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27/09/16

Resenha – O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares (Ransom Riggs)

OBSERVAÇÃO
Resenha elaborada por Lucas Freitas e gentilmente cedida para a Academia Literária-DF.

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: RIGGS, Ransom. O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares. 2ª edição. São Paulo, Editora Leya, 2015. Tradução: Edmundo Barreiro e Marcia Blasques. 336 páginas.
Gênero: Ficção fantástica.
Temas: Mistério, magia, suspense, aventura.
Categoria: Literatura estrangeira.
Ano de lançamento: 2015
Série: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares (Livro 1); Cidade dos etéreos (Livro 2); Biblioteca de almas (Livro 3).




“As estrelas também eram viajantes do tempo. Quantos daqueles pontos de luz antigos eram ecos de sóis atualmente mortos? Quantas tinham nascido, mas sua luz ainda não chegara tão longe? Se todos os sóis menos o nosso fossem destruídos hoje, quantas gerações se passariam até que percebêssemos estar sozinhos? Sempre soube que o céu era cheio de mistérios, mas só naquela noite me dei conta da quantidade deles que havia na Terra também. ”
*O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares (pág. 323).

              Jacob, um rapaz de 15 anos, tinha sua rotina marcada por uma longa e sagrada tradição familiar: um trabalho em uma Smart Aid, empresa de seus tios que formava um grande “império” pela Flórida. Entretanto, os dias de serviço na empresa que lhe traçava um destino de sucesso não traziam qualquer alegria ou satisfação, levando Jacob a iniciar uma campanha de autossabotagem a fim de conseguir uma demissão que parecia impossível por ser membro da família dona do negócio. A sensação de monotonia e falta de sentido presente no jovem contrastava drasticamente com as histórias que ouvia de seu avô desde a infância, Abraham Portman, com quem ele mantinha uma relação especial.
              Abraham escapou da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial. Aos dozes anos foi enviado por seus pais para a Inglaterra com uma mala e as roupas do corpo com a esperança de fugir dos perigos da guerra. Encontrou abrigo em um orfanato no País de Gales, orfanato este que, segundo Abraham, era encantado: o lugar abrigava crianças com habilidades especiais, como uma garota que podia voar e um menino que tinha abelhas vivendo dentro dele, por exemplo; todos debaixo da tutela de uma ave velha e sábia que fumava cachimbo e os defendia de terríveis monstros. Além das palavras encantadoras, Abraham possuía provas documentais: algumas fotos das tais crianças. Com o passar dos anos, o encanto de criança de Jacob sobre as histórias de seu avô se tornou ceticismo. Mas o jovem ainda guardava certa inveja da vida de aventuras vivida por seu avô em sua luta por sobrevivência durante a guerra.
              Mas a vida comum de Jacob acaba sendo marcada por uma impactante tragédia familiar, um evento que além da dor e pesar habituais, apresenta ao jovem um intrigante mistério. Com o apoio de seu psiquiatra, o dr. Golan, ele viaja ao País de Gales a fim de desvendar o mistério em uma aventura em busca do orfanato presente nas histórias de seu avô. Ao encontrar apenas ruínas, Jacob descobrirá que o tempo guarda mistérios um tanto peculiares.
              O Orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares estabelece um universo fantástico autêntico e criativo. Ransom Riggs abre mão do uso de figuras comuns das histórias fantásticas – como fadas, feiticeiros ou fantasmas – expressando originalidade na criação de novos conceitos como o de pessoas peculiares – pessoas que nascem com habilidades singulares – e etéreos – peculiares rebeldes que se tornaram monstros assassinos vazios em seus corações e almas, invisíveis aos olhos das pessoas em geral. E o autor acertou em cheio em sua aposta.
          A obra possui uma atmosfera sombria fomentada não apenas pela escrita, mas também pela presença de fotografias. Riggs possui declarada paixão pela arte da fotografia e a utiliza de forma excepcional em seu livro, levando os leitores a uma profunda experiência estética. As fotos estão distribuídas por todo o livro, representando personagens e situações descritas na narrativa, como as crianças peculiares das histórias que Abraham contava a Jacob, todas com um aspecto antigo e grotesco que remete aos antigos filmes B de horror, ricos em efeitos práticos, despertando no observador uma certeza da ‘’falsidade’’ da cena ao mesmo tempo que intriga, inquieta e transmite um sentimento de que há algum mistério que passa despercebido aos olhos. Um fato interessante é que as imagens usadas pelo autor são fotos antigas reais (algumas passaram por leve tratamento) emprestadas por colecionadores ou recolhidas de sua coleção pessoal.

“Até meu avô, que tinha enchido minha cabeça com histórias de monstros com tentáculos no lugar da língua, era sábio o bastante para perceber que imagens como essas provocariam pesadelos em crianças.”
*O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares (pág. 44).

Uma das fotografias presentes no livro

            Os personagens são construídos sob uma perspectiva completamente humana. Jacob não é um herói virtuoso e inabalável, mas um jovem inseguro, cheio de temores e dúvidas, com uma relação fria com seus pais, mas que anseia por algo melhor. Sua jornada é envolta de mistérios e incertezas, muitas vezes ele não sabe para onde ir e tampouco tem ideia do que lhe aguarda. Mas é em meio às fraquezas e incertezas que vemos Jacob amadurecer.
              A obra é escrita em primeira pessoa com uma relação de tempo linear. A riqueza de detalhes na descrição dos cenários é notável, facilitando a imersão do leitor no universo da história. A narrativa é focada em grande parte nas reflexões e sentimentos de Jacob sobre os eventos de que participa, tendo um fluxo mais lento. O foco em Jacob acaba deixando alguns personagens pouco explorados, alguns têm participação tão inexpressiva que suas ausências não trariam qualquer perda à história. A ação dinâmica está presente em pequena quantidade. Particularmente gosto de histórias mais reflexivas, mas isso pode incomodar quem gosta de aventuras mais dinâmicas. Os detalhes físicos do livro fazem dele uma peça bela: páginas enfeitadas para a separação entre capítulos, folhas amareladas, boa diagramação, fonte agradável, enfeites no rodapé das páginas, além das fotos já citadas que passeiam entre o belo e o assustador, sendo uma delas estampada na própria capa.
           Ransom Riggs nasceu e cresceu na Flórida e vive atualmente em Los Angeles. Estudou literatura no Kenyon College em Ohio e cinema na Escola de Cinema e TV da Universidade do Sul da Califórnia. Além de blogueiro, é apaixonado por viagens, fotografia e colecionar fotos antigas, possuindo uma obra literária que une as suas diversas áreas de interesse de forma única.
           Indico este livro aos fãs de ficção fantástica em geral. É importante ressaltar que a história possui uma atmosfera sombria com momentos de tom mais pesado. Não há terror ou violência excessiva, mas não comece a ler este livro esperando uma história leve e alegre do início ao fim. Essa é uma história estranha, intrigante e extremamente autêntica. E exatamente por isso é inesquecível!

Bibliografia de RANSOM RIGGS:

Livros:
  • Orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares – Leya (2015)
  • Cidade dos etéreos Intrínseca (2016)
  • Biblioteca de almas – Intrínseca (2016)
  • Contos peculiares – Intrínseca (2016)
  • Talking pictures – ainda não publicado no Brasil

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26/09/16

Promoção: 1000 seguidores (Instagram)



Olá, queridos leitores! 
No último final de semana (dia 24/25) nosso perfil no instagram alcançou 1000 seguidores! (soltando rojões). E para comorar estamos promovendo um sorteio muito especial para nossos leitores lá no no nosso perfil.


Marcadores *-*

Estamos sorteando esse conjunto maravilhoso de marcadores. São 18 marcadores diferentes. Tem Harry Potter, Sherlock Holmes, Jane Austen, tem para todos os gostos! Quer saber como participar? Acesse nosso perfil no insta no link abaixo, siga as regras e boa sorte!

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25/09/16

Evento: Clube do Livro - "Six of Crows"


O que é?

Fala galera de Brasília!!!
Temos um encontro marcadissimo na Livraria Cultura para conversar sobre o livro Six of crows - Sangue e mentiras, publicado pela Editora Gutenberg.
Com a mediação do blog Academia Literária, além do apoio da Livraria Cultura e as livreiras Jessica e Marcia, iremos discutir a obra da Leigh Bardugo!
Leia o livro, convide seus amigos para conhecer o nosso clube!
Esperamos vocês!!!
A entrada é gratuita!"

Quando?

Dia 25 de Setembro (domingo), às 16h00


Onde? 


Livraria Cultura - Casa Park

Link do evento: aqui


Mapa:



Vamos?

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24/09/16

RESENHA – A Fúria e a Aurora (Renée Ahdieh)

Renée Ahdieh
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: AHDIEH, Renée. A Fúria e a Aurora. 1ª edição. São Paulo, Globo Alt (selo da Editora Globo), 2016. Tradução: Fabienne Mercês. 336 páginas.
Gênero: Romance, fantasia, Young Adults (YA)
Temas: Reino, aventura, triângulo amoroso, mistério, maldição
Categoria: Literatura Estrangeira
Ano de lançamento: 2015 no exterior e 2016 no Brasil
Série: A Fúria e a Aurora (Livro 1)


“Se você puder, dê a ele o amor que lhe permitirá ver por seus próprios olhos. Para uma alma perdida, esse tesouro vale seu peso em ouro. Vale seu peso em sonhos”.
A Fúria e a Aurora – Livro 1. (posição 1.950 – 36% – de 5.350 – E-book via Amazon)






          Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.
Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.
Queridos leitores, sabem quando um livro é tão bom, que você fica até sem imaginação para escrever sobre ele? Sim, foi o que aconteceu comigo. Amei cada pedacinho deste livro. Não é à toa que ele entrou para um dos meus favoritos do ano. No início, eu fiquei um pouco confusa para entender o que acontecia, mas depois que me habituei foi em um fôlego só que eu encerrei a leitura.
Este livro, “A Fúria e a Aurora”, foi baseado no clássico da literatura árabe “As Mil e uma Noites”, composto por uma coleção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI. De acordo com o site Brasil Escola, a obra conta a história do rei Périsa, da Pérsia, que depois de matar a esposa adúltera, decidiu se casar com uma mulher diferente por dia, degolando-a na manhã seguinte. Dentre as várias mulheres que desposou, Sherazade foi a mais esperta, iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir a continuação da história na noite seguinte. Com sua esperteza, Sherazade escapou da morte e, para continuar vivendo, escreveu mil e uma noites.



Na história da Renée Ahdieh, autora do livro “A Fúria e a Aurora, conhecemos a Sherazade (Shazi), personagem que tem uma determinação incrível, além de uma língua afiada, que acredito ter sido o ponto chave para conquistar a atenção do Khalid, rei de Khorasan. Ela se tornou uma das noivas do rei com o objetivo de matá-lo para vingar a sua melhor amiga, Shiva, e acabar de uma vez por todas com as barbaridades que ele cometia com as moças do reino, as quais ele desposava para na aurora do dia seguinte matá-las degoladas.
O Khalid, conhecido como menino-rei por ter assumido o trono com apenas quatorze anos, se tornou um rei frio e insensível, considerado pelos seus súditos um monstro. Aos seus dezoitos anos, ele carregava um ódio imenso por seu pai, o antigo califa (rei), por ter matado sua mãe e a humilhado perante o reino.
Antes da Shazi entrar para o reino, ela tinha um namorado da infância, Tariq, que era filho de um emir (nobre de Khorasan, semelhante a um duque). Ele, muito apaixonado, resolveu que deveria salvar sua amada das mãos do odioso rei e, para isso, ele teria que matá-lo.
Para não correr o perigo de ser morta ao amanhecer, a Shazi iniciou um conto para o califa, que ficou intrigado com o final da história. Ela prometeu que finalizaria, mas desde que pudesse contar no dia seguinte. Ele concordou. Desse dia em diante, ela passou a conquistar cada vez mais o menino-rei. Por isso, ela ficou conhecida no reino por ser a única rainha jovem a sobreviver não a uma, mas a duas auroras no palácio.
Os dias se passaram e a Shazi passou a conhecer mais os tormentos do Khalid. O problema foi que seu coração começou a seguir um caminho que sua cabeça não concordava. Isso gerou um conflito interno para ela.
Ao longo do texto a autora nos apresenta diversas situações que a Shazi teve que enfrentar para sobreviver. Os seus conceitos mudaram, mas, a sua determinação não. Será que ela teve coragem de vingar a sua amiga? Não vou contar. Você terá que ler.
Porém, gostaria de registrar aqui, queridos leitores, que o meu coração sempre bate mais forte para os personagens masculinos que são sempre os mais difíceis de lidar. Então, Tariq, desculpe-me, mas a minha torcida ficará para o Khalid.
Dos personagens secundários destaco a Despina, camareira da Shazi, o Jalal, primo e capitão da guarda do rei, e o Rahim, amigo do Tariq. Porém, esperava conhecer mais a irmã da Shazi, Irsa, senti que ela foi supérflua na história.
O livro possui 31 capítulos, e é narrado de forma linear cronológica e em terceira pessoa, por vários personagens, mas principalmente pela Shazi, pelo Tariq e pelo Khalid. No início é apresentado um glossário com os principais termos usados pela autora, como califa, emir, joonam, sayyidi, entre outros.
Gostei muito da capa publicada pela editora Globo Alt, inclusive, achei-a mais bonita que a publicada no exterior. Porém, pelo que pude perceber na internet, na capa publicada no exterior tem uma foto da Sherazade. Então, peguei-a para mostrar para vocês. A foto foi extraída do site Star Books.
Capa e contra-capa do livro publicado no exterior

É bom destacar que autora mora na Carolina do Norte com o marido, Victor, e o seu cão, Mushu. No seu meu tempo livre, gosta de cozinhar, dançar salsa, e causar estragos na vida dos seus personagens.
Enfim, agora o que me resta é aguardar, ansiosamente, pelo lançamento do último livro, Rose and the Dagger (A Rosa e a Adaga, tradução livre), que ainda não tem previsão para ser lançado aqui no Brasil.
A fúria e a aurora

Bibliografia de Renée Ahdieh (ordem cronológica):


Livros:
  • A Fúria e a Aurora – Globo Alt (2016)

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23/09/16

CONSIDERAÇÕES: Leya na Estrada (Brasília)

Editora Leya



A Editora LeYa orgulhosamente convida a todos vocês, valentes desbravadores e desbravadoras, a calçarem suas botas de caminhada, encherem as mochilas com poções de cura, mana e estamina, afiarem o gume da espada montante +2 vorpal obra prima (sim, isso é bem nerd) e atualizem a lista de mp3 para embarcarem conosco nessa audaciosa viagem através dos mais variados mundos da literatura fantástica! Esse é o LeYa na Estrada! Nosso curador, mestre de cerimônias e bigodes, Affonso Solano (conhecido humildemente como Rei dos Escritores), viajará por 10 capitais do país encontrando corajosos LeYtores e LeYtoras para uma conversa sobre os principais livros de fantasia/geek que a LeYa trará em 2016! Esperamos vocês, padawans, para compartilharmos toda essa XP. Se o inverno está chegando, não sabemos... Mas a hora da aventura está!

Assim era o convite/descrição no site da turnê que a Editora LeYa está realizando por 10 capitais brasileiras desde abril. E ontem, 22 de setembro, Brasília foi a sétima cidade visitada pelo LeYa Na Estrada. o/
O evento, que ocorreu no auditório da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi às 19:00h, foi apresentado por Rômulo Medina, analista de marketing da editora, e também pelo escritor e curador Affonso Solano.

Rômulo Medina
Rômulo Medina e Affonso Solano


O formato do evento não é uma novidade, já que a editoras como Intrínseca (Turnê da Intrínseca), Record (Mochilão da Record) e Rocco (Fanáticos Rocco) já promovem ações do tipo a algum tempo. A novidade foi a Leya ter incluído Brasília no circuito desse ano! Posso dizer pela equipe da Academia Literária e pelos leitores de Brasília, que louvamos esta iniciativa.
Segundo palavras dos mediadores, o Leya Na Estrada desse ano se pautou em uma decisão da equipe editorial de fazer de 2016 o ano da Fantasia na Leya. Isso mesmo, galera! E editora que trouxe “As crônicas de gelo e fogo” para o Brasil está apostando forte na Fantasia esse ano! E nós amamos isso! Desse modo, Rômulo e Affonso apresentaram os lançamentos de 2016 no gênero, tanto os que já estão nas prateleiras quanto os que virão nos próximos meses. São eles:

  • Jornada nas Estrelas: O guia da saga (Salvador Nogueira e Susana Alexandria);
  • Alien: Surgida das Sombras (Tim Lebbon) – a trilogia canônica da série Alien;
  • O trono do sol. Vol.III: A magia da aurora (S. L. Farrell) – trilogia “O Ciclo Nessântico;
  • Wicked (Gregory Maguire) – a história da Bruxa do Oste de O mágico de Oz;
  • A torre (Daniel O’Malley) – inaugurou o ano da fantasia na Leya, lançado em janeiro;
  • O código perdido; e A costa negra (Kevin Emerson) – trilogia “Os atlantes”;
  • World of Warcraft: Crônicas – serão lançados os volumes I e II;
  • Ship of Magic (Robin Hobb) – livro 1 da série “Liveship Traders”, ainda sem tradução definida;
  • Superman: Uma biografia não autorizada (Glen Weldon)
  • Dungeons & Dragons: o império da imaginação (Michael Witwer) – livro que conta a história do criador do famoso sistema de RPG;
  • A canção de sangue (Anthony Ryan) – livro 1 da trilogia “A sombra do corvo”;
  • O enigma de Blackthorn (Kevin Sands);
  • Zangado: o que é ser um gamer e como me tornei um (Zangado) – livro do youtuber;
  • Clube da luta 2 (Chuck Palahniuk) – HQ que conta a continuação da história do protagonista do primeiro livro / filme;
  • Clube da luta (Chuck Palahniuk) – edição especial de colecionador;
  • Assombro (Chuck Palahniuk) – livro de contos;
  • Mistborn, Vol.III: O héroi das eras (Brandon Sanderson);
  • O cavaleiro dos sete reinos (George R.R. Martin) – edição ilustrada e capa dura;
  • As terras de gelo e fogo (George R.R. Martin) – box com todos os mapas de Westeros;
  • Game of Thrones: por dentro da série da HBO – 3º e 4º temporadas;
  • Dangerous Women (George R.R. Martin e outros) – livro de contos com protagonistas femininas;
  • Série Wild Cards – sete livros baseados na aventura de RPG  que George R.R. Martin jogava com seus amigos;

Alguns dos lançamentos do ano


Foram muitos livros e os mediadores falaram brevemente de cada um deles, compartilhando a sinopse e algumas curiosidades. Aproveitando o gancho que determinadas obras suscitavam e também as perguntas do público – que teve a liberdade de se expressar a qualquer momento e não somente ao final –, Rômulo e Affonso ainda falaram de diversos assuntos tais como a adesão ao e-book e sua viabilidade financeira no Brasil; livros com capas de filmes; edições econômicas; tradução de nomes de cidades e de personagens; e livros de youtubers. A interação entre o público e os mediadores foi fantástica!
Vale destacar a explanação feita sobre os conceitos de Low Fantasy e High Fantasy. A categoria High Fantasy (alta fantasia)  abrange as obras que criam um mundo totalmente novo, com geografia, seres e regras próprias, como no caso de “O senhor dos anéis”. E a categoria Low Fantasy (baixa fantasia) engloba as obras que insere os elementos fantásticos no nosso mundo, nosso cotidiano conhecido, seja no presente ou no passado, como no caso de “Harry Potter”.
Também merece destaque o anúncio da parceria entre a Leya e o site Omelete, parceria essa que visa trazer obras para o público nerd/geek por um selo próprio. Ainda fomos agraciados com a exposição do making off da concepção das capas de algumas obras apresentadas, inclusive do “O espadachim de carvão – Vol.II: As pontes de Puzur” do próprio Affonso Solano, desde o briefing (ideia original) até o resultado final. Uma coisa linda de se ver!
Por fim, não podemos deixar de comentar sobre os brindes. Logo na entrada, o público recebeu uma sacola contendo um mapa de Westeros em tecido, uma bússola (AMEI!!!!), uma caderneta e uma caneta. Após se apresentarem, os mediadores anunciaram que abaixo de algumas cadeiras, 10 no total, estavam presos uns cartõezinhos que dariam a quem os encontrasse o direito de receber o livro “A canção do sangue – Vol.I”. No final, três sortudos que souberam as respostas para três perguntas,  receberam uma sacola contendo dois livros.

Leya na Estrada 2016
Brindes que todos receberam na entrada do evento


E assim, duas horas e meia após começar, o evento se encerrou. Rômulo Medina e Affonso Solano ainda ficaram no auditório para atender aos leitores que quisessem falar com eles pessoalmente.
Só posso dizer que fiquei muito feliz com a vinda da Leya para Brasília e que torcemos para que todas as editoras que tenham qualquer projeto de aproximação com seu público leitor, siga o exemplo e também inclua os habitantes do quadradinho em seus circuitos.

Como nem tudo são flores, faz-se necessário comentar uma pequena discrepância: pelo que outros blogueiros/leitores já postaram nessa internet afora, assim como já aconteceu com outras editoras em outros eventos, mais uma vez Brasília teve um kit de brindes mais singelo. Enquanto em Brasília o livro "A canção do sangue – Vol.I" foi presenteado para apenas 10 pessoas que encontraram os cartõezinhos embaixo de suas carteiras, em outras cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, todas as pessoas receberam o livro incluído em seu kit. Gostaríamos humildemente de sugerir para TODOS os que promovem eventos do tipo em escala nacional que padronizem o kit de brindes. Se, independentemente da cidade, todos receberem kits iguais, ainda que sejam mais singelos, ninguém se sentirá desfavorecido e todos ficarão igualmente satisfeitos. É uma pequena sugestão nossa.

Então é isso. Esperamos que todos os que foram ao evento tenham se divertido como eu me diverti, e que a Leya volte mais vezes para nos contar suas novidades.

Até o próximo evento, galera! 

PS: Desculpem a escassez de fotos. Problemas técnicos com a câmera. E fotos de celular, já viram.....


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Horóscopo dos livros: Libra

Olá, amigos leitores,tudo bem com vocês?

Dando continuidade ao nosso post dos personagens literários ligados aos signos dos zodíacos, este mês vamos falar do signo de libra. Sendo assim, de hoje até o dia 22 de outubro o sol estará nesta casa.

Temos algum (a) libriano (a) por aqui? Libra é o meu signo ascendente! Vamos então para a previsão do signo?

Caso queira ler o que os astros disseram para os signos de gêmeos, câncerleão e virgem, basta clicar nos respectivos signos. ;) 





Libra (23 de setembro - 22 de outubro) - Signo do Ar

De acordo com o site Tão Feminino, descrevemos abaixo o perfil do (a) libriano (a):

Uma das grandes qualidades das pessoas de Libra é saber harmonizar. O equilíbrio que tanto buscam na vida sempre tem espaço para dias de trabalho, passar tempo com a família, praticar exercícios e ter noites especiais de farra com os amigos. E, acima de tudo, quem é do signo de Libra sonha com um mundo mais justo e, por isso, estuda arduamente para contribuir com uma sociedade melhor. Um dos grandes desafios dos librianos é se posicionar e se a adaptar a mudanças.

Características da pessoa deste signo: encantadoras, companheiras, sociável, românticas, inteligentes, indecisa...

Personagem feminina: Poppy Wyatt do livro “Fiquei com o Seu Número”, da autora Sophie Kinsella.

Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Breve avaliação: A Poppy é uma personagem fofa, ela é muito inteligente, apesar de achar que não é, e se dá muito bem com todo mundo. Não tem como não gostar dela.

Personagem masculino: Garrick Taylor do livro “Perdendo-me”, da autora Cora Carmack.


Sinopse: Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual. Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?

Breve avaliação:
O Garrick é um personagem cativante, inteligente, educado, bonito, romântico. Meninas, se vocês encontrarem um Garrick na vida de vocês, não o deixem escapar, ok?



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