Tecnologia do Blogger.

31/08/2015

10 Dicas para sobreviver a Bienal do Rio 2015



Olá, leitores da Academia!
Faltam apenas 3 dias para o evento literário mais aguardado do ano! A Bienal do Rio 2015 vai movimentar o Brasil inteiro e gente de todos os estados vão estar por lá conferindo o que há de novidade no mercado literário, encontrando autores, blogueiros, editores, amigos, livros! Nós da Academia Literária-DF estamos arrumando as malas e ansiosos para desembarcar no Rio. E por falar em malas, o post de hoje vai ser para os mochileiros de plantão. Já fomos em duas bienais no Rio (2011 e 2013) e trazemos aqui para vocês algumas dicas de como sobreviver à maratona que é a Bienal. Confiram abaixo nossas dicas:



1
 Programe-se!
Quais dias você está pensando em ir? Quais autores deseja ver? Quais as palestras deseja ouvir? Quais autógrafos deseja pegar? O que quer comprar? É muito importante se programar, pois a bienal é um evento de “mini eventos”. Enquanto no Pavilhão Azul esta rolando bate papo com autor X, no Pavilhão Verde está acontecendo uma sessão de autógrafos com o autor Y. Quarta vai ter o lançamento do livro do autor tal, enquanto domingo o autor internacional tal estará autografando. É importante fazer um roteiro do que quer fazer e uma lista do que quer comprar. Ninguém quer perder a sessão de autógrafos de seu autor favorito porque perdeu a hora, não é verdade? Faça uma lista das atrações que deseja conferir. Faça sua lista por dia, anote os horários certinhos e o local. Dá até pra fazer isso no próprio site da Bienal e depois só imprimir (olha que prático!). No primeiro dia, dê uma boa olhada no mapa enorme que fica logo na entrada ou, se quiser ser mais precavido (como nós da Academia), entre no site da Bienal e imprima seu próprio mapa.

2
 Chegue cedo!
Principalmente se você quer tentar pegar autografo de algum autor internacional. Quase todas as sessões de autógrafos de autores internacionais terão senhas limitadas. Então, não custa nada acordar um pouco mais cedo. Acredite, tem gente que vai madrugar na fila. Fique esperto!

                       
3
 Marque um ponto de encontro!
Vai curtir a Bienal com os amigos? Então deixe previamente agendado um horário e um ponto de encontro (olha aqui novamente a importância de dar aquela conferida no mapa antes do evento). Não deixe para decidir na última hora, muito menos vá todo orgulhoso do seu super smartphone achando que ele é a salvação da lavoura! O sinal de celular no Riocentro, principalmente num evento tão lotado, é mais que péssimo: é quase inexistente! Por precaução, deixem todos avisados sobre o ponto de encontro. E que seja um lugar fácil de encontrar e bem visível. Dê preferencialmente ao primeiro pavilhão que costuma ficar mais vazio e você não precisará do auxílio do Olho de Thundera pra encontrar seus amigos no meio da multidão!

4
 Vista-se confortavelmente!
Todo mundo quer usar seu melhor look e estar super bonito pra encontrar aquele autor que ama de coração, certo? Antes de abrir o armário e escolher aquela minissaia lindíssima ou aquele seu salto preferido, no caso das moças; ou aquele seu pisante super estiloso ou aquela combinação de sobretudo e coturno que esbanja personalidade mas quase te mata de calor, no caso dos rapazes, deixa eu te contar um segredinho: a Bienal é tipo uma maratona. São horas e horas e horas de coisas para fazer, lugares para ir, filas para encarar, multidão te acotovelando nos pavilhões onde estão os principais stands e quase nenhum lugar pra sentar. Então, meus amigos e minhas amigas, monte o look mais glamuroso e estiloso que você conseguir com as roupas e sapatos mais confortáveis que você tiver no guarda-roupas! Você não querer que seu pique e sua disposição sejam prejudicados por uma roupa ou um sapato maravilhoso mas nada prático, certo? Conforto em primeiro lugar!

5
 Leve dinheiro!
Sim, dinheiro. As filas para pagar com cartão de crédito costumam ser muito maiores do que as filas de quem vai pagar com dinheiro. E nem queira saber o tamanho da fila do caixa eletrônico!  Só não se esqueça de guardar sua grana num local adequado. É a coisa mais fácil do mundo enviar a mão no bolso pra pegar o celular e, ao puxar, deixar cair o dinheiro que estava no mesmo bolso e nem perceber. Também não é bom dar bobeira porque, assim como em qualquer outro lugar onde haja uma aglomeração grande de pessoas, você corre o risco de algum malando meter a mão e levar sua carteira sem você nem notar.

6
 Leve água e comida!
Aventureiros de primeira viagem, não se iludam: petiscos são mais que necessário! Você pode até argumentar que haverá uma praça de alimentação por lá. Mas sabe aquela história das filas gigantescas? Elas estão por toda parte: na entrada do evento antes dos portões se abrirem, na porta dos stands mais concorridos, nos caixas para pagar pelas comprar, nas sessões de autógrafos e também em TODAS as lanchonetes e restaurantes! Isso sem falar nos preços! Se você já frequentou qualquer show, balada ou evento em que uma vez dentro não se pode sair e voltar depois, você deve ter uma noção do que são os preços dos alimentos por lá. Portanto, leve um lanchinho, até porque, se você vai passar o dia todo na Bienal – que começa pela manhã e termina a noite – você não vai se aguentar só com o almoço. Outra coisa importantíssima: leve uma garrafinha de água e vá reabastecendo nos bebedouros. E sim, haverá filas enormes neles também. Você não quer passar sede, não é mesmo? Seu corpo agradece!

7
 Evite peso!
Você vai ficar muitas horas em pé, de um lado para o outro fazendo várias coisas. O peso em acesso, além de te atrapalhar, vai te deixar ainda mais fadigado ao final do dia. Já não basta o peso dos livros que você vai comprar, não é? Leve apenas o essencial. Se o essencial for pesado, tente dividir a carga com algum amigo.

8
 Leve uma mala de rodinhas!
Essa é uma dica de ouro para todos! E mais ainda para quem é um leitor compulsivo por compras! Mochilas são boas, mas depois do quinto livro, suas costas começam a pedir arrego. O esquema é o seguinte: você leva sua mochila ou bolsa para os itens essenciais e que deverão ficar o tempo todo com você; e leva também uma mala de rodinhas, dessas de viagem mesmo para guardar os livros que você vai comprar (o tamanho varia conforme a quantidade de livros). Então, quando você tiver comprado tudo, você leva essa mala e deixa no guarda-volumes (não esqueça de colocar um cadeado). Aí você passa o resto do dia aproveitando as atrações.

9
 Dia de compras!
Outra dica de ouro para quem pretende aproveitar a Bienal para abarrotar as estantes: separe um dia para fazer comprar e foque nisso. Escolha um dia mais calmo, que não tenha muitas atrações ou sessões de autógrafos de autores muito badalados (preferencialmente um dia em que não haja muitas atrações que VOCÊ queira ver). Se puder, faça seu “Dia de Compras” no meio da semana porque os sábado e domingo são os dias com maior público e todos os stands ficam LOTADOS. Nesse dia, aproveite a calmaria e ande por todos os stands, veja os títulos que te interessam, veja as promoções e compre tudo o que tinha planejado comprar (não esqueça a dica anterior!). Assim você poderá aproveitar os outros dias pra conferir toda a programação que a Bienal oferece.

10
 Descanse!
Não falamos que era uma maratona? Pois é. Aproveite os intervalos entre as atrações (e as compras) para descansar. “Mas você não disse que quase não há lugares pra sentar?”, você me pergunta. Sim, quase não há. E por esse motivo sugerimos que levem uma canga (aos rapazes, peguem uma emprestada da sua mãe, sua irmã, sua namorada ou esposa...). Cangas são leves e perfeitamente guardáveis em bolsas ou mochilas, e você pode estendê-las em qualquer cantinho pra poder se sentar ou mesmo deitar, se houver espaço. Um bom lugar pra tirar uns minutinhos de folga é o gramado entre os pavilhões (#ficaadica). Não tem uma canga ou não conseguiu arrumar uma emprestada? Leve algo semelhante, um tapetinho ou uma toalha de mesa. O importante é poder se sentar (ou deitar) sem se preocupar em sujar a roupa que você se esmerou tanto para escolher, e recuperar as energias pra continuar na jornada!

***

                Essas são as dicas da equipe da Academia Literária-DF que já se considera veterana em Bienais. Gostaram?
                Esse ano estaremos por lá novamente. Em breve faremos uma postagem das nossas considerações e divulgaremos várias fotos. Aguardem!
                Ah, já íamos esquecendo nossa dica final: DIVIRTAM-SE  e boas leituras!

E vocês, leitores? Tem alguma dica? Escreva nos comentários ;)


Leia Mais ►

28/08/2015

Parceria: Editora Draco


Olá, leitores da Academia!
Hoje a notícia que trago a você é muito boa! Firmamos parceria com a Editora Draco! A editora, assim como nós, acredita no potencial da literatura brasileira e oferece em seu catalogo apenas obras nacionais! Tanto livros quanto quadrinhos! Não é legal?

Conheçam um pouco sobre a editora:

Proposta

"Algo diferente. Invés de apenas vigiar esses tesouros cobiçados, queremos também apresentá-los a todos que os buscam. Esses tesouros estão por toda parte: internet — em suas muitas facetas como blogs, sites de compartilhamento e redes sociais; computadores pessoais — escondidos por autores que são verdadeiros dragões, no sentido original da palavra; impressos — compartilhados entre amigos e familiares — e, claro, também nas estantes das livrarias por todo o país. Esses tesouros, ou podemos dizer, tesouro: a literatura fantástica brasileira.
A Editora Draco quer fazer conhecido esse imaginário brasileiro, tão nosso e único, mesmo influenciado por obras estrangeiras que chegam através de livros e outros meios.
Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para melhorar nossos produtos. Que nossos leitores sejam atraídos pela beleza, mas nunca deixem de se maravilhar com as histórias e personagens que nossos livros trazem.
Que os autores brasileiros possam compartilhar seus tesouros e nós, amantes de livros e literatura fantástica, possamos ajudá-los a chegar aos leitores, abrindo portões e vencendo armadilhas, criando imagens e histórias que possam ser contadas por muitos anos.
O dragão despertou e convida a todos para desfrutar desse tesouro".

Missão

Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para melhorar nossos produtos. Que nossos leitores sejam atraídos pela beleza, mas nunca deixem de se maravilhar com as histórias e personagens que nossos livros trazem.



A editora estará na bienal do Rio 2015 e trará muitos lançamentos e autores para a alegria dos leitores! Abaixo os títulos que mais me chamaram a atenção:


Se o amor pode parecer uma piada, que ao menos seja bem contada.
Agora a história de Jéssica complicou de vez! Como se já não bastasse ser uma caçadora de vampiros incompetente – mas que se veste muito bem –, o mestre do Conselho de caçadores se mete entre ela e o seu namorado, o vampiro Zack. E ele não é o único: Eric, o bebedor de sangue que ela devia ter caçado antes resolve dar as caras. E o pior é que ele não é bem um vampiro, mas alguma coisa sobrenatural que não quer se revelar.

Quando Jessi comete um crime para poder ajudar seu querido Zack, envolve mais um monte de gente na história e ainda corre o risco de revelar sua identidade de caça-vampiros e morrer de vergonha. Ou passar por doida varrida.
A Caçadora – Sussurro das Sombras é o segundo romance da trilogia A Caçadora, de Vivianne Fair, autora que conquistou fãs pelas suas divertidas comédias românticas cheias de referências à cultura pop.


Um Imperador reina absoluto há séculos, mas toda dinastia chega ao seu fim.
Conheça o Império de Diamante: um reino eterno que conquistou e suprimiu várias culturas de Myambe, o continente original da Humanidade. Protegido por um exército com poderes incríveis, o Imperador governa com sabedoria e há quem diga que possa conceder talentos sobrenaturais a quem desejar.
Mas agora sua decadência parece inevitável. Vinte anos após a última conquista, ninguém sabe do Imperador. O governo lentamente abandona as províncias mais distantes à mercê de uma seca avassaladora. O povo implora por socorro, mas não há ajuda.
Em meio à crise, quatro indivíduos com objetivos diferentes acabam envolvidos na trama que pode revelar os segredos deste homem tão poderoso. Neste mundo fantástico baseado nas culturas africanas, o autor J. M. Beraldo explora a construção da História e da crença religiosa através da trajetória desse quarteto. Forçados a depender uns dos outros para alcançar seus propósitos, qual será o papel desse inusitado grupo na história do Império de Diamante?



Quando às mulheres não cabia decidir, Sue e Rabiosa tomaram as rédeas de suas vidas
Em um mundo dominado pela violência de foras da lei com próteses mecânicas, nenhum homem era páreo para eles. Até que duas mulheres movidas a vingança e a vapor resolvem desafiar esses bandidos metade homens, metade máquinas.
Como saquear um locomotiva blindada considerada indestrutível? O que um dos maiores inventores do país tem a ver com isso? Tudo isso é parte do plano diabólico para o maior roubo de trem da história, orquestrado por Lady Delillah! Mas em seu caminho estão Sue e Rabiosa, mulheres que têm em comum destinos trágicos pela mão da criminosa. Para elas, mais difícil do que evitar este assalto é provar que duas damas podem ser as protagonistas de sua própria história no ambiente hostil do velho oeste.
Steampunk Ladies: Vingança a Vapor é uma aventura em quadrinhos cheia de invenções e visual que homenageiam o gênero steampunk, com roteiro de Zé Wellington, desenhos de Di Amorim e Wilton Santos, cores de Ellis Carlos e letras e grafismos de Deyvison Manes. Ao decidir não cumprir seu papel esperado pela sociedade, essas garotas se tornarão lendas do faroeste.


O caminho de uma verdadeira líder passa pelo coração e pela espada
Quando os reis de Arcádia morrem por uma terrível doença e o reino é invadido pelas raças menores, nada resta à jovem princesa Liarlinde Arcandoff a não ser fugir para o deserto marciano.
Depois de quase sucumbir nas areias vermelhas, abandonada à própria sorte, ela retorna para se vingar, agora uma poderosa guerreira. Esse é o início da cruzada para caçar os invasores de seu reino e garantir aos excluídos o seu lugar de direito. Liarlinde enfrentará muitas batalhas, mas a mais dura delas nada tem a ver com soldados e armas.
Soberana – A ascensão da rainha de Marte é o romance de estreia de Kássia Monteiro. Inspirado pelo clássico da literatura Senhora, de José de Alencar, essa é a história de uma mulher nobre que deve entender o seu papel na sociedade enquanto lida com seus sentimentos. Tudo isso entre lutas sangrentas e uma viagem a um ambiente fantástico e surpreendente, regados pelo humor ácido da autora. Poderá a jovem Liarlinde vencer os seus fantasmas enquanto ascende à posição de Senhora de Marte?


Ele é um carrasco, uma punição do universo pela arrogância humana. Ele é um kaiju.
Você pode senti-lo se aproximando. A cada passada, um terremoto. A cada sombra lançada, pânico e terror. Seu urro estilhaça vidraças e mentes. Seus golpes não deixarão pedra sobre pedra. Será a cidade devastada por sua passagem mais uma vez?
Das mais antigas eras até o futuro incerto, esses terríveis colossos assolam a Humanidade, nós que para eles não somos mais que insetos, parasitas a serem devorados ou esmagados. Depois de sua chegada, sobreviver se tornará a nossa única razão de existir.
Monstros Gigantes – Kaiju é uma antologia sobre esses arautos da destruição em massa onde 18 criaturas trazem suas versões de como tudo acaba — ou o que fazer para que tudo continue. Organizada e com participação dos terríveis Luiz Felipe Vasques e Daniel Russell Ribas, surpreenda-se com textos catastróficos dos autores Daniel Folador Rossi, Davi M. Gonzales, Sid Castro, Pedro Afonso, Cheile Silva, Barbara Soares, Danilo Duarte, Edgard Refinetti, Adriano Andrade, Leandro Fonseca, Gilson Luis da Cunha, Vitor Takayanagi de Oliveira, Bruno Magno Alves e Gabriel Guimarães.
Enfrente a avassaladora presença ou vivencie a angústia de pessoas marcadas pela vinda desses invencíveis nêmeses. E se houver o dia seguinte à sua marcha apocalíptica, o mundo com certeza não será mais o mesmo.

Quer conhecer mais títulos da editora? Clique aqui! Estamos muito empolgados com essa parceria! 

Acompanhe nossa mais nova editora nas redes sociais! 

Leia Mais ►

25/08/2015

RESENHA - O Príncipe de Westeros e Outras Histórias

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: R. R. MARTIN, George e DOZOIS Gardner. O príncipe de Westeros e outras histórias. 1ª edição. Rio de Janeiro, Saída de Emergência, 2015. 480 páginas.
Gênero: Diversos.
Temas: Canalhas.
Categoria: Literatura Estrangeira.
Ano de lançamento: 2015.















“- Não seja modesto, bardo. Você já tem canções que são mais velhas que nós dois juntos.
- Então me conte a sua história. Ou me conte a versão que você quer que eu ouça.
- Não a... verdadeira?
- Ninguém jamais conta a verdade sobre si mesmo. Nós contamos o que queremos que os outros julguem, para o bem ou para o mal. E, quando eu tiver ouvido a sua história, talvez acrescente alguma coisa nela – disse, assoprando o chá para esfriá-lo antes de tomar um gole. – Talvez eu cante sobre a nossa visita às torres da cidade perdida que tocam o céu. Ela tem um nome?”
*O príncipe de Westeros e outras histórias (pág. 243).


Afinal, o que define um canalha?
            Suas atitudes? Suas manias? Seu modo de viver a vida?
        Eles têm muitos nomes. Ladrões, vigaristas, malandros, crápulas, trapaceiros, sedutores, impostores, mentirosos, malvados e uma sorte de outros títulos nada nobres, mas que mesmo assim os enchem de orgulho.  
Eles estão entre nós. Eles aparecem em histórias de todos os tipos e de qualquer gênero.  Basta pensar um pouco e logo surge em nossas mentes a figura de um canalha (você mesmo, leitor, pode ser um). Quer exemplos? Han Solo para os fãs de ficção científica. Jack Sparrow para os amantes de uma boa aventura. James Bond para os apaixonados por ação. Tony Stark nos quadrinhos. Doutor House nas séries. Alladin nos desenhos e vários outros. Às vezes eles passam tão despercebidos que mal os associamos à palavra. Às vezes os xingamos e maldizemos justamente por associá-los à palavra e às vezes os amamos muito mais que os mocinhos justamente por serem canalhas.
             “O príncipe de Westeros e outras histórias” parte desse princípio e apresenta aos leitores dez histórias inéditas de grandes nomes da literatura mundial. Cada um deles deu o seu próprio significado a palavra. Na introdução “Todo mundo ama um canalha” George Martin diz o seguinte:

            Nosso tema é universal, e Gardner e eu amamos boas histórias de todos os tipos, não importa em qual tempo, lugar ou gênero elas estejam. Então, saímos por aí e convidamos autores bem conhecidos dos mundos da fantasia épica, de espada e magia, fantasia urbana, ficção científica, românticos, mainstream, do mistério (leve ou hard boiled), thrillers, históricos, faroeste, noir, horror... opções à vontade. Nem todos aceitaram, mas muitos toparam, e o resultado está aí, nas próximas páginas. Nossos colaboradores formam uma equipe de elite com autores premiados e best-sellers, representando uma dúzia de editoras e gêneros diferentes. Pedimos a cada um deles a mesma coisa — uma história sobre canalhas, cheia de boas reviravoltas, planos ousados e reveses. Não impusemos nenhum limite de gênero aos nossos escritores. Alguns deles escolheram escrever no gênero que conheciam melhor. Outros tentaram algo diferente" – George Martin, pág 15

Então, leitor, espere por histórias de diferentes estilos literários nessa obra. Espere por muitos tipos e estilos de canalhas.
Eu não me identifiquei com todos os contos. Esse é um dos problemas das antologias. Você pode encontrar e se empolgar com um conto extraordinário, para na página seguinte encontrar um conto não tão bom assim ou não tão empolgante. Foi assim que me senti lendo essa obra. Fiquei empolgado com alguns, arrastei outros e pulei (sim, pulei) um dos contos porque não conseguia avançar na leitura de maneira alguma. Talvez um dia eu volte e tente ler novamente. Talvez. Os contos que eu mais curti foram:
Providência: conta a história de uma famosa obra de arte que passou por vários donos através dos séculos. De entusiastas de obras de arte a nazistas. A história é muito bem escrita e tem um final completamente (ao menos para mim) inesperado;
Qual é a sua profissão: Conta a história de uma mulher especializada em... masturbação masculina. Por conta de um problema no pulso (¯\_(ツ)_/¯) acaba se tornando uma “vidente”, aceitando um caso que parecia comum no início, mas que acaba tornando-se algo bastante perigoso. A história é um misto de horror e mistério;
A caravana para lugar nenhum: fala sobre o bardo Alaric, que é contratado por um mercador para animar com suas canções os homens que têm de fazer uma jornada difícil por um deserto, onde espíritos e miragens espreitam sob as dunas. Adorei o “dom” do personagem central;
A Árvore Reluzente: conta a história de Bast, um garoto muito inteligente e metido a esperto que “ajuda” outros garotos a resolverem seus problemas em troca de favores ou informações importantes. O conto mostra o quanto crianças podem ser espertas.
Minha crítica vai para o uso exagerado do nome do Martin na obra. Certo, só mencionar o nome dele em um livro já é sinônimo de vendas (o que sempre é uma boa jogada de marketing), mas existem outros autores excelentes nessa antologia. E justamente por conta do nome do seu conto “O Príncipe de Westeros ou o irmão do rei”, resolveram colocar como título da obra. Achei desnecessário e um pouco desrespeitoso com o trabalho dos outros autores. Fiz uma pesquisa na internet e vi que o nome da coletânea é Rogue (“Trapaceiro”. Imagem abaixo). O nome do Martin aparece com destaque, mas nada tão agigantado quanto na edição brasileira. Numa primeira impressão, o mote central de todas as histórias (os canalhas) fica nublado pela referência ao mundo criado pelo autor.
No geral, os contos são ótimos e o time escolhido por George Martin é espetacular. São vários estilos, vários gêneros e várias “espécies” de canalhas. Cada um dos escritores falou a seu próprio modo como é ser um e aposto que você, leitor, vai se identificar em algum momento com pelo menos um deles.
Como são vários contos, são vários estilos de narração que o leitor irá encontrar nas dez histórias.  Não existe um padrão. “Como o Marquês recuperou seu casaco” é narrado em terceira pessoa, ao passo que “Qual é a sua Profissão” é narrado em primeira pessoa. A fluidez da narrativa é tranquila em quase todas as histórias. Os personagens são no geral bem construídos, mas o leitor não irá encontrar um grande aprofundamento dos mesmos nas histórias, por se tratarem de contos. A revisão peca algumas vezes, mas nada que interfira no desenrolar da leitura. A formação e a diagramação estão ótimas, com fontes confortáveis para leitura e folhas amareladas. Os contos são separados por duas páginas negras com o título do conto, o nome do autor e o nome da pessoa que traduziu para o português e atrás uma breve biografia do autor. A capa é maravilhosa e chama muita atenção com cores fortes e título em relevo. No início do livro temos um sumário e ao final algumas páginas com outros títulos da editora.
George R. R. Martin é autor de vários best-sellers, incluindo a aclamada série "As Crônicas de Gelo e Fogo", que deu origem à premiada série de TV "A Guerra dos Tronos". Como roteirista e produtor, trabalhou em "Além da Imaginação" e em vários outros projetos. Atualmente vive com a esposa, Parris em Santa Fé, no Novo México.
Gardner Dozois já ganhou quinze prêmios Hugo por seu trabalho como editor, além de dois prêmios Nebula como escritor, na categoria melhor conto. Foi editor de Asimov's Science Fiction por vinte anos e já escreveu e editou mais de cem livros, incluindo vários volumes da The Year's Best Science Fiction.
Recomendo a obra para todos os fãs de literatura fantástica. Os contos são um prato cheio para quase todos os tipos de leitores. Temos aventura, mistério, romance, suspense, comédia... Nem preciso dizer que fãs dos autores que assinam a obra devem ter esse livro em mãos, pois os contos são totalmente inéditos. Alguns estão trazendo antigos personagens de volta as páginas dos livros depois de muitos anos de hiato. E por fim, aos leitores que se identificam com um canalha.


Autores participantes da Antologia:

  • Connie Willis
  • David W. Ball
  • George R.R. Martin
  • Gillian Flynn
  • Joe R. Lansdale
  • Neil Gaiman
  • Patrick Rothfuss
  • Paul Cornell
  • Phyllis Eisenstein
  • Scott Lynch





Leia Mais ►

24/08/2015

Divulgação: Condado Macabro

Olá, leitores da Academia!
Hoje vamos divulgar a nova aposta do nosso parceiro Marcos de Britto! O autor de "À Sombra da Lua" (resenha) está com um novo projeto em fase de captação de recursos. Além de escritor, Marcos é um cineasta premiado que está divulgando seu longa "O Condado Macabro". Ele acaba de adaptar em um livro o roteiro do filme e abriu um financiamento coletivo pelo Kikante. 


"O horror das telas agora quer ser transportado para a literatura através da editora Simonsen, que identificou o potencial da história para ser, além de um ótimo filme, uma ótima leitura. O convite foi feito para que o próprio roteirista e diretor do projeto desenvolvesse uma versão literária para ser lançada junto ao longa-metragem. Marcos, que além de ser premiado diretor de cinema, é autor do romance "À Sombra da Lua" (editora Rocco), não apenas aceitou o desafio como sugeriu escrever uma “versão estendida”, uma maneira inovadora de entregar algo diferente às pessoas que, após assistirem a versão nas telonas, gostariam de saber como seria uma versão sem cortes"

E não para por ai, há muitas recompensas para quem ajudar o financiamento. Tudo isso pode ser conferido neste link :)


Leia Mais ►

18/08/2015

RESENHA - A playlist de Hayden (Michelle Falkoff)

Michelle Falkoff
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: FALKOFF, Michelle. A playlist de Hayden. 1ª edição. Ribeirão Preto, Novo Conceito Editora, 2015. Tradução: Amanda Orlando. 285 páginas.
Gênero: Drama; ficção.
Temas: Suicídio; amizade; bullying; romance adolescente.
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Norte-Americana.
Ano de lançamento: 2015 nos Estados Unidos; 2015 no Brasil.











“Parei de me arrumar por um minuto e comecei a prestar atenção na música que saía pelas caixas de som. Não me surpreendeu que ele tivesse colocado ‘How to Disappear Completely’ em sua lista, já que era sua música preferida (...). Tentei não pensar muito na letra, em Hayden ali sentado fazendo essa seleção de músicas antes de tomar sua decisão final. Eu odiava imaginá-lo querendo desaparecer dessa forma.
Fechei os punhos, afundando as unhas nas palmas das mãos, e tentei me acalmar. Eu havia passado os últimos dias alternando o ódio por Hayden com a saudade, me sentindo culpado e deprimido, sem saber como deveria me sentir, mas desejando me sentir, de alguma forma, diferente. Ele me deixou sozinho e eu jamais tinha feito isso com ele, não importava o quanto estivesse com raiva. Tudo isso impedia que eu dormisse, por isso, mais do que todo o resto, eu estava exausto. Exausto e morrendo de ódio. Uma excelente combinação.
Sentir raiva só reiniciava o ciclo, um ciclo que já se tornava familiar. Ficar com raiva. Culpar Hayden. Sentir culpa. Ficar com saudades do meu amigo. Sentir raiva de novo. Tudo isso ocasionalmente pontuado por um desejo quase incontrolável de gritar e destruir coisas, apesar de eu não ser capaz de fazer nada disso.”
*A playlist de Hayden (pág. 16).


                Uma festa. Uma briga entre amigos. Uma tentativa de reconciliação. Um suicídio. Um pendrive com um bilhete sucinto: “Para Sam. Ouça. Você vai entender”.
                 Quando Sam encontrou Hayden em seu quarto enrolado nos seus lençóis do Star Wars que tanto amava, pensou que seria como sempre fora: ele teria que acordar o amigo e então pedir desculpas pela briga da noite anterior. Mas não foi assim. Não desta vez. Hayden não estava roncando; Hayden não estava dormindo. Hayden estava morto. E havia deixado uma mensagem para Sam. E então, em meio a dor, o sofrimento e a culpa pela perda do melhor amigo, Sam embarca numa jornada pessoal na tentativa de encontrar pistas nas letras das músicas deixadas por Hayden e entender a razão que o levou à tão drástica decisão de tirar a própria vida. E ele vai descobrir que havia muita coisa sobre Hayden que ele não sabia.
                O que pode levar um adolescente de 16 anos a cometer suicídio? Desentendimentos familiares? Desajuste social? Bullying? Problemas amorosos? Depressão? Mesmo julgando conhecer seu melhor e único amigo tão bem quanto poderia ser possível, e compartilhando com ele vários desses problemas, Sam não consegue entender porque Hayden concluiu que a morte era sua única opção. Sim, Hayden tinha problemas com os pais frios, exigentes e nem um pouco amorosos. Sim, ele também sofria com a provocação e a perseguição do irmão mais velho, que fazia questão de humilha-lo sempre que podia. Sim, Sam e Hayden não se encaixavam em nenhum grupo na escola e sofriam bullying pela turminha encabeçada por Ryan, irmão de Hayden. E sim, ambos tinham sérias dificuldades em se aproximar de garotas. Mas eram amigos, gostavam das mesmas coisas (música, vídeo game, RPG, HQs, ficção cientifica, nerdices e afins), se divertiam juntos, estavam estudando na mesma escola pela primeira vez e tinham um ao outro com quem contar. E – Sam pensava ter certeza sobre isso  Hayden não estava deprimido.  Mas houve uma festa e uma briga entre os dois e no dia seguinte Hayden estava morto. Obviamente, Sam não conhecia Hayden tão bem quanto pensava. E, mesmo sofrendo pela saudade do melhor amigo e pela culpa que julgava ter na decisão dele, Sam precisava descobrir o que quer que Hayden quisesse que ele descobrisse ao deixar aquele pendrive com aquela playlist. No processo, duas coisas estranhas acontecem: alguém usando o nickname e o perfil de Hayden no RPG online que eles jogavam se diz disposto ajudar Sam a decifrar a playlist; e uma exótica garota que Sam nunca vira na vida se aproxima dele alegando conhecer Hayden.
                “A playlist de Hayden” é um drama leve e sensível. Mostra um garoto sofrendo pela morte do amigo de toda uma vida, perdido na tentativa de entender o que aconteceu. A história como um todo é crível e sincera. Passeia pelos dramas da adolescência e aborda de maneira delicada todo um leque de assuntos: problemas familiares, inseguranças com o corpo e a imagem, estereótipos, aceitação social, bullying, relacionamentos (amizades, paixões e amores), homossexualismo. O suicídio, uma das maiores causas de morte entre adolescentes segundo especialistas, é o estopim para o desenrolar da trama. E a última forma de comunicação que Hayden escolheu para ter com Sam foi através da playlist. As músicas que a compõem – todos os capítulos começam com uma das faixas – vão dando o tom da narrativa. Como uma preparação para as descobertas de Sam e as conclusões a que ele chega ao longo da história, as letras das músicas fornecem algumas pequenas pistas. É super-recomendável ouvir as músicas na ordem em que aparecem e, caso não seja fluente em inglês, conferir a tradução das letras na internet, para só então prosseguir na leitura. Os pequenos mistérios que cercam a decisão de Hayden pelo suicídio prendem a atenção do leitor desde o início da trama. Aos poucos, Sam descobre coisas que não sabia e nem imaginava sobre o amigo, coisas que o fazem se questionar o quanto ele realmente o conhecia. Pessoalmente, minha curiosidade ia aumentando exponencialmente a cada detalhe revelado. Tanto que li o livro inteiro em apenas um dia! Mas tenho que confessar: os desfechos parciais de cada pequeno mistério e a conclusão do livro me deixaram um tanto decepcionada. Talvez a culpa tenha sido minha, pois criei uma enorme expectativa com esse livro. Mas achei que a história prometeu mais do que entregou. Houve ainda uma questão específica que me desapontou, mas dizer qual foi seria um gigantesco spoiler. Então, só lendo pra saber qual é.
                O livro é narrado em primeira pessoa, sob a perspectiva de Sam. Essa foi uma escolha muito acertada da autora. O garoto externa em sua narrativa toda a sua frustração por ter sido abandonado por seu amigo (assim ele encara o suicídio de Hayden: um abandono), seu remorso por não ter percebido antes que tal coisa pudesse acontecer, sua culpa pela briga que tiveram na última noite de vida de Hayden. Ele também relata como era a vida de Hayden a partir daquilo que observava e pelo que ele julgava conhecer do garoto. Apesar do título dar a entender que o foco seja Hayden, na realidade, o foco é Sam. O livro esmiúça os sentimentos de Sam, em várias instâncias. A linguagem adotada é bem próxima ao que um adolescente usaria, tanto no texto quanto na transcrição das falas. Não há erros ortográficos perceptíveis e a programação visual do livro é simples e bem pensada. Um belo exemplo de “menos é mais”. Vale lembrar que a editora se esmerou na produção desse livro, tendo inclusive criado uma página para reunir as músicas que compõem a playlist. Para ouvir, clique aqui.



                “A playlist de Hayden” é a obra de estreia de Michelle Falkoff. Graduada pela Iowa Writer´s Workshop e hoje é a Diretora de Comunicação e Lógica Jurídica da Northwestern University School of Law. Em seu primeiro livro, a autora trata com delicadeza das questões que aflige os adolescentes. Ela se apropria de um tema tão denso e perturbador como o suicídio para construir um drama singelo e humano, na medida certa para o leitor que deseja ver representadas nas páginas de um livro pessoas tão reais quanto a ficção pode construir.





Bibliografia de MICHELLE FALKOFF (ordem cronológica):

Livros:

  • A playlist de Hayden  – Novo Conceito Editora (2015).
Leia Mais ►

17/08/2015

ENTREVISTA: Laís Rodrigues

Olá, leitores! Como estão? 
Hoje é dia de entrevista na Academia! Entrevistamos nossa querida e simpática autora parceira Laís Rodrigues! A autora participou da terceira edição do Evento Semana do Livro Nacional, organizado por nós e nossos amigos blogueiros. Hoje ela vem para falar a vocês, leitores, um pouco sobre sua carreira, seu livro de estreia e futuros projetos. Confiram abaixo:


Academia: Primeiramente, gostaríamos de agradecer pela confiança em nosso trabalho e por ter aceitado ser nossa parceira! Conte-nos um pouco sobre você. Quem é Laís Rodrigues?

Laís: Eu é que tenho que agradecer pelo convite e carinho!
Sou advogada de formação, com mestrado em Direito Constitucional. Atualmente, trabalho na área internacional de uma empresa aqui em Brasília. Nas horas vagas, divido-me entre minhas paixões: meu marido, meus gatos (Luke Skywalker e Leeloo), meu blog de cinema (que agora tem canal no YouTube!), e a escrita.

Academia: Quando foi que você se descobriu escritora?

Laís: É interessante notar que muitos autores têm belas histórias de amor com a escrita. Muitos deles já sabiam que seriam escritores desde a infância. Comigo, não foi bem assim. Sempre fui uma grande leitora, muito incentivada pelos meus pais. Porém, a escrita somente apareceu de verdade em minha vida três anos atrás, com o blog. Desde então, tornou-se parte de mim, e não consigo mais parar!

Academia: A obra “Primeiras Impressões” é uma adaptação de “Orgulho e Preconceito”, da grande autora Jane Austen. Qual foi o motivo que a levou a escolher esse romance como inspiração para sua obra de estreia?

Laís: Na realidade, foi uma daquelas coisas do destino. Eu já havia escrito outro livro, de ficção científica em um futuro distópico. No entanto, nunca tive coragem de mostrá-lo a ninguém. Foi quando comecei, sem qualquer pretensão, a adaptar Orgulho e Preconceito, pois sempre tive vontade de ver esse grande romance se passando no Brasil. Foram duas fãs de Jane Austen, minha mãe e minha irmã, que me incentivaram (e convenceram) a publicá-lo.

Academia: O que a sua obra traz de diferente da original?

Laís: Tentei manter a alma do livro, mas trazê-lo ao século XXI. Então, ao invés de casamento, temos namoro, no lugar de cartas, temos emails, as personagens femininas são independentes e têm suas próprias profissões. E, o principal: são quebrados alguns tabus do século XIX, a fim de deixar a história eterna de Lizzie e Darcy de acordo com nossa realidade.

Academia: A trama se inicia em Búzios, no Rio de Janeiro. Por que a escolha do local paradisíaco como ambientação para o início do relacionamento (de amor e ódio) de Lizzie e Sr. Darcy?

Laís: Uma das primeiras decisões que tomei foi que Lizzie seria carioca. Por algum motivo, conseguia ver sua personalidade sarcástica e independente se encaixando perfeitamente em uma jovem do Rio de Janeiro. Búzios é uma bela cidade, pela qual todos se apaixonam (ou quase todos), mas é relativamente pequena e distante de grandes centros, aeroporto, e etc. Ou seja: achei que seria uma ótima versão brasileira e do século XXI da cidade fictícia de Meryton, onde os Bennet vivem.

Academia: Falando nos personagens principais, a quê você atribui o sucesso do casal para com o público?

Laís: Quem já não julgou o outro baseado em primeiras impressões? Quem já não teve uma antipatia inicial por alguém e, aos poucos, foi gostando daquela pessoa (de forma romântica ou não)? Apesar de ser um livro com mais de duzentos anos, a temática central de Orgulho e Preconceito continua sendo incrivelmente atual. Por isso é uma obra que continua sendo adaptada.

Academia: Como foi à recepção do público para a obra? O que as fãs da autora Jane Austen têm comentado a respeito?

Laís: O que mais me preocupava era exatamente a opinião das fãs. E, felizmente, a recepção tem sido ótima! O que me incentiva a dar continuidade à minha idéia de adaptar outras obras da grande autora inglesa.

Academia: Quais os seus planos futuros?

Laís: Como comentei, pretendo adaptar outras obras de Jane Austen. Além disso, estou escrevendo livros de fantasia infanto-juvenil, outro gênero que adoro.

Academia: Para você, como autora, qual a importância que os blogs literários têm para com o mercado literário nacional?

Laís: Sem os blogs literários, a divulgação do “Primeiras Impressões” teria sido quase impossível. Sinto-me sortuda de ter tantos parceiros maravilhosos como a Academia Literária do DF, que incentiva a literatura nacional e nos apóia de todas as formas possíveis.

Academia: Que autor você indicaria para ser parceiro da Academia Literária DF?

Laís: Uma mulher maravilhosa, que me ajudou muito neste começo difícil da carreira literária, Lélia Almeida, autora do premiado “O Amante Alemão”.

Academia: Para finalizar, gostaríamos de agradecer pela parceria e colaboração com a Academia. Deseja deixar um recado para os aspirantes a escritores? E para seus leitores?


Laís: Para os leitores: meu muito obrigada, e podem aguardar mais livros! Para aqueles que sonham em publicar livros: paciência e perseverança são a chave.


Muito obrigado, Laís! A Academia Literária DF agradece sua participação, atenção e carinho dedicados a essa parceria. Que nossa parceria traga bons frutos. Sucesso em sua carreira!

Leia Mais ►

11/08/2015

RESENHA - O que eu quero pra mim (Lycia Barros)

         Aviso: Esta resenha marca a entrada do mais novo membro do nosso time. Queremos desejar as nossas boas vindas mais calorosas a Colunista e Resenhista Bárbara Freitas. Boa leitura!

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: BARROS, Lycia. O que eu quero pra mim. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2015. 208 páginas.
Gênero: Romance.
Temas: Viagem, Conflitos, Drama.
CategoriaLiteratura Nacional.
Ano de lançamento2015.










“- Não faça isso. Não vá para a cama com o primeiro homem que aparecer. Não se desvalorize só porque outra pessoa já fez isso com você. Tenha amor próprio.”
*O que eu quero pra mim (Página 92)




Alice é independente, bem sucedida profissionalmente e muito ambiciosa. Além do sucesso no trabalho, tem um namorado que é o sonho de qualquer mulher: lindo, apaixonado, louco para se casar e ter filhos.
Mas ela não é qualquer mulher, e acha que a carreira vem antes de tudo. Então, quando Casseano a coloca contra a parede e exige mais espaço em sua vida, os dois entram em um impasse e acabam se separando.
Em poucos dias, Alice sente que o fim do relacionamento está sendo mais duro do que esperava. Para piorar, o trabalho entra em crise e sua sócia, preocupada com a saúde da amiga, a obriga a se afastar por um tempo. As férias a ajudarão a arejar a cabeça e voltar mais produtiva.
Com tudo dando errado ao mesmo tempo, Alice aceita a sugestão e compra uma passagem para Londres. Chegando lá, mergulha numa profunda jornada de autodescobrimento e percebe o que realmente importa para ela.
O que eu quero pra mim, um romance que me fez perder o controle emocional. No início tive vontade de entrar no livro e sacudir os personagens por eles serem tão cheio de defeitos, mas é exatamente por esse detalhe que aprendemos ao longo da história tanto de nós mesmos, no autodescobrimento de Alice também aprendi e vou além, também amadureci. O livro é um diferencial dentre os romances atuais, pois não foca só na história de um casal e seus conflitos amorosos.
Quando Alice viaja para Londres para arejar a cabeça acreditei que ela viveria um amor inesquecível, porém a autora coloca personagens em sua vida que a fazem passar por conflitos que farão com que ela comece a encarar a si mesma.
Em Londres Alice se hospeda na casa da amiga, uma personagem que também está em uma viagem de autodescobrimento. Lá ela conhece Eamon e Pietro, respectivamente ex-marido e filho de Luana, que serão também muito importantes na história.
Ao decorrer da história a autora aborda temas complexos, como casos de estupro e distúrbios psicológicos, desenvolvendo reflexões morais e psicológicas que nos fazem aprender junto com os personagens.
Nesse livro você irá conhecer um pouco da cidade de Londres, se irritar e se apaixonar pelos personagens, conhecer um romance real e arrebatador e se você deixar, travar dentro de si também uma busca pela sua verdadeira identidade. A obra é simples, divertida e dramática, um misto de sentimentos do início ao fim que despertaram meu amor.


O livro é escrito em terceira pessoa, a narração é madura e divertida, as cidades onde se passou a história são descritas detalhadamente, o que nos fez viajar junto com a personagem. Passei tão rápido pela leitura com a ansiedade de conhecer o desfecho da história que confesso que se houver algum erro de grafia passou despercebido por mim. A capa do livro ficou incrível. Achei linda a paisagem de Londres com esse efeito de luz amarelada que remete a um nascer do sol, deixando tudo bem harmonioso.
Lycia Barros nasceu no Rio Janeiro, em 8 de junho de 1976. Cursou Letras na UFRJ e levou o amor aos livros para sua profissão. Sua carreira de escritora começou em 2010, com o romance A bandeja, que foi relançado pela Editora Arqueiro, ganhou o prêmio Codex de Ouro na categoria Melhor Romance em 2013 e será lançado em outros países em 2015.
Lycia já tem dez livros publicados. Ela dá palestras por todo o Brasil e ministra aulas sobre o mercado editorial. Mora em sua cidade natal com o marido e os dois filhos.
         Essa obra é diferente das demais obras escritas pela autora, pois se trata de um romance maduro e divertido que não foca somente no relacionamento entre um casal, mas também no aprendizado de vida dos personagens. Indico esse livro para quem ama um bom “conto de fadas” realista, mas que não deixa de ser mágico.




Bibliografia de Lycia Barros (ordem cronológica):

  • Tortura cor de rosa - As meninas também sabem ser cruéis - Danprewan (2011)
  • Entre a mente e coração - Danprewan (2011)
  • A Garota do outro lado da rua – Novo Século (2012)
  • Uma Herança de Amor – Quando o fim pode ser o começo – Novo Século (2012)
  • Uma Herança de Amor – Armadilhas do Destino – Novo Século (2012)
  • Uma Herança de Amor – O Plano Perfeito – Novo Século (2013)
  • A Bandeja - Qual pecado te seduz? - Arqueiro (2014)
  • Shakespeare e elas - Autêntica Editora (2014)
  • Perdido sem você - Ases da Literatura (2014)
  • O que eu quero pra Mim – Arqueiro (2015)


Leia Mais ►

10/08/2015

CONSIDERAÇÕES - Lançamento do livro "O Legado de True Constantine"

Olá, leitores!

             No último sábado (08/08/2015) tivemos o prazer de conferir e cobrir o evento de lançamento da obra “O Legado de True Constantine” do nosso querido autor parceiro Flávio Vieira. Abaixo contamos um pouco sobre o evento. Confiram:



         O evento foi em uma escola do Gama, o Centro de Ensino Médio 1 (CEM1) e ao chegarmos, um pouquinho atrasados, fomos imediatamente surpreendidos com as palavras do autor, que estava agradecendo a Academia Literária DF por toda a ajuda e assistência que demos a ele em sua jornada de escritor. Mal chegamos e já fomos convidados a subir no palco para que os espectadores que lá estavam nos conhecessem. Nem preciso dizer o quanto aquele gesto me pegou de surpresa. Eu não tinha nada em mente a dizer! Subi nervoso com os olhares, mas feliz pelo gesto de amizade e carinho do autor por ter dado destaque ao trabalho que desenvolvemos para com os autores nacionais. É muito gratificante para o nosso grupo saber que nosso trabalho esta sendo reconhecido e admirado.
Depois de falar brevemente sobre o blog e a Helkem falar sobre o livro, deixamos o palco e o convidado da vez a subir foi o nosso amigo e mentor Marcos Linhares. Ele falou sobre os novos projetos que o Sindicato dos Escritores, em parceria com vários autores e nós, blogueiros estamos desenvolvendo para fomentar ainda mais a literatura em Brasília. Vocês não perdem por esperar! Temos muita coisa legal ainda para mostrar a vocês, leitores.


Voltando ao autor, ele falou um pouco sobre a jornada que o levou até aquele dia. De repente, três amigos e a namorada do autor subiram ao palco para fazer uma justa homenagem que quase o levou as lágrimas.


Depois de agradecer aos presentes, foi dado inicio a sessão de autógrafos. Ficamos contentes com a receptividade do público que além de marcarem presença, ainda levaram livros autografados para casa. E foram muitos! Acompanhamos toda a movimentação de leitores e tiramos muitas fotos.


Gostaria aqui de agradecer ao Flávio pela confiança em nosso trabalho, pela singela homenagem feita por ele a nós no evento e pela amizade. Que sua carreira seja recheada de sucesso e conquistas. Já estamos ansiosos pelo terceiro volume e pelos outros projetos que ainda estão por vir.

Até a próxima

Fotos do evento: aqui.
Leia Mais ►