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22/04/2017

RESENHA- A parede branca do meu quarto (Marina Oliveira)

 Ficha técnica:
Referência bibliográfica: OLIVEIRA, Marina. A parede Branca do meu quarto. 1ª edição Brasília, Thesaurus, 2015. 382 páginas.
Gênero: Jovem adulto
Temas: Futuro juvenil, ensino médio, juventude brasiliense, amor, família, paz interior
CategoriaLiteratura brasileira
Ano de lançamento: 2015














“Chorava por coisas quem nem pareciam ter tanta importância.Mas tinham.”
*A Parede Branca do meu quarto (pág.197).

Essa obra literária conta a história da Mariana, uma menina que está indo para o terceiro ano do Ensino Médio em um colégio novo por conta de um vídeo onde ela aparece dando um surto psicótico durante uma prova. O tal vídeo tomou uma proporção tão grande que o fato vira a vida da garota de cabeça para baixo, além de ficar conhecida como a Lunática do PAS, Mariana acaba por se afastar do melhor amigo e tem que se adaptar à nova escola. As coisas realmente ficam complicadas e no livro veremos como essa garota passa por tudo isso e o mais importante, como ela muda diante dos acontecimentos.
Sobre a protagonista, primeiramente gostaria de dizer que nos capítulos iniciais tive vontade de esganá-la. Em seus primeiros dias na escola nova a garota, que é a própria narradora, se mostra muito arrogante, como se fosse superior devido à sua inteligência acima da média. Felizmente, esta é somente uma primeira impressão, muito bem elaborada pela autora, inclusive, já que ao longo dos capítulos ela nos mostra quais partes dos pensamentos de Mariana são inseguranças e quais delas fazem parte da sua real essência. Com o tempo, acreditem, vocês se colocarão no lugar da Mariana, ou melhor, se identificarão com os dilemas que ela está vivendo. 
Quanto aos outros personagens, sua família é muito presente na história, o que eu, particularmente, acho um ponto extremamente positivo e essencial para o desenrolar da trama. Dentre os integrantes dessa família temos o irmão da Mariana, Lucas, que como a própria vai nos cativando aos poucos; a Carla, mãe da dona Mariana, que acaba por ganhar destaque mais para o final do livro; e a Vó Fatinha, de longe a personagem mais carismática de todas, apaixonante, quem não gosta de uma avó que vê além do superficial, que nos dá um afago e também nos leva à realidade de forma sutil? A Vó Fatinha é assim, e ainda por cima traz um pensamento fantástico para o livro, o de que não há distinção entre as religiões. Se elas estiverem no seu coração, há espaço para todas as culturas e pensamentos. Para vocês entenderem melhor, a Vó Fatinha frequenta todos os cultos, de todas as religiões que vocês possam imaginar, ela tem amigos de todos os tipos. Dentro da família ficou faltando comentar apenas do pai da Mariana. Ele representa um certo mistério dentro da história, e a garota em sua narração sempre fala dele com um certo rancor por ele ter deixado a família. Mas quem for ler o livro verá que as coisas nem sempre são como aparentam ser.
Agora comentando sobre os colegas de Mariana nesta trama, temos a Lara e o Maurício como principais na nova escola e o Ian, o amigo de quem ela se distanciou. O que dizer da Lara? Ela é quebra de padrão, eu arriscaria dizer, linda, rica, de cabelos cacheados, morena e fã de bandas coreanas. Lara é realmente uma garota incomparável e fará Mariana conhecer novas facetas de si mesma. Maurício, por sua vez, é um garoto que conquista desde o início, todo na dele, estiloso (cabelo grande) e transparece uma certa segurança. O Ian é uma peça-chave do surto que Mariana deu durante o PAS (programa de avaliação seriada), um certo segredo dele foi descoberto e isso fez Mariana se afastar de quem outrora era seu melhor e único amigo. Ainda sobre o Ian, digo que ele é o personagem de quem eu gostaria de ler mais no livro, mais retalhos dessa amizade poderiam dar um bom toque a este personagem.

O desenvolvimento da história ocorre em um tempo perfeito, ponto de grande importância, pois é o que confere fluidez à leitura. Afinal, ninguém gosta de obras onde os acontecimentos se atropelam ou se arrastam. Ao longo dos capítulos a autora de fato nos prende, e ter que parar para dormir ou fazer qualquer outra coisa pode se tornar um problema. Algo que chama atenção são os títulos dos capítulos: além de servirem como lembretes do que ocorreu em cada um, eles também dão o tom, trazem um sentido a mais.
Com tudo o que disse dá para ver que é um livro que aborda bastante os assuntos como família, amizades e escola. Além disso, ela fala de algo primordial na vida de cada ser humano: o autoconhecimento. Não basta ser alguém, você precisa saber quem você é de verdade, suas limitações e qualidades.
Alguns diriam que se trata de um livro adolescente ou no máximo jovem. Eu digo que é um livro para todos que buscam conhecimento, para os que procuram entender os atos dos que estão ao redor e até mesmo os seus próprios, para os analíticos de plantão.
Se eu tenho mais para falar? Muito, mas quero que os leitores deixem-se envolver por este livro.
Nota à autora: Marina, tudo bem? Queria dizer que te conhecer me deu mais esperança de conseguir fazer perguntas sobre a dona Mariana e suas peripécias, mas gostaria que soubesse que o livro me cativou verdadeiramente, não elogiei pelo fato de ter a certeza de que leria esse post.  Você fez um belíssimo trabalho.



Bibliografia de MARINA OLIVEIRA:

Livros:

  • A Parede Branca do meu quarto - Thesaurus (2015)


É isso, pessoal. Espero que tenham gostado da minha resenha. Saibam que muitas outras estão a caminho.

Obs.: Bem, sempre existem as resenhas e postagens do meu blog pessoal: www.variavels.com

Beijão, até a próxima!!! 

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21/04/2017

Horóscopo dos livros: Touro

Horóscopo dos livros

Olá, leitores da Academia, como vão?

A partir de hoje, 21/04, até o dia 20 de maio o sol estará na casa de Touro. Apesar de não conhecer muitas pessoas desse signo, já ouvi falar que são pessoas muito determinadas.

Nota do editor: Você me conhece, já é mais que o suficiente 😎

Então, vamos ver o que o horóscopo reservou para este signo hoje?

Caso queiram ler o que os astros disseram para os signos de gêmeoscâncerleãovirgemlibra, escorpiãosagitáriocapricórnioaquáriopeixes e áries basta clicar nos respectivos links. ;)



Touro (21 de abril - 20 de maio) - Signo da Terra



De acordo com o site Tão Feminino, descrevemos abaixo o perfil do signo de uma taurina:

O que as taurinas mais querem é criar raízes na vida. A nativa de Touro toma as responsabilidades nas mãos, trabalha duro para alcançar um padrão de vida melhor e não gasta dinheiro com bobagem. Quando tem um objetivo, não há quem faça esta mulher mudar de ideia! A taurina é uma amiga que vai adorar se arrumar junto com você para a balada e terá um abraço firme para animá-la nas horas difíceis (mas ela não tem muito saco para manha, viu?). Não pise no pé dela, porque a nativa de Touro pode ser vingativa. Às vezes, demora a achar uma cara-metade que atenda a todas as suas exigências, mas quando encontra... Ela ativa um charme de sedução irresistível e “pega de jeito”.

Características da pessoa deste signo: teimosa, cautelosa, persistente, determinada, alegre, valente, habilidosa, possessiva...

Lisa Kleypas.
Personagem feminina: Amelia Hathaway do livro “Desejo à Meia-Noite”, da autora Lisa Kleypas. 
Sinopse do livro: Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.
Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?
Breve avaliação da personagem: Ela é uma personagem responsável, pois, após, a morte dos seus pais, ela se dedica, exclusivamente, a cuidar dos seus irmãos mais novos. Ela é uma das personagens mais determinadas e independentes que já conheci. Tem muito senso de responsabilidade com sua família. 

Deborah Harkness. Personagem masculino: Matthew Clermont do livro “A Descoberta das Bruxas”, da autora Deborah Harkness. 
Sinopse do livro: A professora Diana Bishop foi convencida pelo medo de que é melhor ser humana do que bruxa. Mas quando descobre um antigo manuscrito com a origem de espécies sobrenaturais, fica muito próxima do mundo do qual sempre fugiu. Demônios e vampiros passam a cruzar seu caminho, e o instinto de sobrevivência dessas criaturas faz Diana ser uma presa vulnerável. Até que ela seja capaz de dominar os próprios dons e usar seus poderes.
Breve avaliação da personagem: O Matthew é um vampiro determinado e teimoso. Além de ser protetor com a família e com a sua amada, Diana. Ele vai fazer de tudo para cuidar dos familiares que ama.



E aí, leitores, o que acharam das características dos taurinos? 
Até o próximo mês. Vamos aguardar as novidades que os astros trarão para nós!

Astróloga literária (rsrsrs) Gabi Crivellente
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20/04/2017

7 motivos para ler Guanabara Real: A Alcova da Morte

Olá, queridos leitores da Academia! Como devem saber, a Academia acompanhou bem de perto a divulgação da obra Guanabara Real: A Alcova da Morte. Nesse meio tempo fizemos divulgação exclusiva, entrevistamos editor e autores e em breve (quero eu) sai a resenha. Enquanto ela não vem, resolvi estrear uma TAG que já estava querendo fazer a algum tempo, que é uma lista de motivos para dar aquele empurrãozinho aos leitores que estão em duvida se vale ou não a pena ler um determinado livro. Antes de mais nada, quero deixar registrado que trata-se de uma opinião minha (assim como as resenhas) e ninguém é obrigado a segui-las (ou concordar com elas). Ok? Dito isso, vamos à lista:



1- Tem mistério


Você curte um bom mistério? Que te deixa de cabelo em pé a cada nova página? Que te faz devorar o livro em dias só para saber o que rola no final? Eis aqui uma boa adição a sua estante. Guanabara Real apresenta uma trama de mistério que envolve um assassinato na noite de inauguração de um importante monumento construído pelo Barão do Desterro, um dos mais influentes empresários e filantropos do Brasil. Não bastasse isso, no local do crime foram encontrados pictogramas feitos com sangue (e não era o sangue do morto). Quanto mais os protagonistas se embrenham na investigação, mais perguntas aparecem, aumentando ainda mais o mistério do que parecia, ao primeiro momento, ser "apenas" um assassinato.

2- Fantasia nacional


Escrever fantasia no Brasil é algo complicado. Não bastasse todo o preconceito em torno da literatura nacional como um todo, escrever fantasia se torna um desafio ainda maior pelo puro ceticismo dos consumidores desse tipo de literatura que se apoiam (e por vezes comparam) nossos nacionais com obras de grande destaque lá fora, como alguns títulos que frequentemente vemos em editoras como a Leya, Darkside e Record. Isso não é uma discussão para essa lista (talvez em um post específico sobre o assunto). O fato é que temos sim grandes nomes do gênero, embora (ainda) sejam poucos. Posso citar rapidamente: Leonel Caldela, Eduardo Spohr, Affonso Solano e Raphael Draccon. E cada vez que você apoia um, você da oportunidade para outros se aventurarem, trazendo conteúdos cada vez mais, perdão pelo trocadilho, fantásticos a nossa literatura fantástica nacional. E Guanabara Real é um ótimo exemplo de como temos bons expoentes dessa vertente. 

3- Ambientado no Brasil


Isso é algo que defendo com unhas e dentes: o autor que pede valorização de autores nacionais, tem de começar fazendo ele a diferença. Quantas obras não consumimos que se passam no exterior? Porque não ambientar a história em terras nacionais? Pra mim isso faz uma diferença enorme na aproximação com o leitor. Não que isso seja obrigatório nem nada e não existe nenhuma regra que diz que a história de autor x deva se passar no Brasil, mas tem algumas histórias que já li, que ficava pensando: poderia ser ambientado facilmente no Brasil. Existem coisas que simplesmente não fazem sentido dentro da própria narrativa e por vezes isso tira até o prazer da leitura. Quase sempre que pego uma história nacional e vejo que é ambientada no Brasil, fico pensando "não seria legal passar pelo local x que o autor colocou na sua história?" Posso até tentar escrever um Academia Opina sobre o assunto, se vocês se animarem. Sobre Guanabara, embora seja um livro de fantasia retrofuturista, ele é ambientado no Rio de Janeiro (fictício, mas ainda assim, Rio de Janeiro). Eu, como leitor, costumo olhar com um pouco mais de carinho para obras ambientadas em nosso território, embora, novamente, não veja como um problema narrar obra em qualquer canto do universo, desde que tenha uma proposta legal dentro da trama.


4- Vilão Foda (sim, com F maiúsculo)


Não adianta colocar em uma história grandes heróis, se o vilão não está à altura (ou acima) destes. E o vilão de Guanabara Real é tão foda, mas tão foda, que ninguém conseguiu descobrir o que ele fez até ser tarde demais. Se brincar, nem o narrador sabia até ler a última página rs. Além de dar muita dor de cabeça para os protagonistas, o final épico (e com gosto de quero MUITO mais) foi obra dele. Obviamente, não me estenderei nesse ponto, já que é um spoiler gigantesco enaltecer ainda mais o vilão da história. Nem preciso dizer que terá continuação, né?

5- Crítica Social 


Guanabara Real apresenta em sua narrativa muitas críticas à sociedade. A começar pela desigualdade social, retratada nas histórias de alguns personagens da trama e no próprio cenário que é o Rio de Janeiro até os dias atuais, com favelas sem saneamento básico para os pobres e opulentas mansões para os ricos. Eles em sua opulência e o pobre em sua miséria. O racismo, questões de gênero e o machismo também são pontos muito bem explorados na trama. E tudo isso é feito de forma natural dentro do que é proposto na história, sem forçar barra, sem levantar bandeiras. Apenas mostrando a coisa como ela realmente é.

6- Quebra estereótipos 


A líder da agência Guanabara Real é uma mulher. Um dos associados é um engenheiro negro. E o terceiro tem traços indígenas, é bissexual e lida com ocultismo. Dai você pergunta: sim, e dai? E eu respondo: estamos falando de uma obra ambientada no final do século XIX, onde o preconceito imperava escancarado na sociedade. Então imagine esses três, seres tão distintos do que a sociedade chamava na época de "gente civilizada" enfrentando tudo e todos para trazer justiça? Fora isso, apenas o simples fato de termos representantes das pretensas minorias como protagonistas, por si só, é algo digno de nota.


7- É uma obra escrita por três autores


Isso mesmo que você leu! Guanabara Real foi idealizado e escrito pelas mãos habilidosas de três autores nacionais. São eles: Andre Zanki Cordenonsi, Enéias TavaresNikelen Witter! Cada qual responsável por dar vida aos personagens Firmino Boaventura, Remy Rudá e Maria Tereza Floresta, respectivamente. Cada capítulo é narrado pela ótica de um dos personagens centrais da trama e é possível notar as peculiaridades na construção do texto de cada um, sem que isso prejudique a dinâmica do livro. Nunca tinha lido uma obra nesse formato e adorei a experiência.

Da esquerda para a direita: Andre Zanki Cordenonsi, Enéias Tavares e Nikelen Witter

É isso, queridos leitores! Espero ter ajudado vocês a darem uma chance a esse livro fantástico. Não só ele, mas a literatura fantástica nacional, que acreditem, tem um potencial enorme no Brasil e precisa demais do seu apoio.

E se estiverem pensando em adquirir o livro, saiba que ele está com desconto de 20% na Saraiva! Se este post te ajudou clique aqui e compre o seu exemplar ;)

Até a próxima.

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18/04/2017

RESENHA - A CABANA (William P. Young)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: YOUNG, William P.; tradução de Alves Calado. A Cabana. 1ª edição. São Paulo: Arqueiro, 2017. 248 páginas.
Gênero: Ficção.
Temas: Superação. Deus. Assassinato.
Categoria: Literatura Estrangeira. Literatura norte-americana.
Ano de lançamento: 2008.











“Mack concentrou-se no caminho. Enquanto rodeava as árvores, viu pela primeira vez um magnífico jardim e pomar, contido num terreno que não teria mais de 4 mil metros quadrados. Mack imaginara um jardim em estilo inglês, perfeitamente cuidado e organizado. Não era assim!
Era um caos de cores. Jorros ofuscantes de flores se espalhavam em meio a legumes, verduras e ervas plantados aleatoriamente, um tipo de vegetação que Mack nunca vira. Era confuso, espantoso e incrivelmente lindo.”
*A Cabana (pág. 121).

A ‘Grande Tristeza’ anda lado a lado com Mackenzie Allen Phillips desde a morte da sua filha mais nova, Missy. A criança foi sequestrada e o corpo nunca foi encontrado – apenas o vestido que ela vestia antes de sumir. A roupa foi achada ensanguentada em uma cabana velha, e Mack nunca esqueceu aquele lugar. 
Um dia ele recebe uma carta inesperada: Deus o convida para um encontro onde os seus pesadelos moram, naquela terrível cabana. Ele, então, aproveita a saída da esposa Nan e dos filhos em um fim de semana e vai até o local, sem saber se encontrará Deus, o assassino de Missy, ou pior: nada.
William P. Young nos leva a uma aventura ao lado de Mack, o homem que, compreensivelmente, se revoltou contra Deus após  o sumiço da filha mais nova. Ele não se conforma com a maneira como a vida dela foi tirada tão repentinamente. Nan, a mãe de Missy e esposa dele, é diferente: ela tem um apego especial com Papai, como ela chama Deus. 
A primeira parte do livro pode desestimular a leitura. Ela é monótona, melancólica e triste, sem atrativos para acompanhar o ritmo da história. O Mack do início é um homem comum que frequenta a igreja mas não se contenta nem se conforma com a visão que tem de Deus. Ao receber a carta, porém, tudo muda. Nós, então, vibramos com a possibilidade de uma história empolgante. E é exatamente isso que o autor nos dá. 
Mack conhece Deus (Papai), Jesus e Sarayu (o Espírito Santo). O autor estudou teologia e por isso podemos perceber em inúmeras passagens que ele acrescenta explicações e bases religiosas para os personagens criados por ele. Esses, por sua vez, personificam grupos que historicamente sofrem preconceitos: Papai é uma mulher negra e gorda; Jesus é israelense; Sarayu é oriental. A representação dessas pessoas é um dos grandes acertos da trama. 

Edição especial de 10 anos de "A Cabana", publicada pela Arqueiro em 2017 

A edição especial de 10 anos de lançamento da obra – publicada pela Arqueiro aqui no Brasil – traz novidades. Além da capa ser uma cena do filme baseado na história de William P. Young – lançado neste mês –, há outras fotos dentro do livro, que mostram um pouco da representação dos personagens nas telonas. Há também uma nota do autor contando como a obra foi escrita e de que forma ela se tornou um sucesso de vendas. “A Cabana” foi traduzida para 50 idiomas e já vendeu 20 milhões de cópias pelo mundo.
Deus é tudo que a gente imagina de bom. William P. Young não nos acrescenta nada mais além da bondade divina que todos nós conhecemos. Apesar disso, vale a pena descobrir como se configuram intimamente esses três personagens. Podemos acompanhar também a "cura" da alma de Mack. Ele passa poucos dias com Papai e os demais em um ambiente celestial, que impressiona pelas transformações incomuns da natureza.

"- Mack, eu crio um bem incrível a partir de tragédias indescritíveis, mas isso não significa que eu as orquestre. Nunca pense que o fato de eu usar algo para um bem maior significa que eu o provoquei ou que preciso dele para realizar meus propósitos. Essa crença só vai levá-lo a ideias falsas a meu respeito. A graça não depende da existência do sofrimento, mas onde há sofrimento você encontrará a graça de inúmeras maneiras."  *A Cabana, pág. 177.

O livro é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente. A trama é fluida e o foco narrativo se restringe à mudança de Mack em relação ao seu relacionamento com Papai. A aventura do protagonista nos leva a um mundo perfeito, onde tudo é florido e é sempre verão – o que torna a leitura agradável, uma boa companhia em meio à correria do dia a dia.
William P. Young tem uma trajetória incomum: ele foi criado por pais missionários em uma tribo indígena em montanhas da antiga Nova Guiné Holandesa. Para pagar os estudos, trabalhou como DJ, salva-vidas e teve outros empregos temporários. Ele é formado em Religião, no Oregon, EUA.
“A Cabana” é um daqueles livros que nos deleitam por ser leve e nos proporcionar uma história que, apesar de triste, ainda assim é sobre felicidade e superação. Indico esse livro para aqueles que gostam de narrativas que envolvem o mundo espiritual e demonstram a força que a fé tem – ou pode ter – na vida dos personagens. Você pode ser ateu, mas se for um leitor de mente aberta, esse livro também pode te agradar.



Bibliografia de WILLIAM P. YOUNG (ordem cronológica):

Livros:
  • A Cabana – Sextante (2008).
  • A Travessia – Arqueiro (2012).
  • Eva – Arqueiro (2015).  
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17/04/2017

Clube do Livro - Todo Mundo Vê Formigas

Olá, queridos leitores da Academia! Esse mês tem clube do livro! 

O que é?

Alô leitores de Brasilia!
Ta chegando mais um clube do livro e dessa vez vamos com a Editora Gutenberg! O livro da vez é da maravilhosa ASKing, Todo mundo vê formigas! Com todo o suporte da Livraria Cultura e do blog mediador Nem um pouco epico e Academia Literária, temos um encontro marcado. Leia o livro e participe! Esperamos você! A entrada é gratuita!

Quando?

Dia 22 de Abril (sábado), às 16h00

Onde? 

Livraria Cultura - Casa Park

Link do evento: aqui.


Mapa:


Vamos?

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15/04/2017

RESENHA – O amor não tem leis (Camila Moreira)

ATENÇÃO!
A obra resenhada apresenta cenas eróticas. Leitura não recomendada para menores de 18 anos.
Camila Moreira
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: MOREIRA, Camila. O amor não tem leis. 1ª edição. Rio de Janeiro, Suma das letras (selo da editora Objetiva), 2014. 288 páginas.
Gênero: Erotismo
Temas: Advogados, homofobia
Categoria: Literatura Nacional
Série: O amor não tem leis (Livro 1) e O amor não tem leis – O julgamento final (Livro)

 “Não quero que olhe o que estamos fazendo, pois o olhar nos engana. Você tem que ver com o seu coração, com a sua alma.”
O amor não tem leis – Livro 1. (posição 3805 - E-book via Amazon)





Queridos leitores, este livro é uma duologia da autora brasileira Camila Moreira. É um romance erótico que estava parado na minha estante já há um bom tempo. Gostei da leitura, a autora tem uma escrita leve e fluída. No livro é possível perceber que ela se inspirou no livro “Cinquenta Tons de Cinza”, da autora E. L. James.
Aqui vamos conhecer a Maria Clara, que precisava de horas complementares de estágio para conseguir se formar em direito. Como a família da sua amiga, Priscila, tinha um escritório de advocacia, ela pediu uma vaga de estágio na empresa.
Ao chegar lá, ela descobriu que o seu supervisor seria o irmão mais velho da amiga, Alexandre Ferraz, um renomado advogado criminalista que, além de arrogante, tinha a característica de ser um chefe rigoroso. Apesar dela ser muito amiga da Priscila, a Clara não teve muito contato com irmãos da amiga. Então, desde o primeiro momento que eles se viram, foi possível perceber uma tensão sexual entre os dois (clichê, eu sei!).
A Clara gostava de sexo e não queria se prender a nenhum relacionamento fixo. Ela também tinha uma personalidade forte e uma língua bem afiada. Por isso, o Dr. Ferraz ficou encantado com ela. Afinal, ela se tornou um desafio por não querer nada sério.
Confesso que no início eu achei legal essa característica dela, pois normalmente as personagens de romance erótico são virgens e tímidas. No decorrer da história, é possível perceber que essa atitude, na realidade, era por conta de um problema que ela teve no passado, que obviamente não comentarei por aqui.
No desenrolar da trama, percebemos a aproximação dos dois, porém, vemos também a relutância da Clara em aceitar a relação deles e admitir que estava apaixonada.
Muitas coisas acontecem no livro, desde uma ameaça de um cliente vingativo até a volta de um ex-namorado que pode abalar a estrutura desse casal. Por disso, a história não fica monótona.
O único ponto negativo que eu achei foi já no final do livro com uma atitude que ela teve. Até entendo o desespero, mas foi muito infantil e egoísta da parte dela. Só para constar, ela tem 23 anos. Então, por favor, leiam e comentem esta resenha, pois quero ver qual a opinião de vocês sobre isso.
A autora também abordou a homofobia. Por conta de um outro estagiário do escritório, Nando, que havia revelado aos seus familiares que era gay. Mas, como o pai dele não aceitou a opção sexual do filho, ele o agrediu e o expulsou de casa. Desta forma, a Clara o convidou para morar com ela, o que os tornou muito amigos.
A Camila Moreira é taurina e estudante de Direito e Letras. Goiana de nascimento e mato-grossense de coração. A funcionária pública municipal começou a escrever nas horas vagas, no final de 2013. Da autora, a Suma de Letras já lançou “O amor não tem leis” e ‘O amor não tem leis – O julgamento final”, que tiveram repercussão internacional: Camila foi citada pelo jornal americano The Washington Post como referência da nova literatura erótica brasileira.
O livro, composto por 24 capítulos, é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da Clara e do Alexandre de uma forma linear cronológica.  No decorrer da trama, são citadas as seguintes músicas:


 Por fim, ressalto que a continuação desta história, “O amor não tem leis – O julgamento final”, foi lançada também no mesmo ano. Agora, o que me resta é saber o que acontecerá com esse casal.

O amor não tem leis

Bibliografia de Camila Moreira (ordem cronológica):

Livros:
  • O amor não tem leis – Essência (2014)
  • O amor não tem leis – O julgamento final – Suma das Letras (2014)
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12/04/2017

Lançamento do livro Ponto Cego

Olá, queridos leitores da Academia! Essa semana tem mais um evento para os que curtem e apoiam a literatura nacional! O autor Jander Gomez irá lançar o livro Ponto Cego. A obra é o segundo trabalho do autor, que já havia escrito a obra Re + Começar


O que é?

Graças ao carinho que nos foi dado pelo Ernesto Cafés Especiais, que é um grande fomentador da cultura Brasiliense, será realizado o lançamento do livro Ponto Cego, segundo trabalho do escritor Jander Gomez. O livro sairá pela Multifoco Editora do Rio de Janeiro, e conta a história de João Augusto dos Anjos, artista plástico que recém despontou no cenário das artes nacional e que traz em seu íntimo segredos tão fortes que o fazem caminhar no limite entre a razão e loucura.

Quando?

Dia 15 de Abril (sábado), às 16h00

Onde? 

Ernesto Cafés Especiais

Link do evento: aqui.


Mapa:


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11/04/2017

RESENHA - O Erro (Elle Kennedy)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: KENNEDY, Elle. O Erro – série “Amores Improváveis”. 1ª edição. São Paulo, Paralela (selo da editora Companhia das Letras), 2016. Tradução: Juliana Romeiro. 280 páginas.
Gênero: Romance, New Adult
Temas: Bad Boy, Faculdade, hóquei
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2015 nos Estados Unidos da América 2016 no Brasil
Série: O Acordo(Livro 1), O Erro (Livro 2) e O Jogo (Livro 3)

“Os próximos anos provavelmente vão ser como se eu estivesse vagando num túnel escuro, mas no fim dele existe uma luz. Enquanto você estiver comigo, vai existir uma luz dentro dele também. Sem você, seria só escuridão.”
O Erro – Livro 2. (posição 4.975 - E-book via Amazon)





Queridos leitores, a série “Amores Improváveis”, que atualmente é composta por quatro livros, conta a história de quatro jogadores de hóquei da Universidade Briar. Desta forma, apesar das histórias serem independentes é interessante ler os livros em sequência.
No livro anterior conhecemos o casal Hannah e Garrett. Neste livro vamos conhecer o John Logan e a Grace Ivers. O Logan apareceu muito no livro anterior, afinal ele é o melhor amigo do Garrett. O único problema foi que ele também se apaixonou pela Hannah. Isso causou muita tristeza, pois ele nunca quis se apaixonar pela namorada do seu melhor amigo, então, ele sofria sempre que os via juntos. Tanto ele quanto o Garrett, o Dean e o Tucker moravam juntos, e a Hannah sempre ficava lá na casa deles para ficar mais próxima do namorado. Sendo assim, para tentar não ficar muito próximo do casal, ele sempre procurava alguma festa para ir.
A Grace era caloura na universidade. Ela e sua melhor amiga de infância, Ramona, dividiam um quarto no dormitório que ficava no campus da Briar. A Grace era muito tímida e “certinha”, já a amiga era completamente diferente, pois gostava de se divertir e quebrar as regras.
Em uma das tentativas de sair de casa, o Logan foi parar, por engano, na porta da Grace. O que foi um espanto para ela, haja vista que ele era o atleta famoso da universidade e ela uma caloura “sem graça”. Nesta noite rolou uma química entre eles, porém, a saída dele culminou numa situação tão desastrosa, que o Logan teve que voltar a procurar a caloura para tentar se redimir.
Já a Ramona ficou com inveja da amiga por causa desse encontro dos dois, e contou para as outras colegas (Maya e Jess) o que havia acontecido entre eles. Por conta disso, um boato se espalhou no campus, o que causou uma grande confusão para o casal.
As coisas iam bem, até que a Grace descobriu que o Logan tinha uma paixonite por uma outra garota, o que a magoou muito. Além disso, ela descobriu uma coisa que a Ramona também havia feito, o que a deixou também muito triste. Desta forma, ela quis se afastar de todos e passar as férias de verão com sua mãe, que morava em Paris. Com ela longe, tanto a Ramona quanto o Logan ficaram sem saber muito o que fazer e tiveram que achar meios para fazer com que ela os perdoasse. Óbvio que não vou contar aqui.
Leitores, vou parar esta resenha por aqui, para não contar muito mais para vocês. Todavia, digo uma coisa: leiam a série! É muito boa. Apesar de ter gostado muito desse casal, o Garrett e a Hannah ainda estão na minha lista de favoritos da série.
Para quem não conhece a autora, a Elle Kennedy cresceu nos subúrbios de Toronto. Desde criança, sabia que queria ser escritora. Elle formou-se em língua inglesa pela York University e atualmente escreve para várias editoras diferentes. É autora best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal.
O livro é narrado de forma linear cronológica e pelo ponto de vista alternado entre a Grace e o Logan, que nos permite ver os pontos de vista dos dois personagens. O próximo livro, “O jogo”, contará a história do Dean, que por onde passa sempre deixa uma garota aos suspiros. A boa notícia é que este livro já foi lançado aqui no Brasil. Então, daqui a uns dias eu conto o que achei da história dele.
Amores Improváveis
Imagem extraída do facebook Elle Kennedy no Brasil

Bibliografia de ELLE KENNEDY (ordem cronológica):
O erro

Livros:
  • O Acordo – Amores Improváveis – Paralela (2016)
  • O Erro – Amores Improváveis – Paralela (2016)
  • O Jogo – Amores Improváveis – Paralela (2017)
  • Princesa de Papel (escrito por Elle Kennedy e Jen Frederick) – Essência (2017)
  • The Goal – Amores Improváveis – ainda sem previsão de ser lançado no Brasil
  • Broken Prince – The Royals - sem previsão para ser lançado
  • Twisted Palace – The Royals - sem previsão para ser lançado
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10/04/2017

Entrevistamos Enéias Tavares, autor da obra 'A Lição de Anatomia do Temível Dr. louison'

Olá, queridos leitores da Academia! Como estão? Dando continuidade a nossa série de entrevistas com os envolvidos na produção da obra Guanabara Real - Alcova da Morte, hoje mostraremos a vocês a nossa conversa com o querido autor Enéias Tavares! Se vocês perderam alguma entrevista, saiba que já falamos com o editor Artur Vecchi da Avec Editora, a autora Nikelen Witter e o autor Andre Zanki Cordenonsi!



Remy Rudá é o personagem criado pelo autor 

Academia Literária
Fale-nos um pouco sobre você. Quem é Enéias Tavares? 

Enéias Tavares
Em terceira pessoa? Vamos lá então. Enéias Tavares é um escorpiano que adora artefatos antigos, mistérios arcanos, baús literários e volumes empoeirados. Além disso, ele aprecia a companhia de seus escorpiões robóticos, Treco e Taco, seu cão de guarda infernal disfarçado de bengala, Adamastor, e suas panteras domésticas, Mona e Penélope. Quando não está em seu mausoléu escrevendo e surfando pelas redes tecnostáticas da internet, adora sair com amigos, ir ao cinema e namorar, pois ninguém é de ferro. Por fim, diria que o sujeito tem uma predisposição à megalomania e ao narcisismo, mas no final das contas, até que é gente fina. Tá vendo, Luciano, o que você arrumou com esse pedido de escrever em terceira pessoa?

Entrevistador: HAHAHAHAHA

Academia Literária
Qual foi a sua contribuição no livro Guanabara Real - A Alcova da Morte?

Enéias Tavares
Eu escrevi os capítulos protagonizados por Remy Rudá, o dândi místico da agência de detetives Guanabara Real. Ele está para o engenheiro positivista Firmino Boaventura, o personagem escrito pelo A.Z. Cordenonsi, como Fox Mulder está para Dana Scully. Obviamente, Maria Tereza Floresta, a heroína criada por Nikelen Witter, é bem mais charmosa que o Agente Skinner, mas a dinâmica vai nesta direção.


Academia Literária
Pode nos contar um pouco sobre o seu personagem na obra? Quais são as características mais marcantes do personagem? 

Enéias Tavares
Remy Ruda é o espírito sobrenatural dessa história e é através de seus olhos que iremos investigar os mistérios da Alcova da Morte do título e seus signos esotéricos escritos com sangue humano. Além disso, Remy é um homem do mundo, que adora experimentar novas sensações, sejam elas alcoólicas, culinárias ou eróticas. Espere dele frases de efeito e gestos teatrais. Nunca espere dele opiniões comuns e hábitos convencionais.

Cartão de visitas de Remy

Academia Literária
O que os leitores podem esperar da obra?

Enéias Tavares
Uma aventura literária com pitadas de romance policial, uma trama que envolve ameaças tecnológicas e um crime que flerta com o horror sobrenatural. Trata-se de um romance rápido e intenso, bem folhetinesco, o que era nosso objetivo desde o início: escolher um cenário brasileiro, criar três personagens bem divertidos e representativos daquilo que não encontramos de forma geral em nossa literatura, infelizmente, e executar um truque de mágica ficcional com coadjuvantes adoráveis e um vilão memorável que pensa ser Deus... ou o Diabo! Deixemos que os leitores e as leitoras decidam. Por fim, espero que eles reconheçam nesta obra a paixão de seus criadores e sua exigência com o texto, o estilo e a edição. Tá vendo, Luciano? Essa coisa de falar em terceira pessoa pega!

Entrevistador: Notei rs

Enéias Tavares, 35 anos, professor de literatura clássica e escritor.
Ah... e chef de cuisine quando dá tempo!

Sobre o autor:

       Enéias Tavares é professor de Literatura Clássica na Universidade Federal de Santa Maria e diretor do Centro de Pesquisas William Blake. Escreve ficção desde que tinha seis anos de idade (se é que rabiscos num pedaço de papel que o próprio considerava histórias em quadrinhos podem ser chamadas de ficção). Criou Brasiliana Steampunk em setembro de 2013, aglutinando velhas ideias para romances não terminados, heróis da literatura brasileira e verniz retrofuturista. Desde então, tem sido visto na companhia de pessoas suspeitas em fantasias exóticas. Sua base de operações é Santa Maria (RS).

Guanabara Real - A Alcova da Morte é uma obra de fantasia escrito por três autores habilidosos. O livro se encontra a venda neste link. A editora liberou o primeiro capítulo para leitura neste link. Quer saber mais sobre a obra? Acompanhe o nosso blog, siga nossas redes sociais, que em breve sai a RESENHA da obra!

Até a próxima.


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08/04/2017

RESENHA – A Rosa e a Adaga (Renée Ahdieh)

Renée Ahdieh
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: AHDIEH, Renée. A Rosa e a Adaga. 1ª edição. São Paulo, Globo Alt (selo da Editora Globo), 2017. Tradução: Fabienne Mercês. 368 páginas.
Gênero: Romance, fantasia, Young Adults (YA)
Temas: Reino, aventura, guerra, feitiços, triângulo amoroso
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura americana
Ano de lançamento: 2016 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: A Fúria e a Aurora (Livro 1) e A Rosa e a Adaga (Livro 2)

“Como todo espelho, toda magia tem seu lado negro. Um lado que pode ser manipulado para mostrar o que ele deseja ver”.
A Rosa e a Adaga – Livro 2. (posição 2.781 – E-book via Amazon)




Queridos leitores, este é o último livro da duologia que conta a história da Sherazade (Shazi) e do Khalid, o rei de Khorasan. Sendo que o livro foi baseado no clássico da literatura árabe “As Mil e uma Noites”, composto por uma coleção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI. Ressalto que este livro é uma continuação do primeiro (A Fúria e a Aurora) e, por isso, eles precisam ser lidos em sequência.
Esta foi uma das minhas séries favoritas. Amei cada personagem. Senti um misto de emoções a cada página virada. Entre sorrisos e suspiros me apaixonei cada vez mais pelo Khalid, que já havia ganhado meu coração ainda no primeiro livro.
No livro anterior, a história termina com a fuga da Shazi com os seus amigos Tariq e Rahim para buscar o seu pai, que quase destruiu o reino por conta de um feitiço.
A Shazi, com sua determinação, vai descobrir em quem de fato ela pode ou não confiar. Além de descobrir coisas inusitadas que ela pode fazer, como voar em um tapete. Nessa parte eu lembrei do Aladim, não teve jeito.
Apesar de muitas coisas acontecerem no decorrer do livro, eu não senti que a autora acelerou as cenas para fechar a história. Porém, senti que em alguns pontos ainda faltaram mais explicações, como, por exemplo, a forma de o Khalid acabar com a maldição que havia sido lançada sobre ele. Até agora não entendi por que a forma escolhida era a melhor.
Foi muito bom ver como o amor da Shazi e do Khalid amadureceu, mesmo depois de tantos problemas que eles tiveram que enfrentar. Todavia, o pai dela foi uma grande decepção. Não sei se as atitudes dele se justificavam por ser uma pessoa fraca ou ingênua. Contudo, foi uma pessoa que mais atrapalhou do que ajudou. A Irsa, irmã da Shazi, também foi importante no desenrolar da história.
Já o Tariq, primeiro amor da Shazi, tinha algumas atitudes infantis, talvez por saber que ela estava apaixonada pelo seu maior inimigo. De toda forma, ele conseguiu se redimir no final, apesar de que, em minha opinião, um dos grandes desastres que aconteceu foi por culpa dele, por conta da sua impulsividade.
O livro possui 36 capítulos mais o prólogo e o epílogo, e é narrado de forma linear cronológica e em terceira pessoa, por vários personagens, mas principalmente pela Shazi e pelo Khalid.
A autora mora na Carolina do Norte com o marido, Victor, e o seu cão, Mushu. No seu tempo livre, gosta de cozinhar, dançar salsa, e causar estragos nas vidas dos seus personagens.
Enfim, com o término desta série o que me resta é aguardar a próxima duologia da autora, que se chamará Flame in the Mist (em tradução livre significa “Chama na Névoa”). Este livro foi inspirado no Japão e tem como temática o folclore asiático, mas, infelizmente, ele ainda não tem previsão para ser lançado.
A Rosa e a Adaga

Bibliografia de Renée Ahdieh (ordem cronológica):

     A Fúria e a Aurora – Globo Alt (2016)
     A Rosa e a Adaga – Globo Alt (2017)


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