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11/03/2015

CONTO - Brincando de Seduzir



Título: Brincando de Seduzir
Classificação: +16
Gênero: Romance Erótico.
Sinopse: Kesia e Vitor se conheceram numa livraria quando procuravam pela mesma obra e esse encontro que poderia não significar nada será apenas o começo para os dois. Ela vai descobrir coisas sobre ela mesma que ainda não sabia. Ele vai descobrir que é melhor ter cuidado com o que deseja, pois brincar de seduzir pode trazer consequências....
Obs: Este conto foi uma feliz parceria que eu tive com a blogueira Jéssica Brenda, do blog Mundo B. Espero que gostem da nossa iniciativa e curtam a leitura tanto quanto curtimos escrever o conto.

Prólogo (clique para ver)


           Sabe quando a excitação e a ansiedade te pegam de tal jeito que não sabe ao certo o que pensar ou fazer e fica literalmente viajando entre o espaço tempo, perdido em uma realidade que só existe no canto mais profundo do seu âmago?
           Esse era eu naquele dia.

           Eu poderia até dizer que era apenas um dia qualquer. Serviço, casa, faculdade, casa de novo. Rotina. Nada demais. Um dia como qualquer outro. Bom, seria assim se eu não tivesse marcado de pegar um livro emprestado com uma pessoa. Seria assim se eu não soubesse o que poderia acontecer. E é ai que mora o perigo. Quando você acha que sabe o que pode acontecer e sua mente viaja em todas as possibilidades, todas as opções. Sério, é de deixar qualquer um doido. Se você nunca se sentiu assim, não sabe o que está perdendo. É uma sensação difícil de explicar, mas podemos considerar que é como andar de bicicleta pela primeira vez. Primeiro, vem o medo, pois aquilo é algo inédito e as chances de algo sair errado, justamente por ser algo totalmente novo, são altas. Depois vem a ansiedade, pois somos humanos e como tal, sempre buscamos pelo desconhecido. E por último... bem, por último vai depender de como a pessoa se saiu. Se ela caiu, frustração e dor. Se ficou de pé, euforia.
           E só Deus poderia saber o que iria acontecer comigo naquele dia.
           E eis o motivo do frio na barriga.
Você deve estar se perguntando o motivo que me causa tanta euforia. Provavelmente já tem um palpite, então não vou enrolar muito. Era tudo por causa de uma garota.
           Nada demais, certo?Todo mundo faz isso a todo momento, mas entenda, existem as garotas e existem as garotas que mexem com você. São coisas completamente diferentes. Entendendo isso, talvez você compreenda minha apreensão. Some isso a dois detalhes: que eu não me encontrava assim com uma garota a um bom tempo e que eu era tímido. Capiche?
            Tudo começou em uma livraria...

Capítulo I - Achados de uma livraria (clique para ver)


          As livrarias são lugares mágicos onde se encontram tesouros e passaportes que te transportam para lugares extraordinários e te fazem viver outras vidas. Em uma tarde comum fui a uma livraria garimpar esses novos tesouros e procurar um livro que a muito desejava, acabei encontrando junto algo inusitado, mas tão bom quanto. Foi a primeira vez que vi a bela criatura que encontraria hoje.
           Eu não falei dela ainda, não é? Isso é importante. Ela é o tipo de pessoa que provavelmente eu mais adoro no mundo: do tipo que chega como quem não quer nada e como num passe de mágica, já está tão entrelaçada na sua vida que você fica triste se ela não te liga no fim do dia. Some isso ao fato dela ser morena. Sim, eu tenho uma queda violenta por morenas. Não branquelas com cabelos pretos. Falo daquelas que tem o pecado na cor da pele. As negras, mulatas, seja lá qual o nome que você quer dar. Para mim elas são a perfeição. Ponto final. Ela é baixinha.
Sabe por que os homens preferem as baixinhas? Para se sentirem seus guardiões. Salvaguardar suas protegidas envoltas de seus braços, no melhor estilo “Venha comigo, se quiser viver” ou algo assim. Coloque uma voz de doce, um corpo na medida certa para alguém que não ultrapassa 1,60 de altura e voilá. Essa é a versão resumida da mulher que eu iria encontrar hoje. Detalhe importante: ela adora ler e escrever. Mas não ler e escrever como todo mundo é acostumado a fazer na escola. Ela sonha em ser escritora um dia. Eu sonho ser escritor um dia. Coincidência, não?
          Faltando uma hora para o combinado, a sensação era de que meu coração iria explodir, afetando todo o resto do meu sistema, inclusive minha mente. Há... minha mente. Ok, posso estar exagerando um pouco, mas o desejo tomava conta de mim. Eu queria aquela mulher nos meus braços agora e com ela aprontar as maiores loucuras que não cabem na imaginação.
           Ai você me pergunta: como ela fez para você se sentir assim?
           Ai eu respondo: não sei, só sei que foi assim.
           Certas coisas que acontecem em nossa vida não são para serem explicadas e sim vividas. E era isso que eu faria aquele dia. Viver o momento e da forma mais prazerosa possível.
           Não falei como eu a conheci não é? Isso também é importante. E pode revelar um pouco mais sobre essa história.
          Foi em uma livraria, eu estava procurando um novo livro para ler, o primeiro de uma serie muito bem recomendada,mas não muito conhecida. Avistei na estante um único exemplar e me apressei para pegá-lo quando nossos dedos se encontraram no caminho e eu senti como se uma corrente elétrica atravessasse todo o meu corpo. Ao me recuperar do choque me deparei com um par de olhos castanhos escuros intensos e um lindo sorriso de lábios. Aquilo com certeza era apenas uma amostra de tudo que ainda estava por vir.
             - Ah!... Desculpa! Eu só queria pegar aquele livro. - Ela disse
           - Parece que queremos fazer a mesma aquisição. - Eu sorri e lhe entreguei o livro- Pode ficar com este.
          - Não sei se seria justo. - Ela disse me devolvendo. - Acho que você chegou primeiro e este livro está esgotado em todas as lojas... É o ultimo.
             - Então vamos ter que dividir! - Sugeri
             - Dividir? Como assim? - Sorriu com uma incredulidade duvidosa
             - Nós compramos e depois que você terminar de ler me empresta. O que acha?
             - Não sei… - Respondeu lentamente como que considerando a proposta de um desconhecido.
             - Eu sou o Vitor - Apressei para me apresentar antes que ela dissesse não
             - Késia .
             - Então Késia, acho que essa é uma boa solução para o nosso pequeno problema.

Capítulo 2 - Os Mistérios da Sedução (clique para ver)


Inacreditavelmente ela aceitou e por causa do nosso pequeno acordo mantivemos contato para falar sobre o livro e sobre a leitura, sem spoilers, é claro. Mas não era só isso. Conversamos também sobre nós, individualmente, como somos, do que gostamos... E foi assim que eu descobri como ela não percebe o quanto é... interessante e adora desafios. Este ultimo me deu a brilhante ideia de desafiá-la a algo que a fizesse perceber tudo aquilo que ela não conseguia.
           Entenda, eu adoro desafios. Dizem que eu sou uma pessoa muito competitiva, mas não é bem assim. Desafios, para mim, servem para nos libertar da nossa zona de conforto. Então digamos que eu te desafie a fazer algo que você nunca fez, você sairia da sua zona de conforto? Provavelmente você diria: depende do desafio. Já eu digo: depende do que eu vou ganhar. Se o que eu ganhar a liberdade de sair da minha zona de conforto sem me prejudicar, let’s go. Então eu a desafiei a me seduzir, porque ela dizia que não era sedutora, mesmo tendo quase todas as armas para isso. Não gostava do próprio corpo e se achava feia. Ou ela tinha algum problema de auto-estima ou eu tinha algum problema com o conceito de beleza. Optei pela primeira opção. Toda mulher é sedutora por natureza. Eu queria que ela pudesse ver o quanto ela poderia ser sexy para alguém, sem maldade, só queria ajudar. O problema é que deu certo. Deu certo até demais.
           Ah, mas qualquer mulher pode te mostrar os peitos e balançar na sua frente e pronto. Seduziu. Não. Isso não é sedução. Isso é chamariz para sexo no seu sentido mais... cru, por assim dizer. Para mim é diferente. A sedução é um pouco mais complexa que isso. Não tem muito a ver com corpo definido, peitos enormes e um bom rebolado. Tem mais a ver com charme, um toque de inocência no que faz, gestos, palavras, até um olhar diferente. São coisas que conscientemente não notamos, mas estão lá e estão te fazendo "pirar o cabeção".  O jeito dela me cativou, até chegar ao ponto de passar pela minha guarda e me seduzir. Eu não esperava que ela fosse levar tão a sério isso. Quem chega para você e diz: me seduza e você vai lá e faz? Não é normal, sabe. Eu não queria me envolver nesse sentido, mas aconteceu, paciência. Agora eu só queria aproveitar, afinal, só se vive uma vez.
Quando lancei o desafio esperei que ela de imediato reagisse tentando me seduzir, mas ela nem sequer disse se aceitava ou não. Só que depois daquele dia as coisas começaram a mudar. As conversas deixaram de ser só por bate-papo e incluímos algumas com vídeo também. Você já deve estar pensando que ela vestia uma roupa provocante ou fazia algo como colocar o dedo na boca e tal. Até eu pensei nisso. Eu queria isso. Só que não. Ela aparecia normal e sem fazer questão de alguma arrumação especial. Sorria com gosto e as vezes me prendia no seu olhar de um jeito que me fazia engolir seco. Era como se ela estivesse me vendo por dentro e em troca ela também se deixava mostrar.
Ela, bastante inquieta, em cada vez que conversávamos estava de uma maneira. As vezes deitada com a cabeça sobre os braços, outras com a cabeça apoia em uma das mãos. As vezes sentada com as pernas em posição de yoga. Tudo muito natural. Criava a sensação de familiaridade. Até então eu estava achando que ela não tinha aceitado. Que não estava tentando me seduzir. Isso abaixou minha guarda e fui pego desprevenido.
          A conversa mais tensa para mim foi a de quando uma alça de sua blusa deslizou preguiçosamente no seu ombro direito. Parei de falar. De pensar. Minha atenção estava voltada para aquele lugar em sua pele que de repente me pareceu tão irresistível e hipnótico. Ela olhou lentamente para a alça. Seu braço esquerdo acariciou levemente o seu braço direito para que sua mão levantasse a alça e voltou seu olhar para mim quando fazia isso. Aquilo quase me causou uma parada cardíaca. Game over para mim.

Capítulo 3 - O Encontro (clique para ver)

Chegando ao local do encontro, parei meu carro no estacionamento e esperei. Ela chegou e entrou no carro com aquele jeito meigo, que era característico dela. O sorriso enfeitando a face, revelando as covinhas nas bochechas. Um silencio constrangedor se instalou naquele ambiente pequeno. Ficamos um tempo de conversa, ainda sem jeito, mas uma hora o assunto acabou. Eu já estava com o livro e não queria me despedir. Ela também não deu sinal de que queria sair do carro. Nossos corpos se atraíram como imãs de polaridade invertida. O primeiro toque foi de mãos. Os dedos se entrelaçaram e depois, mais perto, foi a vez dos nossos narizes se tocarem, como um beijo de esquimó. Um suspiro lhe escapou. Então...
           O beijo.
           Finalmente pude sentir o sabor daqueles deliciosos lábios rosados e levemente carnudos.
          Me segurei para não avançar em cima dela, pois eu estava inquieto. Essa era a maior diferença dela para as outras. Do poder de  sedução que ela exercia em mim. Se fosse uma mulher com os peitos de fora, já estaríamos fazendo sexo. Com ela... bem, eu queria que fosse um pouco mais especial . Que fosse no tempo dela e do jeito que ela quiser. Então, queria deixa-la segura, para que pudesse confiar em mim.
           Ela sentou no meu colo.
           Clichê ou não, ela acabou ativando o lado que todo bom homem tem: a safadeza.
           Começou com beijos mais ardentes, sabe. Daqueles que você precisa parar e tomar fôlego para continuar. As mãos dela rodeavam meu rosto, indo e vindo entre cabelo e nuca. As minhas... digamos que a posição me favorecia para uma exploração mais abrangente. Elas percorriam costas, barriga, braços, rosto... até que eu não mais estava no controle e desci mais, para receber o primeiro tapa e aquele olhar de “Olha a mão boba”.
Entendi o recado.
Eu poderia passar a noite inteira beijando aquela boca maravilhosa, sentindo o perfume que ela exalava, tocando sua pele macia, mas quando o negocio tava ficando bom ela disse que tinha que ir embora.
A hora mágica havia enfim terminado. Tentei enrolar mais um pouco, mas sabia que era inevitável. Ela iria embora e eu ficaria chupando dedo. Porém, eu não iria perder a guerra sem um último suspiro. Agarrei-a pela cintura e a coloquei contra o carro. Ela se assustou de leve com o movimento, mas se deixou levar. Os beijos ficaram intensos e rapidamente meu amigo ficou animado e então...
           Num movimento brusco, abri a porta do banco traseiro do carro e com um carinho que beirava a agressividade, a fiz entrar. Ela protestou, mas havia em seu rosto uma expressão de quem não poderia mais esperar por aquilo.
           Retirei minha blusa e imediatamente voltei a beijá-la. Suas mãos passeavam pelo meu torso nu. Explorando, acariciando, arranhando. Minha boca foi de encontro ao seu pescoço, arrancando um suspiro delicioso de sua boca e fazendo seu corpo arquear, em questão de segundos, ela também ficou sem a blusa, retirada pelas minhas mãos. No instante seguinte, seu sutiã já estava aberto, caindo para os lados, revelando seus seios. Por alguns segundos eu só conseguia encará-los, quase como um animal que encara sua presa segundos antes do abate. Eu pude observar que ela estava corando de timidez, usando os braços como escudo, mas eu não daria tempo para ela voltar atrás. Voltei a mordiscar seu pescoço enquanto minhas mãos pressionavam delicadamente o bico de seu seio direito. Ela suspirava e gemia e não demorou muito para que nos entregássemos totalmente ali mesmo, no meio de um estacionamento repleto de apartamentos residências, sem nenhum pudor ou culpa.


Capítulo 4 - Game Over (clique para ver)

Aquele com certeza teria sido o dia mais louco da minha vida.
Apenas teria.
           Mas nada disso rolou de verdade, apenas na minha mente.
           Naqueles poucos segundos, entre sair do carro e a despedida, minha mente viajava nos cantos mais pervertidos sem executar nenhuma ação para o corpo, pois passados aqueles instantes eu já estava sozinho, vendo a mulher com quem eu queria dividir meus desejos mais atrozes se distanciar e ir embora.
           O que eu poderia fazer?
           Absolutamente nada. Ela estava no comando da situação e eu só faria aquilo que ela quisesse.
Na verdade o que aconteceu foi o seguinte: ela me entregou o livro, realmente rolou um clima tenso no carro e quando achei que o beijo ia acontecer, ela parou no meio do caminho e disse:
- Consegui?
Aquela pergunta me deixou confuso e por um instante eu não sabia do que ela estava falando.
- Conseguiu o que? Perguntei receoso
- Te seduzir? Não foi esse o desafio? - Ela perguntou sorrindo com uma ingenuidade genuína.
Pisquei os olhos sem acreditar que justo quando estava tão perto... ela fazia essas perguntas.
- Ah...conseguiu...
- Legal! Agora tenho que ir
​                Tive que piscar ​várias vezes, ainda tentando acordar de meus devaneios.
​- Você está falando sério? Achei estava acontecendo algo aqui.
- E estava mesmo. Eu estava vencendo seu desafio. - Ela disse me dando um soco de leve no abdome - Nós somos amigo, Vitor​. Nada vai mudar isso. Agora deixa eu ir. Depois a gente se fala.
E ela foi mesmo. Nos despedimos com um abraço rápido e eu fiquei ali com cara de taxo vendo-a ir.
           Penso nisso quase sempre que há vejo. No que poderíamos ter feito. No que poderíamos ter nos tornado depois daquela noite. Convivo diariamente com a droga do “se” na minha cabeça.
           Tudo o que eu queria, é que ela me desse só mais uma noite, mas uma noite de verdadeiro prazer, para que pudéssemos tornar real o que havia em minha mente. Acho que vou ficar esperando por toda a minha vida uma chance dessas, mas o que eu posso fazer… Quis brincar com fogo e acabei me queimando.



Autor: Luciano Vellasco e Brenda Landim

Idade: 25 anos e 23 anos

Localidade: Brasília

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