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31/01/2017

RESENHA – Tudo e Todas as Coisas (Nicola Yoon)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: YOON, Nicola. Tudo e Todas as Coisas. 1ª edição. São Paulo, Novo Conceito, 2016. Tradução: Amanda Orlando. 304 páginas.
Gênero: Romance,
Temas: doença rara, primeiro amor
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2014 nos Estados Unidos da América e 2016 no Brasil

“Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua.”
Tudo e Todas as Coisas (posição 881 - E-book via Amazon)









Queridos leitores, neste livro vamos conhecer a Madeline Whittier (Maddy), que foi diagnosticada, quando criança, com uma doença rara chamada de Imunodeficiência Combinada Grave (IDCG), também conhecida como “doença da criança bolha”. Basicamente, são pessoas alérgicas a tudo, seja perfume, comida, poeira, etc.
Por conta dessa doença, há dezessete anos que ela não sai de casa. As únicas pessoas que têm autorização para entrarem na casa e se aproximarem dela é a mãe, que também é médica, sua enfermeira, Carla, e, de vez em quando, seu professor de arquitetura.
A Maddy, obviamente, estuda em casa, e um dos seus passatempos favoritos é ler e resenhar livros, sendo o seu preferido “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. Como não simpatizar com essa garota? ;)
Um belo dia, um caminhão aparece para fazer a mudança dos novos vizinhos. A partir disso, ela passa a acompanhar a rotina diária dessa nova família, principalmente do Oliver (Olly) e sua irmã Kara.
O Olly sempre chamou a sua atenção desde o dia em que ele se mudou, não só pela beleza e o modo se vestir, todo de preto, mas também porque ele sempre escalava paredes, que depois ela descobriu ser uma atividade chamada de parkour. Para quem não conhece, segundo o Wikipédia, tem como objetivo “mover-se de um ponto para o outro com rapidez e eficácia, com uma distância mínima de um metro do lugar aonde obteve o salto, usando todas as capacidades motrizes do corpo humano. Conhecida também como arte marcial que tem como objetivo o deslocamento do corpo como forma de estratégia. Trata-se de uma prática desportiva destinada a superar obstáculos que surgem nas derivas do seu praticante, em zonas urbanas ou rurais: troncos, rochas, grades, paredes, etc.”
Como as janelas dos quartos deles ficavam uma de frente para a outra, eles passaram, primeiramente, a conversar por mímica e depois a trocar e-mails.
Com as trocas de e-mail, ambos passaram a querer se conhecer pessoalmente, já que eles haviam firmado uma amizade virtual. Depois de muita insistência, a Maddy convenceu a Carla a deixar o garoto visitá-la. Esta deixou, porém, com a condição de que ele passasse por uma descontaminação, que demorava quase uma hora, e que não se tocassem em hipótese alguma.
Com base nisso, eles passaram a se encontrar quase diariamente, mas sem a mãe dela saber. Depois disso, eles não aguentaram e se beijaram. Com medo de algum problema, ela passou a se monitorar, para saber se poderia continuar com aquele delicioso contato. A partir daqui, leitores, vamos perceber todo o amor de um jovem casal florescer.
Peixe humuhumunukunukuapua'a 
Um dos maiores desejos da Maddy, além de ir para o lado de fora, era conhecer o peixe humuhumunukunukuapua'a (sim, o nome é este mesmo), uma espécie de peixe-porco, típico do Havaí. Então, ela decidiu que queria conhecer esse peixe, mesmo que o preço fosse a sua vida, já que ela não aguentava mais ficar presa em casa.
Depois disso, leitores, muita coisa acontece e, logicamente, não contarei aqui para vocês. Mas já adianto que é um livro superfofo que nos faz avaliar a nossa vida sob perspectivas diferentes.
Ilustração na posição 1.150 do ebook
Uma coisa bem bacana é que ao longo do livro existem várias ilustrações (tinha tanto tempo que não lia livro com ilustrações, rsrsr), e isso foi bem legal. O único ponto negativo, que no meu caso eu sempre leio no Kindle, é que tinha disponível, para cada ilustração, um link que redirecionava para o site da editora, para que pudesse ampliar a imagem, porém, todos que eu cliquei deram como “página não encontrada”.
A Nicola Yoon, autora do livro, nasceu na Jamaica e cresceu no Brooklin. Atualmente, mora em Los Angeles com o marido e a filha. Adora caraoquês e é do tipo romântica incurável, pois acredita no amor real e verdadeiro. Tudo e Todas as Coisas é seu primeiro romance.
A autora tem uma escrita simples e leve. Os capítulos são bem curtos, alguns, inclusive, com apenas um parágrafo. Ele não faz parte de nenhuma série. É o típico livro para um domingo em casa.
O livro possui 138 capítulos, e é narrado de forma linear cronológica e em primeira pessoa pelo ponto de vista da Maddy.
O único ponto negativo neste livro foi o final, acredito que a autora poderia ter desenvolvido mais, fiquei com sensação de que faltou alguma coisa para fechar a história da Maddy.

Bibliografia de KASIE WEST (ordem cronológica):



     Tudo e Todas as Coisas – Novo Conceito (2016)
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30/01/2017

Literatura por Mulheres (Inscrição)

Olá, queridos leitores! Como estão? Hoje vamos dar início a divulgação de um evento muito especial que estamos organizando! Estamos muito animados com esse evento e espero que vocês se animem conosco! 



Apresentação


A Literatura é uma das formas de arte mais democráticas que existe. Comporta todas as ideias. Admite todas as pessoas que desejam se expressar. Cativa todos aqueles que desfrutam o prazer de saboreá-la.
E nesse Dia Internacional da Mulher, nada mais justo que homenagear as mulheres que escolheram a arte escrita como forma de expressão! O evento Literatura por Mulheres contará com a presença de convidadas mais que especiais. O time de escritoras irá protagonizar um bate-papo descontraído sobre temas como  o prazer de transpor as histórias para o papel; os gêneros literários considerados masculinos ou femininos; a aceitação das mulheres escritoras no mercado literário; as estratégias editoriais; e muito mais.
Como uma forma de valorizar a Literatura feita por mulheres, e sobretudo, a literatura local, esse evento é uma iniciativa dos blogs Academia Literária-DF, Leitora Sempre e Ponto Para Ler, todos fomentadores da leitura como hábito.


Inscrições


O diferencial desse evento é que não seremos nós, a organização, que irá escolher as autoras que vão participar do evento. São vocês, leitores! Vamos explicar como:

- Faremos uma enquete virtual que será disponibilizada em breve para vocês votarem;
- As autoras que se interessarem em participar do evento deverão fazer uma inscrição online neste link;
- As inscrições vão de hoje (30/01) até o dia 05 de Fevereiro;
- A partir do dia 7 estará aberta a enquete virtual (no Facebook), onde vocês, leitores, poderão votar em suas autoras favoritas.
- As três mais votadas serão as escolhidas;
- A votação se encerra no dia 15 de Fevereiro e a partir do dia 16 divulgaremos as três autoras mais votadas. Serão essas as nossas escritoras convidadas do evento :)

Então, é isso. Se você é autora, não deixe de se inscrever e se você é leitor, não deixe de votar.


Obs: Por terem participado na primeira edição do evento, Patrícia Baikal, Vivianne Fair e Marina de Oliveira não irão participar este ano.

Atenção: autoras que residem fora de Brasília: A equipe da organização não se responsabiliza por custear passagem, hospedagem e demais despesas referentes a sua participação no evento.  

Dados Gerais

Evento: Literatura por Mulheres
Local: A divulgar
Data: 11 de Março de 2017
Horário: 15h as 18h
Mediação: A divulgar
Link do Evento: aqui.
Organização: Academia Literária-DF, Leitora Sempre e Ponto Para Ler.
Apoio: 
Patrocínio: 


Venham prestigiar a literatura nacional! ;)




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29/01/2017

Academia Opina: Eventos Literários


Olá, leitores da Academia! Como vão? As férias acabaram, hora de voltar a estudar, né? Por aqui é hora de voltar a planejar evento! E hoje trago um Academia Opina um pouquinho diferente. No ano passado, em parceria com outros blogueiros, nós da Academia realizamos vários eventos. Pelas nossas contas, foram mais de 12. Mais de um por mês. Muita coisa, né? E nesses eventos ouvi sugestões, críticas e elogios de pessoas variadas. Quem olha de fora, às vezes, não entende como é o processo (muitas vezes complicado) de organizar um evento. Então, nesse Academia Opina de hoje resolvi falar um pouco sobre isso. Vamos lá?




A ideia

                Quem costuma frequentar eventos literários, sabe que a ideia da coisa toda está atrelada a escolha de um tema. Se a ideia é falar de livros de fantasia, então pensa-se num nome, num formato e numa organização que atenda as “necessidades” da ideia. Sempre que organizamos um evento, fazemos um brainstorm de tudo que queremos e tudo o que (pensamos) que o público pode vir a querer. Parece simples, não? Nem tanto. Esbarramos sempre na maior de todas as variáveis de se fazer um evento: dinheiro.
                “Me dê um milhão de reais que farei um dos melhores eventos que essa cidade já viu”. Alguém aí tem um milhão para me dar? Pode ser quinhentos mil também. Serve até cinquenta mil. Tá bom, 10 mil. Ok… ok… 5 mil. Já perdi as contas de quantas ideias legais tive para eventos literários. Coisas que, sem modéstia, poderiam com o tempo mudar a forma como as pessoas (de Brasília e de fora) olham para os eventos daqui. Então, qual o problema? Porque já não fizemos o evento x ou y? Justamente porque ninguém me deu um milhão ainda! É preciso adaptar a ideia a nossa realidade financeira, pois saibam vocês (pasmem!) que não recebemos absolutamente NADA, financeiramente falando, pelos eventos que fazemos.
               Temos apoio de editoras? Temos! Recebemos a maioria dos brindes através delas. Temos ajuda dos escritores? Temos! Todos os autores que já participaram de algum evento nosso já doou pelo menos um exemplar de sua obra para os sorteios. E também já fizemos rateio com autores para custear o valor do local para realização de eventos. Temos patrocínio de alguma empresa ou de alguma instituição? Já tivemos em alguns poucos eventos (como no caso do patrocínio do Sindicato dos Escritores para o Semana do Livro Nacional de 2015).
                Recebemos doação de lojas ou artesãos? Sim! De vez em quando, alguém interessado em divulgar seus produtos ou trabalho nos presenteia com algum item muito bacana para sortearmos nos eventos (como o hidromel fabricado que foi a um dos nossos eventos, ou as varinhas feitas pela Amanda Gomes, ou os itens doados pela loja Café Nerd).  Mas temos gastos. Muitos gastos. E precisamos colocar na ponta da caneta o que vamos fazer para ver o quanto vamos gastar. E não, ainda não recebemos cachê para organizar e/ou mediar eventos. O que nos leva ao próximo tópico.

Plano organizacional

                Depois que a lâmpada das ideias pisca e temos um tema para abordar, começa o trabalho de fazer aquela ideia tomar forma. Já temos um nome para o evento? Data provável? Horário? Aonde faremos o evento? O local escolhido cobra pelo espaço? A agenda está disponível na data provável? Capacidade de público? Quais subtemas? Vamos convidar autores? Teremos brindes? Quanto tempo de evento? Uma ideia para o banner?
      Ufa! Vamos respirar por um momento.
      Devo ter esquecido algo ai. Mas vocês já devem ter entendido, né?
      Não é mole não.


Divulgação

                No evento do “Harry Potter - A Criança Amaldiçoada” que fizemos no Conjunto Nacional, uma leitora me abordou perguntando por que o evento não foi melhor divulgado, pois ela só havia visto por acaso em sua timeline no Facebook. Por que não saiu nos jornais locais?, ela perguntou. A resposta parece óbvia, mas merece esclarecimento.
                Como comentei acima, temos de pôr a ideia na ponta da caneta para que ele não fique maior que nós mesmos e como temos orçamento apertado (quase inexistente), fica muito difícil para recorrermos a outras mídias que não seja as redes sociais. Criamos todo um plano de divulgação com cronogramas e peças publicitárias para levar o evento ao maior número de pessoas possível. Mas não é o suficiente e sabemos disso.
                Quanto aos jornais, enviamos releases (textos informativos) sobre os eventos sempre que possível, mas aí não é mais conosco. Dependemos de uma série de fatores para que a divulgação de um evento ocorra e, na maioria das vezes, ela vem tímida, nada de muito destaque.
                Então o nosso melhor canal de divulgação é você, caro leitor. O boca a boca ainda é nossa melhor “arma” para propagar os eventos. Quando divulgamos um evento no Facebook, contamos com a colaboração de todos vocês para espalhá-lo para o maior número possível de pessoas, pois muitos de vocês devem saber que o Facebook restringe nossas publicações para apenas 10% de todo o nosso feed de contatos. Bem pouco, não acha?
                “Porque vocês não vão atrás de patrocínio?”
                Estamos buscando isso. Alguém se interessa em nos patrocinar? Só entrar em contato que podemos fechar um acordo legal para ambas as partes :)


Realização

                Já temos data, local, horário, brindes, temas, tudo esquematizado. Agora é colocar tudo que está no papel em prática. Porém, sempre rola um imprevisto ou outro. Organizar evento não é tão diferente assim de organizar a vida pessoal nesse aspecto. Você tem de estar preparado para improvisar. E isso já aconteceu várias vezes conosco. Mesmo seguindo a risca tudo que planejamos. “A caixa com os brindes da editora não chegou”, “Esquecemos o pendrive com a apresentação”, “Esquecemos o canhoto com o número dos sorteios”, “O(a) autor(a) convidado(a) está atrasado”, etc. Estamos calejados com a maioria desses problemas e sabemos prontamente contorná-los, mas é sempre bom salientar que a colaboração do público é essencial para que transtornos sejam evitados.
                Ao fim do evento agradecemos, tiramos fotos, conversamos com o pessoal presente. Em casa, já repassamos o que deu certo, o que não deu, o que poderia melhorar e logo já estamos pensando e trabalhando no próximo evento.

Conclusão

               Fazemos um trabalho de incentivo à leitura que é quase que completamente voluntário. Fazemos isso porque gostamos e porque achamos que a literatura pode transformar vidas. Mesmo que um dia, sejamos pagos por isso, continuaremos a fazê-lo porque gostamos. Vivemos, respiramos, sentimos Literatura. E queremos repassar essas sensações para o maior número possível de leitores. E precisamos muito da sua ajuda. Foi em um evento? Procura saber quem são os organizadores. Procura conhecer o trabalho deles. Quem sabe o que você não pode encontrar?! Vai em um evento? Chama os amigos que curtem e chame aqueles que não estão habituados. Você pode formar um novo leitor! Divulgue, compartilhe, comente e tente ir nos próximos.
                Cada gesto de agradecimento, de ajuda, de felicidade de vocês é combustível para continuar a trabalhar em um país que encara a leitura e seus leitores como algo a se pôr em segundo plano.
                Seguimos na luta.
                Por amor ao que fazemos.



                E como estamos falando em eventos, logo teremos o anúncio do primeiro evento que estamos planejando para 2017. Alguém ai tem um palpite de qual será o tema? Vamos conversar nos comentário! ;)



Obs: Só para lembrar: Deixamos nossa pesquisa de opinião aberta no blog. Se quiser opinar sobre os eventos, basta clicar aqui.



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28/01/2017

RESENHA – Para sempre minha (Abbi Glines)

Rosemary Beach
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: GLINES, Abbi. Para sempre minha – série Rosemary Beach. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2016. 256 páginas. Tradução: Cássia Zanon
Gênero: Romance, New Adult
Temas: aborto, perdão
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2014 nos Estados Unidos da América e 2016 no Brasil
Série: Paixão sem limites (Livro 1), Tentação sem limites (Livro 2), Amor sem limites (Livro 3), Rush sem limites (Livro 4), Estranha Perfeição (Livro 5), Simples Perfeição(Livro 6), A Primeira Chance (Livro7), Mais uma Chance (Livro 8), Para Sempre Minha (Livro 9), Kiro e Emily (Livro 10) e À Sua Espera (Livro 11).



“Você se tornou meu lugar seguro depois de roubar meu coração”.
Para Sempre Minha – Livro 9 (posição 1.612 de 3.275 - E-book via Amazon)

 Queridos leitores, este é o nono livro da série Rosemary Beach, porém ele não compõe nenhuma outra subsérie, por ser livro único. Neste livro vamos conhecer um pouco mais sobre a história do Tripp e da Bethy. A partir do livro “Simples Perfeição”, que conta a história da Della e do Woods”, a autora começou a nos apresentar um pouco do que pode ter acontecido com eles no passado. Se você não leu os livros anteriores, infelizmente, você encontrará alguns spoilers nesta resenha.
Confesso que, nos primeiros livros que a Bethy aparece, eu sempre tive uma antipatia com ela. Não sei o motivo, mas ela nunca foi uma das minhas favoritas. Porém, a autora conseguiu redimi-la. Agora, eu passei a entender melhor as suas atitudes.
Há oitos anos, em um verão que o Tripp foi passar na praia de Rosemary Beach, ele conheceu a Bethy. Ela era sobrinha de uma das funcionárias do Country Club Kerrington, Darla, e morava em um trailer com o seu pai, que não dava atenção para a garota. Naquela época, o Tripp tinha 18 anos e a Bethy tinha 16. Ele pretendia passar o verão na praia e depois fugir das “garras” dos seus pais. O Tripp queria construir o seu próprio futuro, escolher o que faria com ele. Os seus pais exigiam que ele entrasse para a universidade de Yale, em Manhattan, e, depois, passar a cuidar das firmas de advocacia da família. Porém, ele não queria seguir os mesmos passos do pai, mas dar os seu próprios.
Ele e a Bethy se apaixonaram naquele verão. Todavia, ele precisou fugir, mesmo que seu coração pertencesse a ela. Infelizmente, a garota ficou grávida e com o desaparecimento dele, ela abortou o bebê. Isso foi um grande baque para a coitada da Bethy. Já que a sua tia, sem ver uma solução para a sobrinha, a levou para a clínica de aborto. Pessoalmente, eu também teria ficado profundamente magoada com o Tripp. Imagina, você engravida e do nada o seu namorado não aparece mais. O pior é que isso deve acontecer muito por aí.
Depois de muito tempo, ela conseguiu se recuperar da grande decepção e se envolveu com Jace, que nada mais era do que o primo do Tripp. Ao longo dessa nova relação, ela se apaixonou por ele. Aliás, passaram a formar um lindo casal. Essa relação começou na subsérie “Sem limites”, que conta a história da Blaire e do Rush.
Todavia, como na vida nem tudo são flores, quando a Della se mudou para Rosemary Beach e passou a morar, temporariamente, na casa do Tripp, ele resolveu voltar também. Nisso, ele descobriu que a Bethy era a namorada do seu primo e que estavam muito bem.
Já a Bethy, com o nascimento do bebê da Blaire, Nate, e o retorno do Tripp ela ficou muito confusa. Pois o grande amor da sua vida estava de volta e ela se culpava pela perda do seu bebê. Além, também, de se culpar por nunca ter contado a história do seu passado para o Jace. Com isso, ela passou a beber muito. Em um desses dias, em um luau na praia, como ela estava muito bêbada, decidiu entrar no mar e, consequentemente, se afogou. O Jace, muito desesperado para salvá-la, foi ao seu resgate e morreu (snif, snif). Ela conseguiu sobreviver porque o Woods também entrou no mar para ajudar.
E é aí que a vida dela vai por água abaixo. Acho que vou parar a resenha por aqui, leitores, mas sugiro a leitura deste livro. Pois, além de ser bom, ele fala muito de decisões erradas que impactam no nosso futuro. Também fala da culpa e do perdão, que, muitas vezes, levamos para o resto da nossa vida e que nos atrapalham a viver.
A autora, Abbi Glines, nasceu em Birmingham, Alabama. Morou na pequena cidade de Sumiton até os 18 anos, quando seguiu o namorado do colégio até a costa. Atualmente os dois moram com seus três filhos em Fairhope, Alabama. Autora de diversos livros da lista de mais vendidos do The New York Times, Abbi é viciada no Twitter (@abbiglines) e escreve regularmente no seu blog.
O livro foi escrito alternando o passado e o presente, em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Bethy e do Tripp. Como os capítulos são curtos, a leitura fluiu muito bem. Apesar de ser livro único, ainda senti a necessidade de fechar melhor a história deles. Então, vamos torcer para que a autora resolva escrever alguma outra continuação. Além disso, a editora disponibilizou o primeiro capítulo do livro, clique aqui para ler.
Por fim, ressalto que o próximo livro da série, À sua espera, conta a história do Mase, irmão da Harlow (a história dela está no livro “A primeira chance”), e da Reese. Acredito que será uma boa história também, haja vista que gostei muito do Mase, do pouco que o conheci no outro livro.
                
Rosemary Beach

Bibliografia da ABBI GLINES (ordem cronológica):
Livros:
Paixão sem limites – Arqueiro (2013)
● Tentação sem limites – Arqueiro (2014)
● Amor sem limites – Arqueiro (2014)
● Estranha Perfeição – Arqueiro (2014)
● Simples Perfeição – Arqueiro (2015)
● A primeira chance – Arqueiro (2015)
● Mais uma chance – Arqueiro (2016)
● Para sempre minha - Arqueiro (2016)
● Kiro e Emily - Arqueiro (2016)
● À sua espera - Arqueiro (2016)
● Ao seu encontro – Arqueiro (2017)
● The Best Goodbye – sem previsão para ser publicado no Brasil
● Up In Flames – sem previsão para ser publicado no Brasil
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24/01/2017

Resenha - A Perversa (Tarry Fisher)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: FISHER, Tarryn; tradução Chico Lopes. A Perversa. 1ª edição. Barueri, São Paulo: Faro Editorial, 2016. 256 páginas.
Gênero: Ficção.
Temas: Triângulo amoroso.
Categoria: Literatura estrangeira. Literatura norte-americana.
Ano de lançamento: 2016.
Série: Amor & Mentiras. A Oportunista (livro 1); A Perversa (livro 2); O Impostor (livro 3).








“Eu me virei para ver para onde ele olhara. Sabia que não deveria. Mas como poderia não fazê-lo? A resposta foi calara demais para mim. Ela me fez querer tapar os olhos e me esconder no abrigo da escuridão. Olivia era o alvo de seu olhar. Senti como se ele houvesse me deixado cair do mais alto dos edifícios. Despedaçada. Com todos os meus pedaços. Ele era um mentiroso. Um impostor. Eu quis desmontar no chão, ali mesmo, reconhecer minha derrota. Morrer e morrer novamente. Morrer e levar Olivia comigo. Morrer.”
*A Oportunista (pág. 211).

Ela voltou. Agora mais maldosa que antes. Depois de erguer Caleb Drake como um troféu e dar a ele um filho, Leah Smith percebe que esta não é a vida que lhe pertence. Depois do parto de Estella, o abismo que se abre entre o casal cresce. E Leah, pela primeira vez, percebe que nem tudo que nem tudo que se conquista vale a pena.
Olivia Kaspen, a outra ponta do triângulo amoroso, por outro lado, está bem casada e se sente amada. Apesar dos anos que se passaram, a advogada de sucesso ainda mexe com o coração de Caleb e com a cabeça de Leah.
Tarryn Fisher nos leva para os mais profundos pensamentos de Leah Smith, a ruiva que fez de tudo para fisgar Caleb Drake – o inglês terrivelmente apaixonado por Olivia – em “A Oportunista”, primeiro livro da trilogia Amor & Mentiras. Desta vez, conhecemos a alma da mulher que, de fora, parece horrivelmente má. Ao observarmos melhor a história dela, porém, percebemos que não passa de uma menina que não conseguiu fechar as cicatrizes abertas durante a vida. No início, dá raiva: Leah Smith acaba de dar luz à Estella, ruiva igual a ela. A mãe, porém, não tem nada de maternal e se refere a menina apenas como “o bebê”.  Vivenciamos o ódio, a pena e, depois, a compaixão.
Leah é como a moça que estampa o livro: obscura e deslumbrante

        A trama nos fascina pelo desenrolar inesperado dos fatos. A cada capítulo, uma nova descoberta. A introdução de Sam, o babá, enriquece a história: destemido, ele fala verdades que Leah não admite ou reconhece. Com diálogos ricos em emoção que dá entusiasmo ao leitor e utilização de linguagem coloquial – com direito a inúmeros palavrões –, Fisher soube conduzir esta história de forma empolgante. Ao término das páginas, devorar o próximo livro o mais rápido possível é o único desejo.
“Meu pai me deu um emprego de prestígio em sua empresa para provar quão pouco ele pensava no que eu realmente queria fazer. Meu namorado me dava sorrisos que não tinham reflexo em seus olhos. Minha mãe me dava um amor tão débil que parecia mais um desprezo coberto de açúcar. Se alguém houvesse se preocupado em dizer: Leah, tudo é coisa da sua cabeça... tudo que eu poderia fazer era me referir às três pessoas de minha vida que não queriam que eu, realmente, estivesse ao seu lado.” *A Perversa (pág. 149) 
 “A Perversa” é narrado em primeira pessoa, por meio da personagem Leah Smith. O livro é bem fluido e o foco narrativo é a vida de Leah e o amor obsessivo dela por Caleb. A relação temporal da obra é truncada – um capítulo dedicado ao passado e outro ao presente, de forma que os fatos do passado nos ajudam a interpretar melhor o que se passa no presente.
“Teria eu sabido no fundo de minha mente que era a segunda opção? Muita gente tem primeiros amores que realmente nunca terminam, mas como eu poderia ter percebido o grau de sua obsessão por Olivia? Que tipo de mulher sou eu se conscientemente me casei com um homem que não me amava? Ele é um impostor. Ele roubou minha vida; roubou a dela. Maldição, por que ainda estou pensando na vida dela?” *A Perversa (pág. 251)
Tarryn Fisher é cofundadora de um blog de moda e coautora da série Never Never, de Colleen Hoover. A autora do romance de Olivia Kaspen, Caleb Drake e Leah Smith mora em Seattle com a família. A trilogia “Amor & Mentiras” marca a entrada da autora no mundo literário.

Os livros da trilogia Amor & Mentiras

O triângulo amoroso criado por Tarryn Fisher é um verdadeiro soco de realidade naqueles que acreditam em sonhos de fadas. O mundo de mentiras, enganação e trapaças que envolvem o amor existe – e é isso que Fisher nos mostra. Ao conhecer a trilogia, embarcamos em uma montanha russa de emoções. O leitor que gosta de calmaria e romances perfeitos não se dará bem com estes livros. Acredito que é essencial ler a trilogia na ordem para entender os fatos; apesar de cada obra apresentar o ponto de vista de um dos três protagonistas, há uma ordem cronológica. Por fim, sejam bem-vindos ao mundo cruelmente verdadeiro de Fisher.



Bibliografia de TARRYN FISHER (ordem cronológica):

Livros:
·         A Oportunista – Faro Editorial (2016).
·         A Perversa – Fato Editorial (2016).
·         O Impostor – Fato Editorial (2016).

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23/01/2017

Pelos caminhos mais sombrios, contos do mestre do terror

Olá, queridos leitores! Tudo certinho? Vamos de mais um livro da coleção Medo Clássico, lançada pela DarkSide? Já andei falando por aqui, recentemente, sobre a nova edição de Frankeinstein, que está maravilhosa, inclusive. Agora é a vez de Edgar Allan Poe, o mestre dos mestres da literatura fantástica, ganhou uma novíssima coletânea de seus contos, é sobre ela que vamos falar hoje, continuem lendo para saber mais. 😝

" - Por que eu deveria? Só porque você me convocou, não quer dizer que é o meu chefe."

Conhecidas mundialmente, as obras de Poe são sinônimos de grandeza e genialidade. Seus personagens são eternos. A prosa e poesia foram escritas à pena, manchadas de sangue. Uma mistura inigualável.


Sobre a obra:


Nada melhor do que começar pelo prefácio, não é mesmo? Nessa obra, este foi escrito pelo poeta Chales Baudelaire, um grande e assumido admirador de Poe. Caminhando por entre as páginas podemos encontrar contos divididos em blocos temáticos, o que ajuda na hora de visualizar a abrangência da obra. Tem de tudo no universo de Edgar, morte, narradores homicidas, mulheres imortais, aventuras, as histórias do detetive Auguste Duplin, personagem que serviu de inspiração para Sherlock HolmesApresenta ainda “O Corvo” na sua versão original, em inglês, além de reunir suas mais importantes traduções para o português: a de Machado de Assis (1883) e a de Fernando Pessoa (1924). Contendo 384 páginas, o livro vai ganhar um segundo volume, que já está sendo organizado pela Dark

Sobre o autor:


Tudo o que hoje conhecemos como terror começou a ganhar forma na obra de Edgar Allan Poe. Stephen King, Clive Barker ou H.P. Lovecraft são apenas alguns de seus discípulos mais sombrios. Porém, com certeza não são os únicos. Desde o século XIX, o criador de “O Corvo” vem influenciando gerações de escritores consagrados, dos mais diversos gêneros, como Henry James, Franz Kafka, Arthur Conan Doyle, Júlio Verne, Vladimir Nabokov, Oscar Wilde e Jorge Luis Borges.


Edgar Allan Poe faz um sucesso enorme, não há como negar, tanto que já teve diversas de suas obras traduzidas, vive aparecendo em componentes da cultura pop, até mesmo em desenhos como Os Simpsons e em quadrinhos como os de Neil Gaiman.

É isso ai gente, espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre essa obra. Se quiserem explorar o livro da mesma linha Medos Clássicos, Frankeinsten, cliquem no nome. Não deixem de comentar e compartilhar esse post, seria de muita ajuda, além do mais, é sempre bom conversarmos. 💬

Beijão!!! 😉💖




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21/01/2017

Horóscopo dos livros: Aquário


Olá, amigas (os) leitoras (es),tudo bem com vocês?

Como vão este começo de ano? Definiram as metas de leitura para 2017? Não? Eu também não (hahaha). Então, como ainda não fizemos nosso planejamento, que tal começarmos o ano com o nosso post dos personagens literários ligados aos signos dos zodíacos?

Sendo assim, a partir de hoje até o dia 19 de fevereiro o sol estará na casa de aquário, o penúltimo signo do zodíaco. Têm alguma aquariana (o) por aqui? 


Caso queira ler o que os astros disseram para os signos de gêmeoscâncerleãovirgemlibra, escorpiãosagitário e capricórnio, basta clicar nos respectivos signos. ;)


Aquário (21 de janeiro - 19 de fevereiro) - Signo do ar

De acordo com o site Tão Feminino, descrevemos abaixo o perfil do signo de aquário:

Com sua alma livre, Aquário difunde solidariedade, fraternidade, cooperação e felicidade pelo mundo. O papel deste signo de ar consiste em liberar ondas de energia positivas para renovar a vida e promover um futuro melhor. Bonito, certo? Imaginativos e confiantes na sua intuição, podem ter reviravoltas surpreendentes em sua carreira, já que ficam facilmente entediados quando caem na rotina.

Características da pessoa deste signo: honesta, leal, independente, cooperativa, imprevisível, intelectual.

Personagem feminina: Susanna Finch do livro “Uma Noite Para Se Entregar”, da autora Tessa Dare.

Sinopse do livro:Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos.O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

Breve avaliação da personagem: A Susanna é aquela personagem que é linda e extremamente inteligente. Por ter uma energia positiva, ela conquistou várias jovens que tinham dificuldades em se encaixarem na "sociedade". Sendo assim, é ela quem lidera essas jovens que vivem com ela em Spindle Cove.

Personagem masculino: Simon, do livro “Subindo pelas Paredes”, da autora Alice Clayton.

Sinopse do livro: A primeira noite de Caroline em seu novo apartamento é uma promessa de que dias e noites agitados virão. Ela não poderia imaginar que dividiria a fina parede do seu quarto com um cara capaz de deixar uma mulher completamente maluca na cama. Aliás, uma não, Caroline já contou pelo menos três gritos e gemidos diferentes. Conviver toda madrugada com a animação do apartamento ao lado deixa Caroline ainda mais afundada na crise sexual que a acompanha há tempos. Mas ela nem sequer pode imaginar que o vizinho que ela abomina talvez seja o único capaz de lhe trazer de volta seus orgasmos. Em Subindo pelas paredes, Alice Clayton mistura humor, paixão e boas doses de sensualidade, capazes de fazer qualquer uma cair de joelhos e se apaixonar.

Breve avaliação do personagem: O Simon é um fotógrafo que gosta de liberdade. Ele não consegue ficar preso a apenas uma pessoa, sendo assim, ele têm algumas amantes. Ele é inteligente e bonito, além de ser carismático. Você vai suspirar por ele.

É isso. Até a próxima, queridos leitores!

Astróloga literária (rsrsrs) Gabi Crivellente


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RESENHA – O Conde Enfeitiçado (Julia Quinn)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: QUINN, Julia. O Conde Enfeitiçado – série “Os Bridgertons”. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2015. 304 páginas. Tradução: Cláudia Costa Guimarães.
Gênero: Romance histórico
Temas: suicídio, filhos órfãos
Categoria: Literatura Estrangeira
Ano de lançamento: 2004 no exterior e 2015 no Brasil
Série: O Duque e Eu (Livro 1), O Visconde que me amava (Livro 2), e Um perfeito cavalheiro (Livro 3), Os segredos de Colin Bridgerton (Livro 4), Para SirPhillip, Com Amor (Livro 5), O Conde Enfeitiçado (Livro 6), Um Beijo Inesquecível (Livro 7), A Caminho do Altar (Livro 8) e E Viveram Felizes para Sempre (Livro 9).





“Um instante tão extraordinário, tão claro e tão nítido que temos a sensação de havermos sido golpeados no peito, deixados sem fôlego, sabendo, sem a menor sombra de dúvida, que nossa vida jamais será a mesma”.
O Conde Enfeitiçado – Livro 6. (posição 71  de 5.638 páginas - E-book via Amazon)


Leitores, eu adoro a série dos “Bridgerton”, sendo composta por oito livros, cada um com uma história diferente de cada irmão Bridgerton, o nono é sobre a mãe deles, Violet, com oito epílogos extras, um de cada irmão.
Julia Quinn
Neste livro, vamos conhecer a história da Francesca Bridgerton. Tinha um certa curiosidade para conhecê-la, tendo em vista que ela não aparece muito nos livros anteriores. Tirei uma foto (imagem ao lado) da árvore genealógica da família, para facilitar a sua compreensão. 
O Michael Stirling era primo do conde de Kilmartin, John. Eles foram criados como irmãos. Os pais deles eram irmãos gêmeos, mas como o pai de John nasceu alguns minutos antes, então, ele herdou o título de conde. Porém, mesmo que Michael não tenha sido o conde, ele nunca sentiu inveja do seu primo, pelo contrário, sempre o admirou muito. Todavia, para o seu desamparo, ele se apaixonou justamente pela esposa do primo, Francesca Bridgerton, no momento em que a viu pela primeira vez.
Ao longo dos dois anos de casamento entre os dois, o Michael tentou disfarçar muito bem o seu amor por ela. Ele virou um libertino, pois buscava em outras mulheres aquilo que ele nunca poderia ter (clichê, não?). Por ser o melhor amigo do primo, ele se tornou, também, melhor amigo da Francesca. Ela sempre gostou muito dele e o tinha como um dos seus amigos e confidentes mais queridos, contudo, ela nunca desconfiou que ele tinha algum outro sentimento por ela, a não ser de amizade. Leitores, deve ter sido bem difícil para o Michael, não é mesmo? Viver próximo do grande amor da sua vida sem poder nunca demonstrar o seu sentimento.
Para a tristeza dela, o conde morreu. Como eles não tinham herdeiros, o Michael, que era o próximo na sucessão do título, se tornou o novo conde de Kilmartin. Mas ele não suportava a dor e a culpa, pois nunca quisera nada do seu primo – nem o título, poder ou dinheiro que ele tinha – com exceção da Francesca.
A Francesca ficou inconsolável com a morte do marido e tentou buscar consolo com seu amigo. Porém, para o Michael era muito difícil ajudá-la nesse momento e ainda ter que assumir as responsabilidades que antes eram do John. Sendo assim, ele resolveu partir para a Índia, e ficou por lá durante quatro anos.
Ao retornar, eles se encontraram novamente. Ambos mais maduros. A Francesca, que agora tinha 26 anos, estava com muita vontade de ser mãe. Para isso, ela precisava se casar novamente, todavia ela sabia que nunca mais conseguiria entregar seu coração para mais nenhum homem.
Leitores, com o retorno do Michael será que ele conseguiria aguentar o grande amor da sua vida procurar outro marido? Não vou contar aqui, até porque é romance histórico e, provavelmente, vocês já devem suspeitar o que vai acontecer. Admito que esperava um pouco mais da Francesca, contudo achei compreensíveis algumas atitudes dela. Quanto ao Michael eu não tenho nada a reclamar dele, pelo contrário, sofri com ele todo esse drama de amor não correspondido.
A Julia Quinn, autora do livro, começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.
O livro possui 24 capítulos, e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito pelo ponto de vista do Michael e da Francesca, em primeira pessoa. A cada início de capítulo tem alguns trechos de cartas que tanto o Michael quanto a Francesca trocaram com alguns familiares, como a mãe dele e a irmã dela, Eloise. Além disso, o livro foi dividido em duas partes, a primeira sobre a morte do John e a segunda quando o Michael retorna da Índia.
Ainda mais, a editora disponibilizou um trecho do próximo livro da série, “Um beijo inesquecível”, que conta a história da Hyacinth, irmã mais nova da Francesca, e do Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury (para ler um trecho do próximo livro, clique aqui).
Todos os livros da série já foram publicados no Brasil pela editora Arqueiro. Do pouco que vi da Hyacinth nos livros anteriores, tenho muita expectativa sobre a história dela.
O Conde Enfeitiçado

Bibliografia da JULIA QUINN (ordem cronológica):

Livros:
     O Duque e Eu – Arqueiro (2013)
     O Visconde que me amava – Arqueiro (2013)
     Um perfeito cavalheiro - Arqueiro (2014)
     Os segredos de Colin Bridgerton – Arqueiro (2014)
     Para Sir Phillip, Com Amor – Arqueiro (2015)
     O Conde Enfeitiçado – Arqueiro (2015)
     Um Beijo Inesquecível – Arqueiro (2016)
     A Caminho do Altar – Arqueiro (2016)
     E Viveram Felizes para Sempre – Arqueiro (2016)



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20/01/2017

Frankenstein está mais vivo do que nunca

Olá, queridos leitores! Hoje é dia de divulgação e o motivo é nobre: a obra Frankenstein, de Mary Shelley, acaba de ganhar uma nova edição comemorativa no aniversário de duzentos anos da primeira publicação. Olha, não é pouco tempo não... Mas não é por menos que o livro é um sucesso mundial, esse clássico da literatura inglesa se tornou eterno. Agora em uma versão de luxo da DarkSide. Confiram um pouco mais sobre a obra e seu novo corpinho:


Com ilustrações feitas por Pedro Franz, artista visual e autor de quadrinhos reconhecido internacionalmente. O livro é impresso em duas cores: preto e sangue. Ah! Detalhe, saibam que a Dark também está lançando outros livros icônicos na linha Medo Clássico, tem Edgar Allan Poe na lista e logo vocês saberão um pouco mais.  😋



Sobre a obra:


A obra relata a vida de um jovem estudante de ciências naturais, Victor Frankenstein, que produz um mostro dentro de seu laboratório a partir do estudo da reanimação de tecidos mortos. Porém, o mostro criado e julgado pelo próprio Frankentein uma aberração, acaba ganhando mais que vida, passa a ter consciência, vontade, desejo e até mesmo medo. É então que criador e criatura se enfrentam neste fascinante texto.

Considerado por Stephen King, aclamado escritor de terror, um dos três grandes clássicos do gênero, a  obra também ocupa o primeiro lugar no seguimento ficção cientifica, por ter sido dita como percursora do gênero. Adaptado incontáveis vezes para o cinema e teatro, o livro segue sendo reinterpretado desde 1818. Essa nova edição conta com quatro contos sobre a Imortalidade, em que Shelley continua a explorar os perigos e percalços daqueles que se arriscam à tentação de criar vida: “Valério: O Romano Reanimado”; “Roger Dodsworth: O Inglês Reanimado”; “Transformação”; e “O Imortal Mortal”, histórias pesquisadas e traduzidas por Carlos Primati, estudioso do gênero. 




Sobre a autora:


Mary Shelley tinha apenas 19 anos quando começou a escrever Frankenstein, marco do terror e da ficção científica. Empoderada desde o berço, Shelley era filha de ninguém menos que Mary Wollstonecraft, a autora do primeiro tratado feminista da história, A Reivindicação dos Direitos da Mulher, de 1792! Mary Shelley estudou filosofia e ciências, além de ser defensora do amor livre — 150 anos antes de Woodstock. Além de Frankenstein, escreveu romances como Mathilda (1820), O Último Homem (1826) e Lodore (1835), e editou parte da obra do marido, o poeta Percy Shelley.


“Frankenstein tornou-se a minha Bíblia, pois Mary Shelley escreveu, no ápice de sua juventude, a pura essência do isolamento que se tem na infância. Você não pertence a este mundo, foi trazido para cá por pessoas que não se importam com você, e jogado em meio a um turbilhão de sofrimento, raiva e dor.”
— GUILLERMO DEL TORO 

 “E agora, mais uma vez, desejo à minha hedionda criatura que viva e seja feliz.”
— MARY SHELLEY 

Incrível como uma obra literária pode passear pelo tempo dessa forma e ainda assim permanecer intocável e integra, acredito que esse é o maior poder das palavras escritas, elas são eternas quando bem colocadas.

Espero que tenham gostado do post. Não deixem de comentar e de compartilhar nas redes sociais a novidade, nós adoraríamos ver essa interação. 

Beijão!!! Até a próxima. 😉💖
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