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25/03/2017

RESENHA - O IMPOSTOR (Tarryn Fisher)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: FISHER, Tarryn; tradução de Fábio Alberti. O Impostor. 1ª edição. São Paulo: Faro Editorial, 2016. 272 páginas.
Gênero: Romance. Literatura contemporânea.
Temas: Triângulo amoroso. Miami.
Categoria: Literatura Estrangeira. Literatura norte-americana.
Ano de lançamento: 2016.
Série: Amor & Mentiras. A Oportunista (livro 1); A Perversa (livro 2); O Impostor (livro 3).








“Quantas vezes um coração pode se despedaçar antes que não exista mais nenhuma possibilidade de reparação? Quantas vezes mais eu serei capaz de desejar não estar vivo? Como pode um ser humano trazer tanta ruína à minha existência? Eu alterno entre períodos de torpor e de inacreditável dor no intervalo de... uma hora? Uma hora pareceu um dia, um dia parece uma semana. Eu quero viver, e no momento seguinte quero morrer. Eu quero chorar, e logo em seguida quero gritar.
Eu quero, eu quero, eu quero...
Olivia.”
*O Impostor (pág. 212).

O rico e charmoso Caleb Drake ainda não sabe como sobreviver com o grande vazio em seu coração aberto pelo seu antigo amor. As atitudes imorais e desumanas de Leah Smith, a mulher com quem se casou para tentar preencher a falta de Olivia Kaspen, enterraram o que sobrou de felicidade na vida dele.
Anos se passaram desde o término trágico do relacionamento com Olivia e uma nova oportunidade surge para os dois. Será que eles conseguirão superar as dores do passado e conquistar um final feliz?
O início do fim da jornada de Caleb Drake, Leah Smith e Olivia Kaspen, três personagens autodestrutivos que formam um triângulo amoroso surpreendente. Não poderia ser melhor. O casal original da trilogia de Tarryn Fisher se reaproxima após dez anos da separação e intrigas que se arrastaram por esse tempo. Com uma trama imprevisível, a autora testa o limite dos nossos sentimentos – sem decepcionar, assim como foi em “A Oportunista” e em “A Perversa".
Nesta obra, Caleb não é mais o jovem atleta da universidade, nem Olivia é a garota misteriosa e traumatizada. Ambos, adultos e com experiência no quesito sofrer, enfrentam obstáculos que os impedem de ficar juntos – clichê que rende bom drama. A grande tragédia vivida pelo protagonista (sem dar spoilers!) é uma das partes mais tristes da obra, e um dos grandes acertos de Fisher pela construção incrivelmente real, que nos aproxima dos sentimentos mais doloridos que alguém pode viver. Esse é um dos momentos decisivos da trama: conhecemos a essência das três pontas do triângulo amoroso, sem máscaras. O casal explosivo – que de comum só tem a teimosia –, agora mais maduro, possui ainda mais química do que no primeiro livro.
O livro é narrado em primeira pessoa, pelo personagem Caleb Drake. A relação temporal é truncada, já que “O Impostor” traz capítulos do passado – alguns já conhecidos pelos que leram os dois livros anteriores, mas narrados pela perspectiva do personagem. A trama é dramaticamente fluida e não apresenta dificuldades de compreensão.
Digo, com convicção, que esse é o mais empolgante e genial livro da trilogia. A autora soube, com maestria, superar a expectativa de quem conhece todas as intrigas e dolorosos momentos vividos pelo triângulo amoroso. Como nos outros títulos da trilogia, a última obra nos leva a uma montanha-russa de emoções que arrebata até mesmo os corações mais fortes – que não é o meu caso, já que me desmanchei com o desenrolar e o desfecho da história.
Para aqueles que acompanham a trilogia, o fim apresentado pela autora irá agradar. Os que ainda não leram os livros de Amor & Mentiras, essa é uma boa oportunidade para adquirir as obras. É importante frisar, porém, que eles devem ser lidos na ordem, já que possuem linha cronológica.



Bibliografia de TARRYN FISHER (ordem cronológica):

Livros:
  • A Oportunista – Faro Editorial (2016).
  • A Perversa – Fato Editorial (2016).
  • O Impostor – Fato Editorial (2016).
  • Nunca Jamais  Galera Record (2016).

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24/03/2017

Entrevistamos A.Z. Cordenonsi, autor da obra 'Le Chevalier e a Exposição Universal'

Olá, queridos leitores da Academia! Como estão? Como prometido, daremos continuidade as nossas entrevistas feitas com a equipe responsável pela produção da obra Guanabara Real - Alcova da Morte. Como sabem, entrevistamos o editor Artur Vecchi da Avec Editora e autora Nikelen Witter. Hoje é a vez de Andre Zanki Cordenonsi. Vamos conferir?

Firmino é o personagem criado por Andre Zanki
Academia Literária
Fale-nos um pouco sobre você. Andre Zanki Cordenonsi? 

Andre Zanki
Eu sou um sujeito que sempre teve uma relação direta com os livros e a literatura. Mesmo que a minha formação me levou a um mundo de números, bits e bytes, minha obsessão pela leitura, desde muito pequeno, me tornou um leitor voraz e multiplataforma. Não tenho problemas em ler ebooks, livros físicos ou aplicativos. Não importa se é fantasia, terror, romance, ficção científica ou quadrinhos. Se me interessar, eu vou atrás. Acho que isso me tornou um leitor melhor e isso é importantíssimo para um escritor. Antes de mais nada, todo autor é um leitor e, por leitura, você pode abranger qualquer forma de arte. Afinal, você nunca sabe de onde virá a próxima cartada da musa inspiradora.

Academia Literária
Qual foi a sua contribuição no livro Guanabara Real - A Alcova da Morte?

Andre Zanki
O Guanabara Real - A Alcova da Morte foi um livro colaborativo em vários sentidos. Os três autores tiveram papéis importantes na definição do cenário e dos personagens, inclusive dando pitacos, sugestões e críticas no desenvolvimento dos capítulos. Isso foi muito importante para a criação de um mundo coeso, onde os três autores e os três personagens pudessem navegar na história escrita e nas histórias que ficaram apenas em nossa imaginação. Afinal, muito do que foi discutido serviu como background para o Guanabara Real e que vive, apenas, nas nossas notas. Mesmo que não seja necessário mostrar para o leitor final, muita coisa que estabelecemos nos ajudou a criar a atmosfera do Rio de Janeiro e do Brasil que estávamos criando.


Academia Literária
Pode nos contar um pouco sobre o seu personagem na obra? Ele é o engenheiro positivista Firmino Boaventura. Quais são as características mais marcantes do personagem?

Andre Zanki
O Dr. Firmino Boaventura é um personagem que vive em eterna dualidade. Filho de escravos, conseguiu sua alforria pela amizade que estabeleceu com o primogênito da família de criadores de gado, no interior de Minas Gerais. Sua inteligência ímpar lhe rendeu uma bolsa de estudos na França, onde cursou engenharia mecânica. Lá, tornou-se um pesquisador respeitável e doutor, mas a recém fundada república brasileira ainda não estava preparada para receber um engenheiro negro em seus domínios. Ao retornar ao seu país, se viu impedido de trabalhar, apesar de sua qualificação. Encontrou em Maria Tereza Floresta uma luz. Como detetive positivista, Firmino conseguiu encontrar uma forma de extravasar suas frustrações por não poder exercer a profissão que ama. Mas, a cada caso, a cada novo e intrincado mecanismo que ele constrói ou investiga, mais as desilusões apertam em seu peito e o equilíbrio que ele sempre buscou em toda a vida parece cada vez mais difícil.
Cartão de visitas de Dr. Firmino
Academia Literária
O que os leitores podem esperar da obra?

Andre Zanki
Guanabara Real - A Alcova da Morte é um livro pulp, de mistério, terror e ficção científica. É uma iniciativa ímpar em território nacional e que tem como objetivo levar aos apreciadores de uma boa aventura três heróis nacionais, lutando contra tudo e contra todos em nome de seus próprios ideias. São personagens extremamente humanos e frágeis, mas muito fortes em suas convicções. São personagens que poderiam perder tudo se agissem sozinhos, mas que, em trio, são capazes de enfrentar as maiores dificuldades. E é isso que queremos passar. E é isso que nós três, como autores, nos sentimos ao nos reunirmos para decidir as maquiavélicas intenções do Barão do Desterro.

41 anos, professor de Computação na Universidade Federal de Santa Maria.

Sobre o autor:

           Andre Zanki Cordenonsi é um autor gaúcho de fantasia e aventura. Ele foi finalista do prêmio Argos 2014, a principal premiação nacional do gênero. É romancista, membro do Conselho Steampunk – Loja Rio Grande do Sul e contista, com mais de uma dúzia de textos publicados. Atualmente é professor da Universidade Federal de Santa Maria e palestrante. Andre nasceu em Santa Maria, Rio Grande do Sul, onde mora com a esposa e dois filhos.

Guanabara Real - A Alcova da Morte é uma obra de fantasia escrito por três autores habilidosos. O livro se encontra em pré-venda neste link. A editora liberou o primeiro capítulo para leitura neste link. Quer saber mais sobre a obra? Acompanha o nosso blog que em breve sai a entrevista com os outros dois autores!

Até a próxima.


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22/03/2017

Clube do Livro - Frida Kahlo

Olá, queridos leitores! Hoje temos divulgação de evento! No mês da mulher, temos a honra e o prazer de convidar todos os nossos leitores de Brasília para um bate-papo muito especial. Curiosos? Vamos conferir o que está sendo preparado para esse mês no Clube do Livro Autêntica


O que é?

"Olá Leitores Autenticos!!
No mês da mulher teremos um bate papo maravilhoso com esta mulher incrivel: Frida!
Dessa vez vamos de Editora Nemo, com a Graphic Novel, Frida Kahlo. Com todo o suporte da Livraria Cultura e do blog mediador Nem um pouco epico e Academia Literária, temos um encontro marcado. Haverá sorteio de livros e a clássica Pergunta-chave sobre o livro, para um kit especial. Leita o livro e participe! A entrada é gratuita!"

Quando?

Dia 25 de março (sábado), às 16h00

Onde? 

Livraria Cultura - Casa Park

Link do evento: aqui.


Mapa:



Vamos?


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21/03/2017

Horóscopo dos livros: Áries

Fonte: https://pixabay.com/pt

Olá, leitores, como vão?

A partir de hoje, 21/03, até o dia 20 de abril o sol estará na casa de Áries. Já ouvi falar que algumas pessoas não gostam de quem é deste signo. Porém, todas que eu conheço (deste signo) são pessoas mais que especiais <3

Então, vamos ver o que o horóscopo reservou para este signo hoje?

Caso queiram ler o que os astros disseram para os signos de gêmeoscâncerleãovirgemlibra, escorpiãosagitáriocapricórnioaquário e peixes,  basta clicar nos respectivos links. ;)

Áries (21 de março - 20 de abril) - Signo do Fogo

De acordo com o site Tão Feminino, descrevemos abaixo o perfil do signo de uma ariana:

Sabia que o símbolo de Áries é um carneiro? O bichinho representa todo o poder e a fertilidade do signo, que tem como nativos pessoas cheias de vida, extrovertidas e confiantes, principalmente quando estão no comando. Regidos pelo planeta Marte, conhecido por ser o Deus da Guerra, os nascidos sob o signo de Áries não têm medo de defender firmemente seus ideais, vivem apenas no presente e gostam de ação. 

Características da pessoa deste signo: ativa, autoconfiante, guerreira, desbravadora, corajosa, destemida, impulsiva, agressiva...

Personagem feminina: Sarai do livro “A morte de Sarai”, da autora J.A. Redmerski.

Sinopse do livro: Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. 
Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. 
Breve avaliação da personagem: A Sarai tem uma personalidade extremamente forte, acho que é exatamente por isso que ela conseguiu superar seus traumas. Ela é uma pessoa decidida (até demais) e que não tem medo de ir atrás do que deseja. 


Personagem masculina: Remington Tate do livro “Real”, da autora Katy Evans.

Sinopse do livro: Remington Tate tem a reputação de ser um bad boy, dentro e fora. É conhecido também pelo corpo escultural e pelo poder, sexy e selvagem, que emana de cada gota de suor, levando toda e qualquer mulher que o veja a um verdadeiro frenesi. Em seus olhos, brilha um desejo brutal, devastador e real. Brooke, uma especialista em fisioterapia esportiva, é contratada para manter aquele corpo funcionando como uma máquina mortal. Esse parecia ser seu emprego dos sonhos, mas, ao circular pelo perigoso circuito de lutas clandestinas com Tate e sua equipe, Brooke passa a ser dominada por um novo sentimento, um fogo e uma necessidade com os quais ela não sabe lidar. O que começa com um simples flerte pode virar uma obsessão sexual incontrolável. Terríveis segredos serão revelados, e Brooke deverá lutar para manter-se sã, discernindo o que há de real e o que é pura ilusão em seus próprios sentimentos.

Breve avaliação da personagem: Por conta do seu temperamento forte, ele foi expulso do boxe. Porém, mesmo com esse temperamento ele é um cara que batalha pelo que quer, além de ser extremamente determinado. É o típico macho alfa.



Esses arianos são demais, não é mesmo? Então, até a próxima, queridos leitores!

Astróloga literária (rsrsrs) Gabi Crivellente
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RESENHA - ESCÂNDALO DE CETIM (Loretta Chase)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: CHASE, Loretta; tradução de Simone Reisner. Escândalo de Cetim. 1ª edição. São Paulo: Arqueiro, 2016. 272 páginas.
Gênero: Romance de época.
Temas: Modistas. Moda europeia.
Categoria: Literatura Estrangeira. Literatura norte-americana.
Ano de lançamento: 2016.
Série: As Modistas. Sedução da Seda (livro 1); Escândalo de Cetim (livro 2); Volúpia de Veludo (livro 3); Romance entre Rendas (livro 4).








“Porque, por um curto período de tempo, ela soubera como era viver de verdade no mundo dele, e não como uma intrusa. Por um curto período, ela soube como era ser especial naquela maneira curiosa que seus ancestrais foram: não porque tivessem sido grandes artesãos, inventores ou corajosos soldados, ou porque tivessem contribuído com algo de valor pra a humanidade, mas porque haviam nascido especiais: eram aristocratas de verdade.”
*Escândalo de Cetim (pág. 249).

Sophia, a irmã do meio das Noirot, nunca se deu ao luxo de se distrair além dos negócios da família. Ela não tem a habilidade de Marcelline com as mãos para criar belíssimos vestidos e nem a inteligência da caçula Leonie, mas é uma verdadeira trapaceira. A agilidade e familiaridade com os segredos das ruas são imprescindíveis para manter a Maison Noirot de pé, já que a mais rica e famosa cliente, lady Clara Fairfax, decidiu fugir de Londres.
Ao lado do irmão de Clara, lorde Longmore, Sophia embarca em uma aventura atrás da jovem que fugiu do noivo desastroso que arrumara. Sophia descobrirá terras nunca antes vistas e sentimentos até então desconhecidos.
Que Loretta Chase sabe fisgar um leitor não é uma novidade – mas ela conduz uma história regada de detalhes históricos de uma forma graciosa. No segundo volume da série “As Modistas” mergulhamos na vida de Sophia Noirot, a loira de olhos azuis com o dom de enganar a todos para conseguir o que quer. A personagem possui características de uma verdadeira espiã, em pleno século XIX: ela se infiltra em círculos sociais e descobre segredos terríveis da aristocracia londrina. Além de ser a mais engenhosa das três irmãs, Sophia é a colunista secreta do Morning Spetacle, o tabloide das fofocas mais quentes de Londres.
A personagem nos cativa por desenvolver emoção em todos os instantes da vida dela. Os olhos profundos e a personalidade forte fisga, mesmo sem querer, o conde de Longmore – um homem rico de vida fútil e cabeça-dura, como de praxe nos mocinhos de romances de época. Chase merece aplausos por conseguir reunir a história do primeiro livro, “Sedução da Seda”, com a do segundo sem embaralhar os rumos ou esquecer-se de algo. Como no livro anterior, Lady Clara Fairfax, irmã de Longmore, ainda é a peça central meio sem graça que amarra o desenrolar do enredo.

As capas dos livros da série são delicadas e retratam a ligação com a moda

   “Escândalo de Cetim” é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente. A trama é bem fluida e não apresenta dificuldades para acompanhá-la. O foco narrativo se restringe à tentativa de Sophia e Longmore de acharem a irmã dele – nessa aventura os dois se aproximam. A relação temporal é linear e só voltamos no tempo a partir do diálogo dos personagens. Como no primeiro livro da série, cada capítulo de “Escândalo de Cetim” inicia com uma citação de um periódico que nos revela um pouco mais sobre os costumes da época. 
Loretta Chase é formada em inglês pela Clark University, local em que, algum tempo depois, dividia o tempo entre ensinar e escrever. Ela publica romances de época desde 1987 e já ganhou vários prêmios por alguns deles. Ela também é autora de “O Príncipe dos Canalhas e “O Último dos Canalhas."



   Esse título é um típico romance época de autores contemporâneos: com mocinhos aristocratas com má reputação e mulheres que se apaixonam por eles. O que ele apresenta de diferente, porém, é uma mocinha arrojada e que, definitivamente, não precisa se casar para satisfazer a vontade da família ou da sociedade. As obras de Loretta Chase são assim: unem o esperado ao inconveniente. E o resultado não poderia ser melhor. Os amantes de romances de época talvez devem se render aos encantos da moça. Quem não tem familiaridade com esse gênero, recomendo começar por essa série, que deve ser lida na sequência para melhor envolvimento nos enredos.


Bibliografia de LORETTA CHASE (ordem cronológica):

  • O Visconde Vagabundo – Editora Signet (2004).
  • O Príncipe dos Canalhas - Editora Arqueiro (2015).
  • O Último dos Canalhas – Editora Arqueiro (2015).
  • Sedução da Seda – Editora Arqueiro (2016).
  • Escândalo de Cetim – Editora Arqueiro (2016).

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20/03/2017

Entrevistamos Nikelen Witter, autora de Territórios Invisíveis

Olá, queridos leitores da Academia! Como estão? Vocês se lembram que no final do mês passado divulgamos com exclusividade a capa da obra Guanabara Real - Alcova da Morte? E se lembram que entrevistamos o editor Artur Vecchi da Avec Editora, o cara por trás da obra? Bom, se não lembram ou não viram, sugiro que cliquem nos links e deem uma lidinha antes de continuar a ver esse post. A Academia não só entrevistou o editor como também foi conversar com os autores da obra. Hoje vamos mostrar a vocês a conversa que tivemos com a Nikelen Witter, a presença feminina no trio de escritores. E logo em seguida teremos a divulgação da entrevista com o Andre Zanki Cordenonsi e Enéias Tavares. Vamos conferir?

Maria Tereza Floresta é a personagem criada por Nikelen


Academia Literária
Fale-nos um pouco sobre você. Quem é Nikelen Witter? 

Nikelen Witter
É um tipo de pergunta difícil de responder. Posso dizer que sou uma leitora apaixonada e alguém que escreve por uma necessidade fundamental. Desde 2011, publico contos fantásticos e sou autora do romance juvenil Territórios Invisíveis, cuja segunda edição em e.book saiu pela Avec Editora esse ano, após ter esgotado a primeira edição na sua editora original, a Estronho. Atualmente, sou agenciada pela Increasy Consultoria Literária, com a qual trabalhei meu último livro - que também possui uma estética Steampunk e que será publicado após Guanabara Real; e com a qual já estou na parte de pesquisa para o próximo livro, que será uma ficção científica. Já tive épocas mais tranquilas, hoje, porém, estou envolvida em muitos projetos tanto na escrita, quanto no âmbito da universidade e do ativismo. Mas é um envolvimento que me faz feliz e, claro, que exige que eu equilibre muitas pontas da vida, como estar com meu filho, meu marido e minha família. Então, talvez, a busca desse equilíbrio entre tudo o que quero fazer, tudo o que consigo fazer e tudo o que acho que posso fazer seja minha definição e ambição nesse momento. 

Academia Literária
Qual foi a sua contribuição no livro Guanabara Real - A Alcova da Morte?

Nikelen Witter
Os meninos - o Enéias e o André - me apresentaram a ideia inicial pensada pelo Artur e a partir daí começamos a trabalhar juntos. Definimos as características iniciais dos personagens e os pontos gerais da história, Principalmente, definimos a estrutura por onde seguiríamos, o que cada um escreveria e qual personagem iria desenvolver. Como fiquei com o primeiro capítulo, acabei um pouco que estabelecendo o tom da narrativa em cima das ideias que tínhamos de algo leve e que envolvesse rapidamente o leitor.


Academia Literária
Pode nos contar um pouco sobre a personagem Maria Tereza? Soube que ela é uma investigadora Criminal e fundadora da Agência de Detetives Guanabara Real. Qual é, em sua opinião, a importância dentro e fora da obra de ter uma mulher no comando? 

Nikelen Witter
Maria Tereza Floresta é uma personagem muito pragmática e independente. A agência de detetives que ela criou é a sua vida. Ela é viúva e tem um passado complicado, mas nada disso a marca tanto quanto a existência da Guanabara Real. Pense em uma pessoa com seu maior sonho realizado. É isso e Maria Tereza vive o sonho em sua plenitude. Um crime em sua infância e os erros na forma como foi investigado a fizeram desejar ter essa carreira. Mas a vida não foi tranquila e ela teve de se refazer muitas vezes até alcançar seu plano de vida. Quanto a questão do comando, creio que o exercício político de funções de autoridade pelas mulheres é extremamente salutar para o mundo em que vivemos e para que se possa finalmente se conquistar a igualdade pela qual as mulheres lutam há tanto tempo. E acho que no nosso mundo, assim como no caso da Guanabara, o comando da Maria Tereza, de uma mulher, não embaça o protagonismo de ninguém, pelo contrário, acho que a principal habilidade dela como chefe é extrair o melhor dos seus associados. Porém, como eu disse no início, ela é uma pessoa muito pragmática, diria obsessiva em resolver os crimes que chegam à agência. Ela não vai se perder em amargores, memórias ruins ou mesmo em relações pessoais. Não se trata de frieza, mas de uma determinação difícil de ser abalada.

Cartão de visitas de Maria Tereza

Academia Literária
O que os leitores podem esperar da obra?

Nikelen Witter
Acho que Guanabara Real entrega o que promete: uma leitura divertida, instigante, capaz de deixar um gosto de quero mais. Tanto o cenário de um Rio de Janeiro reconstruído - e nisso tivemos muita ajuda do Artur, que nasceu lá, e eu pude contribuir um pouco, pois morei lá um ano - quanto suas personagens cativantes podem dar ao leitor uma experiência interessante e, talvez, surpreendente.

43 anos, Historiadora, professora universitária e escritora.

Sobre a autora:

     
            Nikelen Witter é uma escritora que se define pela necessidade insufocável de contar histórias. Amante da leitura, se encontrou como escritora de Literatura Fantástica em 2005. Os contos começaram a ser publicados em 2011, em diversas antologias de editoras de diferentes partes do Brasil. Seu conto Mary G. foi finalista do Prêmio Hydra de 2014. Seu romance Territórios Invisíveis (2ª ed. 2017, Avec Editora), foi finalista do Prêmio Argos de 2013. É uma das organizadoras do projeto Odisseia de Literatura Fantástica. É também historiadora, professora e pesquisadora das questões de feminismo e questões de gênero.

Guanabara Real - A Alcova da Morte é uma obra de fantasia escrito por três autores habilidosos. O livro se encontra em pré-venda neste link. A editora liberou o primeiro capítulo para leitura neste link. Quer saber mais sobre a obra? Acompanha o nosso blog que em breve sai a entrevista com os outros dois autores!

Até a próxima.
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18/03/2017

RESENHA – Seduzida por um guerreiro escocês – (Maya Banks)

Maya Banks
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: BANKS, Maya. Seduzida por um guerreiro escocês – série “Montgomery e Armstrong”. 1ª edição. São Paulo, Universo dos Livros, 2016. 338 páginas. Tradução: Felipe C. F. Vieira.
Gênero: Romance histórico
Temas: guerra, deficiência
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura norte-americana
Ano de lançamento: 2012 nos Estados Unidos da América e 2016 no Brasil

“Você é meu coração, Eveline, e maldito seja o rei por tirar meu coração de mim.”.
Seduzida por um guerreiro escocês – Livro 4. (posição 287 de 4.597 - E-book via Amazon)





Queridos leitores, este é o primeiro romance de época que leio da autora Maya Banks. Os outros livros que li dela eram romances eróticos, dos quais não gostei muito. Porém, como este estava com uma boa pontuação no Skoob, resolvi dar um crédito para a autora e arriscar a leitura. Sinceramente? Ainda bem que fiz isso, pois foi uma boa leitura para fechar e iniciar um ano. Sim, comecei no dia 26/12 e terminei no dia 01/01/2017.
Aqui vamos conhecer os dois clãs mais poderosos da Escócia, Montgomery e Armstrong, que estão em guerra. Como o rei não queria perder mais tempo e nem aliados valiosos nessa guerra, que durava mais de cinco décadas, pensou em um plano para forçar a paz entre eles. Sendo assim, ele teve a brilhante ideia de casar a Evaline, filha do Tavis, laird (chefe) do clã Armstrong, com o Graeme, laird dos Montgomery.
Obviamente, o decreto real causou um grande alvoroço em ambos os clãs. Haja vista que nenhum deles desejava uma mínima relação com o clã rival. Tendo em vista que só de se pensar em uma aliança, mesmo forçada, o desejo de vingança era enorme. Para o Tavis Armstrong seria muito difícil aceitar que sua filha –considerada “louca”, por conta de um acidente que lhe tolheu a fala – se casasse com o seu pior inimigo.
Como os lairds não podiam negar a ordem do rei, o casamento aconteceu. Porém, mesmo com todas as desavenças entre os clãs, o Graeme prometeu à mãe da Eveline, Robina, que não descontaria na garota as desavenças que existiam entre os clãs, tendo em vista que ela era inocente e não tinha culpa de ter nascido naquele território.
Quando o Graeme conheceu a Eveline, mesmo sabendo da fofoca que ele ouviu de que ela era louca, ele a achou a garota mais bonita que já havia visto na vida, e isso causou um grande desconforto nele, pois não poderia pensar esse tipo de coisa de uma pessoa com problemas mentais, que deveria ser tratada com muito cuidado.
Antes de se casar, a Eveline havia sido prometida ao Ian, filho do chefe do clã McHugh. No entanto, o garoto era um crápula, e para escapar dele ela saiu em disparada no seu cavalo, e isso resultou em um grave acidente. Ela ficou inconsciente durante três dias e quando acordou não conseguia falar, pois sua garganta estava machucada, e não conseguia mais ouvir. Como ela não conseguia ouvir, a médica da família disse que ela havia ficado louca, por conta da febre alta e do tempo longo de inconsciência.
Todavia, tirando a surdez, a Eveline não havia ficado com mais nenhuma sequela. Desta forma, já que o Ian havia rompido o noivado por causa do acidente, ela fingiu os sintomas do diagnóstico errado da médica.
  Após o casamento, quando ela chegou ao clã Montgomery, ninguém queria aceitá-la por ser louca e do clã inimigo. Após algumas dificuldades que ela teve que enfrentar para se impor ao clã, o Graeme se afeiçoou muito a ela e, ao longo dos dias, ele descobriu a farsa que ela mantinha.
Leitores, não vou falar muito por aqui para não estragar a história, mas, se puderem, leiam o livro, pois é bem bacana. Essa história me lembrou a história do livro “Um amor para Lady Johanna”, da autora Julie Garwood. Confesso que esperava um pouco mais da Eveline, e queria que ela não tivesse sido tão inocente. Mas nem tudo pode ser às mil maravilhas, não é mesmo? Quanto ao Graeme e os clãs eu adorei conhecê-los. Gosto muito quando o livro aborda amor e vingança e, obviamente, quando o amor prevalece, como foi neste caso.
 Para quem não conhece a Maya Banks, ela é a autora bestseller, do New York Times e do USA Today, de gêneros como o romance erótico, o suspense romântico, o romance contemporâneo e o romance histórico escocês. Já escreveu mais de 50 romances. Maya vive no Texas com o marido, três filhos e vários animais de estimação.
O livro possui 49 capítulos, além do prólogo, e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito em terceira pessoa, com ponto de vista alternado entre a Eveline e o Graeme. Nos agradecimentos, a autora disse que a surdez da Eveline foi baseada na condição do seu marido.
                Infelizmente, não gostei da capa deste livro, pois destoa totalmente das características da Eveline, que tem uma pele pálida e cabelos loiros. Além disso, como uma crítica à editora Universo dos Livros, gostaria de dizer que sempre tenho muita dificuldade em achar informações no site. Tenho a sensação que nunca é atualizado.
Por fim, é importante ressaltar que a série é composta por três livros, sendo que o segundo, “O mais desejado dos highlanders”, conta a história do irmão do Grame, Bowen Montgomery, e já foi lançado aqui no Brasil.
Seduzida por um guerreiro escocês

Bibliografia da Maya Banks (ordem cronológica):

Livros:
                Devoção total -  Harlequin (2010)
                Obsessão -  Leya (2013)
                Marcados pelo desejo – Harlequin (2013)
                Doces Carícias – Harlequin (2013)
                Beijos Tentadores – Harlequin (2013)
                Delírio -  Leya (2013)
                Fogo -  Leya (2014)
                Rebeldia – Harlequin (2014)
                Traição – Harlequin (2014)
                Rendição – Leya (2014)
                Doce Entrega  – Novo Século (2014)
                Submissão – Leya (2015)
                Devoção – Leya (2015)
                Proteja-me – Gutenberg (2015)
                Doce Persuasão – Novo Século (2015)
                Seduzida por um guerreiro escocês – Universo dos livros (2016)
                O Mais Desejado dos Highlanders – Universo dos livros (2016)
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