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31/12/2015

Top 5 Vilões da Literatura - 2015





Olá, leitores da Academia! Estamos muito perto da virada do ano e resolvemos relembrar as diversas obras que passaram pelo nosso blog. Criamos com base nessa pequena retrospectiva algumas listas do que teve de interessante, épico e emocionante nas páginas dos livros que lemos e resenhamos aqui. Fizemos um "Top 5 Leituras Nacionais", "Top 5 Leituras Estrangeiras", "Top 5 Personagens Masculinos" e um "Top 5 Personagens Femininos". Hoje, como "gran finale", apresentaremos a vocês nossa lista dos cinco VILÕES da literatura em 2015. A lista não tem uma ordem de preferência ou numeração. Essa é uma lista pessoal e criada com base em nossas experiências com nossas leituras de 2015 e apenas as obras resenhadas foram levadas em conta nas escolhas. :)


Esperamos que esses vilões sejam tão odiados (e quem sabe, queridos) por vocês, como eles foram para nós. 


Metraton - O primeiro Anjo



"Não há liberdade maior do que a vida no interior destas cercas."

Livro: Paraíso Perdido (resenha).
Quem é: O Primeiro anjo criado por Deus no Fulgiston, líder de todos os Sentinelas, o Anjo Supremo. Inspirado em Metatron, Yahweh organizou os celestes em sete castas angelicais.
Habilidades: Como foi o primeiro, Metraton pode invocar poderes de todas as Castas de Anjos.
Maldade: Sua demanda o levou a loucura e a cometer atos que iam contra os ensinamentos do altíssimo.
Objetivo: Destronar os Arcanjos e criar sua Éden particular, afim de manter a raça humana sob o seu domínio. 
Porque está aqui: Metraton já é (com o perdão da palavra) foda apenas por ter desafiado a vontade dos Cinco Primogênitos. Como se não bastasse, escapou sozinho de sua prisão e criou um plano tão audacioso que mesmo os poderosos Arcanjos não tinham como detê-lo. E não para por ai. Suas ações são tão intensas e carregadas de um senso próprio de justiça que, em certo momento da trama, até cheguei a torcer por ele. Não para que seu plano desse certo, mas que as motivações que o levaram a fazer o que ele fez fossem realizadas. Metraton é o tipo de vilão que não aparece só para "fazer o mal", ele é o tipo de vilão no qual podemos tirar algum aprendizado de suas ações e por esse motivo, o primeiro anjo prova que as vezes, os vilões tem razão.


Dr. Louison - Assassino da Nata 



"Sobreviverás ao abismo de tua própria loucura?"

Livro: A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison (resenha)
Quem é: Antoine Frederico Louison, conhecido e renomado médico de Porto Alegre dos Amantes, além de pintor e ensaísta. Figura notória por onde passa, Louison colecionava admiradores por conta de seu porte elegante e fala refinada.  
Habilidades: Retórica implacável. Conhecimentos avançados em medicina, arte e literatura.
Maldade: Ficou conhecido com o "Assassino da Nata", após ser acusado de assassinar cinco membros da alta sociedade porto alegrense. 
Objetivo: Seus objetivos são obscuros e incertos até mesmo para os amigos que conviviam com ele, mesmo depois de preso e encarcerado no aliso São Pedro para Psicóticos e Histéricas, ninguém conseguiu descobrir suas motivações. O que leva o leitor a ter de ler o livro para descobrir :)
Porque está aqui: Outrora um homem respeitado e admirado, foi um choque para a sociedade que ele fosse o tal assassino. Não bastasse isso, sua mente brilhante foi capaz de bolar um plano tão mirabolante que só foi descoberto por puro acaso do destino e pela sede de justiça um homem persistente. E por fim, Dr. Louison veio para provar que o conceito de bem e mal e certo e errado depende muito do ponto de vista de cada um.

O Exterminador - Ciborgue da Skynet



"I'II be Back"

Livro: O Exterminador do Futuro (resenha
Quem é: Cyberdyne Systems Model 101 - 800 Series Terminator é um ciborgue (androide cujo esqueleto é recoberto por tecido vivo) com inteligência artificial, criado pela Skynet. 
Habilidades: Por ser uma máquina, o Exterminador não sente dor, remorso, culpa, ou qualquer outro sentimento, além de não sofrer privações como respirar, comer ou dormir. Graças a seu banco de dados interno, é perito em armas, sabe pilotar veículos. O "modo busca" localizado onde estariam os olhos de uma pessoa comum são capazes de identificar praticamente qualquer pessoa em fração de segundos, além de ter visão infravermelha e de quebra, ainda consegue imitar vozes com perfeição.
Maldade: Exterminou (quase) todo mundo que ficou em seu caminho. 
Objetivo: Matar Sarah Connor.
Porque está aqui: O Exterminador foi concebido para ser uma máquina perfeita de matar. Com um objetivo claro em sua memória, passa por cima de tudo e todos como uma locomotiva sem freio. Quase invencível, está aqui por ser um vilão (quase) perfeito. Fora que, mesmo que não fosse um ciborgue implacável, sua figura já impunha medo e respeito por onde passa. Afinal, quem é o louco que encararia o brucutu do Schwarzenegger?


Albert Wesker - Capitão dos S.T.A.R.S



"Eu ESTOU no controle, posso lidar com tudo o que acontece aqui!"

Livro: Resident Evil - A Conspiração Umbrella (resenha)
Quem é: Capitão dos S.T.A.R.S e membro da folha de pagamento da Umbrella.
Habilidades: Perito em armas, artes marciais, espionagem e pesquisas biológicas. 
Maldade: Mandou sua equipe para morrer na mansão Spencer e matou um colega a sangue frio.
Objetivo: Obter informações sobre as pesquisas da Umbrella para fins próprios. 
Porque está aqui: Devido a sua ambição e sede de poder, Wesker não mediu esforços para concretizar seus planos. Além de ter enviado sua própria equipe para morrer, matou Enrico a sangue frio antes que ele revelasse aos outros membros do S.T.A.R.S que havia um traidor no grupo e mesmo quando achavam que ele já estava morto... supresa! Ele voltou e passou a ser uma pedra no sapato dos heróis da série. 


Jezebel - A Senhora dos Mortos



"TODOS... NÃO... PASSAM... DE... GADO!"

Livro: A Senhora dos Mortos (resenha)
Quem é: Irmã de Isabel, foi morta por infectados e reanimada logo depois. Graças aos seus poderes explicados no segundo livro, Jezebel voltou com habilidades ainda mais sobre-humanas e a capacidade de comandar os outros zumbis, ficando conhecida como "A Senhora dos Mortos".
Habilidades: Controlar os mortos, telecinesia e telepatia. 
Maldade: Destruiu tudo o que estava em seu caminho, matando tanto adversários como inocentes. Nem crianças foram poupadas de sua ira.
Objetivo: Matar Ivan e todos ao redor dele. 
Porque está aqui: Jezebel provou ser uma vilã de calibre por seus feitos surreais. Seus poderes telecinéticos eram tão fenomenais que praticamente nada conseguia ficar entre ela e seu objetivo. Sua capacidade de controlar os mortos a fez criar um exército avassalador de Mortos-Vivos. Vários personagens queridos pelos leitores caíram  perante as forças da Senhora dos Mortos. E convenhamos, tem livro inteirinho (com a cara dela estampada na capa) da saga dedicado a sua malveza, precisa de mais?



É isso ai, leitores. Essa é a nossa lista. Gostaram? Conhecem algum dos personagens acima? Nós deem sua opinião nos comentários ;)


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30/12/2015

Top 5 Personagens Femininos - 2015




Olá, leitores da Academia! Estamos muito perto da virada do ano e resolvemos relembrar as diversas obras que passaram pelo nosso blog. Criamos com base nessa pequena retrospectiva algumas listas do que teve de interessante, épico e emocionante nas páginas dos livros que lemos e resenhamos aqui. Fizemos um "Top 5 Leituras Nacionais""Top 5 Leituras Estrangeiras" e o "Top 5 Personagens Masculinos". Hoje, apresentaremos a vocês nossa lista das cinco personagens femininas da literatura em 2015. Como muitos sabem, esse foi o ano das heroínas! Tivemos nossa queria Ren, em Star Wars; Jéssica Jones; Katniss, em Jogos Vorazes; a Imperatriz Furiosa, em Mad Max; e muitas outras. A lista abaixo não tem uma ordem de preferência ou numeração. Essa é uma lista pessoal e criada com base em nossas experiências com nossas leituras de 2015 e apenas as obras resenhadas foram levadas em conta nas escolhas. :)

Esperamos que nossos leitores possam se identificar com alguma dessas guerreiras e quem sabe, sugerir suas próprias nos comentários ;)

Juliette - Xerife do Silo



Não tema. Não tema. Não tema.

Livro: Silo (resenha)
Quem é: Mecânica dos níveis inferiores do Silo. Por intermédio da prefeita, acaba virando a Xerife da comunidade.  
Habilidades: Tem muita facilidade em lidar com maquinários e sabe concertar diversos equipamentos, além de ser muito carismática entre seus colegas. 
O que ela fez: Desafiou as regras ditatoriais do Silo, desencadeando uma espécie de guerra civil dentro da comunidade.
Objetivo: Descobrir a verdade por trás do Silo e mostrar a todos que nada é o que aparenta ser. 
Porque está aqui: Juliette é uma mulher determinada e de personalidade muito forte. Através de suas ações, os eventos se desencadeiam em Silo e por ela estar no epicentro de tudo, aguentando as piores provações que muitos falharam antes dela, considero Julliette como uma das mulheres mais forte dos livros que eu li esse ano. 


Kaira - A Centelha Divina



"Todo mundo traça os seus limites e faz as suas escolhas. É disso que a vida é feita, Ukakin, de escolhas."

Livro: Trilogia "Filhos do Éden": Herdeiros de Atlântida; Anjos da Morte; e Paraíso Perdido.
Quem é: Anjo da casta dos Ishins que não se lembra do seu passado graças a intervenção de seus inimigos. É a personagem principal e a escolhida para derrotar o primeiro dos anjos. 
Habilidades: Como controladora do elemento fogo, Kaira pode disparar rajadas de fogo de diversos tipos, além de ser capaz de sugar a energia de outros seres e canalizar em golpes referentes a energia utilizada pelo individuo. 
O que ela fez: Derrotou diversos inimigos poderosos pelo caminho, nunca desistiu dos amigos e mais de uma vez trocou a missão pela segurança de seus comandados. 
Objetivo: Cumprir a missão imposta por Gabriel de derrotar o primeiro anjo.
Porque está aqui: Ela esta nessa lista porque, após se descobrir como um anjo, sua vida, na qual ela acreditava ser apenas uma humana mudou completamente. Ela encarou desafios que celestiais normais teriam perecido e com sua coragem e sua força de vontade, sempre levava seu coro de anjos a vitórias praticamente impossíveis. Seus feitos são notórios e até mesmo o Mestre do Fogo, Gabriel, depositava toda a sua fé nela na empreitada que a levaria a enfrentar o primeiro anjo. Vital para a conclusão da trilogia de Spohr, Kaira foi para muitos fãs uma verdadeira heroína que luta pelos seus ideias sem nunca desistir de tentar. E é exatamente isso que ela ensina: não importa quais sejam as adversidades, sempre tem um jeito. Nunca podemos desistir.


Jéssica - Caçadora de Vampiros 



Então, onde foi mesmo que coloquei a minha estaca? Obrigada por facilitar meu trabalho, Zack. Quero te matar com requintes de crueldade, arrancar sua cabeça e pôr na minha sala para decorá-la. E com uma maçã na boca.

Livro: A Caçadora: Sorriso de Vampiro (resenha) e A Caçadora: Sussurro das Sombras (resenha)
Quem é: Filha de caçadores de vampiros, Jéssica, no "auge" dos seus 29 anos, descobre sobre a identidade secreta de seus pais e é enviada pelo Conselho para caçar vampiros. 
Habilidades: Se meter em encrencas (encrencas em dobro, eu diria).
O que ela fez: Nada. Ela... bom... tentou matar Zack, um vampiro, mas falhou miseravelmente várias vezes e acabou se apaixonando por quem devia matar.
Objetivo: Matar Zack ou levar ele para o altar, vai depender do humor dela. 
Porque está aqui: Jéssica merece estar no top cinco pelo fato de que ela sobreviveu ao vampiro mais poderoso que a mente da autora Vivianne Fair poderia criar... Pera, quem eu to enganado? Ela está nessa lista porque ela não consegue matar um vampirinho sequer, mesmo que este estivesse, sei lá, oferecendo o peito para ela meter uma estaca. E isso a torna uma personagem única (excêntrica, como diz a ficha dela), pois ela falha em sua principal demanda e mesmo assim não ficamos indignados ou com raiva. Ficamos felizes, pois o chove não molha de Jéssica e Zack é engraçado demais para terminar com uma estaca no peito e purpurinas ao ar... Vivi, seus vampiros viram purpurina? xD


Jéssica Trent - A mulher atemporal




''No meu dicionário, romance não é um sentimento piegas e pegajoso - disse ela. - É algo picante, temperado com entusiamo e uma boa dose de cinismo.'' 

Livro: O Príncipe dos Canalhas (resenha)
Quem é: Jessica Trent. As atitudes da jovem não condiz com os costumes da época em que vive e ela utiliza a agilidade e inteligência para se manter independente.
Habilidades: Extremamente inteligente, Jessica possui um vocabulário rico em armadilhas para defender a honra, a família e conseguir o que quer.
O que ela fez: Contrariando a sociedade, a personagem – que vive no século XIX – nunca quis se casar e não havia se entregado ao desejo até conhecer Sebastian. Depois de cair num golpe, Jessica trama a vingança que rende muitos suspiros e surpresas.
Objetivo: Seduzir Sebastian para conquistar poder e segurança.
Porque está aqui: Definitivamente Jessica é uma mulher diferente de suas contemporâneas. Com muitos joguinhos e sagacidade, ela sempre consegue o que quer. A independência e superioridade da personagem é o que a destaca das outras. Ela tem o meu carinho especial porque foi a primeira “mocinha” de Romances de Época que eu conheci e, certamente, foi o que fisgou a minha admiração.



Stealth - Líder do "Monte"



"O Surto não será contido. É tarde demais. O mundo, como nós o conhecemos, acabou."

Livro: Ex-Heróis (resenha)
Quem é: Adotando um codinome de heroína, ninguém jamais viu o rosto de Stealth e os que sabiam seu nome morreram no Apocalipse Zumbi. 
Habilidades: Seus poderes ainda são uma incógnita para muitos, pois raramente ela entra em combate direto, mas sabe-se de seu passado que: no ensino médio ela venceu 3 concursos de beleza consecutivos, vários recordes no atletismo, e até mesmo levantamento de peso. Doutorado em bioquímica e biologia, com estudos em psicologia, antropologia  engenharia estrutural. Habilidosa no manuseio de armas de fogo, perita em parkour e líder nata. Até mesmo Might Dragon, capaz de voar e expelir fogo pela boca tem receio de bater de frente com ela. Resumindo: Ela é o batman com muitas curvas sensuais rs
O que ela fez: Lidera um grupo de sobreviventes e alguns heróis. Mesmo sendo mais fraca que alguns (como Zzzap e Might Dragon), Stealth consegue se impor graças a sua inteligência sobre-humana e seu forte senso de liderança. 
Objetivo: Manter o refúgio (batizado de "o Monte")
Porque está aqui: A história de Stealth é recheado de passagens onde as pessoas a avaliavam pelo corpo sensual e não pelo que ela era capaz de fazer. Ao invés de se render a opinião pública (vire modelo e deixe esse negócio de pesquisadora de lado), Stealth tentou arduamente ser reconhecida por suas habilidades e não por suas curvas. Quando os primeiros infectados apareceram, ela se juntou a outros heróis na tentativa de conter a infestação e quando o mundo caiu, criou o refúgio e passou a liderá-lo. Ninguém dentro dos muros viu seu rosto, o que a torna ainda mais misteriosa. 



É isso ai, leitores. Essa é a nossa lista. Gostaram? Conhecem alguma das personagens acima? Nós deem sua opinião nos comentários ;)


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Top 5 Personagens Masculinos - 2015





Olá, leitores da Academia! Estamos muito perto da virada do ano e resolvemos relembrar as diversas obras que passaram pelo nosso blog. Criamos com base nessa pequena retrospectiva algumas listas do que teve de interessante, épico e emocionante nas páginas dos livros que lemos e resenhamos aqui. Fizemos um "Top 5 leituras Nacionais" e o "Top 5 leituras Internacionais". Hoje, apresentaremos a vocês nossa lista das cinco personagens masculinos da literatura em 2015. A lista abaixo não tem uma ordem de preferência ou numeração. Essa é uma lista pessoal e criada com base em nossas experiências com nossas leituras de 2015 e apenas as obras resenhadas foram levadas em conta nas escolhas. :)

Ruff Ghanor - O garoto cabra



"Você disse que queria aprender a matar. Só tem que saber que são eles ou você. Ou você mata ou você morre."

Livro: A Lenda de Ruff Ghanor (resenha)
Quem é: O garoto que foi achado por acólitos que procuravam uma cabra (daí seu apelido). De passado desconhecido, mas com poderes extraordinários, Ruff aos poucos descobre ser descendente de uma linhagem poderosa de Reis. 
Habilidades: Adaptação. Ruff aprende as coisas rápido e em pouco tempo de treinamento vira um hábil guerreiro e forjador. Além disso, pode invocar o poder do terremoto. 
O que ele fez: Logo no início da obra, lutou contra três monstros semelhantes a lagartos gigantes (tendo apenas 7 ou 8 anos) e gerou um terremoto ao socar o chão. Aprendeu as artes da forja e se tornou o melhor ferreiro do mundo. 
Objetivo: Derrotar o dragão Zamir.
Porque está aqui: O interessante do personagem é que o leitor pode acompanhar toda a sua trajetória. Ele não é um "herói pronto", no sentido de já ser apresentado como um guerreiro que pode fazer milagres. Ele apareceu como uma criança e por mais que tivesse poderes, ainda assim é um menino com dúvidas, questionamentos e certa inocência sobre o mundo. E acompanhar seu crescimento fez com que eu me afeiçoasse ainda mais a ele e torcesse para que pudesse superar os desafios da vida. E como se já não fosse o suficiente, Ruff tem uma personalidade impulsiva e grande apego pelos amigos, algo que me faz lembrar muitas vezes de mim mesmo.  

Denyel - O Anjo Exilado 



"Tente tirar essa palavra da boca, 'impossível'. Nada é impossível. Depois de tudo que já viu, não sei como continua a usá-la"

Livro: Filhos do Éden: Paraíso Perdido (resenha).
Quem é: Denyel, da casta dos Querubins, os anjos guerreiros. Foi designado por Sólon: O Primeiro dos Sete a acompanhar as guerras terrenas. Anjo exilado, já foi capitão dos aesires em Asgard.
Habilidades: Além de suas habilidades de casta, Denyel é um trapaceiro de primeira e um ótimo ator. Por participar de todas as guerras terrenas do século XX, Denyel conhece muitas estrategias militares, que combinadas com suas habilidades de casta, o tornam um guerreiro singular. 
O que ele fez: Além de participar das guerras terrenas, Denyel conseguiu conquistar seu lugar entre os Asgardianos e abriu mão disso para ajudar seus amigos. Suas ações nos livros anteriores foram vitais para a conclusão do terceiro e último volume da série. 
Objetivo: Ajudar Kaira em sua missão.
Porque está aqui: Denyel é sem sombra de dúvidas meu personagem preferido no universo de Spohr. Por estar tão próximo dos humanos, acabou por adquirir uma personalidade única que destoava e muito de sua casta. Enquanto os querubins são típicos ordeiros, Denyel é um tanto despojado e diria até que "livre" dos códigos de conduta que fazem os guerreiros serem mais sisudos e muitas vezes enfadonhos. Ele conheceu e vivenciou na própria pele os medos, os amores, as angustias, os conflitos, as dores, as escolhas com os quais a raça humana tem de lidar todos os dias... E isso acaba fazendo dele "um de nós". Esta nessa lista, pois é através dele que Spohr ensina que nossas escolhas são o combustível que nos move e que elas sempre vão gerar alguma consequência, seja ela boa ou ruim. E que mesmo no fundo do poço, sempre podemos voltar e fazer o que é certo. 


Ivan - Líder dos Sobreviventes 



"Muito bem, senhores, é isso aí. A gente se encontra no inferno."

Livro: A Senhora dos Mortos (resenha)
Quem é: Líder do grupo de sobreviventes do Condomínio Colinas.
Habilidades: Líder nato, bom atirador e possui treinamento militar.
O que ele fez: Reuniu um exército para tentar deter a Senhora dos Mortos.
Objetivo: Derrotar Jezebel e proteger sua família e amigos.
Porque está aqui: Ivan além de ser um líder nato, é um pai super atencioso com seus filhos (tanto que adotou oito) e um marido exemplar. Esta aqui, pois vimos no decorrer da trama que o poder estava lhe subindo a cabeça e quando uma decisão custou a vida de muitos de seus comandados, ele soube reconhecer o erro e voltou para tentar remediar a terrível situação no qual os sobreviventes se encontravam, ganhando de vez minha simpatia.


Zack - O Vampiro 



"Jessi é minha safadinha. Não gosto quando outros vêm dar em cima dela"

Livro: A Caçadora: Sorriso de Vampiro (resenha) e A Caçadora: Sussurro das Sombras (resenha)
Quem é: Simplesmente o vampiro mais poderoso que se tem notícia (e, de acordo com as fãs, o mais bonito). Tão temido que o Conselho de Caçadores foi criado com o propósito de exterminá-lo.
Habilidades: Super-força, velocidade sobre humana, sentidos apurados, imortalidade e língua afiada.
O que ele fez: Zack é o mais antigo vampiro do mundo e por consequência, o mestre dos vampiros. Só isso já seria o suficiente para colocá-lo nessa lista, mas a "cereja do bolo" é que Zack renegou tudo para levar uma vida pacata... ao menos até a chegada de Jéssica. 
Objetivo: Proteger Jéssica (até de si mesmo).
Porque está aqui: Sarcástico e metido, é da boca dele que saem as melhores tiradas do livro. Certo que toda aquela melosidade com a Jéssica vez em quando enche a paciência, mas o vampiro sabe como se aproveitar de todas essas situações para tirar ainda mais sarro de sua caçadora (e consequentemente, fazer o leitor rir). Muitas confusões que a caçadora se mete são por conta dele, então, digamos que não existiria a caçadora sem o seu caçado (óbvia constatação, mas não deixa de ser fato).  E deixar a Jéssica na friendzone foi épico, tenho de admitir. 


Frederick Darcy - O Político



"Foi tudo por você, minha Lizzie. Espero que saiba. Mesmo que não queira mais ser a minha Lizzie"

Livro: Primeiras Impressões (resenha)
Quem é: Frederick Darcy, o “mocinho” adaptado de Pride and Prejudice ultrapassa as barreiras para conquistar a sua amada. Por mais que pareça clichê (e talvez seja), a trama que envolve o personagem é daquelas que te fazem devorar muitas páginas em um prazo muito curto.
Habilidades: Inteligente, Frederick é um político nato. Ele queria seguir a carreira linguística, mas deixou seu sonho de lado para seguir a origem política da família; mas tudo muda quando ele conhece a brasileira Lizzie.
O que ele fez: O personagem recriado por LRDO seduz pela inteligência e timidez; é assim que a Lizzie (a mocinha independente e sonhadora) se apaixona por ele. Ele enfrentou as barreiras sentimentais, geográficas e sociais para ficar junto da sua amada.
Objetivo: Apesar de iniciar no caminho político, Frederick é capaz de deixar tudo para conseguir o amor de Lizzie.
Porque está aqui: O personagem alcança a abnegação deixando o orgulho e a pressão social de lado para, finalmente, seguir o coração.



É isso ai, leitores. Essa é a nossa lista. Gostaram? Conhecem algum dos personagens acima? Nós deem sua opinião nos comentários ;)

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29/12/2015

RESENHA - Filhos do Éden: Paraíso Perdido (Eduardo Spohr)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: SPOHR, Eduardo. Filhos do Éden: Paraíso Perdido. 1ª edição. Campinas, Verus Editora, 2015. 556 páginas.
Gênero: Fantasia.
Temas: Anjos, demônios, deuses, mitologias.
Categoria: Literatura Nacional.
Ano de lançamento: 2015.
Série: Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida (Livro 1); Filhos do Éden: Anjos da Morte (Livro 2); Filhos do Éden: Paraíso Perdido (Livro 3).












“Kaira estava mentalmente preparada para morrer. Em determinado ponto da vida, tivera medo da morte, talvez durante o tempo em que pensara ser humana, porém quanto mais convivia com Urakin e Denyel, e sobretudo após os eventos nas ruínas atlânticas, mas se acostumava com a ideia de que cada dia deve ser encarado como se fosse o último, e isso não vale apenas para os soldados. Era por conta desse pensamento que muitos querubins – e Denyel era um exemplo clássico – praticavam desapego, para que estivessem completamente livres na ocasião de um combate, e prontos para enfrentar suas consequências. Já Kaira, sendo uma ishim, pensava de outra forma. Para ela, não era necessário esquecer ou se afastar dos amigos. São os companheiros fiéis que dão sentido à nossa existência, que nos tornam praticamente invencíveis e nos fazem lutar até o esgotar de nossas forças. No fim, ganha ou perder não faz muita diferença, o que importa é como você trava essa briga”
*Filhos do Éden: Paraíso Perdido (pág. 60).

                Metatron.
                O Rei dos Homens sobre a Terra. O primeiro anjo.
            O nome esquecido, que muitos julgavam uma lenda perdida, volta a ameaçar a hegemonia dos poderosos arcanjos.
             Há muito tempo, os Sentinelas, guardiões da Terra, se opuseram a destruição promovida pelos arcanjos, que ameaçava a existência da humanidade. Perseguidos como criminosos, seu líder foi preso e depois de muitos séculos, ao fugir de seu cárcere, finalmente seu plano secreto entrou em ação. Corria o boato de que ele enlouquecera, pois seu plano, de algum modo, poderia fazê-lo retomar seu santuário perdido e o firmaria como único e soberano deus sobre o mundo. Para impedi-lo, uma trégua foi estabelecida nos sete céus e heróis foram convocados para tentar pará-lo. Antes da grande batalha do Armagedon, antes do fim do Sétimo Dia, Arcanjos e Sentinelas vão se enfrentar pela última vez.
                O prêmio dessa terrível batalha é o domínio sobre a terra.
               Paraíso Perdido, terceiro e último volume da série Filhos do Éden, do autor Eduardo Spohr, traz à tona a caçada a Metatron, o anjo que desafiou abertamente os poderosos arcanjos e colocou em prática seu plano que ameaça a soberania dos gigantes sobre a Terra, a fim de recriar, a sua maneira, o Paraíso Perdido.
           Eu peço, de antemão, desculpas aos nossos leitores, pois por mais que eu tente, não conseguirei passar aqui todas as sensações e emoções que vivi lendo a obra de Spohr. Acompanho seu trabalho desde 2010, quando o livro "A Batalha do Apocalipse" foi relançado pela editora Verus. Naquela época, eu tinha esse livro como uma das melhores obras nacionais de fantasia que eu li na vida. Porém, muito por ser sua obra de estreia, sentia que "poderia ter sido mais" e muitas pontas soltas haviam ficado sem respostas e como o livro é uma história fechada, ficou aquele sentimento de "esta faltando alguma coisa". Felizmente, veio o anúncio de "Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida" e com ele a confirmação de uma trilogia na qual o autor voltaria a explorar o vasto cenário criado, já que o desfecho de tudo já havia sido contado. Novos heróis, novas paragens, novos inimigos, novas batalhas e antigas perguntas até então sem respostas vieram à tona para tudo ser esclarecido de uma vez por todas nessa obra que resenho para vocês.
           O livro é dividido em três grandes partes. Na primeira parte, depois dos eventos do livro "Anjos da Morte", Kaira reencontra Denyel e descobre que o anjo exilado tinha se adaptado bem (até bem demais) nas terras Asgardianas. O plano da Ishim era usar a lendária ponte Bifrost para retornar ao mundo físico, porém, Denyel joga um balde de água fria ao contar o que aconteceu em Asgard no decorrer dos séculos (sim, séculos) que ele viveu por lá. Bifrost estava sob o controle de um terrível inimigo e cabia a eles encontrar uma solução para o problema.

"- Eu não posso voltar, Faísca. Estou preso aqui. – Ele a encarou, e em seguida Urakin. – E agora vocês também estão."
*Filhos do Éden: Paraíso Perdido (pág. 50).

Arte conceitual da legendária ponte Bifrost

No passado, Ablon, a mando de Miguel, começou sua caçada ao sentinela Metatron. Muito diferente daquele Ablon visto em "A Batalha do Apocalipse", numa época anterior ao Dilúvio (35 mil anos A.C.), ele era conhecido como "Vingador" e servia cegamente as ordens dos Primogênitos como um verdadeiro arauto dos céus. Nesse período, Ablon pouco sabia sobre a humanidade e podemos acompanhar a fagulha do símbolo que ele se tornaria no futuro e também saber como alguns laços de amizade apresentados em ABdA foram criados, como sua amizade com Orion, sua relação com Ishtar e seu primeiro encontro com Nathanael.

– Sente-se – Orion acomodou-se em um dos lados da mesa e convidou o celeste a acompanhá-lo. – Coma quanto quiser.
– Obrigado – o general agradeceu. – Obrigado, majestade. Mas não estou com fome.
– Me chame de Orion – ele pediu. – Toda a gente de Atlântida me trata por títulos solenes, o que é necessário quando se governa um país. Mas você não é meu súdito, é meu colega. Há muito anseio ter alguém com quem conversar mais abertamente sobre as questões do paraíso. E, embora não sejamos da mesma casta, pertencemos à mesma espécie, "o povo alado", como me refiro à nossa raça quando converso com meus sacerdotes. – E reforçou o convite: – Sinta-se em casa e aprecie este almoço. É assim que os terrenos confraternizam, e você veio a mim para conhecê-los, não foi?
*Filhos do Éden: Paraíso Perdido (pág. 201).

             Na terceira parte, as histórias começam a se intercalar e finalmente podemos entender como as pontas soltas deixadas pelo autor nas obras anteriores se conectam. Sobretudo nos eventos que culminaram na batalha final, descrita em "A Batalha do Apocalipse". Tudo isso nos faz perceber o porquê do autor ter despendido tanto tempo na escrita dos livros, já que eram muitas as perguntas que os leitores tinham a respeito de como a trilogia se conectaria com a primeira obra e o porquê de certas coisas terem acontecido na mesma. Infelizmente, qualquer coisa que eu diga a respeito disso, será um spoiler, então, vou deixar o entendimento para quem for ler as obras.
                Em todos os livros, algum personagem, ou mesmo o narrador cita as "Guerras Etéreas", que foram as campanhas militares organizadas por Miguel para liquidar com as "falsas religiões". A presença dos deuses etéreos (ao menos para mim) fizeram falta nos volumes anteriores. Alguns eram mencionados, outros fizeram parte da narrativa em algum momento, mas nada tão importante para os rumos da história em si. Meus anseios foram atendidos nesse livro, pois como em nenhum outro antes, as entidades etéreas estão presentes com força na obra e alteraram muitas vezes o curso da história. A começar pelas lendas nórdicas, que tomam toda a primeira parte da narrativa. Estão presentes também seres descritos na mitologia grega; o mito em torno da cidade perdida de Atlântida; as grandes civilizações antediluvianas; os seres feéricos que povoaram o imaginário dos europeus na idade média; entre outros.

Asgard. Ao fundo o palácio do Valhalla ao fundo. Arte exclusiva de Andrés Ramos.

O autor volta a usar nesse volume as narrativas fantásticas que o tornaram famoso. Bebendo de inspirações que, imagino eu, vão de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu-yu-Hakusho e tantos outros animes com suas cenas de combates que desafiam qualquer lógica da realidade na qual vivemos. São essas narrativas que dão à obra o tom épico no qual muitos leitores de fantasia se identificam. As histórias de homens e mulheres capazes de fazer coisas inimagináveis como soltar fogo pelas mãos, voar, levitar objetos com a mente, destruir rochas com os punhos e até mesmo, para os mais "apelões", destruir cidades inteiras, manipular o tempo e espaço, cortar átomos e tudo o mais que podemos imaginar como "impossível".

Num derradeiro segundo, Metatron juntou os pulsos para se defender, mas nem isso o preservou. No momento em que o general o atingiu, o planeta tremeu numa reação cataclísmica. Por um breve instante, o impossível aconteceu.
O universo congelou.
Por um instante. Só um. Muito breve.
Seguidamente, um estouro.
Supremo. Extraordinário. Colossal.
O impacto desmantelou partículas, moléculas e átomos em um raio desmedido e lançou o primeiro Anjo nada menos que duzentos quilômetros através da chapada, desenhando uma trilha de fogo que por três dias seria vista do espaço.
Finalmente, o silêncio.
O vento. A noite.
E o frio.
O frio.
*Filhos do Éden: Paraíso Perdido (pág. 492).


É mais ou menos assim que imagino a luta dos dois
E por fim, como não falar dos aprendizados. Os anjos são seres que, em teoria, são superiores à raça humana, no entanto, quanto mais eles permaneciam na Terra, mais eles aprendiam sobre a vida. E essa foi a forma que o autor encontrou para passar aos leitores importantes lições que podem ser facilmente aplicadas ao mundo real. Amor, amizade, carinho, respeito, lealdade, admiração, dor, raiva, medo, perdas, morte, nossas escolhas... As vivências dos personagens são tão fortes que vez ou outra o leitor acaba por se identificar com elas. E esse é, na minha opinião, o grande trunfo do universo criado pelo autor. As escolhas, essas narradas em suas obras, poderiam muito bem serem as nossas escolhas.

"Sob outra óptica, Denyel queria ter mais tempo de vida. 'Que merda, eu tinha tanta coisa para fazer', dissera-lhe um amigo nas trincheiras do Somme. 'Era o que eu mais temia', falara-lhe outro, numa cama de hospital. 'Quem dera eu pudesse continuar combatendo.' E eles estavam certos, à sua maneira. Quem não quer viver, no fim das contas? Somos soldados, divagou. Todos nós. Soldados. E a vida é uma guerra. Vencer ou perder não importa. O que vale é a luta."
*Filhos do Éden: Paraíso Perdido (pág. 363).

              Eu não tenho nenhuma crítica em relação ao livro. Eu só tenho a agradecer ao autor por ter criado uma serie tão sensacional. Tudo o que nós, leitores e fãs passamos desde o lançamento do primeiro livro até a última página de Paraíso Perdido valeram a pena. Essa talvez seja a resenha mais carregada de emoções que eu já escrevi desde que comecei a fazer críticas de obras literárias. E não a toa, pois ao terminar esse livro, um vazio enorme se fixou em mim. É ruim se despedir das pessoas que, mesmo que fictícias, trouxeram algo de importante para nossas vidas. Há alguns ganchos para histórias paralelas. Não são pontas soltas, mas promessas veladas de novas aventuras. Quem sabe em um futuro, vocês poderão ver aqui, leitores, mais uma crítica da obra de (na minha opinião) um dos maiores autores de fantasia do Brasil.
              A obra é narrada em terceira pessoa, com uma relação temporal truncada, mostrando as ações de Kaira e seus amigos no presente e as ações de Ablon no passado, com dois interlúdios para Metatron. O ritmo da narrativa pode ser um tanto penoso para alguns. Isso porque o autor usa muitos sinônimos e suas descrições de criaturas, cenários e lutas podem ser mais complicadas de se formar no imaginário para os leitores que não estão acostumados a ler fantasia. Sem falar nos nomes, principalmente na primeira parte. Para quem não conhece as lendas nórdicas, melhor preparar um caderninho de anotações, pois o autor explora com muita profundidade os vários mitos nórdicos. Os personagens estão excepcionais e mesmo aqueles "emprestados" de outras narrativas estão muito fieis àquilo que representam e até mesmo aqueles que pouco fizeram nos outros volumes (e que alguns talvez nem lembravam mais) tiveram sua parcela nesse último livro. A revisão está impecável, sem erros aparentes. A formatação está ótima, mas as letras são muito pequenas (provavelmente para caber mais em menos folhas) e isso pode atrapalhar um pouco, especialmente para quem lê no transporte público. No início do livro há um sumário, logo em seguida uma apresentação do autor, algumas informações básicas sobre os sete céus, os arcanjos e os personagens que são mencionados no livro. Ao final, um epílogo, um apêndice e a linha temporal do universo criado pelo autor. A capa é maravilhosa e chama atenção pelo cenário abandonado, adicionando mais profundidade ao título.
             Eduardo Spohr nasceu em junho de 1976, no Rio de Janeiro. Filho de um piloto de aviões e de uma comissária de bordo, teve a oportunidade de viajar pelo mundo, conhecendo culturas e povos diferentes. A paixão pela literatura e o fascínio pelo estudo da história o levaram a cursar comunicação social. Começou a trabalhar em agências de publicidade, mas acabou, gradualmente, migrando para o jornalismo. Formou-se pela PUC-Rio em 2001 e se especializou em mídias digitais. Trabalhou como repórter do Cadê Notícias, StarMedia e IG, como analista de conteúdo do IBest e depois como editor do portal Click21. Participante regular do NerdCast, o podcast do site Jovem Nerd, é consultor de roteiro e ministra o curso "Estrutura literária: a jornada do herói no cinema e na literatura", nas Faculdades Hélio Alonso (Facha), do Rio de Janeiro.
           Recomendo este livro primeiramente a todos os fãs do autor. Depois de todos esses anos, a conclusão de tudo irá satisfazer até mesmo aqueles que por um momento, lá no passado, duvidaram da capacidade dele de escrever um épico da fantasia. Leiam. Cada segundo valerá a pena. Para os amantes de uma boa fantasia, aqui está uma obra que faz jus a capacidade que todos temos de imaginar, de sonhar e quem sabe, se aventurar (não é mesmo, RPGistas?). Aos fãs de mitologias. Nessas páginas, como em nenhum outro volume, vocês terão o prazer de viajar nas histórias dos heróis nórdicos, das tragédias gregas, dos mitos atlânticos, dos períodos antediluvianos, da própria feitura do cosmo. E por fim, aos que acreditam no potencial da literatura nacional, Eduardo Spohr entrega o que há de melhor no atual momento que vive a literatura brasileira.
Se me permitem, quero fechar essa resenha fazendo uma breve analogia: Eduardo Spohr, no princípio dos tempos, foi um guerreiro. De espada e escudo em mãos, foi derrotando os inimigos até chegar ao desafio final. Após uma feroz batalha, Spohr triunfará e finalmente pode dividir os espólios daquela peleja com seus leitores e “A Batalha do Apocalipse” nasceu. Depois, já bem treinado e aventurado, um campeão dos céus, ele nos apresenta “Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida”. Uma vez mais, o gigante venceu desafios e virou uma lenda entre os que escutavam e liam sobre seus feitos. De todos esses prélios nasceu “Filhos do Éden: Anjos da Morte”. E, ao final do sétimo dia, pouco antes das sete trombetas irromperem no Armagedon, Eduardo ascendeu à deidade e disso nasceu “Filhos do Éden: Paraíso Perdido”, imortalizando assim, sua sublime criação no coração dos leitores.
             Obrigado, Spohr.


"Garota, entenda o seguinte: quando você está em uma jornada e o objetivo vai ficando mais próximo, você percebe que o verdadeiro objetivo é a jornada."
*Filhos do Éden: Paraíso Perdido (pág. 504).


Bibliografia de EDUARDO SPOHR (ordem cronológica):

Livros:
  • A Batalha do Apocalipse – Nerd Books (2009); relançado pela Verus Editora (2010).
  • Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida - Verus Editora (2011).
  • Filhos do Éden: Anjos da Morte - Verus Editora Editora (2013).
  • Filhos do Éden: Paraíso Perdido - Verus Editora Editora (2015).
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28/12/2015

Top 5 Leituras Estrangeiras de 2015





Olá, leitores! O ano está acabando e com ele vem as reflexões do que fizemos ao longo do ano e claro, os preparativos para as festas! Hoje, faremos uma retrospectiva das obras que passaram pelas nossas mãos em 2015. Fizemos muitas resenhas de livros bons e de livros não tão bons assim e neste post, vamos destacar as cinco melhores obras nacionais que a equipe da Academia resenhou aqui no blog. Já fizemos um "Top 5 Leituras Nacionais", que vocês podem conferir aqui.

Obs: Importante deixar claro que essa é uma opinião pessoal nossa. Não usamos nenhum critério técnico e muito menos estamos desmerecendo as outras obras aqui resenhadas, apenas vamos comentar a respeito daquelas que de alguma forma, chegaram mais fundo em nosso subconsciente.

Esperamos de coração que alguma dessas obras chegue até você, leitor, e que vocês possam sentir as diversas emoções que sentimos ao ler as obras abaixo:



Jurassic Parkobra resenhada por Luciano Vellasco



O que falar dessa obra? Jurassic Park influenciou minha infância e, junto com o desenho infantil "Em busca do vale encantado", foi o responsável por eu pegar um gosto enorme por dinossauros (principalmente os carnívoros rsrs). Quando peguei esse livro para ler, me perguntava o que mais ele teria a oferecer, já que o filme era (e ainda é) excepcional. O fato é que se o filme pegou 20% do que está escrito nessa obra, foi muito. Descobri coisas que não eram mencionadas no filme (até mesmo coisas que eles usaram em Jurassic Park World) e coisas que foram exploradas de outra maneira no longa de Spilberg, porém, eu não acho que nesse caso, o livro é melhor que o filme. Acredito que cada um entrega ao público aquilo que prometeu. O livro com suas teorias e o filme com suas imagens. E por isso, se forem ler, vejam o filme logo em seguida. Bem-Vindos ao Parque dos Dinossauros.




O Exterminador do Futuroobra resenhada por Luciano Vellasco



Quando a DarkSide anunciou que estava trazendo para o Brasil a novelização desse clássico, eu quase tive um ataque cardíaco. Se bem que, ao menos uma vez a cada dois meses eu tenho um ataque cardíaco com a Dark... Esse livro é uma representação perfeita do filme e vai além. O universo é expandido de forma que podemos conhecer melhor a relação entre os personagens e principalmente, os momentos em que Connor lembra os perigos que já passou no futuro. Eu nem preciso falar da capa, né? Não foi nem necessário colocar o título. O T-800 fala por si só. Essa obra foi uma das mais fieis ao filme que eu li esse ano.



Siloobra resenhada por Luciano Vellasco



Na época que eu descobri a existência de Silo, estava redescobrindo os livros pós-apocalípticos. Estava lendo muita fantasia e queria mudar um pouco de ares. Pela sinopse, a obra me fisgou e parecia ser promissora. Eu não estava louco para ler, apenas queria matar a curiosidade sobre o enredo, mas quando comecei a leitura... Essa foi uma obra que me jogou num buraco tão fundo quanto o cavado para criar o Silo. Com uma ambientação sensacional, um enredo de tirar o sono e revelações bombásticas, Silo foi sem sombra de duvida uma baita surpresa e o melhor pós-apocalíptico que eu li no ano (sorry Exterminador, a Juliette me ganhou, sem ressentimentos). Torço para que qualquer dia desses, a obra de Hugh vire um seriado (filme não, seriado).





O Sangue de Cordeiro, obra resenhada por Helkem Araújo


Sou e sempre fui apaixonada por vampiros. Desde criancinha. Mas não apaixonada por vampiros do jeito que as adolescentes de hoje são apaixonadas pelas "criaturas" de "Crepúsculo". Gosto do mostro, o vampiro clássico, sedutor mas aterrorizante, cruel e mortal. Pois bem, O sangue do cordeiro traz uma versão interessante do monstro. Aqui os vampiros podem sim andar ao sol. mas precisam se proteger muito e, o mais importante, não brilham. Aqui eles se autointitulam noantri, vivem em sociedade com regras rígidas e fizeram um pacto com a Igreja Católica. Um pacto que por si só é um segredo chocante demais para  ser revelado. E o documento que sela esse pacto, a Corcordata, está desaparecido e alguém que diz conhecer sua localização, ameça revela-lo ao mundo. Vampiros, um segredo obscuro do Vaticano, uma caçada alucinada, monumentos arquitetônicos de tirar o folego. São esses os ingredientes que fazem desse livro, claramente inspirado no best seller "O Código Da Vinci", uma leitura extremamente empolgante. E as revelações bombásticas do final fecham o livro com chave de ouro.


Memórias de uma Gueixa, obra resenhada por Helkem Araújo



Outra de minhas paixões de infância é o Japão, país que sempre admirei tanto quanto admirei e continuo admirando o Antigo Egito (ok, confesso que tenho uma queda enorme por culturas e coisas exóticas). Então, essa obra representou uma oportunidade excepcional de conhecer um pouco mais a singular cultura japonesa. E poucas são as coisas mais singulares na Terra do Sol Nascente que a milenar tradição das gueixas. Memórias de uma gueixa é um livro lindo, narrado de forma tão singela que quase te faz acreditar tratar-se de uma biografia. Mas não é. Arthur Golden, o autor, conseguiu dar voz a sua protagonista-narradora, tornando-a tão crível que parece que ela está ali sentada ao nosso lado contando sua curiosa vida. E como é peculiar a vida de uma gueixa. São tantos os treinamentos; tantos os detalhes; tantos os rituais, as cerimônias e as superstições; e tantos os cuidados com a aparência. Mas no fundo elas são mulheres arrancadas de seus lares ainda criança, treinadas na arte da beleza, do entretenimento e da servidão. Em resumo, é uma obra linda e uma história de encher os olhos de encantamento, surpresa e compaixão.


***

É isso ai, leitores. Essa é a nossa lista. Gostaram? Conhecem algum dos personagens acima? Nós deem sua opinião nos comentários ;)


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27/12/2015

Top 5 leituras Nacionais de 2015


Olá, leitores! O ano está acabando e com ele vem as reflexões do que fizemos ao longo do ano e claro, os preparativos para as festas! Hoje, faremos uma retrospectiva das obras que passaram pelas nossas mãos em 2015. Fizemos muitas resenhas de livros bons e de livros não tão bons assim e neste post, vamos destacar as cinco melhores obras nacionais que a equipe da Academia resenhou aqui no blog. 

Obs: Importante deixar claro que essa é uma opinião pessoal nossa. Não usamos nenhum critério técnico e muito menos estamos desmerecendo as outras obras aqui resenhadas, apenas vamos comentar a respeito daquelas que de alguma forma, chegaram mais fundo em nosso subconsciente.

Esperamos de coração que alguma dessas obras chegue até você, leitor, e que vocês possam sentir as diversas emoções que sentimos ao ler as obras abaixo:



A Lenda de Ruff Ghanor: O Garoto Cabra, obra resenhada por Luciano Vellasco


A Lenda de Ruff Ghanor é aquele tipo de livro que te pega com um ataque de oportunidade (RPGistas) e vira você do avesso. O livro não é só sensacional e maravilhoso. É uma verdadeira aula de como podemos (e devemos) apreciar e dar mais espaço para as obras de fantasia nacional no mercado editorial. Já afirmei várias vezes, e volto a afirmar que Leonel Caldela é um dos maiores autores de fantasia do país e Ruff Ghanor é mais uma prova concreta do que eu digo. Como alguns de vocês devem saber, a obra é uma história retirada de uma sessão de RPG feita em um NerdCast do Jovem Nerd. Se já é complicado para um autor trabalhar com suas próprias ideias, imagina ter de trabalhar com as ideias dos outros. Caldela não só deu forma e vida ao homem por trás da lenda, como entregou uma história instigante, cheia de mistérios, dor, perdas e ensinamentos que podemos facilmente trazer para a vida real. Eu recomendo a obra para todos os fãs de fantasia com todas as minhas forças e preces a São Arnaldo.




A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, obra resenhada por Luciano Vellasco


A obra de Enéias Tavares foi uma grata surpresa por vários motivos. Primeiro, pela ambientação Steampunk, que eu curto muito. Segundo, pela ousadia em inserir em sua obra personagens da nossa literatura clássica, que quase sempre afastam jovens leitores por uma série de motivos que não vem ao caso. E por fim, pelo autor trazer para si o estilo de vida proposto na obra, tanto em sua maneira de falar com as pessoas, como em suas vestimentas Steampunk. Tive a honra de conhecer melhor o autor e ver suas motivações por trás da obra e afirmo a todos os leitores que estão lendo isso que A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison é um livro que merece ser lido por todos, pois além de proporcionar uma leitura intensa, reflexiva e com muitas reviravoltas, nos permite dar mais uma chance de querer conhecer (ou voltar a ler) as obras dos grandes imortais da nossa literatura clássica que, como já dito, muitas vezes são deixados de lado pelos novos e jovens leitores. 





Filhos do Éden - Paraíso Perdido, obra resenhada por Luciano Vellasco


Eduardo Spohr fecha com chave de ouro a última parte da trilogia iniciada em "Herdeiros de Atlântida", um prelúdio que irá culminar nos eventos de "A Batalha do Apocalipse". Difícil comentar tudo que senti lendo esse livro, pois, foram tantas sensações, tantos aprendizados, tantas alegrias, tantos xingamentos, tantos momentos épicos, que foi complicado se despedir de Denyel, Kaira, Ablon e companhia. Depois de todos esses anos acompanhando suas aventuras, fiquei me perguntando ao ler a última página "e agora?". Poucas vezes tive essa sensação ao terminar um livro e posso dizer com toda a certeza do mundo que essa obra foi a melhor que eu li em 2015. Obrigado Spohr, por todos os ensinamentos, por todas as batalhas, por toda a atenção, carinho e dedicação para com essa obra fabulosa e obrigado por tudo o que elas trouxeram de bom para os leitores.


Obs: nossa resenha ainda não foi publicada, pois ainda não terminei de escrever (pois é, ta difícil falar desse épico da literatura nacional). Na terça-feira (29/12) iremos postar essa resenha e atualizar esse post :)

[ATUALIZADO]: Saiu a resenha \0/ Link: aqui



Primeiras Impressões, obra resenhada por Isadora Teixeira


A obra da Laís é um daqueles livros que te faz ficar vidrado e devorar inúmeras páginas em pouco tempo, acreditem, foi o que aconteceu comigo. A autora teve como inspiração o famosíssimo romance de Jane Austen, "Orgulho e Preconceito", e assumiu uma enorme responsabilidade de adaptá-lo do seu jeito. Uma missão cumprida, em minha opinião. A história de amor vivida entre os personagens principais, que originalmente eram do século XVIII, foi maravilhosamente ajustada à contemporaneidade, preservando ainda a magia dos romances de época. Sem falar nos cenários, que combinaram perfeitamente com a história: o paraíso de Búzios e o inverno estadunidense. Recomendo de coração a obra para todos que amam romances dramáticos e cheios de emoção, e, claro, aos fãs de Jane, pois estes não vão se decepcionar. 





Eu Destruí aquela vida, obra resenhada por Helkem Araújo


Sabe aquele livro que prende sua atenção do começo ao fim? Aquele impossível de largar enquanto você não chega de olhos arregalados à última página? Assim é Eu destruí aquela vida. Um casal de amigos descobriu esse livro não sei bem como, leram, amaram, falaram muito bem, fizeram propaganda mesmo. Esse mesmo casal de amigos me presenteou com esse livro no meu aniversário e quando eu finalmente comecei a ler... só posso dizer que eu ADOREI! É um livro com uma história simples e muito forte. O autor, tão jovem quando escreveu esta história, dá um show de maturidade e consistência de argumento e mostra logo de cara sua veia sádica. Porque, sim, meus caros leitores, essa é uma história muito sádica. O título já deixa uma evidência importantíssima quanto a isso e posso garantir que não haveria outro mais apropriado. Se for possível apontar um único ponto forte (porquê há muitos motivos para elogiar esse livro tão curto) é a perspicácia do autor em mostrar como é tênue a linha que separa a fé ardorosa do fanatismo desvairado e o quanto é frágil a sanidade de um homem.


É isso ai, leitores. Essa é a nossa lista. Gostaram? Conhecem algum dos livros acima? Nós deem sua opinião nos comentários ;)


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