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28/03/2015

DIVULGAÇÃO: A Senhora dos Mortos (Rodrigo de Oliveira)

Olá, leitores!


Vocês não tem ideia do quanto eu estava doido para soltar essa notícia! Finalmente o terceiro volume da Série "As Crônicas dos Mortos" vai sair! E tem mais! A Faro ainda preparou uma surpresinha para os fãs da série. Confiram abaixo:




Depois de mais de 65.000 downloads grátis, a Faro Editorial atende ao pedido dos leitores e publica o conto Elevador 16, integrante de sua saga nacional de Rodrigo de Oliveira, a estilo The Walking Dead, em  formato de livro impresso.
Foram dezenas de fãs que encheram de recados nas redes sociais, e-mails para Faro, para o autor, muitos chegaram a imprimir o livro em sua própria casa e postaram fotos na web, então a editora decidiu criar a versão física do livro.
E esta edição, com tiragem de 5000 exemplares, sai ao mesmo tempo com o lançamento de A Senhora dos Mortos, terceiro livro da saga.
A venda do terceiro livro acompanhado da edição gratuita de Elevador 16 será feita prioritariamente por livrarias virtuais.  A editora planeja também por a edição do conto à venda nas livrarias no futuro.




Para informação:




Hoje, a série americana, The Walking Dead é a mais assistida na TV paga. Isso motivou os produtores a criar uma nova série desenvolvendo as histórias pessoais dos personagens e contando um pouco sobre como era sua vida antes do apocalipse Zumbi.  Para quem acompanha a saga brasileira, esse é um destaque e diferencial de As Cronicas dos Mortos. Além da parte de ação, cada personagem tem sua história contada, para o público entender o lado humano, como era a vida anterior do personagem.

BookTrailer: 



Ok, ok. E cadê o livro?


A pre-venda de A senhora dos Mortos já se iniciou em algumas livrarias. O Livro acompanhado da versão Impressa de Elevador 16 chegará a algumas livrarias, e em edição limitada.

A partir da próxima semana os leitores que curtem a página da saga bem como a página da Faro Editorial serão avisados de cada rede que inicia a venda do combo. E o melhor, sem custo adicional.


Querem saber mais sobre a série? Fizemos a resenha do primeiro volume: "O Vale dos Mortos" e em breve sai a resenha do segundo volume + uma (vou imitar a Faro) surpresinha para os leitores do blog!


Aguardem novas informações ;)


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27/03/2015

Biblioteca em casa

Uma menina de 10 anos, que leu mais de 400 livros, quer incentivar outras pessoas a gostar tanto de ler quanto ela. Kaciane passa boa parte do dia lendo, a cada nova página, uma descoberta. "Parece que eu estou viajando sem sair do lugar”, descreve Kaciane Marques Nascimento, 10 anos.



E, para não perder as contas de quantas viagens já fez, ela anota tudo em um caderninho. E a lista é enorme. Aos 10 anos, a menina já leu 409 livros. Na escola estadual onde cursa a quinta série, ela ganhou até um apelido."A gente brinca que ela é a menina que devora livros", conta uma colega da escola.

A paixão pelos livros começou assim que foi alfabetizada. A professora Maria Cristina foi uma das grandes incentivadoras. 






"Desde o primeiro livro ela ficou super entusiasmada e veio falar que amou. Ela leu o livro em dois dias. Para uma criança de 7 anos, é demais", lembra Maria Cristina de Godoy, Professora. 



“Às vezes tem que brigar para ela parar de ler. Chega a hora de jantar, de tomar banho, e ela está lá lendo”, conta Adriana Cunha, mãe da Kaciane.

Depois de ler tantos livros, Kaciane decidiu incentivar outras crianças e jovens a fazer o mesmo. Foi então que teve a ideia de montar, em casa mesmo, uma biblioteca. O problema era como fazer isso.

Um pouco antes de fazer aniversário, a menina, sozinha, gravou um vídeo pedindo ajuda e postou na internet: “Eu queria pedir a ajuda de vocês, porque meu sonho é montar uma biblioteca”.
E muita gente se sensibilizou. Em três meses, Kaciane perdeu até a cama de tantos livros que ganhou: 2 mil exemplares. O dono de uma escola particular gostou tanto da determinação da menina que resolveu dar de presente a biblioteca. A obra, no fundo da casa da família, na periferia de São José do Rio Preto, já está adiantada. E é a própria Kaciane quem supervisiona tudo.
Contagem regressiva para ver o sonho virar realidade e diz: 


“Eu vou incentivar crianças, adolescentes e adultos e idosos a gostar de ler. Acho importante", planeja a menina.


Quer saber mais e conhecer a Kaciane, então veja o vídeo:

E você gostaria de ter um biblioteca? Incentivaria assim como a pequena Kaciane está fazendo? Lembre-se o incentivo da literatura parte de cada um! ;)



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26/03/2015

ENTREVISTA: Victor Gomes

Olá, leitores da Academia! 
Hoje tem entrevista na Academia! Entrevistamos nosso autor parceiro Victor Gomes, autor de "Eu destruí aquela Vida". Já divulgamos nosso parceiro (link), já resenhamos sua obra (link) que por sinal é fantástica e agora vamos saber um pouco mais do autor em uma entrevista descontraída, onde ele nos conta alguns detalhes sobre a criação da obra e novos trabalhos! Confiram abaixo: 



Academia: Primeiramente, aquela pergunta clássica: quem é o homem Victor Gomes? E quem é o escritor Victor Gomes?

Victor: Não sei me definir. Na realidade, acho impossível, porque não acho que tenha algo que me defina de fato. Como disse o Álvaro de Campos na Tabacaria: “Não sou nada/Nunca serei nada/Não posso querer ser nada/À parte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Quanto ao escritor, esse é alguém apaixonado por histórias que não consegue se desligar delas por um segundo e precisa contar algumas.

Academia: Como leitor, quais são suas preferências de gêneros e temática? E quais suas obras e autores preferidos?

Victor: Difícil dizer, mas gosto de livros mais fortes, assim como os que escrevo. Histórias que sejam somente bonitinhas não me agradam. Tem que ser cru, violento, grosseiro, assim como a vida tantas vezes é.
Também tenho grande dificuldade em eleger preferências, mas não posso deixar de citar o Chuck Palahniuk, autor do Clube da Luta, e o Neil Gaiman (muito embora eu não escreva fantasia). São autores maravilhosos que me influenciaram muito. Entre os nacionais fico com o Daniel Galera, autor de Barba Ensopada de Sangue. Tem muito escritor bom nesse mundo, então é difícil não esquecer alguém.

Academia: Se você pudesse eleger um livro de cabeceira, qual seria?

Victor: “Cem anos de solidão”, do Gabriel García Márquez.

Academia: Quando e como você passou de alguém que histórias a alguém que cria histórias?

Victor: Quero escrever desde os seis anos de idade, quando pela primeira vez terminei de ler um livro. Mas só fui escrever uma história completa – no caso, um conto – aos dezessete anos, já na universidade. Tive uma ideia que não dava para manter só na mente. Saiu a história de um cara antissocial que morre e vai para o inferno, onde é condenado a passar a eternidade sozinho. A partir daí não parei de escrever minhas histórias.

Academia: “Eu destruí aquela vida” trata de temas bem fortes e impactantes. O primeiro e mais obvio deles é a existência e a natureza de um ser divino regendo a vida dos seres humanos. O livro chega citar o questionamento de Descartes a respeito dessa questão. A pergunta é: Descartes foi a fonte de inspiração para sua história ou você já se questionava sobre esse assunto antes de cursar Filosofia?

Victor: A história nasceu de uma conversa que tive com um amigo, na qual expliquei a dúvida cética sobre a realidade do mundo exterior, ou seja, a possibilidade de que os nossos sentidos sejam enganosos e nada do que experienciamos exista. Mas veio tanta coisa depois que a ideia original realmente se perdeu. Então o que motivou a história foi essa conversa, mas depois vieram as inúmeras inspirações que fizeram o romance ser o que é.

Academia: Temas filosóficos estão presentes aos montes no livro.  E ainda assim você os trata de maneira muito natural, tendo como porta voz o narrador/divindade. Qual dos vários temas ali abordados mais mexe com sua imaginação?

Victor: Todos me encantam por serem complexos e, ao mesmo tempo, anti-intuitivos. Quer dizer, quem se pergunta se o mundo é do jeito que vemos ou não, né? Quem acredita que é correto trair? Mas é o tipo de raciocínio que me faz pensar. Acho que a discussão ética é o que mais me instiga, por ser algo tão importante para o ser humano.

Academia: Uma pergunta que não quer calar: entre Utilitarismo e Ceticismo, com qual corrente você mais se identifica?

Victor: Do modo como as coloquei no livro, não estou com nenhuma, embora o utilitarismo seja uma corrente ética muito interessante. Sou, de certo modo, um cético, mas não radical como os céticos do romance. Também tenho raízes utilitaristas, mas não do modo como o protagonista é. Mas se tenho que responder a pergunta diretamente, fico com o ceticismo.

Academia: Como foi pra você escrever uma história tão forte e tão perturbadora (as cenas do cemitério e da escola então...)? E qual a sua percepção da reação do público à sua história?

Victor: Foi curioso, porque a primeira versão escrevi num espaço de três meses em que eu mal saía de casa. Férias da faculdade, ainda não trabalhava, foi bem intenso. A imersão ajudou, acho.
Quanto ao público, tem sido bem positivo. Algumas pessoas me disseram que não é o tipo de história delas, que preferem algo mais leve. Ainda assim, elogiaram minha escrita. A grande maioria gostou bastante, o que, óbvio, me deixa muito feliz.

Academia: Como dissemos em nossa resenha, seu livro de estreia mostra uma maturidade e uma consistência de ideia realmente impressionante para um escritor tão jovem. A quê você atribui isso?

Victor: Devo as ideias à minha graduação em filosofia. A escrita é fruto de estudo e esforço mesmo. Desde o começo me preocupo em adquirir técnica para combinar com o talento que acredito ter.

Academia: Qual foi e como foi o seu processo criativo?

Victor: Estruturo todo o livro antes de escrever. Cada cena, reflexão do personagem, tudo. Aí sento e escrevo. Claro que mudo muita coisa, tenho ideias ao longo da história, mas o esqueleto da história me mantém no caminho certo. Se não fica uma bagunça, uma desordem não planejada, e raramente sai coisa boa disso.

Academia: E quanto a publicação? Qual o caminho que você seguiu para ter seu livro disponível para os leitores?

Victor: Procurei escrever uma história que eu considerasse realmente boa e, ao mesmo tempo, que fosse publicável comercialmente. Quando considerei que tinha chegado lá, entrei em contato com um agente e consultor literário que topou trabalhar comigo. Foi quando comecei a conversar com o editor da Zap Book, que gostou da história e resolveu publicá-la.

Academia: Podemos esperar por um próximo livro? Temática similar ou pretende se enveredar por outros campos?

Victor: Já estou escrevendo. Esse ano termino e vamos ver quando será publicado. É um livro diferente, temática diferente, sem elemento fantástico. A presença de teorias filosóficas é muito menor. Mas acho que sairá algo bem legal.

Academia: Qual escritor ou escritora você indicaria para ser nosso “Parceiro da Academia”?

Victor: Indico o Gustavo Magnani, que em breve será publicado pela Geração Editorial. É um cara genial. Tive a sorte de ser leitor-beta do romance de estreia dele, “Ovelha”, e acho que vai deixar muita gente de olhos arregalados pela força e qualidade da história.

Academia: Para finalizar, gostaríamos de agradecer pela parceria e colaboração com a Academia. Deseja deixar um recado para os aspirantes a escritores? E para seus leitores?

Victor: Eu que agradeço a parceria e divulgação, o trabalho de vocês é maravilhoso. Aos que desejam escrever, recomendo pé no chão. Não é fácil escrever bem e, mesmo que você escreva bem, não é fácil ganhar espaço no mercado. Eu mal comecei. Mas para quem é apaixonado por literatura, vale a pena, então vão em frente!
Aos meus leitores, só tenho a agradecer. Cada vez que recebo um elogio entusiasmado ou simplesmente um comentário sobre o livro me encho de alegria, porque esse é meu objetivo: contar histórias que mexam com os leitores. Quero melhorar cada vez mais, para contar histórias cada vez melhores. Aguardem que em breve sai livro novo!


Obrigado, Victor! A Academia Literária DF agradece sua participação, atenção e carinho dedicados a essa parceria. Sucesso em sua carreira!


Já conferiram nossa resenha da obra? Clique aqui!


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25/03/2015

DIVULGAÇÃO: A Noiva Fantasma

Olá, leitores!
A Dark Side esta com tudo esse ano e divulgamos mais um lançamento! Conheçam: "A Noiva Fantasma"! Confiram abaixo as informações da obra:


Ficha Técnica


Título | A Noiva Fantasma
Autora | Yangzse Choo
Tradutor | Leandro Durazzo
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 360 páginas, capa dura
Dimensões | 16 x 23 cm

Lançamento | Abril de 2015

Sobre o Livro


1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.
A Noiva Fantasma, que a DarkSide® Books publica no Brasil em 2015, é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século xix. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente. Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, A Noiva Fantasma é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. Eleito o Livro da Semana pela Oprah. com, entrou em diversas listas de melhores livros do ano, como Indie Next List’s Pick, Glamour Magazine Beach Read, The Bookseller Editor’s Pick e Library Journal Barbara’s Pick.

Sobre a Autora



YANGSZE CHOO é descendente de malaios. Formou-se na Universidade de Harvard e ocupou vários cargos corporativos antes de escrever seu primeiro romance, A Noiva Fantasma. Yangsze adora comer e ler, e faz as duas coisas ao mesmo tempo com frequência. Ela mora na Califórnia com seu marido e filhos, além de um coelho. Saiba mais em yschoo.com.


E mais um livro para minha alegria e desespero da minha carteira ;)
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24/03/2015

RESENHA - A Caçadora: Sorriso de Vampiro (Vivianne Fair)


Ficha técnica:
Referência bibliográfica: FAIR, Vivianne. A Caçadora – Sorriso de Vampiro. 1ª edição. São Paulo, Editora Draco, 2014. 194 páginas.
Gênero: Comédia Romântica
Temas: Vampiros, Caçadores, Romance.
Categoria: Literatura Nacional
Ano de lançamento: 2014
Série: A Caçadora – Sorriso de Vampiro (Livro 1).










“Minha mãe suspirou novamente, olhou-me diretamente nos olhos e soltou a bomba.
- Filha, somos caçadores de vampiros.
Pense assim, como você reagiria?”
*A Caçadora – Sorriso de Vampiro (pág. 09 e 10).




                 Jéssica levava uma vida comum de secretária, quando de uma página para outra (literalmente falando) descobre que seus pais – um dentista e uma professora – eram na verdade caçadores de vampiros. Tendo de lidar às pressas com essa nova realidade, Jéssica parte em uma viagem – sua primeira missão – completamente cética sobre a história maluca que seus pais haviam contado a ela. O que de fato a convencera a ir era o cheque com números generosos que o Conselho – organização para o qual seus pais trabalham – havia lhe dado. O que resultou em um banho de loja sem igual em sua vida. Sua missão era matar um vampiro recém-transformado e para isso ela teria de viajar até a Pensilvânia, fingir ser uma estudante universitária – apesar de ter 29, tinha cara de adolescente – localizar seu alvo, destruí-lo e voltar mais rica do que estaria se juntasse o dinheiro que ganhava como secretária por toda sua vida. Fácil, Não?
                  Só que não.
                A missão de Jéssica era localizar e destruir seu alvo, um vampiro recém-transformado chamado Eric. E para tanto ela deveria se infiltrar em uma universidade para jovens, se passar por aluna (certo, ela tem 29 anos, mas existe formol para isso), e ser a “filha excêntrica de um embaixador”. E quando eu digo excêntrica, quero dizer “maluca”. Um meio que o conselho encontrou para que as ações de Jéssica passassem despercebidas pelos residentes da universidade. Porém, isso só a fez ser o centro das atenções, arrumando ainda mais confusão para o seu lado.
   Ao se instalar conhece Estela, Dine e Sofia. Três otakus (fãs de anime e mangás japoneses) que logo se afeiçoaram a Jéssica por ela ter um cabelo perfeito para fazer um cosplay (pessoas que se vestem como seus personagens favoritos e os interpretam). E com a ajuda delas – sem obviamente contar a verdadeira intenção por trás – parte em busca de seu objetivo e acaba por encontrar muito mais que um simples “alvo”
                O livro é divertido. A autora tem um jeito único de criar situações engraçadas nas passagens mais banais da obra e criar situações ainda mais cômicas quando já não aguentamos mais de tanto rir. Jéssica, a protagonista da trama, é atrapalhada, tem um sério problema de autoestima e vive se metendo nas mais hilárias confusões. Zack, um vampiro que ela conheceu meio que por acidente, é sarcástico, tem uma piada para tudo na ponta da língua e incrivelmente metido, mas que por trás da casca grossa esconde seu sentimento de solidão por ser imortal. As cenas em que os dois estão juntos são as mais cômicas e cheias de tiradas divertidas. Quando Jéssica acreditava que estava “por cima”, vinha o Zack com algum comentário sarcástico. As cenas dos dois também foram as que mais me fizeram revirar os olhos, por conta do romance meloso que os permeia (sim, ela tinha de matá-lo, paciência, mas acabou por se apaixonar por ele). Dine, Sofia e Estela são as otakus que auxiliam Jéssica, mesmo sem saber exatamente no que. Elas a chamam de Chefa e são cruciais em alguns momentos da trama. E ainda tem o Bobby, único homem da turma. Nerd assumido e o único que pensa com certa lógica entre os amigos de Jéssica.
                Curioso notar o quanto da vida da autora foi transportada para a obra (chamam a Jéssica de Chefa, para começo de conversa). Quem teve a oportunidade de conhecer pessoalmente a autora, pode notar que certos maneirismos dos personagens podem também ser encontrados na autora (ficaram curiosos, né?). Sendo uma cosplayer, fã de animes, games e jogadora de RPG, muitas das referências usadas no livro são a respeito desses temas.


             Dine havia entrado correndo, gritando frenética e rindo loucamente enquanto abria a mangueira e dizia:
               - Tome isso, seu Heartless* dos infernos!!  Pág 177
            * Referência ao jogo Kingdom Hearts.
             


Isso é um Heartless
          A autora ainda tira sarro de obras de vampiros e frequentemente faz comparações do que é “real” para Jéssica e do que a mesma havia visto em filmes como em “Entrevista com o Vampiro”, “Buffy – a caça vampiros” ou “Crepúsculo”.
                Uma das principais características do livro são os clichês. E eles estão em todos os lugares. Como em“Quem Precisa de Heróis” (resenha), a autora usa e abusa deles para imprimir sua marca registrada na obra. Desde a líder de torcida loira/popular/gostosa/dona do pedaço até garotas góticas estranhas adoradoras de um deus maligno. Tudo é inserido de forma totalmente intencional, com a única finalidade de tornar a leitura mais leve e divertida, recurso que se mantém por todo o livro.
            O que certamente me incomodou na obra é que Jéssica é um pouco fútil para a idade dela. Tirando as situações de perigo e algumas conversas mais sérias, ela só fala em roupas, meninos gatos e coisas que meninas adolescentes pensam, coisa que não condiz muito com uma mulher que está quase na casa dos trinta anos. Em certos momentos, até mesmo as otakus são mais maduras e sensatas que ela.   
            Não sou muito de ler romances (na verdade, creio que esse foi o primeiro que eu li) e confesso que em algumas partes suspirei muitos “Affz”, pois histórias românticas não condizem com o meu perfil de leitor, mas no geral adorei a leitura descontraída, simples e bem humorada. 
O livro é narrado em primeira pessoa. Tudo na história se passa aos olhos de Jéssica. À medida que a narrativa avança, vamos conhecendo novos personagens junto com a protagonista. A fluidez é muito tranquila. A autora não usa sinônimos e suas descrições são breves e simples de se imaginar. Talvez alguns leitores se incomodem com a narrativa direta do livro, que não faz questão de “preparar” o terreno com descrições mais longas ou detalhadas. Ela abre mão desse recurso, deixando as situações cômicas bem próximas umas das outras, prezando mais o humor do que a lógica em certos momentos. Não que isso seja um ponto fraco na obra, mas pode causar estranheza. A relação de tempo é linear, apenas no início um flashback é introduzido para explicar a atual situação da protagonista. A revisão está boa, alguns erros, mas nada que prejudique a leitura. A diagramação é um dos pontos altos. A editora foi muito competente nessa parte. Cada capítulo é representado por uma numeração, o nome do capítulo e um desenho feito pela própria autora. A capa é muito bem trabalhada, mostrando a protagonista deitada na cama e Zack sentado na janela.

Foto da ilustração de um capítulo
 Vivianne Fair (Chefa, para os íntimos) nasceu no Rio de Janeiro e atualmente mora em Brasília.  É artista plástica e escritora desde que aprendeu a escrever, pois escrevia pequenos livros, enchia de desenhos e grampeava as páginas, passeando com eles por aí. Tornou-se ilustradora, quadrinista e também é professora de inglês e desenho e cosplayer nas horas vagas.
Recomendo o livro principalmente para as meninas (até porque eu não vejo nenhuma graça no Zack sem camisa), pois a obra tem toda uma pegada forte de romance, mas indico principalmente para quem gosta de piadas, pois o que mais define a história são as situações engraçadas que a protagonista e seu alvo passam. Recomendo ainda para os entusiastas da cultura pop, já que o livro é cheio de referências a filmes, séries, animes.
Caçadora – Sorriso de Vampiro é uma comédia romântica que cumpre aquilo pelo qual foi feito e pelo qual a autora se destaca: arrancar sorrisos dos leitores.




Bibliografia de Vivianne Fair (ordem cronológica):

Livros:

  • Cavaleiros do RPG – Editora Livronovo (2009); republicado e renomeado como “Quem precisa de heróis?” pela Editora Lexia (2010);
  • A caçadora (vol. 1): Sorriso de vampiro – Editora Livronovo (2010);
  • A caçadora (vol 1, segunda edição): Sorriso de vampiro – Editora Draco;
  • A caçadora (vol. 2): Sussurro das sombras – Editora Lexia (2011);
  • A caçadora (vol. 3): Temporada de caça – Editora Lexia (2012);
  • O caçado (vol. 1): Os olhos da caçadora – Editora Lexia (2012).


E-books:

  • Steph, a super-hiperativa – à venda pela Amazon.com (2013).


Participações:

  • Drácula Eternamente – participação com o conto “Quando conheci o Drácula”, Editora Estronho (2012);
  • Sociedade das sombras: contos sobrenaturais – participação com o conto “Entre a caça e os caçadores”, Editora Estronho (2012).



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23/03/2015

CONSIDERAÇÕES: 4ª Turnê Intrínseca






    Olá, queridos leitores.
                Hoje vamos falar sobre um evento que ocorreu aqui em Brasília há poucos dias, mais precisamente no dia 15 de março. Trata-se da Turnê Intrínseca, evento que já está na sua 4ª edição.
                Assim como no ano passado, o local escolhido para receber a Turnê foi a Livraria Cultura do Casa Park. Houve distribuição de senhas, que começou bem antes do início do evento, marcado para às 15h. O público fez fila para entrar no auditório.
                Pois bem, entrada liberada, casa cheia, equipamento preparado, deu-se o início ao evento. Para quem não sabe e não pôde ainda comparecer a um desses eventos, a missão da Turnê Intrínseca consiste em “aproximar a editora dos fãs e leitores, apresentando nossos livros e muito conteúdo inédito, como capas, vídeos, curiosidades, bastidores e notícias”. As duas simpáticas promotoras que conduziram o evento aqui em Brasília começaram falando um pouco da própria Turnê em si, que começou em 2012 em algumas cidades do país (nove cidades, se me lembro bem). Explicaram que, com o sucesso da primeira edição, nos anos seguintes mais e mais capitais foram incorporadas ao roteiro até atingir o total de 20 cidades esse ano.
                Depois dessa breve explanação, as promotoras passaram ao tema principal: LIVROS. Foram apresentados os títulos com lançamentos previstos para esse ano, entre continuações de séries já em andamento, séries inéditas e livros únicos que prometem muito. As temáticas são as mais variadas possíveis e há livros para todos os leitores. Particularmente, nós da Academia estamos ANSIOSOS pelo intrigante Caixa de pássaros, recentemente publicado, e pelo distópico Ordem, continuação de “Silo”. Obviamente, foram muitos os livros que chamaram nossa atenção, mas esses dois aí estão na fila de prioridades para ontem!!!! A cada novo livro apresentado, as duas promotoras exibiam vídeos e falavam curiosidades a respeito das obras e dos bastidores da editora. Uma diversão só. Um dos vídeos apresentados nós inspirou a fazer um post sobre as vantagens de livros físicos e e-books que você pode ver aqui. Também houve um espaço para o público fazer perguntas e tirar suas dúvidas.
                Livros apresentados, dúvidas esclarecidas, veio o momento que todo mundo, sem exceções, adora em qualquer evento: sorteio de brindes. Havia um monte de livros para serem sorteados. Vários sortudos foram contemplados (infelizmente não fomos nós... sniff) e houve um sortudo-mor que ganhou nada mais nada menos que um novíssimo e recém-lançado Kobo Aura H2O. O aparelhinho é tão bacana que, sendo à prova d’água, pode ser usado até no chuveiro! Já pensou ler não ter de largar seu livro preferido nem pra tomar banho? Pois então. Para fazer um suspensezinho básico, cinco pessoas foram pré-sorteadas para a “disputa” final ficar entre eles e quem levou a melhor e levou o prêmio para casa foi um senhor que acompanhava o evento com a família. A sorte sorriu para ele.



                Para fechar o evento, foi entregue a cada pessoa presente um estojo em tecido repleto de mimos: marcadores, botons, lápis, predendor de crachá e o icônico pin com a marca da 4ª edição. Dentro do kit ainda havia um folder com um código promocional que permite a aquisição de um e-book, à escolha do leitor, totalmente gratuito no site da editora. Ou seja, brindes que deixaram todos muito felizes.
                Então é isso, queridos leitores, este é nosso singelo relato dos acontecimentos dessa Turnê que já entrou definitivamente no calendário de eventos literários com presença obrigatória dos membros da Academia. Até esse momento, a 4ª Turnê Intrínseca já percorreu 10 capitais e ainda irá passar por outras 10. Então, corra até o site da editora e veja o calendário. Divirtam-se! E leiam bastante.

Querem mais fotos? Clique aqui.
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21/03/2015

DIVULGAÇÃO: Onde Cantam os Pássaros

Olá, leitores!
Hoje é dia de divulgação. Trazemos a vocês mais uma novidade da editora Darkside Books, dessa vez para Maio. O livro "Onde Cantam os Pássaros". Confiram abaixo as informações da obra:




Ficha Técnica


Título | Onde Cantam os Pássaros
Autor | Evie Wild
Tradutor | Leandro Durazzo
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 240 páginas, capa dura
Dimensões | 14 x 21 cm
Lançamento | Maio de 2015


Sobre o livro


Onde Cantam os Pássaros vem conquistando prêmios literários tradicionais como o Barnes & Noble Discover Award, oferecido pela livraria aos novos autores de destaque, o britânico Jerwood Fiction Uncovered Prize e o mais importante prêmio australiano, Miles Franklin Award, resenhas encantadoras e inúmeros fãs por onde é lançado. Com tramas paralelas, passadas em épocas e hemisférios diferentes, o leitor vai montando um intrigante quebra-cabeça com o que lhe é fornecido por essa autora criativa e, ao mesmo tempo, rigorosamente precisa.
No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção.
Aos poucos, vamos descobrindo mais sobre as suas habilidades em tosquiar e cuidar de ovelhas, aprendidas ainda quando jovem, em sua terra natal, na Austrália. E vamos aprendendo também o que aconteceu lá, que acabou por conduzir White à uma vida de reclusão e isolamento. E sobre as contradições e diferenças entre um passado (sempre narrado no tempo verbal presente) cheio de vida e calor, e o presente (narrado por sua vez no passado) repleto de lama, frio e um ritmo mais desacelerado, paira uma atmosfera absolutamente brutal.
Com uma prosa verdadeiramente excepcional, o estilo da autora reúne tanto clareza como substância e apresenta uma personagem inesquecível, enigmática, trágica, assombrada por um passado inescapável. Uma mulher forte, ainda que tão passível de falhas, erros e equívocos como todos nós. É uma história de solidão e sobrevivência, culpa, perda e o poder do perdão. Uma escrita visceral onde sentimos a presença de tudo, os odores, o vento, o tempo. Nada passa desapercebido.
Onde Cantam os Pássaros é o segundo romance de Evie Wyld – selecionada em 2013 pela revista Granta entre os melhores jovens escritores britânicos da década – e mantém uma pequena e simpática livraria independente no bairro de Peckham, em Londres. A Review Bookshop possui um pequeno jardim, é dog friendly, realiza o Peckham Literary Festival e, claro, vende os melhores livros de grandes e pequenas editoras. Sua prosa refinada com altas doses de terror psicológico está muito bem representada na edição que a DarkSide® Books entrega a seus leitores em 2015. Ela queria se isolar de tudo e todos, mas agora está cercada pela crueldade do silêncio e a mais pura manifestação da natureza. O ciclo da vida é muito mais assustador quando o fim ecoa dentro de nós. Prepare-se para descobrir uma grande autora, e um livro à sua altura.


A Autora




Evie Wyld é inglesa e, como sua personagem em Onde Cantam os Pássaros, viveu parte de sua vida na Austrália. É autora do premiado After the Fire, a Still Small Voice e integrou a edição da revista Granta com os melhores jovens escritores britânicos da década. Onde Cantam os Pássaros é o seu premiado segundo romance, o primeiro lançado no Brasil. Saiba mais em eviewyld.com.



Curtiram? Mais uma super publicação da editora que aposta no escuro \0
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20/03/2015

Livros físicos vs. E-books




               Quando os primeiros e-reders foram desenvolvidos e lançados; quando os primeiros e-books foram disponibilizados; quando tablets e smarthphones tornaram-se febre e apresentaram um novo jeito de ler livros, houve quem dissesse que os livros físicos, aqueles de papel que lotavam estantes e bibliotecas, estariam com seus dias contados.
                O tempo foi passando e ambas as maneiras de ler livros continuam aí firmes e fortes. Hoje, há quem prefira os e-books pelas suas inúmeras facilidades. E há também quem não abra mão de um bom livro de papel para folhear, admirar, cheirar e ler. E ainda há a já consagrada rixa: qual seria o melhor? Um estudo diz que, antes de dormir, o melhor mesmo seria ler livros físicos. Quanto a outros aspectos e critérios, a decisão fica mesmo a cargo do leitor.
                Pois bem, outro dia em um evento da Editora Intrínseca aqui em Brasília (postaremos nossas considerações em breve), um vídeo muito simpático e criativo chamou nossa atenção. O tema? Livros físicos vs. E-books. Uma fuçadinha no Youtube e descobrimos que o vídeo é antigo já, de dezembro de 2012, mas o tema continua tão atual como antes.
                 Longe de ser uma disputa acirrada entre os formatos, esse vídeo mostra as vantagens de ambos e que eles podem sim conviver. Quer conferir? Então dá o play!





E você, prefere livros de papel ou e-books? Ou os dois? Nós da Academia achamos que o que vale é desfrutar de uma boa história, qualquer que seja o formato. Inclusive já falamos sobre os diferentes tipos de livros digitais.  Então, qualquer que seja sua escolha, boa leitura!
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19/03/2015

PRIMEIRAS IMPRESSÕES - A playlist de Hayden (Michelle Falkoff)

Michelle Falkoff



                Recebemos da Editora Novo Conceito um livreto com os oito primeiros capítulos do livro “A playlist de Hayden”, de Michelle Falkoff, com lançamento previsto para o próximo mês. Junto uma proposta: ler e publicar nossas impressões. Esse livreto, uma espécie de aperitivo do resultado final da publicação, foi bem produzido, com capa e tamanho já no formato definitivo e miolo com o papel amarelado que todo leitor ama. Nada daquelas agressivas folhas brancas. Gostamos da iniciativa e decidimos aceitar a proposta. Então, eis nossas primeiras impressões sobre a obra.

***

                Sam e Hayden acabaram de entrar no Ensino Médio, são melhores e únicos amigos um do outro e finalmente poderão estudar na mesma escola. Sam é o típico magricelo, alto desengonçado e Hayden é baixinho e um tanto gordinho. Além de tudo, são nerds, amantes de RPG, HQ’s, ficção cientifica e música. Resumindo, são socialmente excluídos de todos os grupos de sua faixa etária e sofrem com o bullying. Mas são amigos, uma amizade sincera, verdadeira e antiga, e, apesar das brigas e divergências, podem contar um com o outro. Ou melhor, podiam. Em uma manhã, ao acordar no quarto de Hayden após a reconciliação de uma briga particularmente feia, Sam estranha o fato de o amigo não estar roncando alto como sempre. No criado mudo uma garrafa de vodca, um frasco de comprimidos vazios, um pendrive e um bilhete: “Para Sam. Ouça. Você vai entender”. O temor se transmuta em choque quando, minutos depois, os paramédicos sentenciam: Hayden estava morto. Suicídio. Tendo apenas uma playlist com as músicas escolhidas por Hayden, sua última mensagem, Sam busca formas de compreender a atitude extrema do amigo e aceitar, de alguma forma, sua partida. E no processo, ele acaba descobrindo que havia muito para saber sobre o garoto que julgava conhecer tão bem. E percebe que nem tudo é tão simples quanto parece.
                É assim que começa a jornada de Sam em busca das respostas do porque seu amigo o abandonou da pior maneira possível. Por que ele deu cabo da própria vida? O que significavam aquelas músicas? Qual mensagem ele pretendia deixar? Quem era Hayden, afinal? Esses primeiros oito capítulos levantam muitas questões acerca da personalidade de Hayden e do quanto Sam realmente o conhecia. Alguns mistérios também são inseridos, um relacionado ao jogo de computador que ambos jogavam, outro sobre a exótica garota que de repente parecia conhecer Hayden e um terceiro sobre um completo desconhecido que aborda Sam pelo chat virtual dizendo querer ajudar. A ideia de linkar a história que se desenrola aos poucos com as músicas deixadas por Hyden é muito interessante. As músicas, no início de cada capítulo, vão pontuando a narrativa e dando o tom das descobertas de Sam. Quanto a mim, tive o cuidado de ouvir e ler a tradução das letras de todas quando elas apareciam no texto. Isso fez muita diferença na minha compreensão da história. Recomendo.
               A verdade é que esses primeiros capítulos bastaram para me envolver completamente com a história, deixaram um delicioso gostinho de quero mais e uma pontada de curiosidade para descobrir, junto com Sam, o que há por trás da playlist deixada por Hayden. Ao que tudo indica, essa é uma daquelas histórias que prendem a atenção até a última página. Estou aguardando ANSIOSAMENTE pelo lançamento para ver se minhas primeiras impressões serão correspondidas.


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18/03/2015

EVENTO: Lançamento do livro "A Liga dos Artesãos (Alvores)"

Olá, leitores da Academia! Hoje tem divulgação de evento!

Capa do livro "A liga dos Artesãos - Alvores"


O que é?

"Lançamento da obra "A Liga dos Artesãos em Brasília. Um livro independente de fantasia moderna, ambientada no Brasil. Elfos, orcs, anoes, trolls, cidades subterrâneas e máquinas de batalha a vapor. Produzido com o apoio de Financiamento Coletivo (Catarse), A Liga dos Artesãos é o primeiro volume do universo Alvores."

Quando?

Dia 20 de Março (sexta-feira), às 19:00

Onde?


Link do evento: aqui.


Quem vai? Vamos apoiar o trabalho de um autor independente \0

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17/03/2015

RESENHA - A máquina de contar histórias (Maurício Gomyde)

Maurício Gomyde
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: GOMYDE, Maurício. A máquina de contar histórias. 1ª edição. Ribeirão Preto, Novo Conceito, 2014. 191 páginas.
Gênero: Drama.
Temas: relações familiares, pais e filhos, reconciliação, realização profissional x realização pessoal.
Categoria: Literatura Nacional.
Ano de lançamento: 2014.












“– Posso pedir mais um?
– A produção autoriza um sexto e último pedido? – O vídeo ficou em silêncio por alguns instantes, a imagem parada nos olhos tristes de Viviana. O zoom preencheu a tela com seu rosto.
– Desejo concedido.
– Eu quero que a Família V esteja completa ao meu lado quando eu for embora e... – Viviana então começou a chorar.
Após breve silêncio, ouviu-se também o choro de Valentina.
– Você vai realizar todos eles, mamãe. Tenha fé em Deus que vai, por mais do fundo da alma, fofos e impossíveis que pareçam.
Então o vídeo passou a filmar apenas um pedaço da cena das duas se abraçando, até apagar.
Na noite daquele 7 de maio, Vinícius era ovacionado a centenas de quilômetros de distância. Na noite daquele 7 de maio, Viviana morreu. E, na noite daquele 7 de maio, seu sexto e último pedido não foi atendido...”
*A máquina de contar histórias (pág. 61).



                Dinheiro, fama, prestígio, reconhecimento. Uma carreira bem sucedida conquistada com muita dedicação, esforço e empenho. Conquistada também com isolamento, distanciamento e ausências. Na noite do lançamento de seu décimo romance, Vinícius, um escritor best-seller saboreia o sucesso. Naquela noite sua atenção estava, como sempre esteve nos últimos anos, totalmente voltada para sua carreira. Naquela noite, porém, sua esposa morre vítima de leucemia, sozinha num quarto de hospital. A notícia o atinge como uma bomba na manhã seguinte. A dor e o desespero são ainda maiores ao reconhecer o ódio e o desprezo nas palavras e no olhar da filha primogênita.  E repentinamente o escritor consagrado percebe que negligenciou o convívio e o amor da esposa e das filhas por um ideal. Viviana estava morta. Valentina o odiava. A pequena Vida o culpava. A Família V estava despedaçada e o reconhecimento do mundo não parecia justificar o laço perdido. Entre remorso, culpa e sofrimento, Vinícius terá de encontrar uma maneira de superar a dor pela perda do amor de sua vida. Terá que reconquistar o respeito e o amor das filhas e redescobrir o que significa ser pai. E viverá, ao lado de Valentina e Vida, uma jornada única que mudará para sempre suas vidas.
                Imagine um homem no auge da carreira, bem-sucedido em todos os aspectos, mas que negligencia e até sacrifica o convívio e a interação familiar e pessoal em prol desse sucesso profissional. Assim é Vinícius Becker, um renomado escritor, aclamado pela crítica e pelo público. Metódico e detalhista, sua rotina começa ao raiar do dia e estende-se até o anoitecer, enfurnado em seu escritório no último pavimento de sua luxuosa casa, alheio ao que acontece nas demais dependências do lar da Familia V ou às três mulheres que a compõem. Ele dedicou todos seus esforços para alcançar o posto que tanto almejou.  No início da carreira, teve todo o apoio de Viviana, sua mulher, sua paixão. Enquanto ele escrevia e batalhava um lugar ao sol, ela trabalhava para prover a família composta por ela, Vinícius e a então pequena Valentina. Eram tempos bons e eles eram felizes. Com muito esforço e luta, Vinícius enfim conseguiu destaque no mundo literário. Veio uma nova gravidez e uma notícia bombástica: Viviana tinha leucemia, um tipo raro, agressivo e incurável. O nascimento da pequena Vida não foi o bastante para garantir a felicidade. Vinícius concentrou-se cada vez mais na carreira, fugindo consciente ou inconscientemente da doença da esposa ao invés de ampará-la em tão dura batalha. E, no processo, afastou-se pouco a pouco da filha que caminhava para adolescência e da filha que mal havia iniciado a infância. Focado no trabalho, mesmo dentro da mesma casa, acabou por perder a infância de ambas as filhas e os últimos anos de vida da mulher que tanto amava. E só se deu conta disso quando Viviana morreu sozinha enquanto ele celebrava o próprio sucesso. Quando Valentina cuspiu palavras de ódio e revolta em sua cara, acusando-o de abandono e negligência, de estar ausente em todos os momentos em que um pai e um marido deveria se fazer presente. Quando a pequena Vida, assustada e aos prantos, o esmurrou dizendo que tudo era culpa dele. E então ele percebeu que em seu afã de tornar-se um grande escritor, ele renunciou a amigos e família e perdeu o amor das filhas e a chance de mostrar a Viviana o mesmo companheirismo com que ela havia lhe presenteado ao longo dos anos. Vinícius percebeu o quanto fora egoísta e que fazia jus ao apelido que a imprensa lhe dera, “a máquina de contar histórias”, e que durante muito tempo comportou-se como uma máquina e faltou-lhe a capacidade de demonstrar às pessoas com as quais mais se importava os sentimentos que ele descrevia tão bem em seus romances. Enfim consciente de seus erros como pai e marido, Vinícius tenta encontrar uma forma de reparar o mal que fez às filhas e redimir-se perante a memória da mulher que tanto amou.
                A jornada de Vinícius, Valentina e Vida é tocante e emocionante. Mostra um pai que nada sabe sobre a filha de 16 anos e que se esforça sincera e verdadeiramente para conhecê-la e reconquistá-la. Mostra um pai que busca uma chance de acompanhar a infância e o crescimento da filha de 03 anos e não cometer os mesmos erros que cometeu com a primogênita. Mostra um homem arrependido por não ter sequer tentado um equilíbrio entre a vida profissional e familiar, priorizando uma em detrimento da outra. Mostra um homem disposto a mudar, a aprender com a vida e com a filha que, surpreendentemente, apresenta-se muito mais madura e consciente da importância e significado das coisas que o esperado para alguém tão jovem. E mostra uma filha ferida e magoada, cuja rebeldia e revolta são plenamente justificadas. Vinícius sabe que não pode compensá-la por tudo o que deixou de fazer, sabe que não pode voltar no tempo, trazer Viviane de volta e ser mais presente quando ela mais precisou, mas se esforça para mostrar às filhas que aprendeu a lição e que está disposto a mudar e ser o pai que elas desejam e merecem. Com Vida, ele encontra mais facilidade, já que a garotinha é ainda uma criança muito pequena que sequer entende direito o que está acontecendo. Com Valentina, Vinícius enfrenta muita resistência e muita dificuldade para conseguir se aproximar. Ao longo da história, e da viagem que ele planeja e coloca em ação, ele vai procurando pequenas brechas, coisas simples que os conectam como pai e filha, e que conecta os três ao quarto membro da família que já não está presente. Sem saber como se aproximar da filha, ele conta com a ajuda de uma improvável e enigmática confidente e conselheira. Cada dia da viagem é uma oportunidade de ele estar com as filhas, entender um pouco de seus mundos, conhecê-las melhor e, diferentemente do que havia feito durante tantos anos, aproveitar os momentos singelos em família e mostrar seu amor nos pequenos gestos e nas pequenas alegrias. E ele acaba descobrindo que Valentina é muito mais parecida com ele do que ele próprio imaginava.
                Uma das coisas que mais chama atenção é que o mesmo elemento que causou tamanha ruptura entre pai e filha torna-se, gradativamente, o elo que os une pouco a pouco: a literatura. Valentina cresceu profundamente magoada pelo fato de o pai ter preferido a literatura à família. Em sua visão, o pai era um hipócrita que descrevia com tamanha credibilidade em seus romances sentimentos os quais era incapaz de sentir ou demostrar. Para ela, Vinícius não sabia amar. E mesmo assim era capaz de arrancar lágrimas dos leitores com suas cenas bem construídas e seus parágrafos perfeitos, todos tão meticulosamente planejados para transbordar emoção. Para Vinícius, um bom livro era fruto de uma técnica perfeita de escrita. Para Valentina, uma boa história era “uma atitude de amor, de entrega ao que se quer contar” (pág. 95). E as conversas e discussões sobre literatura entre os dois eram uma forma de ambos expressarem suas visões de mundo, ora conflitantes, ora muito similares. E, sob esse prisma, as distâncias entre eles foram se estreitando, um aprendendo com o outro. As nuances das ideologias literárias de ambos se misturavam com as sutilezas dos propósitos de Vinícius sobre o roteiro e os eventos da viagem para formar um quadro em que ele pudesse enfim ser um pai para suas filhas.
                De enredo singelo mas tocante, “A máquina de contar histórias” é um livro prazeroso e fácil de ler. Narrada em terceira pessoa, texto com linguagem simples, bem escrito e bem estruturado, a obra cativa pelo drama crível e pelos personagens marcantes. Vinícius é um homem que fez da literatura uma profissão, no sentido mais literal da palavra, com fórmulas, tabelas de personagens e de ideias e uma rigidez espartana para com sua rotina e seu “processo criativo”. Valentina é uma adolescente cheia de ideias e convicções – como todos os adolescentes –, com uma personalidade forte e uma maturidade além de sua idade, consequência talvez de vivenciar o crítico estado de saúde da mãe e a ausência (ou fuga) do pai. O foco da história acaba se concentrando principalmente no drama da relação fragilizada de Vinícius e Valentina, uma vez que Viviana morre logo no começo do livro e não há mais nada que o marido possa fazer por ela; e Vida é ainda muito criança para nutrir algum sentimento negativo em relação ao pai. A estrutura do texto é linear, tendo alguns flashbacks que elucidam partes importantes do passado e que ajudam a compreender o contexto geral em que se insere a situação vivida pela família. Parafraseando o protagonista, a obra tem duas reviravoltas previsíveis e uma terceira realmente surpreendente. A capa é LINDA DE VIVER!!! Para você leitor que ainda não leu o livro saber e para você que já leu mas não percebeu, cada elemento que a compõe – o sorvete, a roda gigante, a máquina de escrever e a bailarina de vestido vermelho bem no centro unindo tudo – representa cada um dos integrantes da Família V. Lindo, não? É uma daquelas obras de arte que merece um pôster para poder ficar admirando. Parabéns ao ilustrador!  A diagramação e a revisão também estão impecáveis.  Um fato curioso: além de ser o apelido do protagonista, o título da obra é também o título do livro que ele estava lançando na noite em que sua mulher morre.
                “A máquina de contar histórias” é o quinto livro do paulistano Maurício Gomyde. Brasiliense de coração (vive na Capital Federal desde os 03 anos de idade!), são-paulino, geminiano, escritor, compositor e baterista, Gomyde tornou-se um fenômeno da auto-publicação com seus livros que tratam principalmente de pessoas e sentimentos. Com tamanho sucesso, publicou com a Novo Conceito e recentemente firmou contrato com a Intrínseca e já prepara seu sexto livro para breve. Apaixonado por música, sempre cria trilhas sonoras para suas obras. Diz que escreve ouvindo música e que não consegue dissociar literatura e musicalidade.
A máquina de contar histórias” é um daqueles livros que te faz pensar, avaliar a vida e analisar quais aspectos devem ocupar o posto de prioridade. É uma história cativante, sob medida para ler em dia de chuva, sob um cobertor quentinho e com uma bebida quente do lado. E quando concluída a leitura, ir até a pessoa que você ama, seja namorado ou namorada, pai, mãe ou filho, e dar um beijo e um abraço gostoso. Porque momentos vêm e vão, a vida é passageira e amor e carinho se refletem nos pequenos gestos. Se você concorda, esse livro é pra você.


 


Bibliografia de Maurício Gomyde (ordem cronológica):

Livros:
  • O Mundo de Vidro – Brasília Artes Gráficas (2005), republicado pela Porto 71 (2011);
  • Ainda não te disse nada – Porto 71 (2011);
  • O rosto que precede o sonho – Porto 71 (2012);
  • Dias melhores pra sempre – Porto 71 (2013);
  • A máquina de contar histórias – Novo Conceito (2014).


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