, enquanto em um camarote defronte, o Juiz Siqueira apertava-se à Mercedes, uma bailarina espanhola, com o fogo de um recém-casado à noiva.
Um sopro de deboche percorria homem a homem.
Dessa forma o espetáculo desenvolvia-se no mais fervoroso entusiasmo e o coronel, no camarote, de soslaio, pusera-se a observar a mulata. Era bonita de fato e elegante também. Viera com um vestido creme de pintas pretas, que lhe assentava magnificamente.
O seu rosto harmonioso, enquadrado num magnífico chapéu de palha preta, saía firme do pescoço roliço que a blusa decotada deixava ver. Seus olhos curiosos, inquietos, voavam de um lado a outro e a tez de bronze novo cintilava à luz dos focos. Através do vestido se lhe adivinhavam as formas; e, por vezes, ao arfar, ela toda trepidava de volúpia...
O comendador pachorrentamente assistia ao espetáculo e fora do costume, pouco conversou. O amigo, pudicamente não insistiu no exame.
Quando saíram de permeio à multidão, acumulada no corredor da entrada, o coronel teve ocasião de verificar o efeito que fizera a companheira do amigo. Ficando mais atrás, pôde ir recolhendo os ditos e as observações que a passagem deles ia sugerindo a cada um.
Um rapazola dissera:
— Que "mulatão"!
Um outro refletiu:
— Esses portugueses são os demônios para descobrir boas mulatas. É faro. Ao passarem os dois, alguém, a quem ele não viu, maliciosamente observou:
— Parecem pai e filha.
E essa reflexão de pequeno alcance na boca que a proferiu, calou fundo no ânimo do coronel.
Os queixos eram iguais, as sobrancelhas, arqueadas, também; o ar, um não sei quê de ambos assemelhavam-se... Vagas semelhanças, concluiu o coronel ao sair à rua, quando uma baforada de brisa marinha lhe acariciou o rosto afogueado.
Já o carro rolava rápido pela rua quieta — quietude agora perturbada pelas vozes esquentadas dos espectadores saídos e pelas falsas risadas de suas companheiras — quando o comendador, levantando-se no estrado da carruagem, ordenou ao cocheiro que parasse no hotel, antes de tocar para a pensão. A sala sombria e pobre do hotel tinha sempre por aquela hora uma aparência brilhante. A agitação que ia nela; as sedas roçagantes e os chapéus vistosos das mulheres; a profusão de luzes, o irisado das plumas, os perfumes requintados que voavam pelo ambiente; transmudavam-na de sua habitual fisionomia pacata e remediada. As pequenas mesas, pejadas de pratos e garrafas, estavam todas elas ocupadas. Em cada, uma ou duas mulheres sentavam-se, seguidas de um ou dous cavalheiros. Sílabas breves do francês, sons guturais do espanhol, dulçorosas terminações italianas, chocavam-se, brigavam.
Do português nada se ouvia, parecia que se escondera de vergonha.
Alice, o comendador e o coronel, sentaram-se a uma mesa redonda em frente à entrada. A ceia foi lauta e abundante. A sobremesa, os três convivas repentinamente animados, puseram-se a conversar com calor. A mulata não gostara do Rio; preferia o Recife. Lá sim ! O céu era outro; as comidas tinham outro sabor, melhor e mais quente. Quem não se recordaria sempre de uma frigideira de camarões com maturins ou de um bom feijão com leite de coco?
Depois, mesmo a cidade era mais bonita; as pontes, os rios, o teatro, as igrejas.
E os bairros então? A Madalena, Olinda... No Rio, ela concordava, havia mais povo, mais dinheiro; mas Recife era outra cousa, era tudo...
— Você tem razão, disse o comendador; Recife é bonito, e muito mais...
— O senhor, já esteve lá?
— Seis anos; filha, seis anos; e levantou a mão esquerda à altura dos olhos, correu-a pela testa, contornou com ela a cabeça, descansou-a afinal na perna e acrescentou: comecei lá minha carreira comercial e tenho muitas saudades. Onde você morava?
— Ultimamente à Rua da Penha, mas nasci na de João de Barro, perto do Hospital de Santa Águeda...
— Morei lá também, disse ele distraído.
— Criei-me pelas bandas de Olinda, continuou Alice, e por morte de minha mãe vim para a casa do doutor Hildebrando, colocada pelo juiz...
— Há muito que tua mãe morreu? indagou o coronel.
— Há oito anos quase, respondeu ela.
— Há muito tempo, refletiu o coronel; e logo perguntou: que idade tens?
— Vinte e seis anos, fez ela. Fiquei órfã aos dezoito. Durante esses oito anos tenho rolado por esse mundo de Cristo e comido o pão que o diabo amassou. Passando de mão em mão, ora nesta, ora naquela, a minha vida tem sido um tormento. Até hoje só tenho conhecido três homens que me dessem alguma coisa; os outros Deus me livre deles! — só querem meu corpo e o meu trabalho. Nada me davam, espancavam-me, maltratavam-me. Uma vez, quando vivia com um sargento do Regimento de Polícia, ele chegou em casa embriagado, tendo jogado e perdido tudo, queria obrigar-me a lhe dar trinta mil-réis, fosse como fosse. Quando lhe disse que não tinha e o dinheiro das roupas que eu lavava, só chegava naquele mês para pagar a casa, ele fez um escarcéu. Descompôs-me. Ofendeu-me. Por fim, cheio de fúria agarrou-me pelo pescoço, esbofeteou-me, deitou-me em terra, deixando-me sem fala e a tratar-me no hospital. Um outro — um malvado em cujas mãos não sei como fui cair — certa vez, altercamos, e deu-me uma facada do lado esquerdo, da qual ainda tenho sinal.! Tem sido um tormento... Bem me dizia minha mãe: toma cuidado, minha filha, toma cuidado. Esses homens só querem nosso corpo por segundos, depois vão-se e nos deixam um filho nos quartos, quando não nos roubam como fez teu pai comigo...
— Como?... Como foi isso? interrogou admirado o coronel.
— Não sei bem como foi, retrucou ela. Minha mãe me contava que ela era honesta; que vivia na cidade do Cabo com seus pais, de cuja companhia fora seduzida por um caixeiro português que lá aparecera e com quem veio para o Recife. Nasci deles e dous meses, ou mais depois do meu nascimento, meu pai foi ao Cabo liquidar a herança (um sítio, uma vaca, um cavalo) que coubera à minha mãe por morte de seus pais. Vindo de receber a herança, partiu dias depois para aqui e nunca mais ela soube notícias dele, nem do dinheiro, que, vendido o herdado, lhe ficara dos meus avós.
— Como se chamava teu pai? indagou o comendador com estranho entono.
— Não me lembra bem; era Mota ou Costa... Não sei... Mas o que é isso? disse ela de repente, olhando o comendador. Que tem o senhor ?
— Nada... Nada... retrucou o comendador experimentando um sorriso. Você não se lembra das feições desse homem? interrogou ele.
— Não me lembra, não. Que interesse! Quem sabe que o senhor não é meu pai? gracejou ela.
O gracejo caiu de chofre naqueles dous espíritos tensos, como uma ducha frigidíssima. O coronel olhava o comendador que tinha as faces em brasa; este, àquele; por fim depois de alguns segundos o coronel querendo dar uma saída à situação, simulou rir-se e perguntou:
— Você nunca mais soube alguma cousa... qualquer cousa? Hein?
— Nada... Que me lembre, nada... Ah ! Espere... Foi... É. Sim! Seis meses antes da morte de minha mãe, ouvi dizer em casa, não sei por quem, que ele estava no Rio implicado num caso de moeda falsa. É o que me lembra, disse ela.
— O que? Quando foi isso? indagou pressuroso o comendador.
A mulata, que ainda não se havia bem apercebido do estado do comendador, respondeu ingenuamente:— Mamãe morreu em setembro de 1893, por ocasião da revolta... Ouvi contar essa história em fevereiro. É isso.
O comendador não perdera uma sílaba; e, com a boca meio aberta, parecia querê-las engolir uma a uma; com as faces congestionadas e os olhos esbugalhados, a sua fisionomia estava horrível.
O coronel e a mulata, extáticos, estuporados, entreolhavam-se.
Durante um segundo nada se lhes antolhava fazer. Ficaram como idiotas; em breve, porém, o comendador, num supremo esforço, disse com voz sumida: — Meu Deus! É minha filha!

Lima Barreto



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27/03/2014

Clássicos Nacionais - Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assim, considerado um dos mais importantes escritores brasileiros, nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1839, filho de uma família muito pobre. Por ser mulato, também foi vítima de preconceito. Perdeu sua mãe durante a infância, sendo então criado pela madrasta. E, mesmo com todas as dificuldades daquela época, conseguiu superá-las e tornar-se um grande escritor.



Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público. Publicou seu primeiro poema, “Ela”, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou também como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. E, além disso, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras – e seu primeiro presidente.

Suas obras podem ser divididas em duas fases: A fase romântica, onde seus personagens possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Dessa fase destacamos “Ressurreição” (1872), “A Mão e a Luva” (1874), “Helena” (1876) e “Iaiá Garcia” (1878).


Sua segunda fase foi a realista, onde Assis abre espaço para questões psicológicas dos personagens. É nesta fase em que o autor retrata – e muito bem – as características do realismo literário. O autor faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando seus defeitos, qualidades, vontades e necessidades. Desta fase destacamos “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1892), “Dom Casmurro” (1900) e “Memorial de Aires” (1908).


Além dessas obras, Machado de Assis também escreveu alguns contos, como “Missa do Galo”, “O Espelho” e “O Alienista”. Escreveu vários poemas, crônicas sobre o dia-a-dia, peças de teatro, além de críticas literárias e teatrais. O autor morreu aos 69 anos, vítima de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.


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26/03/2014

Lançamentos - MODO Editora




Vamos conferir alguns lançamentos da nossa Editora parceira. Preparados para colocar os novos livros em sua estante? Então venha comigo e vamos conhecer cada livro.


As Duas Faces do Destino

Inspiração 
“A música nos envolvia numa sensualidade alucinante."

Para Layla Bonatti, não havia pessoa mais importante do que o seu irmão, Lucas. Criá-lo desde pequeno cobrou seu preço e seus próprios sonhos foram anulados, exceto um: a música, paixão que cultivava desde que era uma menina. Cantar no bar era o seu único prazer, em suas apresentações deixava transparecer todos os seus sentimentos. Desta forma, encontrou a recompensa tão sonhada: ser amada e valorizada, seus anseios mais secretos. Porém, o fantasma da perda ainda rondava o seu coração. Layla será capaz de esquecer toda a dor e finalmente abrir o seu coração para um intenso romance?


As Duas Faces do Destino


Crônicas de Oldar 

Durtilim: Filho do dragão

Herlana e Gurtum encontraram uma pedra lilás estranha na floresta Negra, tudo indica que seja um ovo de dragão e isso pode por em risco a vida de todos em Edammael. Seres das trevas com garras afiadas e caudas peçonhentas surgem novamente e os dans enfrentarão dias de trevas como jamais enfrentaram antes. Os dragões não são mais os mesmos e a magia que lhes transformou no que são, continuou a fazer seu efeito dando origem à dragões com os mais extraordinários poderes. Talvez uma nova guerra se inicie, e dessa vez, não será contra pessoas... E sim contra os monstros que sobraram da Guerra da Traição.


As Duas Faces do Destino
Ser Clara - Terceira Edição
Clara é uma jovem brasiliense, de 27 anos, que está envolvida com os preparativos do casamento de sua melhor amiga, Laura. Durante a festa conhece um médico rico e famoso, o homem dos sonhos de qualquer mulher. Porém, acaba se envolvendo com um colega de adolescência. Mal sabe ela os obstáculos que viverá pela frente, tais como uma sogra desesperada e até mesmo tentativas de assassinato, até que consiga decidir o que quer da vida. Trata-se de um livro de linguagem simples e atual, que descreve o cotidiano, os sonhos e as aventuras de uma mulher vivendo entre a realização de uma vida independente e o desejo de conhecer e viver um grande amor. Clara, Laura, João Thomas, Léo são personagens que encontramos em nosso dia a dia, no trabalho, nos bares, nas festas. Um passeio pelos desejos e sonhos do imaginário feminino.


As Duas Faces do Destino

Essência
O que você faria se estivesse apaixonada por uma estátua, e essa estátua fosse do garoto mais perfeito do mundo? E se de repente através da magia de Vênus, ele ganhasse vida e se tornasse mais lindo na forma humana do que no mármore? Não será nada fácil para a jovem Beatrice Leonard conviver com a mais perfeita escultura do mundo em carne e osso. Lindo, com um corpo perfeito e dono de olhares e sorrisos hipnotizantes e de tirar o fôlego David de Michelangelo está prestes a mudar tudo na vida da inteligente garota. Apaixonada desce criança pelo lindo e perfeito David de Michelangelo, ela cresceu nutrindo esse amor secreto pela bela escultura. Seu pai o curador do museu, um homem jovem que sofre com a separação da mulher, sempre a levava a tribuna do David. Mas durante uma noite de Halloween algo de extraordinário acontece. Invocando um encantamento a Vênus, a deusa do amor milagrosamente da vida a bela escultura. O que Beatrice não espera é que com todas as intrigas e as tramas seu grande amor corre perigo de se transformar novamente em uma estátua. A magia que o trouxe a vida pode acabar quando o amor não for mais verdadeiro. Ambos é a essência de uma verdadeira história de amor que ultrapassara barreiras e os limites da própria realidade.


As Duas Faces do Destino
Morgana e Charles

Uma Lenda Arthuriana
"A vida não passa de uma oportunidade de encontro de almas e alguns deles acontecem mais de uma vez...." Comandante do exército, braço direito do Rei... Honras que qualquer homem nobre desejaria, mas para Charles eram um fardo terrível e doloroso. Morgana, a bela e gentil filha do Rei da Cornualha, há muito fora tomada por um intenso desejo de vingança e pelo ódio. Duas almas, atormentadas pela dor e pela culpa, ligadas por um elo que transcende gerações, unidas pelas forças de um sentimento fugaz e implacável, do qual não se pode fugir. Mal sabem eles que nasceram para permanecer juntos e que a vida de um estava intrinsecamente ligada à existência do outro. Duas almas, duas vidas... um único destino! Porém, muitas vezes, o passado não pode ser apagado... Uma Linda História, envolvente e emocionante, ambientada na Era do Rei Arthur!


As Duas Faces do Destino

Entre dois amores
Miguel que amava Laura, que era amada por Eduardo e que amava...? Laura e Miguel são amigos desde tenra idade, quando se conheceram após um acidente, sem gravidade, num jogo de vôlei, na escola onde estudavam. Desde então tornaram-se amigos, cresceram, cada um seguiu uma profissão, são jovens e independentes, e fazem muitas coisas juntos como viajar e reunir-se com os amigos de infância e nunca deixaram de cuidar um do outro. Até que um dia, surge na vida de Laura, o jovem médico Eduardo Pontes, que veio para mudar o rumo dessa história de amizade. Quando Eduardo e Laura se apaixonam, Miguel decide que já é hora de declarar o que sente, na tentativa de virar totalmente o jogo e tomá-la de volta. Ele consegue despertar-lhe sentimentos que ela sequer sabia existir pelo amigo Miguel. É então que ela tem que decidir entre dois amores, dois homens apaixonados e que são capazes de fazer tudo para conquistar o amor dessa garota.


As Duas Faces do Destino


Sombras

Os Guardiões
Um acidente, um passado, um mistério e um amor que nunca deveria ter sido interrompido. Quantos segundos são precisos para se destruir a vida de uma pessoa? Daphne é uma promissora violinista, estuda na melhor universidade do país, sua vida é a sua música, até o dia em que um misterioso acidente a coloca frente a frente com a morte. Desse dia em diante, sua vida nunca mais será a mesma, alguém quer vê-la morta, e sucessivas tentativas acabam aproximando-a de seu verdadeiro amor, mas muitos conspiram contra isso, muitos dos quais ela sequer desconfia. Mas o seu destino já está traçado e escrito no Livro da Vida, só é preciso recuperá-lo antes que alguém escreva nele alguma coisa diferente.


As Duas Faces do Destino

Mudanças

O que esperar das férias? Apenas sorrisos e felicidade? Não é bem isso que acontece. Em meio a corações despedaçados e crises de “aborrecência”, Verônica encontra Carlos, um rapaz misterioso e disposto a ajudá-la, e assim começa a aprender o valor da amizade, do amor e da confiança, passando por obstáculos inimagináveis.






 Tem fantasia, romance, ficção, drama, aventura, enfim um pouco de cada gênero para cada leitor. A Modo Editora é 100% Nacional e a cada dia traz excelentes livros nacionais. Agora é você escolher e correr para comprar. 



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21/03/2014

O dicionário



Era uma vez um tanoeiro, demagogo, chamado Bernardino, o qual em cosmografia professava a opinião de que este mundo é um imenso tonel de marmelada, e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, concitou os ânimos e deitou abaixo o rei; mas, entrando no paço, vencedor e aclamado, viu que o trono só dava para uma pessoa, e cortou a dificuldade sentando-se em cima.
— Em mim, bradou ele, podeis ver a multidão coroada. Eu sou vós, vós sois eu.
O primeiro ato do novo rei foi abolir a tanoaria, indenizando os tanoeiros, prestes a derrubá-lo, com o título de Magníficos. O segundo foi declarar que, para maior lustre da pessoa e do cargo, passava a chamar-se, em vez de Bernardino, Bernardão. Particularmente encomendou uma genealogia a um grande doutor dessas matérias, que em pouco mais de uma hora o entroncou a um tal ou qual general romano do século IV, Bernardus Tanoarius; — nome que deu lugar à controvérsia, que ainda dura, querendo uns que o rei Bernardão tivesse sido tanoeiro, e outros que isto não passe de uma confusão deplorável com o nome do fundador da família. Já vimos que esta segunda opinião é a única verdadeira.
Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, e fundou esse ato em uma razão de ordem política, a saber, que a unidade moral do Estado pedia a conformidade exterior das cabeças. Outro ato em que revelou igual sabedoria, foi o que ordenou que todos os sapatos do pé esquerdo tivessem um pequeno talho no lugar correspondente ao dedo mínimo, dando assim aos seus súditos o ensejo de se parecerem com ele, que padecia de um calo. O uso dos óculos em todo o reino não se explica de outro modo, senão por uma oftalmia que afligiu a Bernardão, logo no segundo ano do reinado. A doença levou-lhe um olho, e foi aqui que se revelou a vocação poética de Bernardão, porque, tendo-lhe dito um dos seus dois ministros, chamado Alfa, que a perda de um olho o fazia igual a Aníbal, — comparação que o lisonjeou muito, — o segundo ministro, Ômega, deu um passo adiante, e achou-o superior a Homero, que perdera ambos os olhos. Esta cortesia foi uma revelação; e como isto prende com o casamento, vamos ao casamento.
Tratava-se, em verdade, de assegurar a dinastia dos Tanoarius. Não faltavam noivas ao novo rei, mas nenhuma lhe agradou tanto como a moça Estrelada, bela, rica e ilustre. Esta senhora, que cultivava a música e a poesia, era requestada por alguns cavalheiros, e mostrava-se fiel à dinastia decaída. Bernardão ofereceu-lhe as coisas mais suntuosas e raras, e, por outro lado, a família bradava-lhe que uma coroa na cabeça valia mais que uma saudade no coração; que não fizesse a desgraça dos seus, quando o ilustre Bernardão lhe acenasse com o principado; que os tronos não andavam a rodo, e mais isto, e mais aquilo. Estrelada, porém resistia à sedução.
Não resistiu muito tempo, mas também não cedeu tudo. Como entre os seus candidatos preferia secretamente um poeta, declarou que estava pronta a casar, mas seria com quem lhe fizesse o melhor madrigal, em concurso. Bernardão aceitou a cláusula, louco de amor e confiado em si: tinha mais um olho que Homero, e fizera a unidade dos pés e das cabeças. Concorreram ao certâmen, que foi anônimo e secreto, vinte pessoas. Um dos madrigais foi julgado superior aos outros todos; era justamente o do poeta amado. Bernardão anulou por um decreto o concurso, e mandou abrir outro; mas então, por uma inspiração de insigne maquiavelismo, ordenou que não se empregassem palavras que tivessem menos de trezentos anos de idade. Nenhum dos concorrentes estudara os clássicos: era o meio provável de os vencer.
Não venceu ainda assim porque o poeta amado leu à pressa o que pôde, e o seu madrigal foi outra vez o melhor. Bernardão anulou esse segundo concurso; e, vendo que no madrigal vencedor as locuções antigas davam singular graça aos versos, decretou que só se empregassem as modernas e particularmente as da moda. Terceiro concurso, e terceira vitória do poeta amado.
Bernardão, furioso, abriu-se com os dois ministros, pedindo-lhes um remédio pronto e enérgico, porque, se não ganhasse a mão de Estrelada, mandaria cortar trezentas mil cabeças. Os dois, tendo consultado algum tempo, voltaram com este alvitre:
— Nós, Alfa e Ômega, estamos designados pelos nossos nomes para as coisas que respeitam à linguagem. A nossa ideia é que Vossa Sublimidade mande recolher todos os dicionários e nos encarregue de compor um vocabulário novo que lhe dará a vitória.
Bernardão assim fez, e os dois meteram-se em casa durante três meses, findos os quais depositaram nas augustas mãos a obra acabada, um livro a que chamaram Dicionário de Babel, porque era realmente a confusão das letras. Nenhuma locução se parecia com a do idioma falado, as consoantes trepavam nas consoantes, as vogais diluíam-se nas vogais, palavras de duas sílabas tinham agora sete e oito, e vice-versa, tudo trocado, misturado, nenhuma energia, nenhuma graça, uma língua de cacos e trapos.
— Obrigue Vossa Sublimidade esta língua por um decreto, e está tudo feito.
Bernardão concedeu um abraço e uma pensão a ambos, decretou o vocabulário, e declarou que ia fazer-se o concurso definitivo para obter a mão da bela Estrelada. A confusão passou do dicionário aos espíritos; toda a gente andava atônita. Os farsolas cumprimentavam-se na rua pela novas locuções: diziam, por exemplo, em vez de: Bom dia, como passou? — Pflerrgpxx, rouph, aa? A própria dama, temendo que o poeta amado perdesse afinal a campanha, propôs-lhe que fugissem; ele, porém, respondeu que ia ver primeiro se podia fazer alguma cousa. Deram noventa dias para o novo concurso e recolheram-se vinte madrigais. O melhor deles, apesar da língua bárbara, foi o do poeta amado. Bernardão, alucinado, mandou cortar as mãos aos dois ministros e foi a única vingança. Estrelada era tão admiravelmente bela, que ele não se atreveu a magoá-la, e cedeu.
Desgostoso, encerrou-se oito dias na biblioteca, lendo, passeando ou meditando. Parece que a última coisa que leu foi uma sátira do poeta Garção, e especialmente estes versos, que pareciam feitos de encomenda:

O raro Apeles,
Rubens e Rafael, inimitáveis
Não se fizeram pela cor das tintas;
A mistura elegante os fez eternos.

Machado de Assis








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20/03/2014

Clássicos Nacionais - Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto foi um jornalista nascido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, filho de João Henriques de Lima Barreto (um mulato nascido liberto) e de Amália Augusto Barreto (filha de escrava liberta da família Pereira de Carvalho) e, por ser mestiço, enfrentou preconceito durante a vida.

Seu pai era um tipógrafo na Imprensa Nacional e sua mãe era uma professora pública, e foi ela quem o iniciou nos estudos. Infelizmente, Lima Barreto perdeu a mãe com apenas sete anos. E, algum tempo depois, seu pai foi trabalhar como almoxarife num asilo de loucos, a Colônia de Alienados da Ilha do Governador.

Conseguiu concluir o curso secundário na Escola Politécnica, porém, teve que abandonar a faculdade de Engenharia, pois seu pai havia sido internado – vítima de loucura – e o autor foi obrigado a arcar com as despesas da casa e o cuidado dos irmãos. Como leu bastante após concluir o segundo grau, sua produção textual tinha qualidade excelente, foi aí então que iniciou sua atividade como jornalista.

Não foi reconhecido na literatura de sua época, apenas após sua morte. Viveu uma vida boêmia, solitária e entregue à bebida. Possuindo altas qualidades de psicólogo e retratista de alma, não podia deixar de ser um excelente romancista. E, como afirma Agripino Grieco em Evolução da Prosa Brasileira: “a esse mestiço morto aos quarenta anos, carapinhento e malvestido, sem medalhas e títulos acadêmicos, forçoso é que retornem os nossos prosadores quando quiserem ultimar o grande romance realmente brasileiro”.


Lima Barreto fez de suas experiências pessoais canais de temáticas para seus livros. Em seus livros denunciou a desigualdade social, como em “Clara dos Anjos”; o racismo sofrido pelos negros e mestiços e também as decisões políticas quanto à Primeira República. E no livro “O Cemitério dos Vivos” chegou a revelar seus sentimentos quanto ao que sofreu durante suas internações no Hospício Nacional.

Além desses também escreveu  “Recordações do escrivão Isaías Caminha (Lisboa, 1909), romance que foi a sua estréia, Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), “Numa e a ninfa (1915), “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá(1919), “Histórias e sonhos (1920) e “Os bruzundangas (1922).


Sua principal obra foi “Triste fim de Policarpo Quaresma”, onde relata a vida de um funcionário público, nacionalista fanático, representado pela figura de Policarpo Quaresma. Dentre os desejos absurdos desta personagem está o de resolver os problemas do país e o de oficializar o tupi como língua brasileira.


Morreu muito cedo, em 1º de novembro de 1922, aos 41 anos, vítima de ataque cardíaco em decorrência do vício do álcool. Amigos e admiradores ergueram um busto de bronze em homenagem ao escritor, na Ilha do Governador.


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19/03/2014

Parceiro da Academia - Entre o Céu e Mar - Robson Gundim

Bom dia, leitores tripulantes!

Vamos dar continuidade à obra do nosso mais recente parceiro, Robson Gundim. O escritor, estudante universitário e ilustrador que vem encantando o público com seus livros de romance/ficção e com seus próprios desenhos.

Robson deu continuidade a Saga “Entre o Céu e o Mar”.  Em "Entre o Céu e o Mar – Nos Montes da Inocência” iremos imergir em uma grande história de amor, onde será revelado o maior de todos os segredos de Annette Legrand, a Valquíria que viveu aventuras marítimas no primeiro livro da saga “Entre o Céu e o Mar – Uma odisseia além do oceano”. Vamos saber mais sobre essa obra!


As Duas Faces do Destino
Entre o céu e o mar – Nos Montes da Inocência
Título: Entre o céu e o mar
Subtítulo: Nos Montes da Inocência
Autor: Robson Gundim
Gênero: Ficção
Assunto: aventura, romance, piratas, mistérios
Editora: Modo Editora
Idioma: Português
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 252
Público-alvo: juvenil
Sinopse: Annette Legrand - descendente de ingleses - imigra para os Montes Apuseni ainda quando criança, para viver nos ermos campestres longe dos rigores da guerra. Ela acaba conhecendo e vivendo junto a um garoto chamado Richter Belmont, um orfão adotado pelo romeno Loweed Schwartz. Com o passar dos anos, Annette e Richter descobrem que irão se separar; ela é levada para um colégio interno na grande Bucareste e Richter fica sozinho no rancho. Doze anos depois, formada e transformada numa deslumbrante mulher, Annette Legrand regressa ao território que marcou a sua infância, redescobrindo o marcante e profundo sentimento que uniu a sua vida à de Richter. Contudo, o que Richter não sabe, é que Annette noivou-se com Nicholas Willefort, um nobre herdeiro de um conde, com quem Annette irá se casar...


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Onde Encontrar: 
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Booktrailer





Opinião do Leitores:

Luiza Telles (Skoob)
Robson Gundim, jovem escritor brasileiro, se revela um autor completo nos brindando com histórias envolventes, e ilustrações belíssimas, criadas por suas mãos hábeis e talentosas. Os leitores devem conferir suas obras. Pois irão se apaixonar completamente por suas histórias, e seus personagens, que nos envolvem a cada página, e nos faz sonhar durante toda a leitura.”

Ana (Skoob)
“A escrita é impecável, digo isso desde que o primeiro livro desse autor foi lançado. É tudo feito com bastante cuidado e dedicação - e estou muito orgulhosa pela literatura brasileira que está muito bem representada pelas mãos de autores como Robson Gundim.

Narjara (Skoob)
“Robson Gundim nos apresenta um belo trabalho, além de sua excelente escrita, mesmo em pequenos trechos onde o lirismo se faz presente na medida certa, e seu grandioso trabalho de arte em algumas páginas, com traços tão bem feitos inspirados em atores reais, contribuem positivamente para este maravilhoso romance.

Nara (Skoob)
“Um daqueles que a gente não esquece! Para começo, algo que o autor já deve estar achando clichê, mas que é cheio de verdade: É um ótimo livro! Um daqueles romances que vão além do usual e que te cativa de imediato. Sim, é muito mais que uma história entre dois jovens apaixonados, há em Entre o Céu e o Mar - Nos Montes da Inocência todo um enredo que te prende, em uma mistura muito bem feita entre ação, trama e romance. Como disse antes, não sou boa em criar resenhas e vou encerrando dizendo que mesmo os amantes mais íntimos da literatura devem admitir que vez ou outra se deparam com livros desagradáveis, mas que este não é um deles.”

Lu. Franzin (Skoob)
Muitos mistérios ainda estão por vir. Ainda há grandes segredos a serem revelados e a história de Annette e Richter ainda tem um longo caminho a percorrer. Mais uma vez o autor nos surpreende com seu conhecimento da língua portuguesa, usando de referencias e palavras que engrandece o nosso conhecimento, e nos faz lembrar um querido e esquecido amigo: o dicionário!!! Robson Gundim tem uma maneira toda peculiar de unir as palavras, transformando-as não apenas em uma história fantástica e cheia de aventuras, mas também em pura e embriagante poesia corrida.


Artbook: O livro das artes sagradas
Robson com seu talento decidiu criar um livro envolvendo o campo artístico de seus livros. O livro contém todas as ilustrações da saga “Entre Céu e o Mar” e mais alguns que não foram inseridos nos livros. No total podemos contar com mais de 100 ilustrações! Cada ilustração é composta por um pequeno texto, sendo todas elas separadas por atos que pormenorizam o estilo de cada trabalho. 

O autor ainda relata que ora lidamos com artes mais obscuras, ora com outras mais fantásticas, também lidamos com artes oficias dos livros, as não oficiais (incluindo algumas de cunho humorístico) e por aí vai... E que ainda apresenta o processo de criação, com fotografias dos esboços e das retas finais, e de trabalhos ainda não finalizados, que por sinal ainda são muitos que não estão finalizados, em uma média de 50.

 O artbook é um projeto que nasceu em 2013, e previsivelmente será idealizado na bienal de SP agora em 2014, mas antes o autor separa algumas páginas para deixá-los curiosos. Observem e digam ao autor e a nós se esses desenhos não ficarão lindos na revista impressa?


 











Gostaram das imagens? Então se preparem, pois na revista contêm muito mais! Para mais imagens e informações acessem o site.





Trecho:
"Encobri os corpos de teus inimigos... Em favor a isto, presta-me como retribuição o silêncio para com o povo.”
Se existisse uma virtude inegável na vida do caçador, esta era o peso de sua palavra. Foi ali, perante os olhos da loura, ainda agachado, de rosto para o negrume sem fim, que fez a voz ecoar:
“Em retorno ao favor que me concebestes, juro-te o meu silêncio!” 
(ENTRE O CÉU E O MAR – NOS MONTES DA INOCÊNCIA)



Queria deixar meu agradecimento ao autor pela receptividade e parceria e meus parabéns pelo excelente trabalho, tanto de suas obras (livros) quanto de seus desenhos. Espero que vocês, leitores, tenham gostado assim como eu dessa nova aventura.


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