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17/01/2018

Douglas MCT anuncia novo projeto em parceria com a AVEC Editora



           Respondam rápido: quando se fala em monstros clássicos, qual o primeiro que vem a sua cabeça? Na minha vem o Vampiro na hora. Eu curto muito toda a mitologia acerca dos chupadores de sangue e apesar de não ser um grande consumidor da literatura vampiresca, respeito muito. Mas o que isso tem a ver com o post de hoje, vocês provavelmente estão se perguntando.

Bom, é que o autor Douglas MCT (que já apareceu aqui no blog com a resenha do livro O Coletor deAlmas) anunciou recentemente que está trabalhando em seu novo livro e que a editora AVEC, nossa parceira, é sua nova casa editorial. E é claro que como parceiros dessa ótima editora, embarcamos na proposta e estamos ansiosos para ver esse livro chegar nas livrarias e nas mãos dos nossos leitores! Mas chega de enrolação, conheçam a nova obra do autor intitulada: "Betina Vlad e o Castelo da Noite Eterna".


A obra:

"Os famosos monstros da literatura e do cinema realmente existem! Eles acabam gerando filhos, com sua herança sobrenatural. Apenas alguns descobrem sua identidade - de um jeito sempre terrível - e conseguem chegar ao Castelo da Noite Eterna, uma fortaleza de monstros na Transilvânia dedicada ao treinamento de jovens sobrenaturais. Essa é a revelação que leva a garota brasileira Betina Vlad a uma incrível aventura por um mundo escuro e cheio de mistérios, na morada de seu verdadeiro pai – Drácula! Com a ajuda do lobisomem Tyrone Talbot e de Adam - um dos filhos de Frankenstein -, Betina tenta resgatar uma menina sobrenatural das garras da perigosa Inquisição Branca, ao mesmo tempo que a turma passa a ser perseguida por caçadores de monstros, entre eles Van Helsing. Em meio aos perigos dessa jornada, Betina precisa confrontar um pai que ela não conhece e lidar com uma cruel traição"




Sobre o autor:

Douglas MCT cursou Criação e Produção Audiovisual e no momento atua como roteirista de quadrinhos, filmes, games e desenhos animados. Editor-Chefe da revista Neo Tokyo, também escreveu para as HQs da Turma da Mônica, é criador e roteirista dos mangás Hansel&Gretel e Dez Desejos, e das animações da Galera Animal para a TV Globo. Autor do livro O Coletor de Almas e da série Necrópolis, ainda possui vários contos publicados.

Além do anúncio da capa e sinopse, o autor ainda disse que esse é apenas o primeiro volume de uma série chamada "Betina Vlad e os Sobrenaturais". Então podem aguardar que outros monstros clássicos devem dar as caras nessas obras! Vocês chutam qual? Aposto no Lobisomem.
A obra ainda não tem data certa de lançamento, mas deve sair ainda nesse semestre pela AVEC Editora. A capa e as ilustrações ficam a cargo do talentoso Michel Mims. Ficaram curiosos? Acompanhem a página oficial do livro e fiquem por dentro das novidades!



Até a próxima!
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16/01/2018

RESENHA – Fique comigo (J. Lynn)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: Lynn, J. Fique comigo – série “espero por você”. 1ª edição. Ribeirão Preto/SP, Novo Conceito, 2017. 384 páginas. Tradução: Paulo Polzonoff Junior
Gênero: Ficção, Romance, New Adult
Temas: segredos, superação, confiança, agressão doméstica
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2014 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Esperopor você (Livro 1) e Fique comigo (Livro 2)



“As palavras de um ébrio eram as reflexões de um sóbrio”.
Fique comigo – Livro 2 (posição 796 - E-book via Amazon)




Queridos leitores, este é o segundo livro da série “espero por você”. O primeiro livro contou a história do Cam e da Avery. Este livro conta a história da Teresa Hamilton (Tess), irmã mais nova do Cam, e do Jase Winstead, melhor amigo do Cam.
 (Atenção: cuidado com o spoiler do livro “espero por você” neste parágrafo) A Teresa, para quem não leu o livro anterior, tinha esperança de se tornar bailarina profissional. Porém, por conta de um acidade, que culminou no rompimento de ligamento do joelho, a garota estava afastada da dança até se recuperar. Por conta do acidente, ela foi para a mesma universidade do irmão. Contudo, para não ficar na “asa” do Cam ela resolveu dividir um quarto com a Debbie Lamb, apartamento no residencial West Woods.
Desde o primeiro momento em que ela conheceu o Jase, quando tinha dezesseis anos, ela se encantou pelo garoto. Sendo que em uma das visitas dele, os dois ficaram. Infelizmente, após o beijo, ele ignorou todas as mensagens da garota e não mantiveram mais contato, até que ela foi para faculdade.
O Jase era um rapaz muito apegado à família, principalmente ao seu irmão mais novo, Jack. Apesar de ser um gato (dizem que ele é até mais bonito que o Cam), o Jase nunca se envolveu emocionalmente com uma garota. Contudo, a irmã mais nova do seu amigo mexeu muito com ele.
Leitores, eu tiro o meu chapéu para a Tess, sério! Essa garota é muito forte, afinal ela superou com maestria todos os obstáculos que a vida colocou na sua frente, como as agressões físicas causadas pelo Jeremy, seu ex-namorado. Além disso, ela teve que conciliar toda o drama emocional que era o Jase, pois, apesar de ele se mostrar muito apaixonado por ela, o rapaz não conseguia aprofundar a relação deles, por conta de alguns segredos do passado (obvio que não vou contar) que poderia afetar o futuro.
Confesso que esperava com pouco mais do Jase, talvez eu o tenha comparado muito com o Cam – personagem que eu amei. Porém, no decorrer da história, eu compreendi várias das atitudes dele.
Este livro é repleto de supressão, acho que essa é a melhor palavra para descrever. Ele aborda a temática da agressão doméstica, que é tão comum na vida de várias mulheres, infelizmente.
A J. Lynn, também conhecida como Jennifer L. Armentrout, é best-seller internacional com mais de 1 milhão de livros vendidos e número 1 da lista do New York Times. Ela vive em Martinsburg, West Virginia. Quando não está concentrada escrevendo, ela passa o tempo lendo, assistindo a filmes B de zumbi e curtindo ao lado do marido e do seu jack russell, Loki. O sonho de virar uma escritora começou na aula de álgebra. Ela passava a maior parte do tempo escrevendo contos – o que explica as péssimas notas em matemática. Jennifer é autora de paranormais para jovens, ficção científica e fantasia.
O livro possui 32 capítulos e foi escrito em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Teresa. Gostei do livro e já estou ansiosa pela continuação da série, que contará a história da Calla Fritz, amiga da Tess, e do Jackson James. Ressalto que entre o primeiro e o segundo livro, foram lançados dois contos, sobre o Cam e a Avery.


Bibliografia da J. LYNN (ordem cronológica):

Livros:
  • Obsidiana – Valentina (2015)
  • Ônix – Valentina (2016)
  • Opala – Valentina (2017)
  • Espero por você – Novo Conceito (2017)
  • Fique comigo – Novo Conceito (2017)
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15/01/2018

Li 24 livros em 2017 - grande parte foi dentro do ônibus


Oi! Como vocês estão? Há um ano, mal 2017 havia começado e me desafiei a ler 24 livros para chegar até a média de dois por mês. Consegui concluir a meta em meio às crises de ansiedade, incertezas da vida e aflição de concluir a faculdade. Algumas obras estavam em mente desde o início, mas o interesse em outras foi surgindo ao longo dos 12 meses. 

Em resumo, retomei os títulos indicados no ensino médio e, entre os contemporâneos, conheci até séries eróticas. O resultado foi ótimo! Não folheei dois livros (físicos ou eBooks) em cada mês: em alguns li três ou quatro e, em outros apenas um. Como são muitos, destaco alguns neste post. 

As viagens diárias de ônibus de Luziânia para Brasília, e vice-versa, foram minhas grandes aliadas. No balanço do baú voltei à narrativa irônica de Machado de Assis, capaz de deixar histórias do cotidiano mais atrativas que incríveis aventuras. Reli "Dom Casmurro" e conheci "Quincas Borba". 

Tive o prazer de descobrir a profundeza da escrita de Clarice Lispector, em "Perto do Coração Selvagem", além de me divertir com as peripécias vividas pelos personagens de Audrey Carlan, autora de "A Garota do Calendário".

Dois livros em especial me perturbaram – no bom sentido, se é que isso existe – por me tirarem da minha cômoda mania (adquirida durante a parceria com a Arqueiro) de devorar romances de época. O primeiro foi o clássico “O Médico e o Monstro”, que sempre ouvi falar, mas nunca antes havia tido motivação ou curiosidade para ler. Fui tola! Se tivesse conhecido as palavras de Robert Louis Stevenson mais nova, constataria mais cedo o quão extraordinária é a humanidade nos pequeninos detalhes.

O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson
A outra surpresa foi “Tony e Susan”, uma trama policial de Austin Wright. Para quem não sabe, o título inspirou o filme “Animais Noturnos”, estrelado por Jake Gyllenhaal e Amy Adams. A obra tem uma história dentro da outra: a personagem principal recebe o livro do ex-marido, no qual há o violento e angustiante percurso percorrido pelo protagonista após o sequestro da esposa e da filha. Do início ao fim é provocativo, curioso e excitante.

Tony e Susan, de Austin Wright
Entre os brasileiros, li “As letras do amor”, de Paula Ottoni, e “Noites de Sol”, do Bruno Bucis. Os dois discorrem sobre a vida de adolescentes que se veem, de um dia para o outro, precisando enfrentar decisões da vida adulta. Muito bem construídos, merecem ser explorados por leitores de todo o mundo.

Bom, queria ter conhecido muitas outras histórias naqueles 365 dias, mas 2018 chegou e tenho vários dias pela frente para colocar isso em prática. 

Veja a lista completa dos livros lidos por mim em 2017:
  • A Perversa (Tarryn Fisher);
  • O Impostor (Tarryn Fisher);
  • As Letras do Amor (Paula Ottoni);
  • Escândalos de Cetim (Loretta Chase);
  • Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector);
  • Escândalos na Primavera (Lisa Kleypas);
  • A Cabana (William P. Young);
  • Tony e Susan (Austin Wright);
  • As Vantagens de ser Invisível (Stephen Chbosky);
  •  O Médico e o Monstro (Robert Louis Stevenson);
  •  Boneco de Pano (Daniel Cole);
  •  Dom Casmurro (Machado de Assis);
  •  A Garota do Calendário – Janeiro (Audrey Carlan);
  •  A Garota do Calendário – Fevereiro (Audrey Carlan);
  •  Água para Elefantes (Sara Gruen);
  •  Quincas Borba (Machado de Assis);
  •  Fuck Love – Louco Amor (Tarryn Fisher);
  •  O Diamante (J. Courtney Sullivan);
  •  Jane Austen – Uma Vida Revelada (Catherine Reef);
  •  Inverno Russo (Daphne Kalotay);
  •  Noites de Sol (Bruno Bucis);
  •  A Garota do Calendário – Março (Audrey Carlan);
  •  A Garota do Calendário – Abril (Audrey Carlan);
  •  A Historia De Raven Queen (Shannon Hale). 


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11/01/2018

A Era dos Mortos chegou




                Olá, queridos leitores da Academia! Finalmente a espera acabou. Para vocês que não aguentavam mais esperar pelo próximo volume da incrível série de zumbis nacional “As Crônicas dos Mortos”, o autor Rodrigo de Oliveira liberou a capa, a sinopse e a pré-venda tudo de uma vez só! E para quem ainda não leu nada sobre as Crônicas, fique avisadíssimo que essa sinopse contém SPOILERS mais letais que a infecção dos zumbis. Aviso dado. Abaixo você confere TUDO a respeito do penúltimo volume da maior saga de zumbis do Brasil. 


E OS HUMANOS DESCOBREM QUE A PIOR DESGRAÇA NÃO SÃO OS ZUMBIS...



A obra:

Vários anos se passaram desde que Uriel, agindo como um tirano, assumiu o controle da maior colônia de sobreviventes do apocalipse zumbi na Terra.
Ivan, Estela e quase todos os seus aliados estão mortos. Do grupo original, apenas Isabel, Mariana e alguns poucos conseguiram escapar de Ilhabela. E a cada dia, a fome de poder de Uriel e de seu filho, Otávio, aumenta, tornando a vida dos sobreviventes ainda mais penosa. O trabalho escravo se torna a regra. A cobrança de mais e mais tributos e a imprevisibilidade do poder central mantêm todos em constante alerta.
Otávio, que passou anos realizando pesquisas médicas, finalmente consegue um meio de controlar os bersekers, os zumbis monstruosos, transformando-os em cães de caça. É a sua forma de assegurar a permanência no comando da comunidade, mas também de destruir, pelo medo, qualquer intenção de resistência. Então, ele produz algo ainda pior, uma criatura feroz e diabólica com o poder de destruição em massa.
Há muito em jogo. O governo central ainda considera Isabel uma grande ameaça, seja viva, ou morta-viva, o que poderia transformá-la numa nova Senhora dos Mortos. Mas, duas crianças chamam a atenção de Isabel que decide prepará-las para batalhas ainda mais sangrentas. Serão elas a esperança para o fim daquela era de medo e destruição?
A derradeira batalha está para começar, mas os inimigos, humanos e zumbis, também têm suas surpresas.
Sejam bem-vindos a uma nova era de horror e violência. Esta é... a Era dos Mortos.




Sobre o autor:


RODRIGO DE OLIVEIRA é Gestor de TI e fã de fiçcão científica, dos clássicos de terror, em especial da obra de George Romero. A ideia para esta série surgiu após um longo pesadelo tão real que, ao acordar, começou a escrever freneticamente, até concluir seu primeiro livro, O Vale dos Mortos. Casado, com dois filhos, nasceu em São Paulo, e vive entre a capital e o Vale do Paraíba.

                Vou nem comentar o quanto estou ansioso para essa obra... mentira, vou comentar sim! Eu estou me remoendo por dentro para descobrir o que diabos o Rodrigo aprontou dessa vez. Quem já leu alguma obra do autor sabe que ele é meio... homicida. E rapaz... ele vai ter de se superar mais uma vez, pois Ilha dos Mortos foi uma coisa de louco.
                Leitores da Academia, o livro está em pré-venda, como dito lá em cima. Lembrando que está é a parte 1. Isso mesmo, o autor dividiu a obra em duas partes por estar grande demais. Então vocês já podem ter uma noção do tanto de carnificina que deve ta vindo por aí. A previsão é que as vendas comecem a partir do dia 02 de março. Vocês podem encontrar nos links abaixo. Por favor, ajudem nosso blog a crescer. Se quiserem adquirir o livro, usem o nosso link taggeado.



Até a próxima!

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09/01/2018

RESENHA - Jane Austen - Uma vida revelada (Catherine Reef)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: REEF, Catherine; tradução de Kátia Hanna. Jane Austen – Uma vida revelada. 1ª edição. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2014. 224 páginas.
Gênero: Biografia; literatura juvenil.
Temas: Jane Austen; romancistas ingleses; século 19.
Categoria: Literatura estrangeira.
Ano de lançamento: 2014.







“Ninguém sabe as opiniões de Jane Austen sobre religião ou política, ou mesmo o que fizera ou pensara por semanas ou meses durante determinados períodos. Cartas e antigos diários podem revelar muito sobre pessoas famosas do passado, mas Austen não deixou nenhum diário. Após sua morte, os parentes destruíram muitas das cartas que a autora escreveu, por razões que podemos apenas supor. Seriam pessoais demais? Poderiam ferir o sentimento de alguém ou revelar uma faceta de Jane Austen que sua família preferia esconder?”
*Jane Austen – Uma vida revelada (pág. 17).

Por meio de cartas que resistiram à família e ao tempo, Catherine Reef traça um perfil da famosa escritora inglesa Jane Austen. A biografia apresenta a vida de Austen desde que era menina até quando ela começa a ganhar os frutos do seu trabalho que propõe profundo mergulho na alma humana.
Jane nasceu como filha de um pároco um tanto humilde e morreu como solteira que começava a receber pelos livros que escreveu durante a vida. Na biografia escrita por Reef, são reveladas opiniões da autora sobre diferentes pessoas que fizeram parte de sua curta vida, inclusive sobre o rapaz que lhe despertou paixão.
Logo no início do livro, Reef alerta que é difícil retratar como era Jane Austen porque não há diário dela conhecido e grande parte das cartas que ela escreveu para pessoas próximas foi queimada pela família.
Uma das primeiras dúvidas postas é: Jane era gentil, como afirmava a família, ou uma mulher de pensamentos ácidos como indicam as palavras escritas por ela?
“É difícil acreditar que uma criatura tão amável e bondosa tenha escrito linhas como estas: ‘Não quero que as pessoas sejam muito agradáveis, assim fico livre do problema de gostar muito delas.’ ‘Para que vivemos, se não para divertirmos nossos vizinhos e rirmos deles quando for a nossa vez?’ ‘A senhorita Allen pertencia à numerosa classe de mulheres cujo único sentimento que conseguiam provocar na sociedade era o espanto de haver no mundo algum homem que pudesse gostar delas o suficiente para desposá-lá'”.
Não se sabe muito sobre a aparência de Austen também. Reef introduz na biografia que, enquanto alguns diziam que os cabelos da autora eram “finos e naturalmente cacheados, nem claros nem escuros”, outros a descrevem como mulher de “cabelos negros, compridos até os joelhos”.
Reef lembra que Jane tinha uma grande família e amava os irmãos e os pais, com quem morou até a morte. Sua preferida entre todos, considerada melhor amiga, companheira e confidente, era Cassandra, irmã três anos mais velha que ela. Durante a infância e início da vida adulta, os filhos do casal Austen viveram na paróquia de Steventon, onde o pai de Jane era reverendo.
A vida no interior, no entanto, nem sempre foi fácil ou feliz, principalmente para Jane, Cassandra e a mãe. Depois que o patriarca da família morreu, as mulheres, solteiras e viúva, tiveram que ser sustentadas pelos homens da família.
A obra de Reef, porém, vai além da jornada da escritora: mostra a sociedade da época que muito inspirou as histórias de Austen. A biografia conta um pouco, por exemplo, sobre a nobreza no século 19.
“Acreditava-se igualmente que Deus havia colocado reis e rainhas acima de duques, condes e viscondes. Por sua vez, os nobres detentores de títulos eram superiores aos gentry – a classe social refinada e educada à qual pertencia a família Austen.”
No livro há uma parte dedicada para a história de amor que Austen viveu ainda na juventude. Ela conheceu um rapaz que era parente de amigos da família em um baile. Depois, o casal passou a se encontrar mais algumas vezes. Na carta mais antiga encontrada, ela contou à irmã o quanto estava apaixonada. O romance, no entanto, não teve futuro: a família do rapaz considerava que Jane não era um bom partido para ele pois não poderia oferecer um dote gordo.
“Jane Austen – Uma vida revelada” confunde os leitores mais desatentos ou esquecidos porque não é uma obra escrita na ordem cronológica dos acontecimentos. A autora introduz curiosidades da época em que viveu Austen no meio de relatos importantes da vida da escritora. Muitos nomes de pessoas que conviveram com a biografada são citados e isso leva o leitor a voltar em alguns pontos para situar a pessoa na rede de amigos de Austen.
Jane Austen é conhecida por seis romances publicados entre 1811 e 1819: “Sense and Sensibility”, “Pride and Prejudice”, “Mansfield Park”, “Emma” e “Northanger Abbey e Persuasion”. A autora também publicou outras histórias em formatos diferentes, como poemas, contos, peças, sátiras, cartas e livros inacabados. Atualmente, ela é considerada um fenômeno mundial, reconhecida pela escrita sensível, clara e crítica.
“Jane Austen – Uma vida revelada” é recomendado para todos os fãs da autora. Aqueles que não conhecem as obras dela também podem conhecer a história por trás da mente critativa que desafiava os padrões da época em que viveu. Vale a pena, garanto!
Catherine Reef publicou mais de quarenta livros. Ela é responsável por biografia de autores renomados, como Ernest Hemingway e E. E. Cummings.

Por conta do volume de livros produzidos por Catherine Reef, é mais cômodo para os que queiram conferir as obras da autora checarem na lista disponível no Google.
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05/01/2018

5 formas de valorizar o trabalho de um autor gastando nada (ou quase nada)


Me responda uma coisa: você lê obras nacionais? Com quem frequência? Só lê os livros que a escola te obriga? Se esse for o caso, não sabe o que está perdendo. Mas se você é um leitor que busca mais que apenas os livros que a escola coloca para leitura, saiba que existe um mundo de possibilidades dentro da literatura nacional… no entanto você não tem condições de comprar todos, né? Eu sei. Te entendo. 
Vez em quando, em posts, eventos ou mesmo em conversas, escuto a frase: “mas livro nacional é muito caro, não dá para comprar todos”. De fato. Por motivos que não cabe dissertar neste post, muitas obras nacionais chegam a valores que vão muito além do que temos disponível na carteira. Então como apoiar a literatura nacional se não pudermos comprar todos os livros que queremos? Depois de ver no Facebook uma imagem compartilhada por várias pessoas onde a pessoa colocou uma lista de ações para ajudar um autor nacional, decidi fazer um Academia Opina sobre o tema. Afinal, vocês sabiam que é possível apoiar autores nacionais sem gastar muito? Às vezes não gastando um centavo? Esse é o assunto do texto de hoje que será dividido em pequenos tópicos.

1- Recomende para um amigo

O clássico boca a boca. Você está na net e entrou na Academia Literária DF para saber que livros estamos divulgando por aqui. Ou viu uma crítica do blog Ponto para Ler, uma resenha no Leitora Sempre, uma foto no Vale Literário, um vídeo no Equalize da Leitura ou a lista de lançamentos do Skoob. Foi lá, comprou o livro, amou e agora não tem com quem conversar. Quem se identifica?
          Se você é do tipo de leitor que está por dentro do mundo literário, com certeza você é a pessoa certa para “espalhar a palavra” para aqueles amigos que não estão tão antenados assim. Então quando você diz algo do tipo:“o livro de fulano é muito bom, tem para vender no site dele!”, saiba que já está fazendo sua boa ação do dia ajudando a espalhar o que a literatura nacional tem de bom e que muitas vezes não tem o poder prático de chegar a essas pessoas.  


2- Avalie o livro nas lojas virtuais

Ok, para isso você precisa comprá-lo. Mas vamos supor que você comprou o livro do autor X. Gostou demais da história, dos personagens, do cenário e quer porque quer “espalhar a palavra”. Além do boca a boca você pode avaliar o livro nas lojas virtuais. Algumas como a Amazon, Saraiva e Submarino oferecem campos específicos para você dar uma nota e publicar um comentário a respeito do produto adquirido. Você sabia que muitas pessoas costumam olhar os comentários de outros leitores por lá? As avaliações podem servir para auxiliar o leitor que está em dúvida entre comprar a obra ou não, já que, muitos sabem que ainda existe um preconceito velado no que diz respeito à literatura nacional. Não que a avaliação seja a questão decisiva na compra, mas ajuda bastante. 


3- Siga o autor nas redes sociais

Você segue alguma celebridade nas redes? Essa eu nem preciso comentar muito. O mundo é das redes. Todos que querem aparecer para o público precisam estar nas mídias sociais. É quase um pré-requisito hoje em dia. Mas nada disso adianta se não houver seguidores, correto? Então sabe aquele autor que você curte demais? Segue ele. Você pode encontrar muita coisa bacana sobre as obras desse autor. E não só isso. Interaja com ele. Curta os posts, comente, manda inbox. Isso ajuda o autor não só a se relacionar com os leitores, mas também a impulsionar suas publicações e com isso ele pode alcançar ainda mais leitores. Lembre-se: quanto mais engajamento, maior é o alcance. 


4- Gostou da leitura? Poste nas suas redes

Se você é daquelas pessoas que adoram postar sobre coisas da sua vida como aquela baladinha de sexta à noite com os amigos, o churras com a família no domingo, o cinema de terça a noite, porque não postar a última leitura? Assim que sua publicação aparecer no feed, com certeza (se você tiver) seus amigos leitores vão te perguntar se o livro é bom. E se ele for bom mesmo, aí você “espalha a palavra”.

5- Vá a eventos

Essa não é para todo mundo, eu sei. Mas se você tem disponível na sua cidade, não deixe de ir. Faça uma força. Deixa para curtir com os amigos no sábado à noite, reserva o sábado a tarde para prestigiar o lançamento do autor X (e leve seus amigos!). Acredito que uma das grandes vantagens de se gostar de literatura nacional é o acesso “fácil” ao autor. Imagina só poder ir num evento do seu autor favorito e levar um livro para ele autografar? Felicidade para os dois lados! Não só isso, indo nos eventos você incentiva os organizadores a realizarem mais eventos. E quanto mais eventos, mais autores podem aparecer na sua cidade. Quem sabe ela não entre no circuito oficial de eventos como acontece com São Paulo e Rio de Janeiro? Tudo depende da presença dos leitores para acontecer. 

Extra- Não baixe (nem distribua) livro pirata

Esse aqui é o tal do desserviço. Nem preciso comentar sobre os danos que a pirataria causam para os autores, né? (Se for preciso, faço um post só sobre o assunto). Ok, quem sou eu para falar de livro pirata, né? Eu que já comprei (MUITO) CD piratão de Playstation 1 e 2 porque não tinha nem de longe a grana para comprar um original. E pior: eu poderia comprar uns 10 jogos pelo preço de um original. A conta é similar no caso dos livros. As vezes é possível comprar 4-5 livros em uma promoção numa Amazon da vida com o mesmo valor de um livro de um autor independente, por exemplo. Então eu não sou a pessoa 100% corretinha para dar bronca em quem faz isso e nem vou comentar aqui sobre a prática. Estou apenas apontando outros caminhos.
O negócio, queridos leitores, é que os tempos são outros. Temos acesso a vários conteúdos graças a inovações na área da tecnologia. Existem ferramentas que possibilitam consumir coisas originais por (MUITO) menos. Exemplos? Netflix para filmes, Spotify para música, X-Box Live para games. Hoje em dia é muito mais simples conseguir ler milhares de livros sem precisar gastar milhares de reais. Olha ai o Kindle Unlimited. Com uma mensalidade de R$ 19,90 você tem acesso a um mundo de livros. E você pode achar vários nacionais no catálogo. Vejo por ai muito autor que coloca o livro lá (as vezes faz até promoção para você baixar de graça pela plataforma). Basta dar uma sondada que você vai encontrar um bom livro. E se você é daqueles que preferem o físico ao digital, que tal poupar para comprar um livro mais caro a cada dois ou três meses? Basta um pouco de disciplina nos gastos que dá certo. 


O que acharam da lista? Faltou alguma dica valiosa? Comenta ai. Espalhem a palavra (rsrs). Em breve farei uma lista semelhante, mas voltada para os blogueiros. Aguardem. 



Até a próxima. 





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04/01/2018

Lançamentos de Janeiro da Faro Editorial

Olá, queridos leitores!!! Tudo certinho? Hoje eu vim trazer para vocês os dois últimos lançamentos da Faro editorial. Os livros da vez são: Contra Todas as Possibilidades do Amor, da Rebekah Crane, que fala sobre a adolescência e O homem de Lata, da  ganhadora do New Writer of the Year no Galaxy National Book Awards, Sarah Winman.  Para saberem mais sobre essas obras, basta continuarem lendo esse post. 😉





“Nós só conseguiremos nos encontrar quando admitirmos que estamos perdidos”
– Acampamento Pádua 

Sobre a obra: 

Zander estava odiando a ideia de ir para esse acampamento do outro lado do país. Era a primeira vez que ela saía do Oregon, da sua casa, para ir justamente para esse lugar estranho, com pessoas esquisitas. Ela definitivamente não precisava estar ali, no Acampamento Pádua, o acampamento para jovens desajustados e problemáticos. Ela não era uma “deles”.                                                                                          A adolescência é uma fase difícil, e ainda mais quando você tem problemas que não pode controlar ou que não sabe como. E o Acampamento Pádua é o lugar para jovens que estão nessa situação. Garotos e garotas depressivos, com distúrbios alimentares, doenças degenerativas, depressão, compulsões e os que estão ne negação são o público alvo desse acampamento. Um lugar para valorizar a vida e ajudar jovens em situações emocionais complicadas. Ou seja, ninguém ali é muito “normal”, e Zander sabe que ela não pertence a esse lugar. Ela foi mandada pelos pais para esse acampamento de verão, mas não faz ideia do motivo.                                      Zander não se sente perdida, ela sabe muito bem onde está. E quando se depara com os demais jovens do retiro, ela tem ainda mais certeza disso. Zander não é como Cassie, que toma remédios para emagrecer e não come nada o dia todo. Ou como Hannah que se corta e por isso só usa blusas de mangas longas. Ou como Alex, que é um mentiroso compulsivo. Ou como Katie, que é bulimica. Ou ainda, como o chato do Groover... e, para relaxar nesse hospício, ela fica treinando conjugações de verbos em francês. Mas Zander estava errada, e o que ela acabou encontrando ali foram grandes amigos e pessoas comuns, apesar de seus traumas e limitações. Adolescentes que queriam se divertir e fazer amizade como qualquer outro jovem. Que queriam burlar regras e testar limites, e que queriam ser aceitos como são. E ela iria descobrir que o amor pode ser encontrado onde menos se espera. 



Sobre a autora: 

Rebekah Crane é autora de três romances. Ela descobriu sua paixão pela literatura enquanto estudava educação secundária na Universidade de Ohio. Depois de ter dois filhos e ensinar em seis cidades diferentes, ela finalmente se instalou no sopé das Montanhas Rochosas para se dedicar a escrever romances e roteiros. 


“O Homem de Lata é uma história sobre vidas alternativas que poderiam ter sido vividas se as circunstâncias fossem diferentes. Um delicado conto de amor extremamente bem elaborado.” 
- THE GUARDIAN


Sobre a obra: 

Uma amizade que nasceu na inocência de uma infância marcada pelo abandono, o silêncio, a mágoa. Um carinho que cresceu na cumplicidade, nas descobertas. Um amor que estava acima de qualquer classificação social necessária.            Michael e Ellis eram mais do que isso um para o outro. E essa é quase uma história de amor, mas seria muito simples defini-la assim. Michael e Ellis se conheceram aos 12 anos. Michael fora abandonado pela mãe e pelo pai e agora vive com sua avó. Ellis era um menino solitário, que sofria com um pai rude. Logo eles se tornaram o refúgio um do outro.                                                                                               Durante muitos anos foram apenas dois, descobrindo o mundo, se descobrindo. E mais do que amigos, o sentimento que existia entre eles nunca precisou de outro nome. Até que tudo muda quando Ellis conhece Annie. E aquela dupla passa a ser um trio. E aquela proximidade passa a ser uma grande distância. E aquela distância se torna uma ausência. Ellis sente falta de Michael. Michael sente falta de Ellis, mas as vezes, isso não é suficiente.                                                                                                “O homem de lata” é mais do que apenas um romance sobre três jovens vivendo algo muito diferente em suas épocas. Este é um livro sobre amizade, ternura, sofrimento, perda, aceitação, medo. Uma obra sobre as consequências de uma vida que não foi vivida como deveria ter sido. E o poderia ter sido é a parte mais tocante de tudo...



Sobre a autora: 

Sarah Winman nasceu em 1964 na Inglaterra e é uma atriz e escritora. Em 2011, seu romance de estreia tornou-se um bestseller internacional e ganhou vários prêmios, incluindo New Writer of the Year no Galaxy National Book Awards. O Homem de Lata também está concorrendo a diversos prêmios, e segue como finalista do Costa Novel of the Year do ano de 2017. 

Essas foram as novidades da Faro Editorial, pessoal. Eu, particularmente, amei as capas e realmente fiquei interessada na proposta deles. Me contem aqui nos comentários o que acharam desses dois livros.

Até o próximo post, beijão!!! 😉💓
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