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28/06/2016

RESENHA – Eu, Submissa (Jodi Ellen Malpas)

ATENÇÃO!
A obra resenhada apresenta cenas eróticas. Leitura não recomendada para menores de 18 anos.
Jodi Ellen Malpas
 Ficha técnica:
Referência bibliográfica: MALPAS, Jodi Ellen. Eu, Submissa – This Man. 1ª edição. São Paulo, Essência (selo da editora Planeta), 2014. 424 páginas. Tradução: Viviane Pires de Araújo.
Gênero: Erotismo
Temas: Romance, Bad Boy, Hot
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Inglesa
Ano de lançamento: 2013 na Inglaterra e 2014 no Brasil
Série: O Amante (Livro 1); Eu, Submissa (Livro 2); Desculpa, Eu Te Amo (Livro 3)









 “Eu amo esse homem, em toda a sua perfeição e em cada um dos seus traços complicados e irracionais. Ele me arrebatou com rapidez e precisão. E fez eu me apaixonar por ele, me fez precisar dele.”
Eu, submissa – Livro 2. (posição 8.144 de 8.433 - E-book via Amazon)

 Jesse Ward queria Ava O’Shea e a teve. Em poucas semanas, esse empresário sedutor se revelou intenso, temperamental e controlador, mas também gentil, carinhoso e protetor. Após um turbilhão de emoções e sensações, Ava se rendeu à paixão, mas acabou se afastando depois de conhecer um lado obscuro de seu amante, que parecia perfeito demais para ser verdade. Longe dele, a talentosa decoradora se sente vazia, incompleta, em total agonia. Mas, assim como um vício, ficar longe do empresário era a única maneira de sobreviver, considerando sua faceta autodestrutiva. Porém, não se escapa de Jesse Ward, e Ava devia saber disso! Por outro lado, Jesse também sofre com a montanha-russa de emoções que a chegada de Ava em sua vida proporcionou, e é pego de surpresa por seus próprios sentimentos, além de uma dependência doentia por seu objeto de desejo. Passados cinco dias desde que foi deixado por Ava, bêbado e furioso, em sua luxuosa cobertura, num bairro sofisticado de Londres, ele volta a encontrá-la e a controlá-la com suas inebriantes técnicas de conquista. Mas Ava está determinada a descobrir a real faceta que o empresário esconde com a ajuda de amigos e funcionários fiéis. A missão é ambiciosa, mas ela não vai desistir!
Caros leitores, primeiramente, se vocês não leram o primeiro livro, “O Amante”, sugiro que não leiam esta resenha, pois pode ser que haja algum spoiler dele. Tendo em vista que o segundo livro é a continuação do que aconteceu no primeiro.
Pensei muito em como escrever esta resenha para vocês. Pois, na resenha anterior, havia dito que “não estava empolgada para ler a sequência, mas no final Jodi Ellen me deixou completamente curiosa para saber o desenrolar dessa história, pois tiveram alguns pontos que ficaram abertos, talvez para você entrar no mar da curiosidade. Mas o que mais me arrebatou foi querer saber o que vai acontecer com a descoberta que a Ava faz, já no final do livro, lógico, sobre Jesse”.  Para ler a resenha, clique aqui.
Então, se vocês leram o livro, já devem saber que, no final dele, descobrimos que o hotel do Jesse, conhecido como Solar, na realidade é um clube luxuoso de sexo. Onde os membros pagam um bom dinheiro para realizarem suas fantasias sexuais com pessoas que pensam da mesma forma.
E a continuação é sobre as descobertas da Ava em relação ao Jesse, e em como ela lida com essas descobertas. Além disso, descobrimos, já quase na metade do livro, qual a idade verdadeira do Jesse. Tendo em vista que ele não a queria revelar de jeito nenhum, já que, para ele, a diferença era grande. Pessoalmente, não achei tão grande, mas vai entender a cabeça dele, não é mesmo? Não vou contar aqui qual é, você vai ter que ler para saber (rsrsr).
Também descobrimos mais coisas sobre o passado do Jesse. E é possível perceber, em algumas partes, o motivo dele ser tão ciumento e possessivo.
Como ponto negativo, pensei que, nessa continuação, os personagens estariam mais maduros, até para lidarem com os seus sentimentos. Mas não. Eles continuaram agindo como adolescentes. Apesar de que conheço adolescentes muito mais maduros que esses dois.
Enfim, a sensação que tive ao ler “Eu, submissa” foi de pura descrença pela personagem principal. Pois, sinceramente, o título se encaixa perfeitamente nela. Sim, a Ava é uma personagem submissa ao extremo.  Ela até tenta “dominar” a relação, mas ela própria sabe que ele sempre vai ter razão e a “palavra final”.
Eu até gosto quando os personagens são ciumentos, mas tudo tem limite. E esse limite extrapolou muito nessa série. Em minha opinião, um das coisas que mais me estressaram foi que ele se tornou ciumento até com o trabalho dela. Pronto, desabafei!
Recapitulando da resenha anterior, a Jodi Ellen Malpas é a autora best-seller da trilogia O amante.  Trabalhou para o pai, em tempo integral, no ramo de construções. Ela tentou ignorar a vontade de escrever O amante por muito tempo, até que foi impossível. Jodi aproveitou a coragem e a oportunidade para autopublicar o livro na internet e provocou incríveis reações em mulheres do mundo todo.
Após o sucesso, a autora decidiu largar o emprego e se dedicar à nova e inesperada carreira de escritora, fazendo com que seus livros fossem publicados em vários países.
Jodi Ellen Malpas
Capa original
Jodi nasceu e foi criada na Inglaterra, na cidade de Northampton, onde viveu com a família.
O livro é narrado em primeira pessoa pela Ava, de uma forma linear cronológica. Composto por 34 capítulos, sendo que um, no final, é um capítulo bônus com o ponto de vista do Jesse – sobre uma das cenas que se passa no Solar.
A capa do livro foi diferente da capa do original, mas eu acho que ficou tão bonita quanto a outra.
Por fim, o desfecho do livro deu uma amenizada na situação deles, acho até que a autora conseguiu se redimir. Se o livro fosse narrado pelos dois personagens, talvez fosse possível entender melhor o Jesse, já que no capítulo bônus é possível perceber o motivo de algumas atitudes dele.  Confesso que não sei se terei vontade de ler o último livro (Desculpa, eu te amo). Mas não vou descartá-lo logo de início, pois pode ser que mude de opinião, só por causa do final.

Jodi Ellen Malpas

©Megan Laurie/LSL Photografy Ltd.
Bibliografia de JODI ELLEN MALPAS (ordem cronológica):  
 Livros:
  • O amante – Essência (2014)
  • Eu, submissa - Essência (2014)
  • Desculpa, eu te amo - Essência (2015) 
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27/06/2016

Evento: Universo YA - O começo de tudo

Olá, queridos leitores! Hoje é dia de divulgar evento! Preparem-se, pois esse mês de Julho esta recheado de eventos legais para vocês *-*



O que é?

"Como surgiu o YA? E por que escolhemos escrever YA? Essas e outras dúvidas existenciais (cuja resposta não é 42) serão respondidas por Iris Figueiredo, Dayse Dantas e Bárbara Morais no primeiro encontro Universo YA, mediado pela escritora Marina Oliveira."

Quando?

Dia 02 de julho (sábado) às 15h

Onde? 

Livraria Leitura - Conjunto Nacional

Link do evento: aqui.

Mapa:





Esperamos por vocês ;)
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25/06/2016

RESENHA – Minha Vida Mora ao Lado (Huntley Fitzpatrick)

HUNTLEY FITZPATRICK
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: FITZPATRICK, Huntley. Minha Vida Mora ao Lado. 1ª edição. Rio de Janeiro, Valentina, 2015. 320 páginas. Tradução: Carolina Selvatici.
Gênero: Romance, Young Adult (YA)
Temas: Romance, Vizinhos, Drogas, Amizades
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2013 nos Estados Unidos da América e 2015 no Brasil










 “Não sou novata em beijos. Ou achei que não fosse, porque nunca vivi nada parecido com isso. Não consigo chegar perto dele o bastante. Quando Jase vai pouco a pouco tornando o beijo mais intenso, me sinto bem, não tenho nenhum momento de hesitação assustada como sempre”.
Minha Vida Mora ao Lado (posição 1.545 de 6.114 - E-book via Amazon)

Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.” Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e... quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe. Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios? Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? Do que você abriria mão pela verdade?
Essa história é sobre a descoberta do amor entre vizinhos. Aqui temos a Samantha Reed (Sam), que é filha de uma candidata a deputada, Grace. Ela mora com a mãe e a irmã mais velha, Tracy. A Grace foi abandonada pelo marido quando ainda estava grávida da Sam. Por causa disso, ela se tornou uma pessoa rígida e extremamente metódica com a limpeza da casa. Com a herança dos pais dela, todas vivem uma vida muito confortável.
A Sam é uma personagem forte. Enquanto ela sempre foi a “certinha”, que sempre seguiu as ordens da mãe, a Tracy já era ao contrário. Ela recorria a todas as táticas de mau comportamento adolescente, como beber, pequenos furtos, e outros.
A família Garrett era completamente ao contrário da família delas, pois o Sr. e a Sra. Garrett tiveram (pasmem!) 8 filhos. Não, você não leu errado. São eles: Joel, Alice, Jase, Andy, Duff, Harry, George e Patsy. Todos com uma diferença de três anos entre si. Por ser uma família grande e, principalmente, com muitas crianças, era natural que houvesse sempre objetos espalhados pela casa e pelo quintal. E seria humanamente impossível que a Sra. Garrett conseguisse fazer tudo ao mesmo tempo. Então, vez ou outra ela amamentava a bebê, Patsy, no quintal enquanto vigiava os seus outros filhos brincando.
Por essas e outras, a Grace nunca suportou os vizinhos, pois eles lembravam muito a família do seu ex-marido, uma família grande e barulhenta. Desde que eles se mudaram, ela sempre evitou qualquer contato da família dela com a família Garrett t.
A Sam sempre gostou de observar a família Garrett. Era como uma fuga da família dela. Certo dia ela conhece o Jase pessoalmente. Até então, ela apenas observava, sem interagir, por conta da mãe.
Foi quando eles passaram a namorar.
O Jase é o típico personagem apaixonante. Ele é na medida certa: responsável, protetor, carinhoso, trabalhador, etc. A família dele, então, nem se fala. Cada um com sua personalidade, mas todos cativantes. Principalmente o George, com suas teorias.
Os amigos da Sam, Nam e Tim, também tiveram um papel importante no decorrer da história. Mas, preciso confessar aqui uma coisa: que raiva que eu senti da Nam!
O Clay Tucker, outro personagem secundário, passa a ajudar a Grace na sua campanha. Ela acaba se apaixonando por ele. Mas, infelizmente, ele é daquele tipo de pessoa que faz de tudo para conseguir o que quer, mesmo que precise passar por cima de alguém. E a Grace se deixou levar por ele.
A história é envolvente. A autora abordou muitas questões no livro, desde drogas à inveja e como lidar com os pais. A sensação que tive foi de que alguns personagens tentavam sempre mostrar que a vida deles era muito mais difícil que a do outro. Mas a Huntley conseguiu mostrar que, na realidade, tudo depende de um ponto de vista.
Como ponto negativo do livro, achei que a Tracy teve pouca participação. Não foi, de fato, envolvida na história. Tive a sensação de que ela apareceu no livro só para dizer que a Sam tinha uma irmã.
É um livro leve que, dependendo do seu humor, você lerá rapidamente. Gostei do final dele. Aparentemente ele termina por aí, sem continuação. Apesar de que achei na internet que existem dois livros para serem publicados, um com personagens que não aparecem neste livro e o outro com a história de dois personagens deste livro que podem virar um casal.
A autora, Huntley Fitzpatrick, sempre quis ser escritora, desde a infância vivida numa pequena cidade costeira de Connecticut, muito parecida com a Stony Bay de Minha Vida Mora ao Lado. Depois da faculdade, ela trabalhou em diversas áreas, inclusive com publicações acadêmicas e como editora na Harlequin. Huntley hoje é escritora em tempo integral, esposa e mãe de seis filhos. Mora em South Dartmouth, Massachusetts.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da Sam, de uma forma linear cronológica, composto por 53 capítulos.
A capa do livro é bonita, mas achei a capa original mais fofa. Abaixo vocês podem conferir, também, as capas publicadas na Alemanha (duas primeiras da imagem), Estados Unidos da América (original), República Checa, Itália e Lituânia. Na Espanha a capa foi a original.


capas estrangeiras do livro Minha vida mora ao lado

Agora é aguardar esse próximo livro. ;)
HUNTLEY FITZPATRICK
Fonte: www.goodreads.com

Bibliografia da HUNTLEY FITZPATRICK (ordem cronológica):

Livros:
  • Minha Vida Mora ao Lado – Valentina (2015)
  • What I Thought Was True– não publicado no Brasil
  • Boy Most Likely To – não publicado no Brasil

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23/06/2016

Elencos Imaginários #02: Mariposa - asas que mudaram a direção do vento

Olá, leitores da Academia! Vamos brincar de imaginar? Hoje trazemos a vocês nossa segunda postagem da coluna "Elencos Imaginários". Convidados a autora Patrícia Baikal, autora da obra "Mariposa". Vamos ver quais seriam os elencos imaginários dela?


Patrícia Baikal

Sempre que escrevo ficção, imagino os meus personagens tão reais que às vezes até os vejo circulando na minha casa, tomando café comigo ou assistindo à televisão ao meu lado. Por isso, é tão difícil o término de um livro. Os personagens, de um dia para outro, começam a desaparecer feito fumaça, e dá uma saudade, uma vontade de chamá-los de volta para dentro de um novo livro, de dizer a eles que vou fazer uma trilogia e que estarão em todos os volumes, cenas, capítulos. (Será por este motivo que os autores escrevem vários livros com os mesmos personagens?)

Imaginar que Mariposa pudesse se tornar um filme me fez pensar logo nos rostos, sorrisos e até as sobrancelhas de alguns atores nacionais que fariam parte de um elenco perfeito para este suspense! Seria mais uma oportunidade para o cinema brasileiro retratar a política no país, mas agora com um viés diferente: com romance, uma heroína e mariposas invadindo o Senado Federal! Por que não?




Como sou fã de teatro também, adoro filmagens teatrais como o filme Dogville e a série Hoje é dia de Maria. Esta última série seria uma perfeita inspiração para o filme de Mariposa, ora com cenas muito sombrias, ora iluminadas,  como dias típicos da política brasileira. Portanto, pelo seu estilo, elegeria Luiz Fernando Carvalho para diretor.




Para a mulher que esconde o rosto com uma máscara, omite sua identidade e traça planos para ganhar os jogos de poder em Brasília, Tainá Muller!




Nicolas, o jovem senador que desafia a política corrupta do Congresso Nacional e se envolve com a misteriosa Mariposa, poderia ser Gabriel Braga Nunes. Não são parecidos?




Interpretando Brassel, o senador corrupto que ameaça a vida de Nicolas, escolho o ator Tato Gabos Mendes, com vasta experiência em vilões (quem se lembra da sua atuação como Ernani Sarmento?).



Bem, os outros personagens ainda não foram apresentados em quadrinhos, mas mesmo assim vale a pena contar as minhas inspirações:


Para a presidente Glória de Almeida: Glória Pires



Para Rosalina: Neusa Borges



Para Lourdes: Irene Ravache


Gostaram das indicações? Quem sabe se Mariposa não invadirá as telonas nos grandes festivais de cinema?

Um beijo a todos,
Patrícia Baikal



Chegou a vez de vocês, leitores e fãs de Mariposa! Quais seriam os personagens perfeitos na opinião de vocês?

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22/06/2016

Horóscopo dos livros: Câncer


câncer
Fonte: https://pixabay.com/pt
Olá amigos leitores,

Dando continuidade ao nosso post dos personagens literários ligados aos signos dos zodíacos, este mês vamos falar do signo de câncer. De hoje até o dia 21 de julho o sol estará nessa casa.

Temos algum (a) canceriano (a) por aqui? Vamos então para a previsão do signo (rsrsrs)?

Se você não leu o post do signo de gêmeos, clique aqui.



Câncer (22 de junho - 21 de julho) - Signo da Água

De acordo com o site Tão Feminino, descrevemos abaixo o perfil do canceriano (a):
horóscopo
Fonte: https://pixabay.com/pt
As pessoas do signo de Câncer têm uma relação especial com o elemento água, que transmite uma sensação de conforto e calmaria pela qual prezam bastante. Representadas por um caranguejo que se esconde dentro de uma concha, são muito sensíveis e agem sempre por instinto e, por isso, têm a família e o lar como um grande refúgio. Cancerianas simplesmente adoram relembrar a infância, revirar os álbuns de fotos e sentir uma nostalgia gostosa do passado.

Principais características da pessoa deste signo: Sensível, romântica, receptiva, sonhadora, afetuosa, dependente, melancólica...


Mega Cabot
Personagem feminina: Lizzie Nichols do livro “A Rainha da Fofoca”, da autora Meg Cabot

Sinopse do livro: Lizzie Nichols não tem a mínima idéia do que vai fazer da vida e está detonando o dinheiro da formatura em uma viagem para visitar o namorado que conheceu há apenas três meses, mas isso não é nada. O problema é que Lizzie não consegue guardar nenhum segredo, o que a coloca em situações delicadas, como ficar presa em Londres sem um teto ou dinheiro. Felizmente uma amiga está por perto para ajudar, mas ela estraga tudo outra vez. Lizzie está no limite e precisará provar que pode usar sua boca grande para algo de bom.

Breve avaliação: Sabe aquele personagem que cai de cabeça em um relacionamento? Essa é a Lizzie. Ela é bem romântica e sonhadora, e em alguns momentos até inocente. Dei muitas gargalhadas com ela.


Stephanie Perkins


Personagem masculino: Étienne St. Clair do livro “Anna e o Beijo Francês”, da autora Stephanie Perkins.

Sinopse do livro: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto — que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Breve avaliação: O Étienne é aquele tipo de cara romântico, afetuoso e educado. Ele é sensível aos sentimentos da Anna. Você torce o tempo todo para ele terminar com a namorada e ficar com a Anna.

É isso, até a próxima, queridos leitores!

Astróloga literária (rsrsrs) Gabi Crivellente

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21/06/2016

RESENHA - Caminho das Sombras (Brent Weeks)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: WEEKS, Brent. Caminho das Sombras. 1ª edição. São Paulo, Editora Arqueiro, 2016. Tradução: Fernanda Abreu. 432 páginas.
Gênero: Ficção Fantástica.
Temas: Assassinatos, traições, intrigas, magia.
Categoria: Literatura estrangeira; Literatura Norte-Americana.
Ano de lançamento: 2016
Série: Caminho das Sombras (Livro 1); À Margem das Sombras (Livro 2); Além das Sombras (Livro 3).









“Quando Rato falava assim, em um tom totalmente neutro, sem afetação nenhuma na voz, Azoth sentia um medo profundo, pois conhecia a violência. Tinha visto marinheiros assassinados, prostitutas com cicatrizes recentes, testemunhara um amigo morrer espancado por um ambulante. Nas Tocas, a crueldade andava de mãos dadas com a pobreza e a raiva. Mas a expressão morta nos olhos de Rato indicavam que ele era mais louco do que Lábio Leporino, que tinha nascido sem parte da boca. Rato nascera sem consciência”.
 *Caminho das Sombras (pág. 27).


       Azoth é um garoto órfão que vivia nas Tocas, a zona pobre de Cenaria, onde o crime e a prostituição reinam absolutos. Garotos como ele ingressavam em guildas de assaltantes para terem uma chance de sobreviver, tudo sob o olhar vigilante e severo de uma organização chamada Sa'káge. O jovem vivia em condições precárias junto a tantos outros garotos e garotas que eram obrigados a pagar uma espécie de “mesada” para receber proteção das guildas. Caso pagassem, poderiam viver por mais um dia, mas se não pagassem eram espancados e torturados para aprender a lição. Azoth aprendeu desde cedo que a esperança é uma piada e apenas os mais fortes tem vez. Em sua guilda, ele era constantemente ameaçado e espancado por Rato, um menino mais velho e forte e apenas a amizade de Karl e a menina boneca o impedia de fazer besteiras o suficiente para ser morto. Mas tudo mudou quando ele por um acaso entrou no caminho de Durzo Blint, o lendário derramador.
        Caminho das Sombras, do autor Brent Weeks é uma obra que surpreendeu pela atmosfera sombria em que os personagens são inseridos na trama. Azoth, sendo apenas uma criança já tinha visto muita coisa ruim. Durzo Blint, o terrível derramador, matava para quem pagasse mais. Mama Ka oferecia prazeres sexuais a quem pudesse pagar por suas meninas. Entre outros personagens que fazem o que podem para se manterem vivos. Assassinatos, maquinações e traições fazem parte do dia a dia dessas pessoas. E por esse motivo eu achei o livro bem pesado de ler. O autor soube muito bem como construir e conduzir essa realidade cruel.


       O que eu gostei na obra é que podemos conferir e entender bem de perto o crescimento do jovem. Quando criança, ele comprou uma briga com Rato que destruiu a vida das pessoas que ele gostava. Ele vê na figura de Blint a única chance que têm de sobreviver, de ser mais forte e de não ter mais medo de nada na vida. Para isso ser possível, o garoto foi obrigado a abandonar sua vida antiga, já que para eles “O assassino perfeito não tem vínculos, apenas vítimas”. Na obra há alguns saltos temporais onde vemos o protagonista ficando mais velho e mais experiente conforte seu treinamento e as incursões como derramador (na obra, os assassinos profissionais são chamados de “Derramadores”) progridem e isso faz com que nos tornemos “íntimos” de Azoth e torçamos para que ele consiga superar seus oponentes e desafios.  

No início eram só palavrões e surras. Azoth não conseguia fazer nada direito. Mas palavrões eram apenas ar, e surras apenas dores passageiras. Blint jamais o deixaria aleijado. Caso decidisse matá-lo, entretanto, não haveria nada que o menino pudesse fazer para impedir.
Era o mais próximo da segurança que ele já havia chegado.
*Caminho das Sombras (pág. 85).

          Impossível (ao menos para mim que é fã) não comparar a obra com a série Assassin’s Creed, de Oliver Bowden. As duas obras tratam de enredos semelhantes, porém, enquanto Assassin’s Creed emprega um tom mais fantástico e heroico em sua narrativa, Caminhos das Sombras entrega uma narrativa crua e cruel, sendo isenta do protagonismo heroico que podemos encontrar nas obras de Bowden. Em Assassin’s Creed, os assassinos caminham nas sombras para servir a luz. Em Caminho das Sombras, os derramadores caminham nas sombras para servir a escuridão.

- A vida é vazia. Quando tiramos uma vida, não estamos tirando nada de valor. Derramadores são matadores. É só isso que fazemos. É só isso que somos. Não há poesia no ofício da amargura.
*Caminho das Sombras (pág. 109).

Dois personagens distintos, um mesmo propósito: ser o assassino perfeito.

           Minha crítica vai para o cenário. O autor dispensou a introdução ao cenário, já inserindo informações quase que presumindo que o leitor já conhecia de antemão os reinos e cidades citadas. Há um mapa, mas ele não ajuda muito quando o narrador ou um personagem cita um acontecimento na história que aconteceu séculos atrás sem dar um background do mesmo. Peculiaridades de um reino x são ditas, mas não explicadas ou exploradas. Eu senti como se a obra fosse o livro dois ou três e não a introdução de um mundo novo. Estava tão perdido quanto Azoth em algumas descrições de cenário e história do mundo. Talvez fosse essa a intenção do autor, mas isso pra mim só fez a leitura se arrastar lentamente.
Faltou também um pouco de dinamismo. As coisas aconteciam muito lentamente na trama. Para uma obra que retrata o trabalho de um assassino, pouco foi mostrado do ofício na prática. E muitas vezes, quando rolava, era apenas uma menção de que “alguém morreu aqui”. Talvez, por comparar a obra com Assassin’s Creed eu tenha levantado à ansiedade de ver muitos mortos, mas não foi bem o que rolou.
A obra é escrita em terceira pessoa. A fluidez da narrativa, tenho que dizer, muitas vezes se arrasta por conta do autor não empregar dinamismo a mesma e pelo fato de que muitas passagens da história do cenário e dos personagens são um pouco confusas, fazendo com que tenhamos de ter atenção redobrada ao que está sendo narrado. A relação de tempo é linear, com saltos temporais que narram o crescimento do protagonista. A revisão está boa, pode perceber alguns erros, mas nada que comprometesse a leitura. A diagramação está ótima, as letras com uma fonte agradável para leitura e folhas amareladas. Há um mapa no início do livro e ao final um epílogo.

Mapa do mundo criado por Brent. Muitos lugares a explorar. 

Nascido e criado em Montana, Brent Weeks escrevia suas ideias em guardanapos de bar e no seu caderno de professor. Muitos anos e milhares de páginas depois, embarcou na carreira de seus sonhos. Caminho das sombras é a sua estreia literária. Atualmente mora no Oregon com a esposa, Kristi, e a filha.
          Recomendo essa obra para os fãs de fantasia no geral. Embora não tenha dito na resenha, o livro têm tons fantásticos, mas que se fossem ditos, soariam como spoilers, portanto deixei de comentar sobre. Por o livro ser muito denso, não recomendo para pessoas que são sensíveis a atrocidades, como assassinatos, traições, sexo ou estupros. O autor não poupou palavras para descrever essas coisas. Com muitas reviravoltas e revelações chocantes, Caminho das Sombras é uma excelente obra que merece a atenção dos fãs do gênero.


Bibliografia de BRENT WEEKS (ordem cronológica):

Livros publicados no Brasil:
  • O Caminho das Sombras – Editora Arqueiro (2016).

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20/06/2016

Promoção: Resenha premiada

Olá, queridos leitores! Como estão? Quem ai já foi aos cinemas assistir "Como eu era antes de você", adaptação do livro de mesmo nome escrito pela autora Jojo Moyers? Nossa colunista Isadora Teixeira leu o livro e comenta suas impressões nesta resenha aqui. E para acalmar (ou afundar) o coraçãozinho de vocês, resolvemos fazer um sorteio da obra!

Jojo Moyes



a Rafflecopter giveaway


[REGULAMENTO - LEIAM ATENTAMENTE!]

- Ter endereço de entrega no Brasil.
- Preencher o formulário do rafflecopter.
- A promoção começa hoje e será finalizada no dia 20 de Julho.
- A página do Facebook deve ser curtida para que a entrada seja validada e não somente visitada.
- O vencedor deverá responder o e-mail no prazo de 3 dias após seu recebimento, caso contrário será feito um novo sorteio.

Atenção: Não nos responsabilizamos por extravio dos correios, endereços incorretos ou avarias causadas pelo transporte.


Boa sorte, queridos leitores!
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18/06/2016

RESENHA - Como eu era antes de você (Jojo Moyes)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: MOYES, Jojo. Como eu era antes de você. 1ª edição. Rio de Janeiro, Intríseca, 2016. 320 páginas.
Gênero: Ficção; romance.
Temas: Romance, superação, tetraplégico, cuidadora.
Categoria: Literatura estrangeira; Literatura Inglesa.
Ano de lançamento: 2016.











“Deitei-me na cama e pensei em Will. Pensava em sua raiva e em sua tristeza. Pensei no que a mãe dele tinha dito: que eu era uma das únicas pessoas que conseguiu alcançá-lo. Pensei nele se esforçando para não rir com a Canção Molahonkey numa noite em que a neve caía dourada do outro lado da janela. (...) E enfim, com a cabeça pressionada contra o travesseiro, chorei porque minha vida de repente parece muito mais difícil de entender e muito mais complicada do que jamais havia imaginado, e desejei poder voltar até os dias em que minha maior preocupação era se Frank e eu tínhamos encomendado bolinhos Chelsea suficientes. ”
*Como eu era antes de você (pág. 113).


A jovem adulta Louisa Clark é garçonete há quase sete anos e adora o emprego que tem. Ela ama o namorado – que está há tanto tempo junto quanto o emprego –, os pais, o sobrinho, avô que mora com ela, e até um pouquinho a irmã mais nova. Para Lou, a vida era perfeita. Simples, mas completa. Até que tudo se transforma quando ela descobre que o patrão irá fechar a cafeteria e ela terá que procurar outro trabalho.
O caminho de Lou e Will se encontra quando os dois estão infelizes com a vida – ela porque conseguiu um emprego de cuidadora que, apesar de pagar bem, não é tão alegre quanto o de garçonete e ela não entende nada sobre cuidados; ele, Will Traynor, sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Esse encontro mudará a forma de um deles encarar o mundo.
 “Como eu era antes de você” é um livro que nos deixa triste. Ao apresentar a difícil realidade dos dois personagens e a forma como estes vivem, nós passamos a perceber que nem tudo é como deveria ser. Jojo Moyes consegue nos levar a uma montanha russa de existência – porém, com algumas ressalvas.
O romance entre Lou e Will não foge muito dos clichês de tramas que tratam de casais que sofrem com alguma doença ou limitação física, como “A Culpa é das Estrelas”, de John Green. Como eu já disse antes no blog, clichês não são ruins. O ideal, entretanto, é que eles nos surpreendam. “Como eu era antes de você” me surpreendeu, mas de forma negativa. Durante toda a leitura eu estava confiante de que a história dos protagonistas poderia ser alterada, mas me decepcionei. O livro é constante, mas são 320 páginas que não nos leva a lugar algum.
O personagem Will é arrogante, egoísta e mesquinho. Apesar de ter sofrido um acidente que transformou o cara aventureiro em um homem “condenado” a uma cadeira de rodas, ele é rico, com recursos suficientes para levar uma vida tranquila (dentro do possível). Um tetraplégico não consegue mover os braços e pernas e necessita de alguém para limpá-lo, dar banho e ajuda-lo a comer. É um destino terrível; para ele, uma sentença. Will tem um enfermeiro, Nathan, e Lou é contratada para ser uma cuidadora, mas, na prática, o dever dela é deixar Will mais feliz.
A capa do livro foi adaptada com um dos cartazes do filme que está nos cinemas brasileiros

Os personagens não são tão bons, mas se aproximam da realidade. É compreensível que Will fique revoltado, mas não que trate as pessoas que o querem bem educadamente mal. Lou é uma moça que não tem ambições e que se satisfaz com qualquer coisa – com o desenrolar da trama, porém, ela começa a mudar, e nós, leitores, temos esperança de que ela se torne independente e almeje planos para o futuro. Com o final do livro, porém, ficamos sem saber se essa mudança plena será possível.
A obra de Jojo Moyes é narrada em primeira pessoa, na maior parte do tempo por Louisa. Há, também, capítulos que são narrados por outros personagens, como Camilla Traynor e Steven Traynor (mãe e pai de Will), Nathan e Treen (irmã de Louisa). O estilo de narrativa que integra vários pontos de vista é interessante e nos permite ampliar o olhar sob a trama, como “Profundo”, de Robin York (resenha aqui), em que os livros são narrado pelos dois protagonistas, em capítulos intercalados. Outros acertos de Jojo Moyes foram os diálogos – apesar de machucarem o leitor, pela forma que representa a amargura e a sensibilidade dos personagens, é o ponto alto de “Como eu era antes de você”. Sem as conversas hilárias e sábias entre Lou e Will talvez a obra não fizesse tanto sucesso. As paisagens inglesas são maravilhosamente descritas – eu, que nunca saí do Brasil, consegui me imaginar nos jardins e no labirinto do Castelo de Stortford.
São 320 páginas divididas em 26 capítulos e um epílogo. A trama é bem fluida, de fácil entendimento. A narração é focada no desenrolar da amizade entre Will e Lou, até agora confesso que não sei se podemos considerar o livro um romance propriamente dito. A trama é romantizada, mas senti ausência de um romance de fato, e fiquei decepcionada por não ter mais paixão envolvida. A relação temporal do livro é linear, com pouquíssimas analepses, o que nos ajuda a mergulhar no presente da trama.
Jojo Moyes nasceu e cresceu em Londres. Como jornalista, trabalhou no The Independent por nove anos. Saiu em 2002 para se dedicar aos romances. Até hoje, Jojo já publicou 10 obras. “Como eu era antes de você” vendeu quase oito milhões de exemplares pelo mundo.
Bom, creio que todos saibam que a obra aqui resenhada está em cartaz nos cinemas do mundo – no Brasil estreou na última quinta-feira (16/06). O filme é estrelado por Sam Clafin, que viveu o personagem Finnick Odair em Jogos Vorazes, e Emilia Clark, a famosa Daenerys Targaryen, da série Game Of Thrones (muito amor envolvido por essa personagem), vive na pele de Lou. Eu estou ansiosa para ver o filme porque imagino que os dois consigam ser mais emotivos – no bom sentido – do que os personagens no livro me pareceram. Pelo que vi nos trailers da película, o casal tem muita afinidade.
Enfim, recomendo o livro “Como eu era antes de você” para quem gosta de histórias tristes que nos aproximam de uma realidade que parece distante. Os que odeiam finais que sejam diferente de contos de fadas, não cheguem perto do livro porque vocês irão se arrepender. A continuação da trama já foi lançada; “Depois de você” descreve como Lou está seguindo adiante após os acontecimentos da outra obra. Apesar de me decepcionar com “Como eu era antes de você”, quero ler a continuação porque não desisto de perseguir finais felizes.



Bibliografia de JOJO MOYES (ordem cronológica):

Livros:
·         Última carta de amor – Intrínseca (2012).
·         Como eu era antes de você – Intrínseca (2013).
·         A garota que você deixou para trás – Intrínseca (2014).
·         Um mais um – Intrínseca (2015).
·         Em busca de abrigo – Bertrand Brasil (2015).
·         A casa das marés – Bertrand Brasil (2015).
·         Baía da esperança – Intrínseca (2016).
·         Depois de você – Intrínseca (2016).

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