Tecnologia do Blogger.

17/10/2017

RESENHA – Seduzida por um Highlander – (Maya Banks)


Ficha técnica:
Referência bibliográfica: BANKS, Maya. Seduzida por um Highlander – série “Os irmãos McCabe”. 1ª edição. São Paulo, Universo dos Livros, 2017. 384 páginas. Tradução: Alline Salles.
Gênero: Romance de época
Temas: vingança, Escócia, honra, romance medieval
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura norte-americana
Ano de lançamento: 2011 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Atraída por um Highlander (livro 1), Seduzida por um Highlander (Livro 2) e Apaixonada por um Highlander (livro 3).


“Lembre-se de mim com carinho. Nunca vou me esquecer do nosso tempo juntos, Vou guarda-lo sempre em meu coração.”
Seduzida por um Highlander – Livro 2. (pág. 311)

Queridos leitores, este é o segundo livro da trilogia irmãos McCabe. Se você não leu o primeiro livro da série, “Atraída por um Highlander”, recomendo a leitura, pois o livro é bacana. Contudo, se por um acaso você desejou pulá-lo e ir direto para este, não tem problema, pois a história é independente da outra.
Neste romance vamos conhecer mais sobre o Alaric, irmão do Ewan McCabe (personagem principal do livro anterior) e da Keeley McDonald. Por conta de uma possível guerra entre os clãs, o Alaric aceitou se casar com a Rionna McDonald, herdeira do clã McDonald. O casamento tinha como objetivo fortalecer as defesas dos dois clãs.
Essa foi uma boa oportunidade para ele, já que o rapaz não era o próximo da linha de sucessão dos McCabe, pois o Ewan, o laird, já tinha um herdeiro.
Assim, ao viajar para a terra da Rionna, ele e os seus soldados sofreram um ataque. Todos morreram e ele saiu gravemente ferido que o deixou inconsciente.
A Keeley pertencia ao clã McDonald. Porém, por conta de algumas desavenças com o laird dessa terra, ela foi expulsa. Ela ficou muito ressentida, já que era prima e melhor amiga da filha dele, a Rionna, que não a defendeu quando ela foi mandada embora. Para se sustentar, ela se tornou uma boa curandeira e passou a atender os aldeões que buscavam ajuda. Em um belo dia, ela se deparou com um cavalo carregando um guerreiro inconsciente. Desta forma, ela não teve como evitar ajudá-lo.
Após alguns dias do sumiço do Alaric, o Ewan e o seu outro irmão mais novo, Caelen, conseguiram descobrir que o guerreiro estava sendo tratado por uma curandeira. Por conta disso, ele resolveu levá-la para o seu clã para que pudesse terminar o tratamento do Alaric e cuidar do parto da sua esposa, Mairin, que estava próxima de ganhar bebê.
Com o passar dos dias, e com a melhora dele, eles ficaram cada vez mais próximos e, naturalmente, se apaixonaram.  Todavia, o Alaric não podia desmanchar o acordo de casamento, pois poderia colocar em risco o clã dele e seus irmãos. Sendo assim, o casal entrou em conflito, haja vista que nem sempre podemos seguir o que o coração quer, não é mesmo?  
A Maya Banks é a autora bestseller, do New York Times e do USA Today, de gêneros como o romance erótico, o suspense romântico, o romance contemporâneo e o romance histórico escocês. Já escreveu mais de 50 romances. Maya vive no Texas com o marido, três filhos e vários animais de estimação.
O livro possui 39 capítulos, além do prólogo, e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito em terceira pessoa, com ponto de vista alternado entre a Keeley e o Alaric. Ao final, foi disponibilizado um trecho do último livro da série, “Apaixonada por um Highlander”, que contará a história do Caelen McCabe.
Admito que gostei mais da história do Alaric do que da história do Ewan, apesar de que se eu fosse a autora teria colocado muito mais intrigas nesta história (eu sei, sou maldosa). Estou bastante ansiosa para ver o desfecho desta séria e, ao que tudo indica, o próximo livro terá tudo para ser o melhor.

Bibliografia da Maya Banks (ordem cronológica):

Livros:
  • Devoção total - Harlequin (2010)
  • Obsessão - Leya (2013)
  • Marcados pelo desejo – Harlequin (2013)
  • Doces Carícias – Harlequin (2013)
  • Beijos Tentadores – Harlequin (2013)
  • Delírio - Leya (2013)
  • Fogo - Leya (2014)
  • Rebeldia – Harlequin (2014)
  • Traição – Harlequin (2014)
  • Rendição – Leya (2014)
  • Doce Entrega – Novo Século (2014)
  • Submissão – Leya (2015)
  • Devoção – Leya (2015)
  • Proteja-me – Gutenberg (2015)
  • Doce Persuasão – Novo Século (2015)
  • Seduzida por um guerreiro escocês – Universo dos livros (2016)
  • O Mais Desejado dos Highlanders – Universo dos livros (2016)
  • Atraída por um Highlander – Universo dos livros (2017)
  • Seduzida por um Highlander – Universo dos livros (2017)
Leia Mais ►

14/10/2017

RESENHA – Honey (Kristen Ashley)

ATENÇÃO!
A obra resenhada apresenta cenas eróticas. Leitura não recomendada para menores de 18 anos.

Kristen Ashley
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: ASHLEY, Kristen. Honey – série “Honer”. 1ª edição. São Paulo, Universo dos Livros, 2017. 512 páginas. Tradução: Alline Salles.
Gênero: Erotismo
Temas: BDSM, clube erótico
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2017 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Honey (Livro 1) e Passion (Livro 2)

“Mas há aqueles de nós que compreendem a vida e há aqueles que desejam viver do lado de fora mesmo que precisem do que podem ter nos momentos em que se permitirem.”
Honey (Livro 1). (pág. 433)



Caros leitores, tanto pela capa quanto pela sinopse deste livro você já percebe que a história será erótica. Contudo, mesmo sabendo disso, e sendo fã de romance erótico, eu nunca li um livro que se aprofundasse tanto nas cenas de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo). Calma que vou explicar melhor.
Se você me perguntar: Gabi, afinal, você gostou da história? Eu te direi que sim, eu gostei. Mas o que mais gostei foi que ele me tirou da minha zona de conforto, principalmente dos estereótipos que eu já estava acostuma nesses tipos de livro. Em vários momentos eu me peguei pensando: “não, isso não pode ser verdade. Será?”. E isso foi positivo, pois gerou uma curiosidade para saber como é a vida de um casal que pratica BDSM, será que eles têm vergonha? Será que assumem que praticam esse “jogo”? Agora que me expressei, vou falar mais sobre a história.
Neste livro vamos conhecer a Amélie Hélène Strand, também conhecida como Ama Amélie, uma dominatrix respeitada e cobiçada no clube de elite erótico “The Bee's Honey”, que era voltado para dominação e submissão. Muitos submissos a procuravam por conta do seu estilo de jogar.
A Amélie além de linda, ela era riquíssima e tudo na sua vida ia bem, menos na parte amorosa, pois, para a sua infelicidade, há um bom tempo não encontrava nenhum submisso que a satisfizesse fora do clube. Os que ela gostava de “jogar” sempre se mostravam que não seriam bons parceiros fora do clube, e ela havia chegado numa fase da vida que queria constituir uma família.
Quando ela retornou de uma viagem exaustiva e foi para o clube, a ama se deparou com o novato Olivier Hawker (Ollie). Por conta do seu porte, ele chamou a sua atenção logo de cara. Determinada a testar até que ponto o submisso aguentaria, ela não perdeu tempo e o levou para uma sala de jogos.
O Olivier era bombeiro. Sabe aquele tipo de bombeiro que faz as mulheres suspirarem por aí? Sim, ele é esse cara. Apesar de ser um macho alfa, ele sempre curtiu a submissão. Todavia, ele não tinha experiência. Ele havia passado por duas dominadoras, mas nenhuma foi satisfatória, inclusive, uma delas o fez mais sentir dor do que prazer.
Como ele buscava uma boa “ama”, ele conseguiu ser aceito no Honey. Com isso, ele logo descobriu que a melhor para ele seria a Amélie.
Os dois perceberam que tinham muita química e passaram a descobrir que eles tinham muita afinidade.
O livro tem várias cenas picantes, sendo que 80% dos capítulos se passam dentro do Honey. Além disso, você vai vivenciar cenas totalmente diferente das quais podia imaginar ler em um livro, mas elas são bem trabalhadas, o que prende a atenção.
Leitores, a personalidade da Amélie foi um diferencial para mim. Confesso que nunca tinha lido nenhum livro em que os papeis foram invertidos, ou seja, da mulher ser, literalmente, a dominadora e rica e o homem ser o submisso pobre, pois a maioria é sempre a mocinha inexperiente que vai aprender com o cara “fodão” bilionário, como os livros “Cinquenta tons de cinza”, “Toda sua”, “Eu, submissa”, entre outros tantos livros que existem por aí.
Além disso, apesar da Amélie ser bem resolvida com a sua vida sexual, o Ollie ainda está preso na vergonha de assumir que é um submisso e que frequenta um clube erótico. Por conta disso, esse casal teve que lidar com alguns dramas cotidianos para que pudessem, ou não, superar as questões mal resolvidas.
A Kristen Ashley, autora do livro, é a irmã caçula de uma típica família de Indiana, Estados Unidos. Seu sonho sempre foi escrever, e alcançou esse objetivo com maestria tornando-se uma autora best-seller do The New York Times e do USA Today com mais de cinquenta romances publicados e seus grandes sucessos traduzidos em mais de dez línguas.
O livro é composto por 20 capítulos, e é narrado pela Amélie e pelo Olivier, de uma forma linear cronológica, em terceira pessoa. Ao final do livro foi disponibilizado um trecho do próximo da série Honer, Passion, que contará a história de dois personagens que aparecem, rapidamente, no livro: Brunch e Evangeline.  
Confesso que estou bem ansiosa para saber mais sobre esse novo casal. O Branch tem uma áurea misteriosa e fiquei muito curiosa para saber o que aconteceu com a Evangeline no clube.
Honey
Fonte: http://www.kristenashley.net/

Bibliografia da KRISTEN ASHLEY (ordem cronológica):
 
Livros:
  • O estranho – série “O Homem dos Meus Sonhos” - Fábrica 231 (2016)
  • O selvagem – série “O Homem dos Meus Sonhos” – Fábrica 231 (2017)
  • Honey – série “Honer” - Universo dos Livros (2017)
Leia Mais ►

10/10/2017

Resenha - Dom Casmurro (Machado de Assis)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Volume 1. Nova Aguilar: Rio de Janeiro, 1994.
Gênero: Romance.
Temas: Século 19.
Categoria: Literatura brasileira.
Ano de lançamento: 1899.









Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, ‘olhos de cigana oblíqua e dissimulada.’ Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...”
*Dom Casmurro.

Dom Casmurro nem sempre foi casmurro, assim como o apelido o define. Ele foi Bentinho – o doce e inocente adolescente. Nesta obra, Dom Casmurro revisita o passado, quando, jovem, a mãe dele pensava em cumprir a promessa feita antes do nascimento: se sobrevivesse, seria padre. O menino, porém, se vê apaixonado pela vizinha e não quer saber da vida no seminário.
Os olhos de Bentinho são todos para Capitu. O amor dos dois se vê ameaçado diante dessa possibilidade de mudança, mas ambos prometem sobreviver às peças que o destino lhes pregará. Eles conseguirão?
Essa obra não é sobre o amor de Bentinho e Capitu, mas sobre a vida de Dom Casmurro. Apesar disso, toda a trama do livro gira em torno da paixão dele, tanto que, no início, o autor apresenta o exato momento em que Bentinho se descobriu amando. O leitor passa, então, a acompanhar as batalhas que Bentinho e Capitu enfrentam para ficarem juntos.  
As cenas criadas por Machado de Assis para este livro são hilárias. Muito detalhista, o autor não deixa passar nenhum pormenor das personagens, desde as que aparecem mais – como Bentinho, Capitu, Glória, tio Cosme e José Dias – até as secundárias. O livro é do século 19, contemporâneo ao autor e, por isso, carrega os costumes da época.
O engraçado é que as pessoas retratadas são fofoqueiras e interesseiras, assim como atualmente, mas aquelas se escondiam atrás de palavras rebuscadas, roupas pesadas e gestos cordiais. Machado de Assis é, claramente, crítico à sociedade e mostra isso muito bem por meio dos cenários e situações desta obra.
Nesse enredo, o leitor pode ser surpreender com a mudança de Bentinho. Na primeira parte de “Dom Casmurro”, o autor apresenta o jovem destemido e apaixonado que faz tudo para ficar ao lado de Capitu. Depois, quando ambos estão juntos, ele se transforma em um homem que vive com ciúmes dos atributos da mulher – os mesmos pelos quais, inclusive, ele se apaixonou.
Machado de Assis leva o leitor a sentir diferentes emoções – vão desde a alegria e a esperança em acompanhar o primeiro amor até a agonia de observar os pensamentos doentios de Bentinho adulto. Diferente do protagonista, porém, Capitu percorre toda a trama com a mesma personalidade. Ela sofre com a mudança do companheiro, e o leitor não fica imune disso.
Muita gente conhece essa obra pelo dilema: Capitu traiu ou não Bentinho? Não há resposta clara. Essa dúvida surge porque o protagonista enxerga uma suspeita aproximação entre o melhor amigo Escobar e Capitu. O que a trama mostra, no entanto, são as características de um homem ciumento que Bentinho adquire com o tempo.
A história de “Dom Casmurro” é contada em primeira pessoa pelo protagonista da trama, Bentinho, o próprio Dom Casmurro. A linguagem é rebuscada, uma vez que o livro é antigo. Para os amantes de português essa é uma boa experiência, pois podem conhecer palavras e construções antigas, que caíram em desuso, e algumas mais atuais do que nunca.
Machado de Assis é considerado um dos maiores autores brasileiros. Ele publicou o primeiro trabalho literário em 1854, quando tinha 15 anos. Machado de Assis é autor de obras emblemáticas, como “Memórias póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”. Ele foi jornalista, cronista, romancista e poeta. O escritor nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Em vida, ainda fez parte da Academia Brasileira de Letras.
Todos deveriam conhecer ao menos uma obra de Machado de Assis. Como brasileiros, temos o dever se descobrir – ou ao menos tentar – por qual motivo ele é considerado um grande escritor. Com razão, “Dom Casmurro” ganhou fama por conta da história envolvente de Bentinho e Capitu. Os amantes de romance, acima dos outros, devem se encantar com essa obra.


Bibliografia de Machado de Assis (ordem cronológica):
Por conta da gama de obras do autor, decidimos deixar aqui uma lista com os livros disponíveis em PDF. O Ministério da Educação é o responsável pelo site: http://machado.mec.gov.br/obra-completa-mainmenu-123.

Leia Mais ►

05/10/2017

Encontro de fãs - Cassandra Clare

Olá, queridos leitores da Academia! Hoje tem divulgação de evento! Quem ai gosta das obras da autora Cassandra Clare? Pois saibam vocês que teremos neste sábado um encontro de fãs dedicado ao lançamento da obra "O Senhor das Sombras". 



O que é?

A Galera Record convida todos os leitores para participar do encontro de fãs da autora Cassandra Clare em comemoração ao lançamento da obra "Senhor das Sombras". O bate papo será mediado pela Jéssica Rodrigues, blogueira do Leitora Sempre e o blogueiro Rafael Capovilla, do Vale Literário! A Academia estará lá cobrindo o evento. Estão todos convidados 😉

Obs: A autora não estará no evento. Bom lembrar desse detalhe, não acham? rs 

Quando?

Dia 07 de Outubro (sábado), a partir das 15h00

Onde? 

Leitura - Conjunto Nacional

Link do evento: aqui.


Mapa:




Além do bate-papo o evento terá sorteio de brindes e de acordo com o Rafael, um sorteio SURPRESA para quem estiver presente. Imperdível, não acha?

Até a próxima 😉


Leia Mais ►

04/10/2017

"Mulher com brânquias" é a nova aposta da autora brasiliense Patrícia Baikal

Olá, queridos leitores da Academia! Como estão? Hoje tem divulgação de obra nacional aqui no Blog. E como vocês bem sabem, a Academia Literária DF faz um trabalho de divulgação e apoio a literatura nacional, portanto, se você apoia nossa literatura, não pode deixar de ler esse post 😉.



A escritora brasiliense Patrícia Baikal acaba de lançar pela Amazon o e-book "Mulher com brânquias". Confira abaixo todas as informações sobre o lançamento! 




A obra:

Rita, professora universitária, começa a ter visões de uma realidade paralela, como se estivesse o tempo todo mergulhada num aquário. Em casa, no trabalho ou na rua, ela se vê rodeada por seres aquáticos e especialmente pelo "grande peixe", uma criatura fantasmagórica que a persegue, mas que ninguém mais enxerga. Como se não bastasse, sua pele é tomada por escamas aos poucos, de forma dolorida e fantástica. Brânquias surgem em seu corpo, e isso pode significar o início ou o fim de uma jornada.

O que acharam da sinopse? Eu curti bastante! Você conhece a autora? Ela escreveu a obra Mariposa: Asas que mudaram a direção do vento e vocês podem conferir essa crítica sensacional escrita pelo Paulo Souza, nosso parceiro do blog Ponto para Ler (link). 


Sobre a autora:

Patrícia Baikal cresceu em Minas Gerais e atualmente mora em Brasília. É graduada em Direito, escritora e blogueira. Em 2013, criou o blog literário Palavras de Bandeja onde escreve crônicas e contos inéditos já premiados em concursos literários. “Mariposa”, publicado pela editora Kiron, é o seu primeiro romance.

O que acharam, leitores? Uma informação bem legal: a autora está participando do Prêmio Kindle de Literatura (vocês podem adquirir seu exemplar aqui) com essa obra e nós da Academia desejamos sorte pela ela no concurso. Seria muito legal ver uma escritora de Brasília ganhando o prêmio. Tenho de torcer pela minha terrinha, não acham? rs

Até a próxima 😘


Leia Mais ►

03/10/2017

RESENHA – Os Filhos da Tempestade (Rodrigo de Oliveira)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: De Oliveira, Rodrigo. Filhos da Tempestade. 1ª edição. São Paulo, Editora Planeta, 2017. 336 páginas.
Gênero: Ficção fantástica
Temas: Bruxas, sobrevivência, maldições;
Categoria: Literatura Nacional;
Ano de lançamento: 2017;
Série: Filhos da Tempestade (Livro 1);







“Uma verdadeira caça às bruxas foi iniciada, com a criação de um tribunal especial. Pessoas de todas as idades e posições sociais passaram a se acusar mutuamente. Era como se boa parte da população da pequena Salém fosse composta de adoradores de forças ocultas. Em pouco tempo, centenas de pessoas foram presas e julgadas. Ao menos vinte homens e mulheres foram condenados à morte, a maioria morta por enforcamento”
*Filhos da Tempestade (pág. 10).

                Um grupo de jovens musicistas do Rio de Janeiro embarca em um voo com destino aos Estados Unidos. O que era para ser apenas uma viagem de uma turma de alunos acaba se transformando em tragédia: o voo em que estavam sofre um acidente após uma violenta tempestade e cai no mar. Os sobreviventes encontram uma ilha deserta, que aparentemente não tem qualquer contato com o restante do mundo. O ambiente paradisíaco que inicialmente conquista os jovens esconde uma força poderosa e maligna. Um segredo envolvendo uma jovem bruxa do século XVII ameaça a vida dos garotos que terão de lutar pela própria sobrevivência contra um inimigo invisível e aparentemente imbatível.
                Filhos da Tempestade é o mais recente livro do autor Rodrigo de Oliveira, conhecido pelos fãs do terror por ter escrito As Crônicas dos Mortos, uma série de livros sobre apocalipse zumbi. Na história somos apresentados ao personagem central Tiago e alguns de seus amigos. Após o acidente, os poucos sobreviventes do voo conseguem chegar em uma ilha deserta e aparentemente intocada pelo homem. Porém, à medida que os jovens desbravam a ilha, descobrem que não estão tão sozinhos assim.

“Na cabine de comando, o piloto se deu por vencido. Mais duas turbinas haviam parado de funcionar, seus instrumentos não respondiam, no rádio, tudo que se ouvia era um ruído e havia um buraco no avião. Era o fim do caminho.
- Preparar para impacto. Foi uma honra viajar com você, Chico.
- A honra foi minha, comandante – respondeu o copiloto, com os olhos marejados.”
*Filhos da Tempestade (pág. 11).
(imagem)

                Contudo, antes de conhecermos o personagem principal, somos apresentados a uma jovem chamada Carol Smith, que foi acusada de bruxaria em 1697. Julgando-se incapaz de ter nas mãos outro episódio de caça às bruxas, o juiz do caso decidiu que ela deveria ser julgada pelo Vaticano.

A paz acabou no outono de 1697, quando o juiz Sewall conheceu uma jovem órfã chamada Carol Smith e se viu novamente às voltas com um suposto caso de bruxaria.
*Filhos da Tempestade (pág. 11).

                Porém, Carol nunca chegou a ser julgada. Algo terrível aconteceu no meio do caminho, mudando a vida de todos que tiveram o azar de atravessar o terrível triângulo das bermudas para sempre.
                “Fantástico! Sensacional! Vou jogar esse livro pela janela. Meu Deus, cadê o segundo volume?”. Esse foi eu quando terminei de ler o livro. Acompanho o trabalho do Rodrigo desde seu primeiro livro, “Vale dos Mortos”, e até hoje acho impressionante a maneira como o autor surpreende o leitor a cada novo livro. É um enredo fantástico atrás do outro. Uma história incrível atrás da outra. Quando você acha que ele não tem mais para onde ir, ele joga uma reviravolta no capítulo seguinte (e mata um personagem no processo). Quem já leu algo dele sabe do que falo.
                A obra apresenta uma trama bem adolescente, já que a maioria dos personagens têm idades entre 13-16 anos. Então acompanhamos o desenvolvimento dos personagens por essa época de descobertas que é a adolescência. E Rodrigo explora muito bem esse ponto, usando esse pretexto para que os leitores possam, junto dos personagens, explorar a ilha paradisíaca. Algo que talvez vocês possam estranhar na narrativa é o fato dos adolescentes encararem as coisas com um pouco de naturalidade. Por exemplo: eles estão em uma ilha sem qualquer contato com o mundo e demoram a sentir saudades de casa, da família e dos amigos que talvez nunca mais verão. Porém, tem um motivo por trás disso, então não estranhem (tanto). E interessante ressaltar também que essa aparente liberdade que a ilha proporciona aos adolescentes acabam por despertar sentimentos e emoções que eles jamais teriam se estivessem em um ambiente mais urbano (e controlado por adultos). De jovens assustados com a possibilidade de ficar para sempre em uma ilha deserta, eles viram pessoas capazes de tudo para defender o lar. Inclusive matar.

- Você sente saudade de casa? – perguntou, e completou depois de uma pausa: – Seja sincero. Sua resposta vai ficar entre você, eu e a torcida do Flamengo, se conseguirmos voltar.
Tiago riu do comentário. Cíntia sabia ser cativanente.
- Não. Estranhamente, não, nem um pouco – respondeu ele, ao mesmo tempo em que um relâmpago iluminava a escuridão. – E você?
- Nada, nem um pingo sequer. É como se pertencesse a outra vida. E isso me assusta.
*Filhos da Tempestade (pág. 11).

                Rodrigo tem uma maneira muito criativa de descrever algumas cenas. O frenesi era tamanho que cheguei a me arrepiar na parte em que é descrito a queda do avião, que para mim foi uma das melhores passagens da obra. Você fica muito apreensivo pelo que está por vir, mas louco de curiosidade para saber o que aconteceu com os personagens. E para quem conhece a escrita do Rodrigo, sabe que esses momentos de tensão sempre são acompanhados de mortes. Ele ainda faz questão de te deixar aflito em um capítulo e muda o foco de propósito no outro, para depois voltar com tudo no seguinte. Devo comentar que isso é muita maldade.
(imagem)


                E por falar em mortes, o Rodrigo parece não ter se esquecido do Apocalipse que criou nas Crônicas dos Mortos: ele voltou a assombrar a imaginação de seus leitores com mortes brutais e tetricamente detalhadas. Dito isso, aqui vai um aviso: não se apegue demais aos personagens. Mesmo sendo adolescentes, eles não estão a salvo da imaginação homicida do autor. E mesmo em meio ao cenário paradisíaco descrito no livro, com toda a calmaria e descobertas adolescentes, as mortes não tardam a vir.
A coisa foi tão chocante que chegou a determinada parte da trama que falei em voz alta: “Oi? Como é? Cara, você matou fulano? É sério isso? Tu é maluco? Sério, não estou acreditando no que acabei de ler”.  E vale outro aviso: quando o autor termina um capítulo com algo que lembre um “momento feliz”, pode apostar que alguém em breve vai conhecer o “criador” mais cedo.

Leryane observou um por um e notou aquilo que devia ter percebido há muito tempo, algo óbvio que não tinha sido notado por ela e por mais ninguém.
Aquele lugar era maldito. Ele viciava, seduzia e aprisionava as pessoas. Era como uma gigantesca teia de aranha da qual era impossível escapar.
*Filhos da Tempestade (pág. 11).
(imagem)
              Como se não bastasse todo o enredo levar o leitor a beira de um ataque de ansiedade pelo que vai acontecer no final, o livro trás “apenas” perguntas que dão gancho para o próximo volume e uma revelação impactante que foi o motivo de eu quase ter jogado o livro pela janela do tanto que aquilo me deixou sem chão. Sério, vocês vão ver quando lerem. Quem avisa amigo é.
                Minha única “crítica” (se é que podemos classificá-la como tal) é que o autor ainda não escreveu o segundo livro. Assim como nas Crônicas, está sendo complicado aguentar a ansiedade. Esse é o grande "problema" em ler séries. Já fico querendo logo o próximo. Sei que não é fácil, mas já fico na torcida para ver o lançamento do segundo o quanto antes. 
                A obra é narrada em terceira pessoa, com passagens de tempo truncadas, primeiro contando a história de Carol Smith e depois indo para o tempo presente e focando-se principalmente em Tiago, dando ainda espaço para alguns personagens secundários. Há no meio da narrativa outro salto temporal, que mostra o que aconteceu aos sobreviventes após um trágico evento que se eu comentar seria spoiler.
A fluidez da narrativa é totalmente frenética. Quando você acha que vai vim uma parte morosa, o autor joga uma bomba e o clima de tensão volta fazendo com que devoremos rapidamente às 336 páginas do livro. Quanto à revisão, quase não vi erros. A formatação está muito boa, com letras bem espaçadas, de fácil leitura. A capa é maravilhosa e faz uma referência direta com uma passagem do livro. E por último, cada capítulo tem uma imagem e o título logo abaixo.
(imagem)


Rodrigo de Oliveira é um escritor paulista, autor da saga best-seller “As crônicas dos mortos”. É técnico em Publicidade Propaganda, cursou Publicidade e Propaganda na Universidade Metodista e se graduou em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade Paulista. Além de escrever romances de terror e fantasia, também atua como arquiteto de sistemas sênior e possui certificação de especialista em gerenciamento de projetos pelo Project Management Institute - PMI, sediado na Filadélfia, no estado da Pensilvânia (EUA). Vive com a mulher e os dois filhos em São José dos Campos, interior do Estado de São Paulo.
                Começo recomendando para os fãs do autor. Não se sintam órfãos por “Era dos Mortos” ainda não ter sido finalizado e não pensem que essa é uma história “tapa buraco”. Rodrigo entrega a nós, fãs, uma história incrível que merece ser apreciada tanto quanto as crônicas. Aqueles que têm interesse em conhecer o trabalho do autor, podem começar tranquilos e calmos com está obra. Um aviso aos de coração fraco: muitas emoções esperam por vocês neste livro. Ora vão ficar maravilhados, ora putos, ora chocados. Tudo isso em poucas páginas. Aos que têm credos religiosos, vale o alerta que a obra é uma ficção. E por fim, recomendo para quem apoia o nacional. Rodrigo tem todas as qualidades daquilo que chamamos de Best-Seller.
                Filhos da Tempestade é uma das melhores obras que tive o prazer de ler este ano. Com um final chocante, o livro abre um leque de infinitas possibilidades para o próximo volume. E só o que eu tenho a dizer sobre isso é: quero pra ontem!




Bibliografia de RODRIGO DE OLIVEIRA (ordem cronológica):

Livros:
  • O Vale dos Mortos –Editora Baraúna (2013); Relançado pela Faro Editorial (2014).
  • Elevador 16 – Faro Editorial (2014)
  • A Batalha dos Mortos – Faro Editorial (2014)
  • A Senhora dos Mortos – Faro Editorial (2015)
  • Ilha dos Mortos – Faro Editorial (2016)
  • Filhos da Tempestade – Editora Planeta (2017)



Leia Mais ►

02/10/2017

Top Comentarista #21 - Outubro


Olá, queridos leitores da Academia! Damos início a mais um Top Comentarista! E esse é um mês bem especial aqui para o blog, pois é o mês do TERROR! * risada do mal * Mas antes de mais nada, queria deixar uma explicação aqui para vocês: como alguns de vocês notaram, o número de postagens e interações caiu bastante. Peço desde já desculpas por isso (e vou ficar pedindo até o final do ano). Quanto mais perto chego de entregar minha monografia, mais difícil fica atualizar o blog. Estou fazendo junto da Gabriella um esforço monumental para não deixar vocês na mão e espero que possam compreender que o tempo que dedico aqui no blog está menor por conta dessa loucura que é escrever um TCC. Preciso me formar rsrs. Por esse motivo, não teremos um mês inteiro (como nos anos anteriores) dedicados a literatura de terror, infelizmente. Teremos sim, posts sobre, mas não inteiramente dedicado. Inclusive, nosso Top Comentarista é de um livro nacional de terror! Mas antes de falar dele, vamos conferir como funciona nosso sorteio: 


Como vai funcionar:

Alguns posts do mês referente ao "Top Comentarista" terão um selo (imagem acima) e um número, seguindo a ordem de publicação. Ao final do mês, vamos sortear dois números através do Sorteador. O primeiro número que sair, será referente ao post sorteado. O segundo número, ao comentário do post. Não será obrigatório comentar em todos os posts. Entendemos que nem sempre é possível acompanhar o blog diariamente e seria um tanto injusto e chato de nossa parte obrigar os leitores a entrarem no blog todo dia, porém, lembre-se que suas chances aumentam consideravelmente a cada novo comentário \0/


Obs: O selo indicativo do Top Comentarista estará sempre no final da postagem, indicando que ela faz parte da promoção.

Exemplo hipotético: Ao longo de Fevereiro, fizemos 20 posts. Então, sorteamos o número 6. São 6 participantes inscritos em nosso Top Comentarista, sorteamos o número 3 da lista, conferimos se ele fez um comentário no post escolhido no primeiro sorteio e Pronto! Essa pessoa entra em contato conosco nos informando o endereço e leva o prêmio para casa. 

Simples, não?

Ok, nem tanto. Temos algumas regrinhas básicas que vocês, leitores devem seguir para validar sua participação no Top Comentarista.

Regras:

Seguir o Instagram do blog e curtir nossa página no Facebook. Ambas se encontram facilmente acessíveis no lado direito do blog. 

Obs 1: Favor avisar nos comentários seu nome de seguidor, tanto do Instagram, quanto do Facebook.
Obs 2: Caso não tenha alguma dessas redes, troque pelo nosso Google Friend Connect - GFC (não esqueça de avisar!).

* Ter endereço de entrega no Brasil.

* Comentar nesse post “Estou participando!”, colocando abaixo seu nome de seguidor, e-mail para contato e o link do seu perfil no Face, para verificarmos se cumpriu as regras. Atenção: esse comentário serve como inscrição na promoção. Cuidado para não errar ;)

* Podem comentar quantas vezes quiser. O importante é deixar ao menos um comentário no post para validar a participação. Não serão aceitos comentários do tipo “Adorei a resenha”, “Valeu pela dica”, “Ótimo post”, etc. E nem comentários que não tocam em algum ponto do conteúdo da postagem. Os comentários devem ser coerentes e relevantes  ao conteúdo. Vamos usar um pouco da nossa criatividade de leitor, ok? Avaliaremos o comentário e caso ele não seja aprovado, faremos um novo sorteio.

* O vencedor deverá entrar em contato conosco via e-mail e este tem até três dias para mandar o retorno. Caso o vencedor não retorne, perderá o prêmio e faremos um novo sorteio.

Observações: 

* Enviaremos o prêmio em até 30 dias a contar do recebimento do endereço de entrega.

* Não nos responsabilizamos por extravio dos correios, endereços incorretos ou avarias causadas pelo transporte.

* Abrimos o Top Comentarista nos primeiros dias de cada mês e encerramos no último, salvo em casos adversos (como falta de internet).


Prêmio:


O livro do mês é a obra "Escravo de Capela", do brilhante autor Marcos deBrito! Adianto que já li a obra do autor e que teremos resenha dele nesse mês do terror. E já adianto também que o livro é muito bom! 

Bons comentários ❤

Leia Mais ►